Peter + Potter.
Escrito em diariamente, fotos, Julho 28, 2008 @ 10:22

Hoje ? anivers?rio da Beatrix Potter, ent?o fiz essas fotos para o desafio “Bonecas + Literatura” do Flickr.

Eu sempre gostei das ilustra??es da Beatrix, mas foi apenas recentemente que comecei a ler seus livros. Tamb?m assisti ao filme, mas at? hoje n?o entendo qual ? a moda em se dar pap?is de mo?as brit?nicas para a Renee Zellweger (que ? texana e, gra?as ? gen?tica materna, tem cara de finlandesa da Lap?nia). Em 2005, numa visita a Londres, encontrei casualmente essa plaquinha num muro em Kensington, marcando o lugar onde ela viveu boa parte de sua vida:

Sunday lunch:

saturday night fever.
Escrito em diariamente, fotos, humor observacional, Julho 21, 2008 @ 15:08

Dercy morreu!! Viva a Dercy!!
Ent?o ela n?o ficou pra semente. E, se nem ela ficou, perdi as esperan?as.

No s?bado de manh? a Marlene picou mula da Ilha de Tr?s Pontos. Fiquei at? com invejinha. Mesmo n?o fazendo id?ia de como seja M?laga. E talvez nunca venha a fazer porque, j? que o marid?n dela foi junto, duvido que eu tenha coragem de ir visit?-la, a menos que me hospede noutro lugar. Mas ser? que ele vai DEIXAR ela sair comigo? Boa pergunta.
?, acho que aquela ali eu n?o vejo mais.

Claro que voltar pra Cubanacan ela n?o volta. Nem ? idiota. Cubanacan ? uma fofura ao avesso, com seus carrinhos e pr?dios caindo aos peda?os. Isso podia mudar, se eles topassem largar o osso. Ator de novela da Grobo adora pra ir l? e dizer que ? lindo, que a pobreza ? linda, que os EUA s?o o capeta por n?o fazer neg?cio com Cubanacan, tadinhos, porque eles s?o marrons, pobres, mas s?o limpinhos - e, assim como todos os de alma pura, tamb?m odeiam os capetas americanos. Aquelas bombinhas de festa junina que eles tinham apontadas pro Tio Sam eram mero detalhe. Tadinhos. Quando a fonte secou, gritaram pra Am?rica: “Queremos destruir o seu sistema. Mas queremos o seu dinheiro, tamb?m”. N?o sei quanto a voc?s, mas eu n?o emprestaria grana a quem vai us?-la pra comprar uma carabina e apont?-la pra minha cabe?a. Por mais limpinhos que sejam.

S?bado fui nutrir-me do english breakfast do Driftwood. T? certo que ? perto de casa, o lugar ? lindo, tranquilo e a comida ? boa, mas vou dar um tempo. Os gar?ons s? n?o me conhecem pelo nome porque eles nunca ficam mais do que uma semana trabalhando ali (as gorjetas devem ser p?ssimas… A julgar pelas minhas, ent?o, devem ser inexistentes).

Fui pra cidade comprar livros. Sr. Marido passou mais de uma hora na Waterstone’s, enquanto eu, no segundo andar, dava gritinhos hist?ricos diante de um livro de Gothic Lolitas. 16 libras. Meio carinho pros meus padr?es pata-de-porco; mas daqui a pouco eu entro num clima L’Oreal e vou l? comprar a porcaria do livro, “porque eu mere?o”. Ele achou pra mim na WHSmith o The History of Love, da Nicole Krauss, do qual o povo vive postando trechinhos nas comunidades de literatura do Livejournal.

Depois fomos pro cemit?rio de Grouville. PROGRAM?O, hein? Poiz?. This is Jersey, peoples. Wohoo.

Passei na Moon and Sixpence atr?s de porta-retratos pequeninos mas s? achei um. Tamb?m comprei pro marido uma caneca do Edward Monkton (que eu adoro) porque n?, como resistir ao Porco da Felicidade?? Afinal, ele ? T?O feliz! E existe para nos lembrar de que a vida est? cheia de coisas que nos fazem felizes . Inclusive canecas do Edward Monkton.

No verso da caneca: “May his JOYFUL SMILE remind us how much there is to be happy about”. Indeed there is. S? falta eu descobrir exatamente o qu?.

Cerveja da tarde no Victoria in the Valley, porque o dia estava bonito demais pra ficar sentada em casa assistindo reprises de Top Gear.

A cerveja do Vic in The Valley ? uma merda e a menina que serve no balc?o parece estar constantemente drogada/b?bada/em coma. Mas o lugar ? t?o, mas t?o bonito que compensa qualquer outra coisa. Fica na rota do aeroporto, ent?o ? legal pra fazer “plane spotting”, tamb?m.

A galera na casa ao lado do pub estava queimando uma carne (observe a fuma?a na foto acima ? esquerda) que, ao julgar pelo cheiro, parecia ser de cachorro. Crueldade. Deviam assar a gar?onete do Vic. Enche a barriga e d? barato ao mesmo tempo. E depois, ela tem cara de quem bebe tanto que a carne j? deve vir marinada; s? falta salgar.

? noite arrastei um British Boy nada cooperativo pro tal do “Rock Bar”. N?o sei se o “rock” do nome se referia ao estilo musical ou se ao fato de o bar estar em cima de uma pedra (a ilha). Mas a decora??o com guitarras e quotes do Pink Floyd, Beatles, Bowie e Pearl Jam (?) pelas paredes (a MESMA do Chicago Rock Caf?, que antes ocupava aquele espa?o) me tirou a d?vida. E trouxe OUTRA: me explica, NAONDE que um lugar que toca Shania Twain, Pink, Hanson, Jackson Five, Whitney Houston e similares teria a OUSADIA de se intitular “Rock” Qualquer coisa?
Adivinhou. Em JERSEY, ? claro.

Meninas vestidas de “joaninhas”, polonesas seminuas se esfregando nos poucos homens dispon?veis, uma garota que dan?ava com os p?s colados no ch?o. N?o entendo a raz?o de SEMPRE haver gente fantasiada de alguma coisa, na noite. Era a mesma coisa em Hannover, mas como as mo?as eram mais velhas, eu supus que se tratava de despedida de solteira… Mas em Jersey s? tem adolescente pagando esses micos. Al?m das joaninhas, havia meninas vestidas de pirata, de fada, de puta (ops, essas n?o estavam fantasiadas, n?o…) e um man? dentro de uma caixa met?lica, com a cabe?a e os membros (bra?os e pernas, meu povo; nada al?m disso) pra fora.

? impressionante: na pista s? tem mulher. E elas dan?am, assim, como dizer? Com abandono. Fora a menina que se sacudia toda sem tirar os p?s do ch?o (ela parecia aqueles brinquedos onde a gente aperta o fundo, o el?stico do bichinho em cima afrouxa e ele se mexe, mas sempre com os p?s no mesmo lugar). Os homens, como bons ingleses, s?o “t?midos” demais pra se juntar a elas ou puxar alguma pelo bra?o, e ficam rodeando a pista, cervejas na m?o e caras de bunda. Meu Deus, mas que homarada insossa… Ser mulher na terra da Lilibeth n?o ? f?cil. Ali?s, Lilibeth herself espertamente casou-se com um h?brido de alem?o com dinamarqu?s. ?s vezes acho que as inglesas s?o assim t?o, erm, “atiradas”, por um bom motivo: se elas resolverem bancar as t?midas tamb?m, ningu?m faz sexo nesse pa?s.

Ent?o, antes de sair pra night, elas capricham na ?gua oxigenada, se entopem de vodka barata, se enfiam na minissaia de guerra (meio cent?metro mais comprida que o cinto), entoam o hino nacional e se convencem de que est?o salvando a anglo-sax?nia da extin??o. You go, girls!

Mas olha s?, chuchus: os modelitos n?o est?o, exatamente, ajudando. Sapato de salto branco? Bota de pele de coelho em pleno ver?o? Cal?a de xadrez? Short, bon? e colete no melhor estilo “tchuchuca de favela”? S? faltou o salto de acr?lico ou as correntes de platina barata. Ajudava menos ainda o fato de o tel?o estar exibindo os desfiles do Rio Fashion Week, cheios de meninas altas, chiques, com cabelos naturais e saud?veis, nada dessas palhas oxigenadas e ralas, duras de chapinha que a gente encontra por aqui. Mais uma vez me dei conta: meu deus, que gente cafona. S?rio. Esse pessoal devia desistir. Eles n?o t?m salva??o.

A menina de salto branco, vestido-bata branco (??) tr?s metros e meio de altura e quinze quilos de peito joga a bolsa na nossa mesa e se encaminha pro banheiro. Ser? que ela se deu conta de que, com aquelas tetas e aquele vestido, ela estava parecendo gr?vida? Poucas chances de arrumar um peguete nesse estado interessante, gata.

Cinco minutos depois ela volta pra pegar a bolsa, e ao se debru?ar eu percebo que ela deve ter acabado com o estoque de silicone do hospital no dia em que p?s os implantes. ? o tipo da mulher que nem precisa de airbag no carro e tal. Penso alto em portugu?s: “Minha filha, toma cuidado a? porque se esse neg?cio explodir voc? vai estragar o meu Mojito!”. British Boy entende 50% da senten?a e cai na gargalhada. A girafa peituda me encara e diz “sorry?”, eu respondo “nevermind” e tenho que esperar at? ela virar as costas para afundar a cara no meu pratinho de anchovas e rir.

rand?micas pr?-weekend.
Escrito em LOL, celebrities, diariamente, home, reminiscências, Julho 18, 2008 @ 06:54

Eu juro: at? vinte minutos atr?s, eu acreditava piamente que o nome da filha da Nicole Kidman era Sunday ROAST. Ah, ? Sunday Rose. Ok. Ah, mas que nome babaca… Rosa de Domingo? E em se levando em conta que ela nasceu numa segunda feira?? Sunday Roast seria bem mais interessante. A quest?o seria saber, roast de qu?? Galinha, porco, vaca ou ovelha?

Sem coment?rios para o nome que Madame Boc?o escolheu pra batizar seu primeiro filho homem. Ali?s, sem coment?rios para todo esse circo orquestrado pela parturiente em torno do nascimento dos beb?s. Nunca simpatizei muito com esse casal e, ao contr?rio de quase todo mundo, que acha muito lindo esse sistema de ado??o de minorias em s?rie, eu sempre tive sincera pena dessas crian?as.

Que tipo de inf?ncia ? essa, nunca sabendo em que casa ou pa?s v?o morar daqui a seis meses (dependendo dos caprichos da mam?e, pode ser am?rica, vietn?, nam?bia, fran?a… etc), impossibilitados de fazer amigos que n?o sejam filhos de celebridades, de estudar em uma escola normal, de desenvolver uma identidade, criados por bab?s e seguran?as (Angelina fez uma m?dia de 2,5 filmes por ano desde que adotou Maddox… “M?e presente”? Me engana que eu gosto) e seguidos por TODA a parte por um batalh?o de fot?grafos, tendo suas vidinhas esmiu?adas e seguidas feito novela pela metade da popula??o mundial.

Por muito menos nego fica louco no showbusiness e faz a festa e fortuna dos terapeutas de celebrities. A troco de escapar da mis?ria de seus pa?ses de origem, vendem a inf?ncia aos tabl?ides, com a coniv?ncia de papai e mam?e?? Tem coisas que o dinheiro n?o compra, ainda mais para uma crian?a, cujas necessidades s?o t?o b?sicas e incluem carinho e rotina. Minha inf?ncia foi muito mais feliz, obrigada.

Lendo o blog da Loll?, no post onde ela narra o dia em que saiu com uma bota de cada cor, me lembrei do dia em que s? no ?NIBUS fui me dar conta de que havia vestido o suti? por cima da blusa.

Em minha defesa, eu estava saindo de casa ?s cinco da manh? de uma segunda feira, depois de ter ido dormir ?s duas (lembra daquele tempo em que internet com pulso ?nico s? depois de meia noite? E que voc? - VOC? SIM, n?o negue! - ficava acordado com a finalidade de passar a madrugada clicando alopradamente enquando a conex?o n?o ca?sse? Pois ?).

A minha sorte ? que o ?nibus estava praticamente vazio. Opa. Pera?. N?O ERA pra estar vazio! Naquele hor?rio, eu estaria me sentindo uma sardinha enlatada, em meio ?s empregadas dom?sticas, pedreiros, bab?s e office boys indo trabalhar na zona sul, sem contar as velhinhas hipocondr?acas que sempre acordam super cedo para se enfiar em filas do SUS. Mas n?o. S? havia um rapaz sentado num dos bancos da frente, dormindo a sono solto. E uma velhinha logo atr?s de mim (provavelmente hipocondr?aca), tentando abafar o riso.

S? duas pessoas?? N?o pode ser. Tem algo estranho. Foi a? que percebi que, al?m de ter me vestido errado, tamb?m havia pego o ?NIBUS errado. Great. Me levantei resmungando e fui me sentar no banco de tr?s, onde tirei o suti? e, fazendo malabarismo pra n?o ficar pelada, vesti o dito cujo devidamente por baixo da roupa (mais tarde verifiquei que havia vestido o suti? do lado avesso, mas enfim).

Na volta, passei pela velha hipocondr?ada-e-engra?adinha e percebi que ela ainda estava se divertindo ?s minhas custas. “Pensei que fosse pegadinha do Faust?o!”, riu ela. “Ah, ? claro que ?, mo?a”, respondi, com o bom humor pr?prio quem est? devendo cinco horas de sono a si mesmo. “T? vendo aquela c?mera ali na frente? Cruza as pernas que eles devem estar filmando a sua calcinha!”. A velha olhou pra baixo t?o r?pido (a fim de verificar se suas partes pudendas estavam expostas) que bateu com a cabe?a no apoio do banco da frente. Seria a minha vez de rir, amarga n?o estivesse. “At? parece que algu?m quer ver a sua calcinha, dona”, pensei, enquanto tocava o sinal do ?nibus pedindo pra descer nalgum ponto remoto da Avenida Brasil.

Com botas trocadas eu nunca sa?, mas com a roupa pelo avesso ou com a etiqueta de pre?o dependurada do lado de fora… ?, toda hora.

Eu amo comprar roupa. S? n?o amo mais porque t? gorda - o que, de certa forma, ? at? bom, porque economizo uma grana. E prefiro lojas de departamento ao inv?s de “butiques”, porque esse “E a?, amor? Vestiu bem?” me exaspera. Se vestiu mal, eu digo exatamente o qu??? “N?o, gata, vestiu P?SSIMO. Ali?s, nem passou do joelho. C? tem alguma coisa a? maior do que GGG ou eu preciso deixar a bunda em casa antes de vir comprar aqui?”.

Ent?o, depois de aproveitar o sald?o das liquida??es de julho, achei que estava com sorte e entrei na Marks & Spencer. Que vem a ser o equivalente brit?nico da falida Mesbla (n?o uso a C&A como exemplo porque a C&A ? holandesa e n?o vende comida). Basicamente, s? achei coisa cara e roupa de av?. A idade m?dia dos clientes da Marks & Spencer ? 101. As mais jovens s?o as executivas de 30-40 anos, que n?o compram roupas mas enchem carrinhos de comida congelada superfaturada no supermercado da loja. O que ? a pregui?a de cortar um piment?o, n?o ? mesmo, minha gente?

Acabei comprando tralha, claro. Animada com os descont?es de at? 70% que eu havia conseguido nas outras lojas, levei pra casa uma saia na cor salm?o e uma sa?da de praia branca. A saia at? prometia, mas a entidade que eu incorporei para ter coragem de comprar uma SA?DA DE PRAIA e, para piorar, BRANCA, eu ignoro.

Eu simplesmente odeio roupa branca. Eu era a louca que usava preto da cabe?a aos p?s nas festas de reveillon, em batizado de crian?a (de prefer?ncia com um anel de caveira maior do que a minha cabe?a enfiado no dedo), em missa de a??o de gra?as… A ?nica ocasi?o em que eu tinha vontade de usar branco era em casamentos, s? pra ser esp?rito de porco.

Ent?o. A sa?da de praia (que na verdade comprei pra usar como vestido, mas ? feia demais at? pra isso) t? aqui. Me olha, me aponta dedos e ri. “VINTE LIBRAS”, diz ela. “Se voc? tivesse deixado ? mim e ? saia salm?o (salm?o? a saia me deixa parecendo um baiacu) de vinte e cinco na loja, poderia ter comprado um casaquinho de cashmere”. E Deus sabe que, em qualquer hemisf?rio, eu teria mais uso para um casaco de cashmere do que uma… sa?da de praia.

Parab?ns se voc? leu at? aqui. Tava disposto, hein?
Mas se voc? ? daqueles que s? “l? as figuras”, toma (fotos podres porque feitas com uma c?mera vagabunda):

Isso a? ? o banco que fica no fund?o do jardim, meu ref?gio predileto pra ler um livro e ignorar telefone tocando, gatos miando e convenientemente longe da “Dupla Fode Vida“: geladeira e computador.

O cantinho ? mesmo uma del?cia; tanto que n?o sei se leio, se namoro os figos na figueira, se paparico as minhas fuschias que voltaram ? vida ou se me co?o depois de encostar os p?s na urtiga. Mas o banco estava caqu?tico. Resolvi ent?o usar o resto da tinta do arm?rio da cozinha para dar uma cor. Porque, ao contr?rio daquela mob?lia novinha que comprei na promo??o e pintei, esse banco eu “herdei” junto com a casa e ? de qualidade muito superior - apesar de estar em p?ssimo estado.

Ok, eu devia ter lixado e aplicado um wood filler antes de pintar, devia ter pregado a t?bua solta do assento, devia ter tirado do lugar, “devia ter” uma p? de coisas. Mas, se eu decidisse esperar, ser paciente e seguir o esquema, o banco nunca ia ficar azul.

A t?bua solta eu vou pregar no lugar hoje, e pintar as t?buas do assento de branco.
E mais tarde, come?o a pintar o lavabo. Paredes VERMELHAS. Ui. Wait and see. :)

the bomb that will bring us together.
Escrito em diariamente, fotos, Julho 8, 2008 @ 04:02

Ontem, tr?s anos desde os atentados terroristas no metr? de Londres.

Ainda lembro do come?o da minha lua de mel h? 3 anos atr?s, chegando em Heathrow cheia de anima??o e planos e encontrando uma mulher no banheiro do aeroporto que, cheia de tato, avisou a mim e ? Juliet que Londres estava sendo “bombardeada” por terroristas, com gente morta pra todos os lados. Lovely. E ent?o tivemos que p?r Juliet num carro e lev?-la at? Tunbridge Wells em Kent, casa de uma amiga, j? que todo o sistema de transporte da cidade estava paralisado. Come?o literalmente explosivo e inesquec?vel para um casamento…

Mas valeu a pena porque tivemos que passar a noite em Kent, ficamos nessa pens?ozinha simp?tica e estava rolando uma apresenta??o de “Sonhos de uma Noite de Ver?o” ao lado, que pudemos assistir da janela (sem pagar, hoho):

N?o trocamos presentes de anivers?rio de casamento. Nem em praticamente nenhuma ocasi?o, como natal, dia dos namorados, anivers?rios… N?o que eu ache errado dar presentes, mas ? que, nessas “datas especiais”, sair pra comprar algo para algu?m se torna uma coisa t?o mec?nica e sem gra?a. Preferimos investir em experi?ncias que se tornem parte das nossas mem?rias, como ir a um restaurante diferente ou, se poss?vel, fazer uma pequena viagem.

Esse ano eu escolhi o nosso destino, para compensar o fiasco alem?o do ano passado. Ah, voc? n?o sabe qual foi o fiasco alem?o do ano passado? Vou contar: eu topei ir comer porco assado no espeto (porque ele gosta), por?m o restaurante:
a) estava lotado;
b) era ao ar livre;
c) chovia e fazia frio;
d) n?o havia porco no card?pio, naquele dia espec?fico, e
e) ele errou o caminho de volta e fomos parar, de TREM, numa ?rea meio sinistra e desconhecida da cidade.

Ent?o, munida do DIREITO ADQUIRIDO de fazer as coisas do meu jeito, escolhi o Salty Dog Bistr? em St Aubins bay, que sempre recebeu cr?ticas favor?veis da “imprensa culin?ria” de Jersey. Well, meu veredicto: achei o lugar meio moderninho, demais (dec?r, staff e clientela), e a comida tentando ser algo especial, sem muito sucesso. N?o que fosse ruim, mas nada realmente inesquec?vel. E o meu risoto estava sem sal. E restaurantes moderninhos n?o colocam saleiro na mesa, j? que, para eles, isso ? o equivalente a pedir pra p?r a??car num vinho vintage. Mas a minha sobremesa, Jersey Blackbutter & Banana Pudding, tava uma dil?cia, thanks.

O que sobrou do meu pudding:

Patricinhas barulhentas se espremendo em frente ao espelho do banheiro. Sem chance de conseguir escovar os dentes, como eu pretendia. Pessoas de mais de 25 anos, deixem a ficha cair, por favor: a vossa adolesc?ncia acabou. Dar gritinhos e risadas hist?ricas em banheiro de restaurante, ou na frente do restaurante, ou dentro do restaurante, ou em qualquer lugar n?o-privado ? nada menos que rid?culo. E ao inv?s de fazer voc?s parecerem jovens e cheios de vida, s? faz com que pare?am velhos e pat?ticos.

Ah, sim - n?o lavar as m?os depois de usar o banheiro ? problema de voc?s. N?o ser? o meu almo?o que ser? contaminado pelos seus micr?bios. MAAAAS esquecer de (ou n?o ligar para) dar a descarga depois de usar o banheiro ? triste, gatas. Tipo, outras pessoas podem querer us?-lo depois de voc?s. E ser obrigada a contemplar a urina alheia (sem mencionar o cheiro) n?o est? na minha lista de deveres para com a sociedade.

Saint Aubins ? uma gra?a, por?m. Acabei esquecendo de levar a m?quina e fiz apenas algumas fotos com o celular. Pretendo tentar andar da rodovi?ria at? Saint Aubins qualquer semana dessas.

Os “aniversariantes”:

A situa??o pluvial:

O vinho tinha o meu nome. :) E mais tarde, no pub, o sol finalmente abriu.

Brastemp they’re not, mas pra uma c?merazinha vagabunda de 2MP, de celular, at? que as fotos n?o s?o de se jogar fora, n??
E foto nada-a-ver com o tema, mas estava jogada no celular e achei que saiu legal (ok, rolou um post processing pra deixar a cor mais bonitinha, mas puramente est?tico - n?o precisei “consertar” nada):

Praia de Saint Brelade, primavera. Cindy brincando na areia.
Em breve, se tudo der certo, ela vai ir brincar nas praias de M?laga.
Good luck, little one.

rand?micas chuvosas.
Escrito em diariamente, home, resmungos, this is jersey, Julho 6, 2008 @ 04:04

Anivers?rio de casamento, hoje. Tr?s anos. Pensei em fazer um post bem piegas alusivo ? data, mas a manh? de domingo me trouxe chuva, vento e um certo mau humor. Estava at? agora encarando um guia para turistas, tentando descobrir um lugar quentinho pra almo?armos hoje (vai ser o Salty Dog Bistro). N?o planejamos nada (EU sempre esque?o a data) e est? de bom tamanho.

Pensando em tirar os comments daqui, tamb?m. Essa semana eu recebi avisos para moderar cada coisa, que meo deos. Me tirou at? a vontade de vir para c? falar da minha vida. Lamento apenas pelos eventuais coment?rios carinhosos que recebo aqui e que, de verdade, conseguem iluminar at? um dia cinza e feio como este. Mas c’est la vie. O mesmo spray de veneno que mata as pragas no jardim, ?s vezes tamb?m destr?i as flores.

Ontem consegui acordar cedo e, depois de mil?nios, fui comer sandu?che quente de bacon, brie e framboesa no Henley’s. Um casal se senta ? nossa frente com um garotinho loiro de uns 4, 5 anos fazendo cara de nojo pra tudo e incapaz de se manter quieto na cadeira. Pedem um “suco de amarelo” qualquer para ele, uma ?gua suja que me pareceu mijo com anilina. Tudo porque os adultos dessa terra acham que a crian?a vai ficar muito louca se beber coca cola cheia de corantes… Algu?m precisa avisar que o que deixa crian?a louca ? falta de limites e disciplina, mas n?o serei eu a legendar esse filme.

Chega o cooked breakfast do casal + um prato vazio para o guri; ele logo pergunta onde est? a comida dele. Os pais respondem cortando peda?os das suas pr?prias salsichas e jogando no prato da crian?a. Infantilizar os filhos tamb?m ? receita para criar adolescentes problema e adultos inseguros. Com cinco anos eu j? comia de tudo, no meu pr?prio prato, cortando carnes e legumes com a minha pr?pria faca e em por??es de tamanhos bem similares ?s de um adulto. Meus pais simplesmente n?o tinham energia ou saco para me transformar num bebez?o gigante, e por isso eu os agrade?o.

Fomos ao mercado, revi o John depois de algum tempo e comprei p?ras, cerejas e morangos. Tamb?m comprei dois filtros para a c?mera, n?o sabendo ao certo se far?o tanta diferen?a assim. Agora s? preciso de uma lente olho-de-gato e, quem sabe, uma macro. Then I’m all set.

Enfim, consegui comprar o toalha de vinil pra forrar a mesa da cozinha. N?o rolou o vermelho com bolinhas brancas que eu pretendia inicialmente, porque pagar 30 libras por um peda?o no Ebay estava fora de quest?o. Paguei metade disso num vermelho com flores brancas; quase a mesma coisa, vai… Continuo indecisa com rela??o ?s almofadas. N?o sei se as compro prontas, bonitinhas mas ordin?rias, por 8 libras cada na BHS ou se compro tecidos (lindos) e fa?o em casa, pagando cerca de 50% a mais por cada uma e tendo o trabalho de costur?-las. Dunno.

E finalmente resolvi come?ar a reformar o arm?rio da cozinha. A parte interna vai ser pintada de branco. E n?o se preocupem, n?o estraguei nenhuma antiguidade - o arm?rio ? um entulho de segunda m?o e estava meio caida?o. Com sorte, os tons pastel v?o dar uma iluminada na cozinha (as paredes eu vou pintar de amarelo bem clarinho).

Fomos aos garden centers. Primeiro o Longueville, onde achei as plantas meio mortinhas e sem muita variedade (nota: as pet?nias est?o mais baratas l?). O Ramson’s estava lotado de gente e de flores bem cuidadas, mas s? achei hort?nsias enormes (e caras). Em compensa??o, todas as plantas estavam com 30% de desconto. Comprei alguns ger?nios, osteospermuns e uma bandeja de pet?nias beb?s. Plantei tudo quando chegamos em casa, no lugar de algumas plantas que comprei antes e que se revelararam um fracasso. Nota 2: parar de comprar plantas porque “s?o bonitas” e tamb?m as que “fecham” quando o sol se p?e. Desperd?cio de espa?o e dinheiro.

Fomos tamb?m pela primeira vez ao tea room da village, quase ao lado da lojinha de conveni?ncia. Os bolos estavam deliciosos, mas achei as fatias muito finas em rela??o ao pre?o cobrado. Tamb?m servem english tea completo, com ch?, sanduichinhos e bolo. Uma sele??o de senhoras idosas e fam?lias compostas por gente com cara de sono salpicadas pelas mesas. Acho aquele ponto meio morto, mas tomara que a freguesia se forme e boa sorte para a senhora que comprou e reformou a loja - que costumava ser o cora??o da vila, mas desde os anos 70 nada mais era al?m de uma porta fechada cheia de lixo dentro.

meu bolo de lim?o e o de cappuccino dele.

A “amiga” ligou novamente, convidando para ir beber alguma coisa com a outra “amiga”. Disse que ligaria quando estivesse saindo de casa. E eu acreditei. Ok, na verdade n?o acreditei muito, mas pensei que, ainda que elas n?o aparecessem no Waterfront, eu podia ir com ele e beber anyway. Mas a pregui?a falou mais alto e resolvi esperar que ela ligasse, antes de ir. N?o ligou, ? claro. Quarta ou quinta vez que ela me deixa esperando. Nem um pouco confi?vel e, ainda mais grave, sem simancol algum para suspeitar de que fazer isso com as pessoas ? FEIO. Se eu reclamasse, ela reagiria com surpresa e me presentearia com uma sele??o de desculpas p?fias que, para ela, fariam todo o sentido do mundo.

Beleza e juventude s?o desperdi?adas em mulheres idiotas, fato.
Infelizmente para elas, nenhuma dessas duas coisas vai durar muito.

rand?micas ensolaradas.
Escrito em diariamente, home, Junho 22, 2008 @ 01:11

ontem, primeiro dia do ver?o. a partir de agora, os dias ficar?o cada vez mais curtos, at? o t?o detestado (n?o por mim) solst?cio de inverno trazendo consigo a noite mais longa do ano. os druidas l? em stonehenge acharam o solst?cio desse ano meio sem gra?a, j? que o tempo esteve levemente nublado. mais uma vez lamentei n?o estar l? para, carinhosamente, jogar umas pedras neles.

no meio de uma desastrada sess?o de jardinagem, achei um beb? sapo MUMIFICADO dentro de um pote de tarracota vazio. o coitado deve ter pulado l? dentro ? noite, n?o conseguiu sair e “cozinhou” no solz?o. not very wildlife friendly, mas quem mandou ele querer investigar o interior do pote? A curiosidade matou o gato sapo.

no restaurante onde almocei tinha FIL? DE TUBAR?O no menu. ?bvio que eu imaginei um gar?om com a cara do roy scheider trazendo o prato ao som da trilha sonora incidental de JAWS. por via das d?vidas, eu comi frango.

com as dias mais claros, rola um siricotico coletivo para redecorar a casa. lojas de carpetes, m?veis e cortinas ficam intransit?veis no ver?o. a mim, que no momento estou sem fundos para trocar nem mesmo uma cortina (o garden center levou todo o meu dinheiro), s? me resta babar nas p?ginas da house beautiful e colher id?ias que possam ser recicladas no futuro, em vers?o econ?mica “credit crunch”.

adorei o esquema vermelho/branco desse quarto. comprar m?veis de segunda m?o e pint?-los ? a maneira mais barata de mobiliar uma casa. esse tipo de arm?rio eu j? vi sendo vendido por umas 40 libras. ou seja, incluindo a tinta, d? pra ter um arm?rio shabby chic para guardar roupa de cama por menos de 130 reais.

eu amo banheiras “roll top” como essas. infelizmente elas custam caro. mas procurando bem, ? poss?vel achar modelos bem similares em promo??o. fora que esse banheiro todo ? glorioso. adoro quando o povo aproveita para colocar prateleiras nas reentr?ncias da lareira.

eu nem gosto muito de piscina (quando tinha, mal usava), mas devo dizer que sentar nessa varanda para ver o sol se p?r com o barulho de ?gua corrente deve ser pure bliss.

e vai dizer que voc? n?o quer uma festa nesse jardim?

adorei a id?ia de reciclar um painel de janela velho e transform?-lo num quadro original. uma m?o de tinta + lixa + tecidos reutilizados = fofo.

e esse quarto de crian?a? ? super over the top, sim, mas ? a? que mora a gra?a. estou babando nessa explos?o de padronagens e naquele gaveteiro amarelo; nem sempre ? obrigat?rio pintar os m?veis de branco. amarelo ovo, pink, azul royal transformam qualquer banquinho sem gra?a num focal point.

essa cozinha ? deliciosamente polu?da por detalhes. confesso que parece mais um showroom de loja de decora??o country e que n?o seria muito pr?tico conviver com isso tudo no dia-a-dia. mas nada me impede de sonhar com um pote esmaltado cheio de hydrangeas amarelas, aquele prato de bolo e queijo brie, esse gato lindo e uma x?cara de caf? quentinho; hmmmm…

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(mais…)

midsummer tales.
Escrito em diariamente, fotos, home, Junho 18, 2008 @ 06:58

junho j? est? na metade.
a temperatura j? passa facilmente dos 20, os dias est?o bem mais longos, as moscas j? voltaram (eca), as gatas j? come?am a soltar p?los, o r?dio j? anuncia a “contagem de p?len no ar” di?ria (prevenindo os al?rgicos) e os meus p?s j? ostentam a t?pica “marquinha de biqu?ni” - ok, nesse caso, marquinha de chinelo… ?, pelo visto o ver?o chegou.

e, com ele, a vontade de abrir as cortinas, sentar no quintal para aproveitar o sol da manh? com uma x?cara de caf? o jornal do dia, ir ? praia tomar aqueles sorvetes ingleses sem gra?a (basicamente um creme branco sabor “a??car” com um tubo de chocolate espetado em cima), sentar no muro do pub com um cop?o de cerveja e, claro, lembrar-se vagamente de que h? uma coisa chamada JARDIM do outro lado da porta.

desculpem a foto escura e a bagun?a; sol de meio-dia nunca foi gentil com fot?grafos (menos ainda os amadores) e eu ainda tenho que reunir for?as para organizar potes que ser?o reutilizados e jogar todo o resto fora. e, claro, COMPRAR MAIS PLANTAS para encher os canteiros. depois de anos perturbando o british boy, eu consegui fazer com que se materializassem.

queria fazer floreiras de madeira, pintar de branco (ou azul) e ench?-las de pet?nias - essas cor-de-rosa na janela a? abaixo. conforme crescem, elas se multiplicam e derramam-se em cascatas. a roseira ? direita fica na frente da nossa cottage e eu quero aprender a colher mudas para replantar nos canteiros. adoraria v?-las, no pr?ximo ver?o, cobrindo a frente da nossa casa, tamb?m.

e chega de sentar na pedra! porque yes, n?s temos m?veis de jardim! \o/

comprei flat-pack por uma mixaria numa queima de estoque no final do ver?o passado. meu pai me ajudou a montar e pintar. voil?: uma mesa, um banco e duas cadeiras! ontem inaugurei-as tomando a primeira cerveja outdoors do ver?o. o jantar tamb?m foi servido al fresco: very english baked beans + risoles de carne brasileir?ssimos.

enquanto isso, a adapta??o felina ao conceito de “dividir a casa com outro gato” tem sido dif?cil. maluca, bem maior e semi-feral, tenta pagar de blas? e ignorar a presen?a nervosa e arrepiada da chantilly; mas a verdade ? que ela tem ficado muito pouco dentro de casa por conta da nova gata. as duas pisam em ovos o tempo todo, maluca tenta cheirar a chantilly (n?o sei se para fazer amizade ou checar se ela est? em condi??es de ser devorada…) e, em retribui??o, chantilly range dentes e faz ru?dos t?o amea?adores quanto pat?ticos. t? feia a coisa. mas, por sorte, ainda n?o rolou nenhum CAT! FIGHT! no quintal. observe as duas se estudando ? dist?ncia:

tamb?m orgulhosamente apresento os primeiros morangos colhidos no jardim:

eu nunca gostei de morangos no brasil. lindos por fora, mas brancos e azedos por dentro. s? conseguia com?-los dentro de um litro de creme de leite e com um quilo de a??car em cima. aqui, qualquer morango de supermercado (desde que esteja na esta??o) parece feito de marzipam. e esses, totalmente org?nicos, s?o mais doces ainda. transformei-os numa salada de frutas e garanti a sobremesa. :)

mais algu?m partilha da minha estranha obsess?o por cow parsley? pelo visto, ela tamb?m gosta. em teoria, eles s?o uma praga, multiplicam-se r?pido e, se n?o forem arrancados sem piedade, podem “arruinar” o seu jardim. mas o meu jardim j? ? meio selvagem anyway. e eu sempre achei o bichinho uma lindeza, com suas min?sculas flores brancas e delicadas. arrancar eu at? arranco - mas s? para p?r num vaso com ?gua e uma colherzinha de a??car. dura quase duas semanas! fora que cow parsley ? tanto a cara do ver?o quanto os narcisos s?o a da primavera.

as fotos seguintes foram feitas ontem no caminho entre a minha casa e a caixa de correio:

adoro esses pequenos compridinhos e suas flores em forma de saco. tendem a crescer em solo bem pobre (pedras, principalmente), mas eu n?o sei o nome. ao lado, as famosas “margaridas africanas” (osteospermum), ainda semi fechadas.

essas pequenas lilases chegam a cobrir muros inteiros.

as fuschias tropicais. lembro que minha m?e tinha um p? delas no quintal da casa onde cresci. tamb?m temos um no fundo do jardim, e foi motivo de alegria descobrir um pedacinho da minha inf?ncia aqui t?o longe.

as pequenas e delicadas alyssums crescem rasteiras e baixinhas. e as cor de laranja, seriam marigolds?

minhas preferidas absolutas do ver?o: ice plants (tamb?m conhecidas como starburst). margaridas de p?talas fin?ssimas, podem ser brancas, rosa-lil?s (as da foto) e rosa choque (quase fluorescentes!). s? florescem no ver?o e sob o sol - na sombra, elas n?o abrem. as da foto abaixo, por exemplo, est?o ainda fechadas.

adoro essas pequenas margaridas, n?o maiores que a ponta do meu dedo indicador. fico chocada com o fato de que a mesma planta produz flores brancas E rosa choque.

por fim, as hydrangeas (? esquerda), que florescem em grumos multicoloridos todos os anos, sem se importar muito com a riqueza do solo ou com a quantidade de ?gua que recebem. basta cortar quase tudo quando param de florescer e, no pr?ximo ver?o, o show recome?a.

enchi o saco, n?o? sorry. mas se voc?s tivessem encarado quase seis meses de ?rvores peladas, vento, chuva, frio e quase nenhuma florzinha, entenderiam o meu entusiasmo. :)

de parab?licas e par?bolas.
Escrito em diariamente, fotos, this is jersey, Abril 28, 2008 @ 15:19

e ent?o que, depois de quase tr?s anos batendo cart?o nesse domic?lio, finalmente teremos tv a cabo.

n?o sei como reagir. no fundo sinto como estivesse jogando dinheiro fora. assim como h? pessoas que n?o t?m o h?bito de fumar, beber ou roer as unhas do ded?o (esse ?ltimo eu N?O ENTENDO; j? tentou roer as unhas dos p?s? dil?cia), eu n?o tenho o h?bito de assistir televis?o. quando estou sozinha em casa, passam-se semanas sem que eu me lembre que o aparelhinho existe. n?o ? tentativa de pagar de intelectual, n?o; eu gosto de v?rias outras coisas bem mais f?teis e lobotomizantes do que TV. simplesmente, em algum lugar da minha adolesc?ncia, esse h?bito se quebrou e eu nunca tive tempo ou vontade de ir atr?s dos peda?os para col?-los.

o fato ? que ser?o 16 libras mensais que, apesar de merreca, nem sei se valer?o a pena. deixe-me ver: praticamente a ?nica coisa que me fez ligar a tv ? um bom filme e, para isso, eu conto com o aux?lio luxuoso do lovefilm. love mesmo; faltam-me palavras para expressar o meu amor por um site que tem TODOS os filmes (mainstream E obscuros) que eu amo, entrega na porta, deixa que eu fique com eles pelo tempo que eu quiser e, na hora de devolver, basta jogar o envelope pr?-selado na caixa de correio da esquina. tudo isso por uma mixaria, que ainda inclui custos de correio.

ent?o, ter assinado quatro pacotes de canais na sky - exclu? news e cartoons porque not?cias eu leio na web e os cartoons atuais foram feitos para crian?as debil?ides - me faz sentir meio idiota. eu s? tenho UM medo: que a satellite tv transforme o respectivo num couch potato ainda maior do que ele j? ?. porque, para uma pessoa que dizia “i don’t care much for the telly” ele excede os minutos semanais que configuram o MEU padr?o aceit?vel. e tome document?rio sobre as grandes guerras e programas de autom?vel!

se bem que podia ser pior. ele podia gostar de futebol. heh.
e a sua rela??o com a telinha? amor, ?dio ou pura e simples indiferen?a?

ok, “my-dear-diary” now. o weekend for particularmente agrad?vel. minha amiga cubanita comprou carro novo e veio lav?-lo sexta ? tardinha aqui no quintal:

she works hard for the money!

al?m de ser a primeira pessoa que vejo lavando o carro de salto alto:

resolvemos nos paparicar e fomos jantar no new dinasty, o melhor oriental da cidade, onde fomos atendidas por uma simp?tica senhorinha de olhos puxados, mas que parecia n?o falar nenhum idioma que domin?ssemos. felizmente, como em qualquer estabelecimento comercial de jersey, sempre haver? um funcion?rio portugu?s para salvar o dia (isto ?, se ele n?o for taciturno ou mal educado… infelizmente, a maioria ? AMBOS).

em seguida, fomos queimar as calorias da refei??o na la calla, o metro quadrado urbano com maior concentra??o de gente feia de jersey - o fato de EU estar presente s? confirma a fama. a leva de sempre de vagaranhas do leste europeu trajando shortinho e tias fantasiadas de adolescente; imperd?vel. sem contar os poloneses que, depois de tr?s doses duplas de absolut, come?am a fazer moonwalking ao som de shakira. a night de jersey ? igual a cinema: a maior divers?o.

algumas gargalhadas mais tarde, nos mudamos para o the royal yacht; gente marginalmente menos feia/cafona, mas m?sica igualmente ruim. para piorar, como o lugar ? relativamente novo, fica lotado. fui apalpada em partes da minha anatomia que eu sequer sabia que existiam, enquanto um b?bado com cara de safado ficava puxando o meu rabo de cavalo. s? aguentei 40 minutos e uma coca cola daquilo e fomos pra casa dormir.

dia seguinte, sol de primavera brilhando no c?u e um audi com o tanque cheio praticamente nos for?aram a abrir o teto solar e ir rodar pela ilha. s? paramos pra tomar caf? da manh? no les mielles, um clube de golf metido a besta mas que serve um full english breakfast maravilhoso e barato o dia inteiro. e, como n?s ? tudo gatinha, o dono nem cobrou as nossas bebidas (se eu soubesse, teria pedido CRISTAL):

antes:

depois:

cheers, mate!

quero descobrir que ?rvore ? essa. a flora??o ? a coisa mais-linda-ever (a foto, feita de dentro de um carro em movimento, n?o faz justi?a). preciso de uma no meu jardim.

this is jersey num dia lindo. pena que na maioria das estradas n?o h? acostamento e fica dif?cil parar pra fotografar. certas vistas s?o de perder o f?lego.

resolvemos ir caminhar na praia (eu, de sapato e meia cal?a fio 60!) em homenagem a um c?u azul quase sem nuvens. depois de alguns meses de cinza praticamente ininterrupto, certas coisas corriqueiras passam a contar como privil?gio.

wrong outfit for the occasion, dearie…

cherry red toes.

n?o ? fofo o vestidinho da marlene? pena que, por essas bandas, a gente s? consiga usar roupas assim alguns dias por ano.

ser? que essa gaivota sabe o quanto ? feliz por sobrevoar essa ilha todos os dias? talvez n?o. gaivotas se preocupam apenas em sobreviver e fazer barulho.

eu me lembro de uma fase onde eu tinha muito em comum com as gaivotas.
not anymore.

a primavera ? azul.
Escrito em diariamente, fotos, home, this is jersey, Abril 14, 2008 @ 07:20

da (aparentemente intermin?vel) s?rie Coisas que eu Odeio na Internet: pessoas de NEW jersey, estados unidos, que se registram pelos sites como JERSEY. porque, claro, o mapa mundi estadunidense ? do tamanho da unha do meu dedo mindinho e para eles s? existe uma jersey em todo o planeta - a deles. isso facilita tipo horrores quando eu uso alguma ferramenta de busca no livejournal, twitter, last.fm, etc?tera para rastrear pessoas que vivam em jersey, ilhas do canal (tamb?m n?o me pergunte por qu?; eu n?o saberia responder e ficar?amos nos encarando com cara de paisagem por uns bons minutos).

isso me faz lembrar uma historinha interessante que se passou com o respectivo h? muitos anos atr?s, quando ele + um amigo igualmente desocupado compraram uma carca?a sobre rodas e foram rodar a am?rica do norte. parando num diner para repor as energias, a gar?onete reparou nos sotaques e, naquele jeit?o over friendly americano que sempre faz os ingleses se esconderem debaixo da mesa de vergonha, mandou um “voc?s n?o s?o daqui, s?o?”. os rapazes fizeram que n?o e disseram ter vindo de jersey. “ah, new jersey!”, respondeu a mo?a “sabia que o sotaque n?o era daqui de wyoming!”. t?in. “no dear, jersey in ENGLAND… fica na europa”. bem, tecnicamente jersey nem faz parte da inglaterra, mas os meninos acharam que ia ser mais f?cil do que explicar pra criatura a no??o de bailiwick. a gar?onete fez cara de ?rvore, jogou os pratos em cima da mesa e, antes de sair correndo, emitiu: “europa? yeah, acho que eu j? ouvi falar… you want fries with that?”.

resumindo: a jersey brit?nica, por acaso, ? a original (surprise, surprise), e foi em homenagem a ela que a NEW jersey americana foi assim batizada. e o sotaque da jersey brit?nica ?, evidentemente, brit?nico - se bem que, at? o final do s?culo 19, os jerseymen falavam j?rriais, uma variante do franc?s normando. hoje em dia apenas 3% da popula??o consegue se expressar nesse idioma moribundo. mas o nosso aeroporto ainda d? boas vindas aos visitantes em j?rriais (foto da wikipedia):

jerriais.jpg

falando na ilhota, primavera. os narcisos j? cumpriram seu important?ssimo papel de anunciar o fim do inverno e j? eram. agora ? hora das tulipas e cam?lias assumirem o palco, mas eu tamb?m sou louca pelos atores coadjuvantes: os forget-me-nots (eu n?o sei o nome em portugu?s; quem puder, me ajude). eles s?o pequenos, extremamente azuis, fotos n?o conseguem lhes fazer justi?a e s?o muito mais bonitos na natureza do que em vasos… mas eu n?o resisti.

fmn2.jpg

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? f?cil animar a minha manh?. um pouco de sol. o cheiro de grama rec?m cortada pelo jardineiro do vizinho. as gaivotas berrando. a cozinha quentinha do forno e o cheiro delicioso de um bolo que acabou de sair l? de dentro. colocar um pequeno ramo de flores silvestres dentro de uma jarra de vidro reciclada (era um vidro de sais de banho da Boots). flores que, por acaso, t?m a mesma cor das paredes do meu banheiro.

fmn6.jpg

bom dia!

p.s.: come?a hoje a minha “semana trash music 80s” no twitter; sempre que eu me lembrar, vou postar um trecho de alguma p?rola do cancioneiro pop dos anos 80, especialmente dos “one hit wonders” - aquelas bandas que chegam com tudo, gravam um super sucesso e depois desaparecem sem deixar pistas. a-d-o-r-o. se quiser acompanhar, me siga l? ou no mini-blog a? na coluna da esquerda.
(? agora que os meus followers todos v?o me tirar da lista, HA)

rand?micas floridas.
Escrito em diariamente, www, Março 12, 2008 @ 05:26

ent?o, esses artworks s?o legais.
e tamb?m achei isso aqui lindo. queria ter uma parede (e talento) sobrando.

apagar ex-relacionamentos da nossa hist?ria pessoal ? relativamente f?cil. pode doer por uns meses, pode causar alguns problemas de log?stica (quem fica com o qu?, quem vai buscar o qu? na casa de quem, a quem o qu? pertence, etc?tera), financeiros (no caso de separa??es de gente rica, onde interessa mais quem vai ficar com o iate/a casa de praia do que quem fica com a guarda das crian?as e do cachorro) ou at? de sa?de, caso sua paix?o tenha sido mesmo avassaladora ou a sua ex-metade da laranja seja vingativa e frequente uma fac??o mais heavy metal de terreiro de macumba.

mas nada pior do que um ex-relacionamento pode fazer com as suas m?sicas preferidas, se voc? tolamente permitir que uma delas (ou v?rias) passem a fazer parte dele. acredite em mim, por mais que voc? tenha dificuldade de se lembrar do sobrenome do filhodam?e que fez voc? chorar h? uns anos atr?s, voc? NUNCA vai esquecer da maldita m?sica do primeiro encontro, do primeiro beijo, daquele dia dos namorados em teres?polis, daquela m?sica que ele gostava de cantar (e cantava t?o lindo). e se for uma m?sica querida, tanto pior pra voc?, j? que a mancha daquela criatura e daquelas mem?rias nunca vai sair dali, nem deixando de molho na ?gua sanit?ria por uns tr?s mil anos. e se o filhodam?e n?o for t?o filhodam?e assim e, assim como a m?sica, tamb?m for querido… a? desiste, amiga. entrega pra deus e tenta fingir que aquela m?sica nunca foi escrita ou gravada, EVER.

outra coisa que anda me irritando (de leve) ultimamente ? receber toda semana pelo menos uns cinco pedidos de adi??o no Flickr vindos de gentes que vendem coisas - geralmente artesanato, bolsas handmade, bonecas de pano, esculturas cafonas, gravuras e what-nots. eu, que sou boazinha e me sinto obrigada a ir checar cada pedido de adi??o e visitar o flickr do pedinte para ver se quero adicionar tamb?m, acabo gastando tempo com uma coisa que nem deveria estar rolando. garotada, o FLICKR N?O ? EBAY. ? proibido usar o site para comercializar o que quer que seja. publicar fotos dos seus produtos ? OK, desde que voc? n?o coloque pre?os e n?o saia por a? adicionando usu?rios em massa s? para tentar transform?-los em fregueses em potencial. o flickr tem search engines pra isso mesmo; quem estiver procurando por arte (ou o que quer que voc? esteja vendendo) vai achar, se voc? usar as tags certas. agora, parem de ficar atazanando os outros como aqueles vendedores de loja no brasil que trabalham por comiss?o e tentam te empurrar porcaria como se disso dependesse a vida deles (e depende, mesmo).

bem, agora vamos postar fotinhas, porque percebo que o povo n?o tem saco para textos longos (a menos que seja depredando celebridades, o nosso esporte internacional do momento). aqueles daffodils j? estavam mortos e secos, ent?o se fez necess?rio ir em busca de outros pra dar um restart na jarra. calcei minhas botinhas-de-chuva tend?ncia, agarrei minhas tesoura de cozinha e, com tempestade e o escambau, me lancei ? tarefa.

logo na porta encontrei isso aqui - shamrocks they aren’t, but very saint patrick’s day nonetheless, huh?

essas aqui tamb?m estavam na porta, e crescendo assustadoramente. n?o sei que flores s?o essas (s? sei que lindas); apenas espero que as ra?zes n?o joguem minha casa no ch?o.

ei-los! na verdade a parte de tr?s do terreno est? coberta deles, mas essa foi a ?nica foto que saiu ok (luz ruim e fot?grafa pregui?osa, that is).

eis as v?timas! a parte rid?cula da coisa ? que eu tenho pena de cort?-los. no fundo eu acho que flores devem crescer ao natural, em seus habitats, da terra e para a terra, sem escalas dentro de apartamentos, cozinhas, em cima de mesas ou defuntos. 90% das flores que tenho dentro de casa s?o artificiais. me sinto uma assassina de plantas quando as corto (o daffodil da direita estava lindo demais para ser cortado e foi poupado da carnificina vegetal.

par?nteses: eu n?o chamo os narcisos pelo seu nome gringo por frescura, n?o. ? que eu nunca havia visto um narciso antes de vir para c?, e foi por este nome (daffodils) que eu os conheci. acabou grudando.

e a recompensa da jardineira: gin + suco de framboesa + morangos cortadinhos. pode fazer em casa; n?o abuse do gin - ou vodka, caso prefira - e deixe os morangos dar uma leve marinada no ?lcool antes de p?r o suco. delicious!

e agora vou ali fazer a dan?a da chuva ao contr?rio no quintal, na esperan?a que essa tempestade de vento v? brincar de sacudir ?rvores em outro canto.


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menina, do rio 40 graus para uma pequena ilha entre a inglaterra e a normandia. uma tatuagem de lua e estrela e outra onde se lê "l'enfer, c'est les autres". odeia pepinos, hypes e intelectualóides. adora 70s rock, 80s pop, fotografia e badulaques vintage. xinga com frequência. e essa é a sua vida, em fotos amadorísticas e poesia roubada. mais?

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online desde 2001 pela mesma razão que você: ócio. o site é apenas uma sequência desconexa de updates para família/amigos, lembretes para mim mesma e coisas bonitas demais para não serem compartilhadas. como não pretendo ganhar notoriedade ou dinheiro com internet, não tenho a obrigação de ser relevante.


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