coisas que eram melhores em hannover.
Escrito em alemanha, Junho 1, 2008 @ 07:34

bagel sandwiches no bagel brothers, por exemplo.

esse foi o meu caf? da manh? antes de embarcar para a it?lia, em maio.
o ?nico inconveniente ? que o bagel brothers, pela manh?, ? povoado por “yummy mummies”, que abarrotam o lugar de carrinhos de beb?s t?o enormes quanto desnecess?rios.

deus perdoe essa gente que consegue importar s?mbolos de status para atividades t?o comuns quanto a maternidade.

mas o bagel de cream cheese com salm?o OU o de peru com french mustard e salada fazem o inc?modo valer a pena.

em hannover.
Escrito em alemanha, diário de bordo, Maio 5, 2008 @ 02:26

faz sol l? fora, mas frio aqui dentro.
acho que cheguei ? conclus?o mais ?bvia de todas. meu problema nunca foi, propriamente, com a alemanha - e sim com esse flat. no minuto em que o port?o do pr?dio se abriu e come?amos a subir as escadas, meu peito fechou-se. eu n?o senti falta daqui. eu n?o estou em ?xtase por estar aqui novamente.
n?o voltaremos, entretanto; o dono pediu o apartamento de volta. yay. pode ficar com ele todinho, baby.

sobrevivi bravamente ?s duas horas e meia do v?o charter jersey-hannover, embora a aeronave estivesse lotada de alem?es se comportando de maneira bizarra. ainda estou tentando entender a necessidade de baterem palmas quando o avi?o tocou o solo e de desafivelarem o cinto de seguran?a uns 10 minutos ANTES da aterrisagem… sem mencionar o fato de que todos pediam para ler a minha revista, apenas para coloc?-la em sil?ncio de volta no banco vazio ao meu lado (sem agradecer) uns 15 segundos depois de terem pego emprestada.

acho que alem?es n?o gostam da marie claire.
bom, nem eu. s? comprei porque o creme hidratante da the body shop que estava sendo oferecido de gra?a na revista de ?3.20, custava 5 libras na loja.

agora estou aqui tentando decidir se devo sair para comprar filtro solar + demaquilante.
e um par de sand?lias de gladiador.
mas eu s? tenho 12 libras na carteira. e nenhum euro. e nenhum cart?o de cr?dito que seria aceito - sim, al?m da marie claire, alem?es tamb?m n?o gostam de dinheiro de pl?stico.

mas eles se amarram num porco girando no espeto, e devo ter engordado usn dez quilos s? de olhar pra um deles ontem, em mais uma dessas “feirinhas medievais” que s? servem para vender tralhas overpriced. acho que chega delas por essa vida.

enfim, tem bolo de lim?o na cozinha. as coisas podiam ser muito piores.

no pr?ximo s?bado, v?o hannover - catania.
at? l?, muito o que ser feito (como ele vai sair desse apartamento de vez, precisamos empacotar coisas e limp?-lo) e alguns apertos para distribuir.

e muitos cappuccinos na piazza cappucinno.

a scattering of things
Escrito em alemanha, humor observacional, vida, Janeiro 19, 2008 @ 15:17

sim, eu sumi. mas ? por estar ocupad?ssima - estou de mudan?a. hoje ? a minha ?ltima noite na terra da salsicha, pelo menos pelos pr?ximos 30 dias. cansei, enjoei, irritei. quero minha casa, minha BBC, minha assinatura da revista country living, minha caminha e minhas janelas com vista para o verde - e n?o para a vizinha obesa andando de suti? pela sala enquanto fala no celular ou para o camarada com cara de ped?filo que passa o dia inteiro olhando para a tela do computador com um sorriso estranho no rosto. *medo*

acabo de voltar da ikea. parece que TODAS as fam?lias de hannover olharam pela janela hoje cedo, deram de cara com a chuva e decidiram: “vamo lev? as crian?a tudo pra passear na ikea??”. porque, sinceramente. era uma mistura de p?tio de jardim de inf?ncia na hora do recreio + enfermaria infantil de hospital + creche para bipolares. gritos, choros, berros, correria, crian?a passando por cima do p?, crian?a derrubando displays no ch?o… fa?a a imagem do inferno de dante na sua cabe?a e creia em mim quando eu disser que era MIL vezes pior.

gostaria que essas fam?lias acordassem para o fato de que loja de departamentos n?o ? parquinho. as pessoas est?o l? para fazer decis?es e compras, n?o para aturar berreiro de pivete mal educado nem ser atropeladas por aqueles carrinhos de madeira infantis ri-d?-cu-los. levar a ninhada inteira pra “passear na ikea e almo?ar alm?ndega” ? passar atestado de pobre ainda mais evidente do que p?r bombril na antena da televis?o. simancol na veia, ok?

mas nem tudo ? pobrema, meu povo. fui ? saturn comprar um adaptador para poder ouvir meu ipod no r?dio do carro e dei de cara com um clone 30 vezes melhorado do jake gyllenhaal. para exemplificar, digo que o clone era lindo enquanto eu acho o jake feio. eu sou chat?ssima pra achar homem bonito; meu padr?o ? alto e incomum. mas HELLO BABY, voc? hoje fez at? parar de chover - literalmente.

quase vi uma patricinha virar pizza na rua, hoje. ch?o molhado, salto dez, sinal aberto, a energ?mena foi tentar atravessar correndo. ali?s, “correndo” ? modo de dizer - imagine aquele t?pico andar salta-pocinhas acelerado que essas mulheres desenvolveram para se locomover rapidamente em cima de dois palitos. resultado: levou um escorreg?o e se esborrachou na frente do carro, que parou a uns dez cent?metros da cabecinha loira sax?. mais meio mil?simo e ia voar c?rebro e chucrute pra todo lado. te dou uma dica, gatan? acenda uma vela em agradecimento ao seu anjo da guarda - e ao inventor dos freios ABS.

venho declarar meu nojinho por essas “cantoras” que gravam m?sicas chamando a aten??o para o seus “status de celebridade” (leia-se fergie em fergalicious, jennifer lopez em jenny from the block e, mais recente e desgra?adamente, britney spears em piece of me). essas furaram a fila do “eu me acho” e encheram tr?s sacolas cada. no caso da britney, ent?o, soa como o t?pico caso “levar problemas pessoais para o trabalho”. des?am do altarzinho, please. at? porque as “santas” s?o de barro, e se cairem l? de cima j? viu, n?.

encerro as transmiss?es alem?s por ora, crian?as. e hoje me peguei pensando que sinto uma nostalgia gostosa de todas as casas onde morei na vida, n?o importa onde, nem por quanto tempo. saudade da casa onde nasci e vivi meus primeiros anos, apesar de me lembrar t?o pouco. saudade absurda e v?vida da casa onde passei a inf?ncia e a adolesc?ncia. saudade da quitinete min?scula onde minha m?e foi morar com seu companheiro quando se separou do meu pai, e onde eu frequentemente a visitava. saudade do apartamento de dois quartos no mesmo pr?dio onde, depois de brigar com meu pai, fui morar com eles. saudades da linda casinha amarela que os dois compraram juntos e que quase perdemos quando ele foi morto… ?. barra. pesada.

saudades da cottage alugada, pequena por?m ador?vel, onde passei minhas duas primeiras temporadas em jersey e me apaixonei pelo anfitri?o. saudades da cottage gelada, com aquecimento deficiente, onde come?amos nossa vida juntos (enquanto a casa principal estava sendo restaurada) e onde dan?amos ao som do led zeppelin na cozinha no dia do nosso casamento. saudades da nossa casa, que reformamos juntos e onde h? um pouco de n?s dois em cada c?modo, em cada cor de tinta escolhida e em cada m?vel que trouxemos com sacrif?cio do brasil; da casa que se transformou junto conosco e que, com sorte, abrigar? nossos sonhos e planos pelas pr?ximas d?cadas. mas posso afirmar, com quase certeza, que n?o levarei saudades desse apartamento, nem dos meses que passei aqui. nunca, nem mesmo temporariamente, me senti realmente em casa.

?. amanh? bem cedo estarei voltando para a minha.
vou ali terminar de empacotar a vida; volto (e voltarei a ler todos voc?s) assim que humanamente poss?vel.

about the small things.
Escrito em alemanha, fotos, vida, Dezembro 20, 2007 @ 08:03

natal resolvido: vamos para amsterdam.
pensei na bav?ria, em praga, em salzburgo. deduzi que a holanda ficava mais perto e me traria menos stress. tamb?m houve uma viagem cancelada ? amsterdam m?s passado e eu achei melhor encerrar o ciclo, haha. por um lado, o risco ? passar o natal perambulando em uma cidade onde tudo estar? fechado e vazio. por outro lado, tenho quase certeza de que isso far? o natal ficar ainda mais perfeito.

acho que vou para o inferno por ficar da janela observando criancinhas escorregando nas po?as de ?gua congelada na rua. e rindo, naturalmente. porque, se eu chorasse diante do infort?nio alheio, eu iria para o c?u.
grade da varanda, essa manh?:

a verdade ? que os alem?es realmente sabem celebrar o natal.
descontadas as musiquinhas ? la jingle bells da mariah carey, george michael, dido e similares que come?am a poluir o r?dio nessa ?poca do ano (algu?m a? AINDA aguenta ouvir merry christmas do slade??), a atmosfera em geral ? festiva, colorida e artesanal, sem ser cafona.

sabe aquelas “obras de arte” em mat?ria de decora??o natalina que quase podem ser vistas do espa?o? (exemplos aqui, aqui e aqui) pois ?, ainda n?o vi nada parecido por essas bandas - nem na cidade, nem no campo. o que n?o quer dizer que n?o existam; mas o fato de eu ainda n?o ter visto nenhuma me traz alento ? alma, haha. j? na inglaterra, aquele outrora comedido pa?s, as luzes natalinas coloridas se propagam a ponto de trazer amea?a de curto circuito para os moradores e cegueira noturna aos passantes. na terra de lilibeth, o bom gosto parece ter sa?do pela mesma chamin? onde o papai noel entrou.

o corners of my home ? um dos meus grupos preferidos do flickr. “um lugar para compartilhar os cantinhos preferidos do seu lar, aqueles que verdadeiramente fazem voc? sentir algo - alegria, paz, o que seja.” tenho v?rios assim na nossa casa em jersey, apesar de haver ainda tanto por se fazer l?. aqui em hannover… bem, para in?cio de conversa, esse n?o ? o “meu lar”. por mais que eu esteja passando aqui dias, semanas, meses a fio, aindo sinto esse espa?o como tempor?rio. talvez por isso eu goste tanto de me cercar destas pequenas coisas queridas que, al?m de trazer um pouco de luz, calor e cor para esta paisagem cinza (l? fora e aqui dentro de mim, ?s vezes), trazem um pouco do meu lar de verdade para onde quer que eu olhe e v?.

mercado de natal de celle.
Escrito em alemanha, fotos, Dezembro 18, 2007 @ 07:14

a festa do velho noel est? a? e ainda n?o discuti o assunto com o respectivo.
leve medinho de passar a data enfiada em casa, sem absolutamente nada na geladeira para comer, por pura falta de planejamento.

admito que n?o estava animada com a id?ia de passar o natal nesse apartamento. ali?s, n?o estou. do jeito que esse povo aqui simplesmente n?o acredita no conceito de CORTINAS, ? capaz de eu saber exatamente TUDO o que os vizinhos estar?o comendo na ceia do dia 24. e eles sabendo exatamente tudo o que eu N?O estarei comendo, caso n?o tome vergonha na cara e OU encare as filas j? quilom?tricas nos supermercados OU arrume um canto onde me enfiar e fugir desse “natal coletivo de janela” aqui de List.

?s vezes os casacos n?o vencem a luta com o frio.
o jeito ? tremer com estilo, beber mulled wine e eierpunsch (o equivalente alem?o do eggnogg).

e, claro, andar beeem r?pido.
brrrrrrr.

perdas e ganhos.
Escrito em alemanha, nice things, para refletir, Dezembro 16, 2007 @ 06:25

por duas noites seguidas tenho frequentado a zona do “baixo meretr?cio” de hannover, atr?s de cerveja barata, divers?o de “catiguria” (ver a baba escorrer do canto da boca da gringada assistindo meninas do leste europeu rodopiar em mesas girat?rias, o equivalente humano de cachorros babando diante dos fornos de galeto nas padarias) e encontrar a anna e seus amigos submundo. gente incrivelmente boa, engra?ada, zero de afeta??o. como eu disse antes, ? reconfortante conversar com pessoas que n?o falam um ingl?s perfeito. porque eu sou totalmente self conscious, acho que o meu ingl?s ? paup?rrimo (apesar dos elogios que recebo) e prefiro n?o me arriscar com native speakers.

eu sei, ? uma t?tica furada. for?ar o meu ingl?s mixuruca (nunca pisei num curso) para fora da zona de conforto “marido-sogra-mo?as-da-cornershop” faria um bem enorme ? minha flu?ncia. maaas deixo o projeto para quando eu estiver de volta aos dom?nios da lilibeth. por ora, vou ali beber gilde ratskeller e resolver outros problemas maiores. a seguir:

os big bosses do departamento de agricultura de jersey n?o engoliram a minha ret?rica.
como o veterin?rio imbecil perdeu a amostra de sangue coletada da chantilly h? 5 meses, a pobre gata vai ter que ficar por essas bandas at? abril/maio. mesmo tendo sido testada DUAS vezes contra a raiva e por DUAS vezes ter obtido resultado satisfat?rio.
a gata fica, e n?s idem. n?o poder?amos, na verdade. mas ficaremos.

vamos tamb?m escrever uma carta como ?ltima tentativa, mas estou pra l? de pessimista.
a previs?o ? de mais 4-5 meses de inverno escuro, uma gata entediada e eu me transformando numa obesa m?rbida por falta de exerc?cio, yay.

mas desculpa? destino - i’m a fighter. :)
em retalia??o, me matricularei de novo na academia, comprarei todos os kits de modelling poss?veis e terei minha village em miniatura escala 1:87 (porque na alemanha os kits s?o mais diversificados; na inglaterra s? se encontra kits de avi?es e tanques militares, j? que os ingleses s?o obcecados por guerras). at? o presente momento tenho cinco casas j? montadas, quatro carros, uma igreja e a esta??o de trem. falta todo o resto, mas eu chego l? - fotos em breve (passei boas horas felizes colando partes e getting high com o cheiro da cola). e vou ampliar a dollhouse com uma extens?o, garagem e jardim. tamb?m pretendo sacudir a pregui?a desse corpo e visitar as amiguinhas que se espalham pela europa (beth na espanha, fl?via na it?lia e cris na inglaterra, wait for me!)

tudo isso para deixar meu c?rebro ocupado nesse inverno g?lido e escuro, e minhas m?os longe da geladeira. hei de conseguir.

e, como n?o vai dar pra decorar meu cafofo em jersey em 2007 como pretendido, resta-me assinar a house beautiful e destilar saliva no lar alheio:



mais um scrap escrotinho no orkut. provavelmente da mesma pessoa (apesar do perfil fake ser outro). tenho quase certeza que a alma penada saiu de uma dessas comunidades “brasileiros na inglaterra” (das quais por um ato falho da natureza eu ainda fa?o parte, mesmo que n?o frequente h? mil?nios), povoadas por patricinhas e playboys, revoltados por n?o serem tratados no exterior como as princesas e pr?ncipes que acreditavam ser no brasil. porque no brasil, todos sabem, basta ter fen?tipo n?rdico, morar bem e dinheiro no bolso (mesmo que seja o do papai) para que tapetes se estendam.

mas eu sou uma pessoa emp?tica. compreendo que, aos 20 anos de idade, descobrir que pratos de bife e batata frita n?o brotam da geladeira e que comida precisa ser comprada no supermercado, paga, descascada, cozida e preparada antes de comer, e que - o horror! - pratos devem ser lavados depois… deve ser um trauma e tanto. n?o sei quanto a voc?s, mas tenho pena (sincera, sem ironia) de pessoas que, por talvez estarem infelizes, querem puxar todo mundo pro lodo, tamb?m. a desgra?a gosta de companhia, ? fato.

o meu conselho (sem ironia alguma) ? apenas um: se a barra est? assim t?o pesada, talvez seja o caso de vender a tv de plasma comprada com o dinheiro dos “porcos colonialistas” e comprar uma passagem. a british airways oferece tr?s v?os semanais de volta para o eldorado.
fuck off and be merry. :)

vou ali me deletar de umas comunidades e beber mais cerveja.

xmas countdown.
Escrito em alemanha, reminiscências, Dezembro 11, 2007 @ 07:26

eu juro. se encontrar mais alguma porcaria, na internet ou nas vitrines, clamando conter cristais swarovski, eu vou gritar.

tamb?m queria entender qual ? a do rebuli?o em torno do bagulho. me lembro de uma certa menininha que anunciava aos quatro ventos o fato de que seus brincos tinham “cristais swarovski aut?nticos”. me pergunto por que diabos ela agia como se tivesse um diamante de pureza IF pendurado na orelha quando, na verdade, os “cristais swarovski” n?o passam de peda?os de vidro superfaturados. poupe-me.

c?us, eu preciso de um doce. tipo, AGORA.

estamos quase na metade de dezembro e pelos blogs j? come?am a espocar posts sobre o natal.
admito gostar das festividades de fim de ano. mesmo quando eu era pequena e minha m?e me costurava dois figurinos cafonas dos anos 80, um para o natal, e outro para o ano novo. nunca descobri a necessidade de ter “roupa nova” para essas ocasi?es, j? que eu quase sempre ficava em casa, deliciada diante de uma mesa cheia de comida com meu pai, enquanto mam?e se enfiava na festa familiar da casa em frente ? nossa.

adoro as luzes de natal. a felicidade simples de avistar, l? pelo final de novembro, a primeira janela enfeitada do ano, com os “pisca-piscas” comprados nas lojas americanas. a onipresen?a do papai noel nos an?ncios de tv e outdoors. a classe “C” se deslocando para fu?ar as prateleiras das lojas de 1,99 na rua da alf?ndega. remoer a d?vida: fazer o tradicional peru ou inovar e assar um pernil? (e acabar, invariavelmente, fazendo o peru de novo) shoppings lotados (mesmo que eu n?o aprove o consumismo, adoro o furdun?o). especiais cafonas de fim de ano. panetone, castanhas e bacalhau nos supermercados. o cheiro das rabanadas assando. encher o saco da m?e para, mais uma vez, fazer um pudim de leite. decorar a ?rvore sem apelar para clich?s do tipo “20 bolas vermelhas + pisca pisca multicolorido + 3 tipos de enfeites, 5 de cada” (na minha ?rvore em jersey eu penduro pequenas coisas que amo, como brinquedos, conchinhas da praia de rozel, os items mais vistosos da minha cole??o de bot?es, souvenirs de viagem que trago ou ganho do british boy…). expectativa.

a ?nica parte chata s?o os t?picos filmes natalinos, carregados daquela glicose norte americana e de criancinhas chatinhas que “n?o deixam a magia natalina morrer”. por mim a magia pode ficar, mas os diretores/roteiristas que apelam pra esses clichez?es xaroposos podem morrer ontem.

os alem?es s?o conhecidos por celebrar o natal com estilo. aqui a comilan?a rola na noite do dia 24 (como ? no brasil), e n?o no dia 25 como na inglaterra, por exemplo. foi aqui que nasceram os mercados natalinos (weihnachtsmarkt), que se espalham pelas cidades vendendo comida, bebida (principalmente cerveja e gluhwein, um vinho quente com a??car e especiarias), bolos como t?pico stollen alem?o, meias, gorros, cachec?is e luvas de l?, e toda a sorte de objetos de decora??o de natal, alguns tradicionalmente esculpidos em madeira. achei essa foto no yvestown:

? uma t?pica “pir?mide de natal” alem?. quando se acendem as velas da base, o calor da chama ativa as h?lices no topo (lembram-se das aulas de f?sica? ar quente sobe, ar frio desce, etc) e toda a cena natalina come?a a girar, iluminada pelas velinhas. em uma palavra: ador?vel. os tamanhos, modelos e cenas variam muito, de acordo com a habilidade e criatividade do escultor (os pre?os tamb?m variam muito, claro). o ebay tem v?rios modelos lind?ssimos.

eu tenho algo parecido; n?o ? uma pir?mide, nem ? de madeira, mas o mecanismo ? o mesmo. comprei na gift shop do museu skansen de estocolmo: quando as velas se acendem, os anjinhos giram e tocam nos sininhos da base. o som resultante ? t?o simples quanto m?gico. apesar de o meu candle chime ser igualzinho, a foto abaixo n?o ? minha (ainda n?o fotografei o meu); encontrei-a num site de artigos escandinavos chamado ingebretsen’s, onde o kit custa menos de 30 reais:

enfim, tenho visitado v?rios mercados natalinos, comido e bebido (principalmente cerveja e porco assado, hehe), mas n?o compro nada. tudo ? muito bonitinho, pitoresco e ador?vel, mas se eu for p?r na sacola tudo o que cai nessa categoria, vou falir em meia hora, minha casa vai se encher (ainda mais) de entulhos e se transformar num “museu de tralhas do mundo”.

por?m, s?bado passado, no mercado de natal de potsdamer platz em berlin, eu n?o pude resistir:

oi, eu tenho 10 anos e essa ? a minha casa de bonecas.
t? legal, eu confesso: essa ? MAIS UMA casa de bonecas.

hm. talvez aquela id?ia de “museu de tralhas do mundo” nem seja uma id?ia t?o m?, hein?

cenas de um mercado natalino
Escrito em alemanha, fotos, Dezembro 3, 2007 @ 08:47











tell me six.
Escrito em alemanha, caderno de perguntas, fotos, Dezembro 1, 2007 @ 13:34

um: algo que voc? ama.
dois: algo de que voc? sente falta.
tr?s: algo que voc? nunca disse a ningu?m.
quatro: algo que voc? gosta em si mesmo.
cinco: algu?m que voc? admire.
seis: onde voc? gostaria de estar em cinco anos.

1. minha gata se aninhando, toda quentinha, no meu colo. ainda mais no frio. ainda mais com uma caneca de caf? com leite ao alcance das m?os.
2. ter dez anos e apenas uma frustra??o: n?o poder ver filmes censura 18 anos no cinema.
3. eu sei dan?ar lambada.
4. eu ia dizer, de novo, “minhas unhas”. too clich?. na verdade, o que eu mais gosto em mim ? a minha recentemente descoberta capacidade de n?o dar a m?nima.
5. alguns meninos da minha vida (british boy included).
6. feliz. mudei de id?ia. a gra?a ? n?o saber.

place des vosges, paris.
british boy + pardais nada t?midos + dupla exposi??o fake.

acabei de voltar do mercado de natal da altstadt (cidade antiga). lindas as luzes, lindos os artesanatos, at? as comidinhas eram lindas. as pessoas e a sua falta de educa??o ? que eram feias, mas ? padr?o: s?o sempre as pessoas que estragam as coisas.

wardrobe crisis.
Escrito em alemanha, reminiscências, Novembro 26, 2007 @ 10:45

devo dizer que comprar roupas aqui ? meio problem?tico.
ou voc? paga uma fortuna em pe?as de boa qualidade mas com cara de roupa de av?, ou paga merreca por tecidos t?o vagabundos que se pode enxergar atrav?s, servindo de material para roupas projetadas para o mercado “adolescente” - e que, claro, s? cabem em meninas de um metro e meio e 25 quilos.

n?o entendo que tipo de sociedade coloca roupas XS (extra pequeno) nas lojas, mas n?o o correspondente XL (extra grande). e, quando o faz, o “extra grande” ? t?o pequeno a ponto de ficar apertado em mim. agora entendo porque todas as molecas aqui em hannover s?o esquel?ticas. elas sabem que, se engordarem 300 gramas, simplesmente n?o v?o mais caber nas roupas ? venda e ter?o que, aos 15 anos, vestir uniforme de tia.

nesse ponto a inglaterra e o brasil s?o mais democr?ticos. entendem que a faixa et?ria 25-30 n?o quer mais, necessariamente, usar estampas de caveirinha e figurino 80s em cores c?tricas (crian?as, acordem – roupas dos anos 80 j? eram rid?culas nos anos 80) mas nem por isso entrou para o mercado de jaquetinhas de linho bege. em jersey eu posso me esbaldar em rendinhas e bordados sem parecer que frequento reuni?es de bingo, ou estampas malucas e cores vibrantes mas que nem por isso fariam um barman pedir minha ID antes de me vender cerveja. meio termo, pessoas: eis a alma do neg?cio.

se bem que, na p?tria amada m?e gentil, a tend?ncia ? termos que rebolar para achar roupas que fujam ao padr?o princesa-preparada-boladona (principalmente no rio de janeiro, mas n?o somente). no ver?o ent?o, ? uma trag?dia. parece que o mercado n?o se d? conta de que existem pessoas que simplesmente N?O ficam bem usando lycra, micro shorts ou jeans com stretch.

o que me transporta automaticamente de volta ao gin?sio. eu passei ANOS da minha vida tentando descobrir de quem havia sido a brilhante id?ia de transformar os shorts do uniforme feminino de educa??o f?sica em verdadeiras calcinhas de elastano azul. s?rio, era algo nesse “n?vel”:

provavelmente o autor do atentado era homem. porque mulher alguma seria t?o insens?vel ao fato de que apenas as gostosonas da turma ficariam bem naquilo, enquanto que as gordinhas ou magricelas sofreriam o vexame de se expor aos olhares alheios - ou ? falta de olhares alheios; honestamente n?o sei o que ? pior numa idade onde aprova??o ? o ar que se respira.

na ?poca eu n?o era nem gorda, nem magrela (embora tamb?m n?o jogasse no time das boazudas teens), mas absurdamente t?mida. a id?ia de desfilar de calcinha por uma quadra lotada de ere??es ambulantes me fazia inventar uns 500 resfriados por ano, matar cinco av?s por semestre ou ficar menstruada treze vezes por m?s, a fim de evitar o supl?cio. no final do ano, eu acabava fazendo uma reda??o de 50 linhas sobre a hist?ria do voleibol e ficava tudo ok.

o short eu usava como calcinha, mesmo.


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menina, do rio 40 graus para uma pequena ilha entre a inglaterra e a normandia. uma tatuagem de lua e estrela e outra onde se lê "l'enfer, c'est les autres". odeia pepinos, hypes e intelectualóides. adora 70s rock, 80s pop, fotografia e badulaques vintage. xinga com frequência. e essa é a sua vida, em fotos amadorísticas e poesia roubada. mais?

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online desde 2001 pela mesma razão que você: ócio. o site é apenas uma sequência desconexa de updates para família/amigos, lembretes para mim mesma e coisas bonitas demais para não serem compartilhadas. como não pretendo ganhar notoriedade ou dinheiro com internet, não tenho a obrigação de ser relevante.


todas as fotos e textos pertencem a mim; exceções com o devido crédito. por favor não copie nada sem permissão. layout feito por mim, usando elementos appletooth e ephemera. wordpress rodando thanks to sweet marya.


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