pretty things to prettify your week.
Escrito em home, nice things, Julho 23, 2008 @ 15:59

Estou come?ando a colecionar id?ias para quando eu, finalmente, tiver a minha summer house.

Achei essa no Apartment Therapy e, apesar de ser bem pequenina e simples,? bem simp?tica. E seria uma maneira bem legal de utilizar uma parte do jardim que acaba ficando ?s moscas no ver?o, por n?o ser plana… Basta colocar uma base de concreto (at? j? temos uma pronta, resqu?cio do que era a estufa de plantas) e tascar o barraquinho em cima. Eu estava de olho numa maior, com varandinha na frente onde eu j? estava me vendo pintando de verniz vermelhinho (como as casas da Su?cia) e enchendo de plantinhas. Ok, n?o deu pra ser esse ver?o… Quem sabe no pr?ximo!

Pergunta: por que os livros japoneses sempre est?o a pelo menos dez passos ? frente em mat?ria de fofura? Esse a? embaixo, de culin?ria, n?o me deixa mentir:

As fotos s?o maravilhosas, mas eu s? queria conseguir entender as receitas… :)
Anyway, quem dera que cozinhar fosse sempre assim t?o fofo e divertido, com crian?as lindas e cooperativas ? volta (e que - milagre! - n?o querem s? batata frita!) e utens?lios que mais parecem sa?dos de uma casa de bonecas. Se isso ? t?o impratic?vel na sua cozinha quanto na minha… Cara leitora, n?o se sinta um ET. Fa?a como eu: compre o livro, folheie as p?ginas e… sonhe.

E falando em “sonho” e em livro japon?s, me lembrei disso aqui:

Ok. Agora imagine o seu marido chegando em casa, do trabalho, com os sapatos sujos. Seus filhos chegando do futebol, sua filha trazendo as amiguinhas pra pular nesse sof?. Ou voc? mesma, depois de um dia ?rduo no batente, querendo se jogar na cama e esquecer que algo chamado DESPERTADOR foi um dia inventado por algum man? que merecia estar assando no espeto de Sat?. A? voc? entra no quarto e d? de cara com uma cama dessas:

S?rio, voc? consegue relaxar? NEM EU.
Porque essas casas s?o lindas, mas seria imposs?vel viver numa delas. De pr?ticas n?o t?m nem o cheiro e, num mundo real, com gente de verdade, virariam um furdun?o pink em tr?s tempos. Ent?o, minha cara leitora penando pra decorar o ap? e lidando com o vazamento do vizinho de cima que t? sempre viajando, com as patas enlameadas do cachorro no ch?o da cozinha, com o beb? vomitando no tapete, com o marido limpando a m?o na cortina, com a sogra deixando a x?cara de caf? manchando a mesinha de centro, com o filho jogando Wii e quebrando tudo em volta… Relax.

Isso ? tudo muito lindo na cabe?a criativa e privilegiada dos japoneses.
Por que nem l? no oriente essas casas imaculadas, rosinhas e cheirosas existem de verdade.

rand?micas pr?-weekend.
Escrito em LOL, celebrities, diariamente, home, reminiscências, Julho 18, 2008 @ 06:54

Eu juro: at? vinte minutos atr?s, eu acreditava piamente que o nome da filha da Nicole Kidman era Sunday ROAST. Ah, ? Sunday Rose. Ok. Ah, mas que nome babaca… Rosa de Domingo? E em se levando em conta que ela nasceu numa segunda feira?? Sunday Roast seria bem mais interessante. A quest?o seria saber, roast de qu?? Galinha, porco, vaca ou ovelha?

Sem coment?rios para o nome que Madame Boc?o escolheu pra batizar seu primeiro filho homem. Ali?s, sem coment?rios para todo esse circo orquestrado pela parturiente em torno do nascimento dos beb?s. Nunca simpatizei muito com esse casal e, ao contr?rio de quase todo mundo, que acha muito lindo esse sistema de ado??o de minorias em s?rie, eu sempre tive sincera pena dessas crian?as.

Que tipo de inf?ncia ? essa, nunca sabendo em que casa ou pa?s v?o morar daqui a seis meses (dependendo dos caprichos da mam?e, pode ser am?rica, vietn?, nam?bia, fran?a… etc), impossibilitados de fazer amigos que n?o sejam filhos de celebridades, de estudar em uma escola normal, de desenvolver uma identidade, criados por bab?s e seguran?as (Angelina fez uma m?dia de 2,5 filmes por ano desde que adotou Maddox… “M?e presente”? Me engana que eu gosto) e seguidos por TODA a parte por um batalh?o de fot?grafos, tendo suas vidinhas esmiu?adas e seguidas feito novela pela metade da popula??o mundial.

Por muito menos nego fica louco no showbusiness e faz a festa e fortuna dos terapeutas de celebrities. A troco de escapar da mis?ria de seus pa?ses de origem, vendem a inf?ncia aos tabl?ides, com a coniv?ncia de papai e mam?e?? Tem coisas que o dinheiro n?o compra, ainda mais para uma crian?a, cujas necessidades s?o t?o b?sicas e incluem carinho e rotina. Minha inf?ncia foi muito mais feliz, obrigada.

Lendo o blog da Loll?, no post onde ela narra o dia em que saiu com uma bota de cada cor, me lembrei do dia em que s? no ?NIBUS fui me dar conta de que havia vestido o suti? por cima da blusa.

Em minha defesa, eu estava saindo de casa ?s cinco da manh? de uma segunda feira, depois de ter ido dormir ?s duas (lembra daquele tempo em que internet com pulso ?nico s? depois de meia noite? E que voc? - VOC? SIM, n?o negue! - ficava acordado com a finalidade de passar a madrugada clicando alopradamente enquando a conex?o n?o ca?sse? Pois ?).

A minha sorte ? que o ?nibus estava praticamente vazio. Opa. Pera?. N?O ERA pra estar vazio! Naquele hor?rio, eu estaria me sentindo uma sardinha enlatada, em meio ?s empregadas dom?sticas, pedreiros, bab?s e office boys indo trabalhar na zona sul, sem contar as velhinhas hipocondr?acas que sempre acordam super cedo para se enfiar em filas do SUS. Mas n?o. S? havia um rapaz sentado num dos bancos da frente, dormindo a sono solto. E uma velhinha logo atr?s de mim (provavelmente hipocondr?aca), tentando abafar o riso.

S? duas pessoas?? N?o pode ser. Tem algo estranho. Foi a? que percebi que, al?m de ter me vestido errado, tamb?m havia pego o ?NIBUS errado. Great. Me levantei resmungando e fui me sentar no banco de tr?s, onde tirei o suti? e, fazendo malabarismo pra n?o ficar pelada, vesti o dito cujo devidamente por baixo da roupa (mais tarde verifiquei que havia vestido o suti? do lado avesso, mas enfim).

Na volta, passei pela velha hipocondr?ada-e-engra?adinha e percebi que ela ainda estava se divertindo ?s minhas custas. “Pensei que fosse pegadinha do Faust?o!”, riu ela. “Ah, ? claro que ?, mo?a”, respondi, com o bom humor pr?prio quem est? devendo cinco horas de sono a si mesmo. “T? vendo aquela c?mera ali na frente? Cruza as pernas que eles devem estar filmando a sua calcinha!”. A velha olhou pra baixo t?o r?pido (a fim de verificar se suas partes pudendas estavam expostas) que bateu com a cabe?a no apoio do banco da frente. Seria a minha vez de rir, amarga n?o estivesse. “At? parece que algu?m quer ver a sua calcinha, dona”, pensei, enquanto tocava o sinal do ?nibus pedindo pra descer nalgum ponto remoto da Avenida Brasil.

Com botas trocadas eu nunca sa?, mas com a roupa pelo avesso ou com a etiqueta de pre?o dependurada do lado de fora… ?, toda hora.

Eu amo comprar roupa. S? n?o amo mais porque t? gorda - o que, de certa forma, ? at? bom, porque economizo uma grana. E prefiro lojas de departamento ao inv?s de “butiques”, porque esse “E a?, amor? Vestiu bem?” me exaspera. Se vestiu mal, eu digo exatamente o qu??? “N?o, gata, vestiu P?SSIMO. Ali?s, nem passou do joelho. C? tem alguma coisa a? maior do que GGG ou eu preciso deixar a bunda em casa antes de vir comprar aqui?”.

Ent?o, depois de aproveitar o sald?o das liquida??es de julho, achei que estava com sorte e entrei na Marks & Spencer. Que vem a ser o equivalente brit?nico da falida Mesbla (n?o uso a C&A como exemplo porque a C&A ? holandesa e n?o vende comida). Basicamente, s? achei coisa cara e roupa de av?. A idade m?dia dos clientes da Marks & Spencer ? 101. As mais jovens s?o as executivas de 30-40 anos, que n?o compram roupas mas enchem carrinhos de comida congelada superfaturada no supermercado da loja. O que ? a pregui?a de cortar um piment?o, n?o ? mesmo, minha gente?

Acabei comprando tralha, claro. Animada com os descont?es de at? 70% que eu havia conseguido nas outras lojas, levei pra casa uma saia na cor salm?o e uma sa?da de praia branca. A saia at? prometia, mas a entidade que eu incorporei para ter coragem de comprar uma SA?DA DE PRAIA e, para piorar, BRANCA, eu ignoro.

Eu simplesmente odeio roupa branca. Eu era a louca que usava preto da cabe?a aos p?s nas festas de reveillon, em batizado de crian?a (de prefer?ncia com um anel de caveira maior do que a minha cabe?a enfiado no dedo), em missa de a??o de gra?as… A ?nica ocasi?o em que eu tinha vontade de usar branco era em casamentos, s? pra ser esp?rito de porco.

Ent?o. A sa?da de praia (que na verdade comprei pra usar como vestido, mas ? feia demais at? pra isso) t? aqui. Me olha, me aponta dedos e ri. “VINTE LIBRAS”, diz ela. “Se voc? tivesse deixado ? mim e ? saia salm?o (salm?o? a saia me deixa parecendo um baiacu) de vinte e cinco na loja, poderia ter comprado um casaquinho de cashmere”. E Deus sabe que, em qualquer hemisf?rio, eu teria mais uso para um casaco de cashmere do que uma… sa?da de praia.

Parab?ns se voc? leu at? aqui. Tava disposto, hein?
Mas se voc? ? daqueles que s? “l? as figuras”, toma (fotos podres porque feitas com uma c?mera vagabunda):

Isso a? ? o banco que fica no fund?o do jardim, meu ref?gio predileto pra ler um livro e ignorar telefone tocando, gatos miando e convenientemente longe da “Dupla Fode Vida“: geladeira e computador.

O cantinho ? mesmo uma del?cia; tanto que n?o sei se leio, se namoro os figos na figueira, se paparico as minhas fuschias que voltaram ? vida ou se me co?o depois de encostar os p?s na urtiga. Mas o banco estava caqu?tico. Resolvi ent?o usar o resto da tinta do arm?rio da cozinha para dar uma cor. Porque, ao contr?rio daquela mob?lia novinha que comprei na promo??o e pintei, esse banco eu “herdei” junto com a casa e ? de qualidade muito superior - apesar de estar em p?ssimo estado.

Ok, eu devia ter lixado e aplicado um wood filler antes de pintar, devia ter pregado a t?bua solta do assento, devia ter tirado do lugar, “devia ter” uma p? de coisas. Mas, se eu decidisse esperar, ser paciente e seguir o esquema, o banco nunca ia ficar azul.

A t?bua solta eu vou pregar no lugar hoje, e pintar as t?buas do assento de branco.
E mais tarde, come?o a pintar o lavabo. Paredes VERMELHAS. Ui. Wait and see. :)

I only wanted something else to do but hang around
Escrito em home, inglaterra, self, vida, Julho 15, 2008 @ 06:39

“Nesse momento, na Urca, 19 graus”, diz a locutora da r?dio online.
E ?s vezes eu queria estar l?.

Acho fofo quando pessoas comentam aqui dizendo que minha vida parece fabulosa. Mas aham. T?o fabulosa que eu nem tenho mais sobre o que escrever, aqui.
Atualmente n?o tenho achado prop?sito em abrir pol?micas, falar do passado, discorrer sobre as minhas pr?prias opini?es, discutir celebridades ou postar 30 fotos em sequ?ncia. Tenho dormido bem, sem precisar contar carneirinhos. Continuo acima do peso, mas n?o o bastante para me fazer evitar o bolinho com caf? da tarde. A sa?de continua bem, resolvi n?o cortar o cabelo, terminei de pintar o arm?rio da cozinha e tricotar meu primeiro par de meias; que ficou torto, ? claro. Ainda tenho dois p?s, dois bra?os, duas orelhas e um nariz (embora esse, ?s vezes, eu n?o tenha certeza se quero).

Ent?o, pelo visto, papai “vendeu” o apartamento. Est? cheio de id?ias, mas a melhor at? agora ? juntar a grana com a da mam?e (quando ela enfim vender a casa) e, juntos, comprarem um s? apartamento para os dois. Aprovo totalmente. Minha m?e ? que n?o est? NADA animada com o progn?stico de voltar a viver com meu pai (ainda que por quest?es de log?stica e economia). Mas o fato ? que - apesar de saud?veis, thanks - ambos j? est?o velhinhos, e a essa altura o que eles precisam ? de conforto e companhia. Acho dif?cil que mam?e encontre um novo companheiro que preencha a enorme lista de requisitos que ela tem.

Se ela aprovar a “compra conjunta”, eu pretendo ajudar, nem que tenha que pegar um empr?stimo ou assaltar o HSBC. Vale a pena ter algo relativamente decente no Brasil, cuja economia t? bombando e im?veis tendem a valorizar horrores nos pr?ximos anos. Estou estudando possibilidades e bairros. Assim que minha m?e vender a casa, pego o avi?o e juntos vamos procurar algo que seja n?o muito pequeno, mas n?o enorme; nem caro, nem barato. E, de prefer?ncia, numa localiza??o agrad?vel. Let’s see. E, enquanto espero, como JellyBeans. Apenas 4 calorias por feij?ozinho. E olha, eles t?m o nome impresso em cada um deles. How cute is that? Yeah.

Porque o lugar aqui ? definitivamente lindo, mas a cada dia que se passa n?o sei se ? o meu futuro. Num dia estou feliz como pinto no lixo, counting my blessings e fazendo planinhos. Noutros, eu mal tenho ?nimo de levantar da cama e s? penso em me enfiar dentro de um buraco na parede e desaparecer. Se eu fosse riquinha, soubesse dirigir e tivesse companhia, a hist?ria seria outra. Mas meu perfil atual t? longe de ser o de “esposa dondoca de executivo”. N?o sinto saudades do calor horroroso do Rio de Janeiro, nem de sair de casa com medo de ter a cabe?a estourada por um proj?til, nem do “jeit?o expansivo” do carioca. Adoro todas as esta??es daqui, cada uma tem um charme pr?prio; gosto de poder enfiar uma c?mera cara na bolsa e me enfiar no mato para fazer fotos sem medo de perd?-la nas m?os de algum pirralho drogado; gosto (at? certo ponto) do modo n?o intrusivo com que os ingleses lidam com as pessoas.

Mas n?o gosto de mal poder sair de casa porque o lugar n?o est? adaptado para transporte coletivo, nem para pedestres (?nibus e cal?adas s?o raridades); n?o gosto de perder todos os shows de bandas que gosto porque nada - exceto bandas cover… - vem tocar em Jersey (h? relativamente pouca gente morando aqui, e dessa pouca gente, a maioria consiste de velhos, crian?as, ou gente de meia idade que s? quer se entupir de cerveja, assistir TV, fazer caminhadas ou torrar o sal?rio inteiro em lojas de grife); n?o gosto de n?o poder pegar um ?nibus, meter um MP3 player na orelha e rodar por horas; n?o gosto da s?ndrome de p?nico que comecei a desenvolver, aqui; n?o gosto de quase nunca ver ningu?m, quase nunca encontrar ningu?m para tomar uma cerveja sentada nesse solzinho de veranico porque as pessoas s?o individualistas, frias, preconceituosas e desinteressadas.

Das amigas brasileiras/latinas que fiz aqui, A e B est?o de sa?da (uma de volta pro Brasil, outra para a Espanha), C ? uma total cabe?a de vento e desisti dela e D, bem… Acho que D n?o vai muito com a minha cara. Estranhamente, uma das coisas que eu mais gostava de fazer no Brasil - sentar num quiosque de praia sozinha e tomar uma cerveja, fazendo people watching - eu n?o gosto de fazer aqui. As pessoas n?o s?o variadas, nem interessantes. Sento e s? vejo velhos, crian?as loiras vestidas de pink e adultos com cara de bunda. Sem varia??o no tema. T?DEO.

E os pr?ximos projetos s?o arrumar o s?t?o rosa E pintar o lavabo. Cismei com VERMELHO INTENSO. Algo mais ou menos assim (foto cortesia compuls?ria do blog “A Little Busy“):

De resto, estou pensando em comprar os oilcloths para forrar a mesa do “atelier” (haha, soa t?o pretensioso chamar o s?t?o assim, j? que nunca produzo nada ?til aqui). Id?ias, at? o momento:

E ? isso. Tentando me ocupar com coisas que gosto, mas ao mesmo tempo achando que ainda sou muito jovem para uma vida de artesanato + televis?o + feirinhas agropecu?rias + almo?o de domingo, e desesperadamente querendo uma noite num nightclub da Lapa cheio de drag queens e prostitutas, cheirando a cigarro, gente suada e cerveja choca.

Definitivamente, eu sou uma pessoa estranha.

EDIT: editando porque, n?? Injusti?a. Mesmo quando o British Boy* est? viajando, eu nunca estou totalmente s?. Quem tem o amor dessas duas coisinhas a? embaixo, nunca est?.

* que incrus?viu pediu pra ser chamado de “English Boy” ou ainda “Finglish Boy” (finish + english) em nome da corre??o gramatical; maaaaas n?o vai rolar, n?o. Porque eu amo alitera??es e British Boy ? uma. Ent?o siacostuma?. Luv ya.

rand?micas chuvosas.
Escrito em diariamente, home, resmungos, this is jersey, Julho 6, 2008 @ 04:04

Anivers?rio de casamento, hoje. Tr?s anos. Pensei em fazer um post bem piegas alusivo ? data, mas a manh? de domingo me trouxe chuva, vento e um certo mau humor. Estava at? agora encarando um guia para turistas, tentando descobrir um lugar quentinho pra almo?armos hoje (vai ser o Salty Dog Bistro). N?o planejamos nada (EU sempre esque?o a data) e est? de bom tamanho.

Pensando em tirar os comments daqui, tamb?m. Essa semana eu recebi avisos para moderar cada coisa, que meo deos. Me tirou at? a vontade de vir para c? falar da minha vida. Lamento apenas pelos eventuais coment?rios carinhosos que recebo aqui e que, de verdade, conseguem iluminar at? um dia cinza e feio como este. Mas c’est la vie. O mesmo spray de veneno que mata as pragas no jardim, ?s vezes tamb?m destr?i as flores.

Ontem consegui acordar cedo e, depois de mil?nios, fui comer sandu?che quente de bacon, brie e framboesa no Henley’s. Um casal se senta ? nossa frente com um garotinho loiro de uns 4, 5 anos fazendo cara de nojo pra tudo e incapaz de se manter quieto na cadeira. Pedem um “suco de amarelo” qualquer para ele, uma ?gua suja que me pareceu mijo com anilina. Tudo porque os adultos dessa terra acham que a crian?a vai ficar muito louca se beber coca cola cheia de corantes… Algu?m precisa avisar que o que deixa crian?a louca ? falta de limites e disciplina, mas n?o serei eu a legendar esse filme.

Chega o cooked breakfast do casal + um prato vazio para o guri; ele logo pergunta onde est? a comida dele. Os pais respondem cortando peda?os das suas pr?prias salsichas e jogando no prato da crian?a. Infantilizar os filhos tamb?m ? receita para criar adolescentes problema e adultos inseguros. Com cinco anos eu j? comia de tudo, no meu pr?prio prato, cortando carnes e legumes com a minha pr?pria faca e em por??es de tamanhos bem similares ?s de um adulto. Meus pais simplesmente n?o tinham energia ou saco para me transformar num bebez?o gigante, e por isso eu os agrade?o.

Fomos ao mercado, revi o John depois de algum tempo e comprei p?ras, cerejas e morangos. Tamb?m comprei dois filtros para a c?mera, n?o sabendo ao certo se far?o tanta diferen?a assim. Agora s? preciso de uma lente olho-de-gato e, quem sabe, uma macro. Then I’m all set.

Enfim, consegui comprar o toalha de vinil pra forrar a mesa da cozinha. N?o rolou o vermelho com bolinhas brancas que eu pretendia inicialmente, porque pagar 30 libras por um peda?o no Ebay estava fora de quest?o. Paguei metade disso num vermelho com flores brancas; quase a mesma coisa, vai… Continuo indecisa com rela??o ?s almofadas. N?o sei se as compro prontas, bonitinhas mas ordin?rias, por 8 libras cada na BHS ou se compro tecidos (lindos) e fa?o em casa, pagando cerca de 50% a mais por cada uma e tendo o trabalho de costur?-las. Dunno.

E finalmente resolvi come?ar a reformar o arm?rio da cozinha. A parte interna vai ser pintada de branco. E n?o se preocupem, n?o estraguei nenhuma antiguidade - o arm?rio ? um entulho de segunda m?o e estava meio caida?o. Com sorte, os tons pastel v?o dar uma iluminada na cozinha (as paredes eu vou pintar de amarelo bem clarinho).

Fomos aos garden centers. Primeiro o Longueville, onde achei as plantas meio mortinhas e sem muita variedade (nota: as pet?nias est?o mais baratas l?). O Ramson’s estava lotado de gente e de flores bem cuidadas, mas s? achei hort?nsias enormes (e caras). Em compensa??o, todas as plantas estavam com 30% de desconto. Comprei alguns ger?nios, osteospermuns e uma bandeja de pet?nias beb?s. Plantei tudo quando chegamos em casa, no lugar de algumas plantas que comprei antes e que se revelararam um fracasso. Nota 2: parar de comprar plantas porque “s?o bonitas” e tamb?m as que “fecham” quando o sol se p?e. Desperd?cio de espa?o e dinheiro.

Fomos tamb?m pela primeira vez ao tea room da village, quase ao lado da lojinha de conveni?ncia. Os bolos estavam deliciosos, mas achei as fatias muito finas em rela??o ao pre?o cobrado. Tamb?m servem english tea completo, com ch?, sanduichinhos e bolo. Uma sele??o de senhoras idosas e fam?lias compostas por gente com cara de sono salpicadas pelas mesas. Acho aquele ponto meio morto, mas tomara que a freguesia se forme e boa sorte para a senhora que comprou e reformou a loja - que costumava ser o cora??o da vila, mas desde os anos 70 nada mais era al?m de uma porta fechada cheia de lixo dentro.

meu bolo de lim?o e o de cappuccino dele.

A “amiga” ligou novamente, convidando para ir beber alguma coisa com a outra “amiga”. Disse que ligaria quando estivesse saindo de casa. E eu acreditei. Ok, na verdade n?o acreditei muito, mas pensei que, ainda que elas n?o aparecessem no Waterfront, eu podia ir com ele e beber anyway. Mas a pregui?a falou mais alto e resolvi esperar que ela ligasse, antes de ir. N?o ligou, ? claro. Quarta ou quinta vez que ela me deixa esperando. Nem um pouco confi?vel e, ainda mais grave, sem simancol algum para suspeitar de que fazer isso com as pessoas ? FEIO. Se eu reclamasse, ela reagiria com surpresa e me presentearia com uma sele??o de desculpas p?fias que, para ela, fariam todo o sentido do mundo.

Beleza e juventude s?o desperdi?adas em mulheres idiotas, fato.
Infelizmente para elas, nenhuma dessas duas coisas vai durar muito.

rand?micas ensolaradas.
Escrito em diariamente, home, Junho 22, 2008 @ 01:11

ontem, primeiro dia do ver?o. a partir de agora, os dias ficar?o cada vez mais curtos, at? o t?o detestado (n?o por mim) solst?cio de inverno trazendo consigo a noite mais longa do ano. os druidas l? em stonehenge acharam o solst?cio desse ano meio sem gra?a, j? que o tempo esteve levemente nublado. mais uma vez lamentei n?o estar l? para, carinhosamente, jogar umas pedras neles.

no meio de uma desastrada sess?o de jardinagem, achei um beb? sapo MUMIFICADO dentro de um pote de tarracota vazio. o coitado deve ter pulado l? dentro ? noite, n?o conseguiu sair e “cozinhou” no solz?o. not very wildlife friendly, mas quem mandou ele querer investigar o interior do pote? A curiosidade matou o gato sapo.

no restaurante onde almocei tinha FIL? DE TUBAR?O no menu. ?bvio que eu imaginei um gar?om com a cara do roy scheider trazendo o prato ao som da trilha sonora incidental de JAWS. por via das d?vidas, eu comi frango.

com as dias mais claros, rola um siricotico coletivo para redecorar a casa. lojas de carpetes, m?veis e cortinas ficam intransit?veis no ver?o. a mim, que no momento estou sem fundos para trocar nem mesmo uma cortina (o garden center levou todo o meu dinheiro), s? me resta babar nas p?ginas da house beautiful e colher id?ias que possam ser recicladas no futuro, em vers?o econ?mica “credit crunch”.

adorei o esquema vermelho/branco desse quarto. comprar m?veis de segunda m?o e pint?-los ? a maneira mais barata de mobiliar uma casa. esse tipo de arm?rio eu j? vi sendo vendido por umas 40 libras. ou seja, incluindo a tinta, d? pra ter um arm?rio shabby chic para guardar roupa de cama por menos de 130 reais.

eu amo banheiras “roll top” como essas. infelizmente elas custam caro. mas procurando bem, ? poss?vel achar modelos bem similares em promo??o. fora que esse banheiro todo ? glorioso. adoro quando o povo aproveita para colocar prateleiras nas reentr?ncias da lareira.

eu nem gosto muito de piscina (quando tinha, mal usava), mas devo dizer que sentar nessa varanda para ver o sol se p?r com o barulho de ?gua corrente deve ser pure bliss.

e vai dizer que voc? n?o quer uma festa nesse jardim?

adorei a id?ia de reciclar um painel de janela velho e transform?-lo num quadro original. uma m?o de tinta + lixa + tecidos reutilizados = fofo.

e esse quarto de crian?a? ? super over the top, sim, mas ? a? que mora a gra?a. estou babando nessa explos?o de padronagens e naquele gaveteiro amarelo; nem sempre ? obrigat?rio pintar os m?veis de branco. amarelo ovo, pink, azul royal transformam qualquer banquinho sem gra?a num focal point.

essa cozinha ? deliciosamente polu?da por detalhes. confesso que parece mais um showroom de loja de decora??o country e que n?o seria muito pr?tico conviver com isso tudo no dia-a-dia. mas nada me impede de sonhar com um pote esmaltado cheio de hydrangeas amarelas, aquele prato de bolo e queijo brie, esse gato lindo e uma x?cara de caf? quentinho; hmmmm…

para n?o detonar conex?es discadas, clique no “mais” ali embaixo para mais fotos inspiradoras.

(mais…)

midsummer tales.
Escrito em diariamente, fotos, home, Junho 18, 2008 @ 06:58

junho j? est? na metade.
a temperatura j? passa facilmente dos 20, os dias est?o bem mais longos, as moscas j? voltaram (eca), as gatas j? come?am a soltar p?los, o r?dio j? anuncia a “contagem de p?len no ar” di?ria (prevenindo os al?rgicos) e os meus p?s j? ostentam a t?pica “marquinha de biqu?ni” - ok, nesse caso, marquinha de chinelo… ?, pelo visto o ver?o chegou.

e, com ele, a vontade de abrir as cortinas, sentar no quintal para aproveitar o sol da manh? com uma x?cara de caf? o jornal do dia, ir ? praia tomar aqueles sorvetes ingleses sem gra?a (basicamente um creme branco sabor “a??car” com um tubo de chocolate espetado em cima), sentar no muro do pub com um cop?o de cerveja e, claro, lembrar-se vagamente de que h? uma coisa chamada JARDIM do outro lado da porta.

desculpem a foto escura e a bagun?a; sol de meio-dia nunca foi gentil com fot?grafos (menos ainda os amadores) e eu ainda tenho que reunir for?as para organizar potes que ser?o reutilizados e jogar todo o resto fora. e, claro, COMPRAR MAIS PLANTAS para encher os canteiros. depois de anos perturbando o british boy, eu consegui fazer com que se materializassem.

queria fazer floreiras de madeira, pintar de branco (ou azul) e ench?-las de pet?nias - essas cor-de-rosa na janela a? abaixo. conforme crescem, elas se multiplicam e derramam-se em cascatas. a roseira ? direita fica na frente da nossa cottage e eu quero aprender a colher mudas para replantar nos canteiros. adoraria v?-las, no pr?ximo ver?o, cobrindo a frente da nossa casa, tamb?m.

e chega de sentar na pedra! porque yes, n?s temos m?veis de jardim! \o/

comprei flat-pack por uma mixaria numa queima de estoque no final do ver?o passado. meu pai me ajudou a montar e pintar. voil?: uma mesa, um banco e duas cadeiras! ontem inaugurei-as tomando a primeira cerveja outdoors do ver?o. o jantar tamb?m foi servido al fresco: very english baked beans + risoles de carne brasileir?ssimos.

enquanto isso, a adapta??o felina ao conceito de “dividir a casa com outro gato” tem sido dif?cil. maluca, bem maior e semi-feral, tenta pagar de blas? e ignorar a presen?a nervosa e arrepiada da chantilly; mas a verdade ? que ela tem ficado muito pouco dentro de casa por conta da nova gata. as duas pisam em ovos o tempo todo, maluca tenta cheirar a chantilly (n?o sei se para fazer amizade ou checar se ela est? em condi??es de ser devorada…) e, em retribui??o, chantilly range dentes e faz ru?dos t?o amea?adores quanto pat?ticos. t? feia a coisa. mas, por sorte, ainda n?o rolou nenhum CAT! FIGHT! no quintal. observe as duas se estudando ? dist?ncia:

tamb?m orgulhosamente apresento os primeiros morangos colhidos no jardim:

eu nunca gostei de morangos no brasil. lindos por fora, mas brancos e azedos por dentro. s? conseguia com?-los dentro de um litro de creme de leite e com um quilo de a??car em cima. aqui, qualquer morango de supermercado (desde que esteja na esta??o) parece feito de marzipam. e esses, totalmente org?nicos, s?o mais doces ainda. transformei-os numa salada de frutas e garanti a sobremesa. :)

mais algu?m partilha da minha estranha obsess?o por cow parsley? pelo visto, ela tamb?m gosta. em teoria, eles s?o uma praga, multiplicam-se r?pido e, se n?o forem arrancados sem piedade, podem “arruinar” o seu jardim. mas o meu jardim j? ? meio selvagem anyway. e eu sempre achei o bichinho uma lindeza, com suas min?sculas flores brancas e delicadas. arrancar eu at? arranco - mas s? para p?r num vaso com ?gua e uma colherzinha de a??car. dura quase duas semanas! fora que cow parsley ? tanto a cara do ver?o quanto os narcisos s?o a da primavera.

as fotos seguintes foram feitas ontem no caminho entre a minha casa e a caixa de correio:

adoro esses pequenos compridinhos e suas flores em forma de saco. tendem a crescer em solo bem pobre (pedras, principalmente), mas eu n?o sei o nome. ao lado, as famosas “margaridas africanas” (osteospermum), ainda semi fechadas.

essas pequenas lilases chegam a cobrir muros inteiros.

as fuschias tropicais. lembro que minha m?e tinha um p? delas no quintal da casa onde cresci. tamb?m temos um no fundo do jardim, e foi motivo de alegria descobrir um pedacinho da minha inf?ncia aqui t?o longe.

as pequenas e delicadas alyssums crescem rasteiras e baixinhas. e as cor de laranja, seriam marigolds?

minhas preferidas absolutas do ver?o: ice plants (tamb?m conhecidas como starburst). margaridas de p?talas fin?ssimas, podem ser brancas, rosa-lil?s (as da foto) e rosa choque (quase fluorescentes!). s? florescem no ver?o e sob o sol - na sombra, elas n?o abrem. as da foto abaixo, por exemplo, est?o ainda fechadas.

adoro essas pequenas margaridas, n?o maiores que a ponta do meu dedo indicador. fico chocada com o fato de que a mesma planta produz flores brancas E rosa choque.

por fim, as hydrangeas (? esquerda), que florescem em grumos multicoloridos todos os anos, sem se importar muito com a riqueza do solo ou com a quantidade de ?gua que recebem. basta cortar quase tudo quando param de florescer e, no pr?ximo ver?o, o show recome?a.

enchi o saco, n?o? sorry. mas se voc?s tivessem encarado quase seis meses de ?rvores peladas, vento, chuva, frio e quase nenhuma florzinha, entenderiam o meu entusiasmo. :)

a primavera ? azul.
Escrito em diariamente, fotos, home, this is jersey, Abril 14, 2008 @ 07:20

da (aparentemente intermin?vel) s?rie Coisas que eu Odeio na Internet: pessoas de NEW jersey, estados unidos, que se registram pelos sites como JERSEY. porque, claro, o mapa mundi estadunidense ? do tamanho da unha do meu dedo mindinho e para eles s? existe uma jersey em todo o planeta - a deles. isso facilita tipo horrores quando eu uso alguma ferramenta de busca no livejournal, twitter, last.fm, etc?tera para rastrear pessoas que vivam em jersey, ilhas do canal (tamb?m n?o me pergunte por qu?; eu n?o saberia responder e ficar?amos nos encarando com cara de paisagem por uns bons minutos).

isso me faz lembrar uma historinha interessante que se passou com o respectivo h? muitos anos atr?s, quando ele + um amigo igualmente desocupado compraram uma carca?a sobre rodas e foram rodar a am?rica do norte. parando num diner para repor as energias, a gar?onete reparou nos sotaques e, naquele jeit?o over friendly americano que sempre faz os ingleses se esconderem debaixo da mesa de vergonha, mandou um “voc?s n?o s?o daqui, s?o?”. os rapazes fizeram que n?o e disseram ter vindo de jersey. “ah, new jersey!”, respondeu a mo?a “sabia que o sotaque n?o era daqui de wyoming!”. t?in. “no dear, jersey in ENGLAND… fica na europa”. bem, tecnicamente jersey nem faz parte da inglaterra, mas os meninos acharam que ia ser mais f?cil do que explicar pra criatura a no??o de bailiwick. a gar?onete fez cara de ?rvore, jogou os pratos em cima da mesa e, antes de sair correndo, emitiu: “europa? yeah, acho que eu j? ouvi falar… you want fries with that?”.

resumindo: a jersey brit?nica, por acaso, ? a original (surprise, surprise), e foi em homenagem a ela que a NEW jersey americana foi assim batizada. e o sotaque da jersey brit?nica ?, evidentemente, brit?nico - se bem que, at? o final do s?culo 19, os jerseymen falavam j?rriais, uma variante do franc?s normando. hoje em dia apenas 3% da popula??o consegue se expressar nesse idioma moribundo. mas o nosso aeroporto ainda d? boas vindas aos visitantes em j?rriais (foto da wikipedia):

jerriais.jpg

falando na ilhota, primavera. os narcisos j? cumpriram seu important?ssimo papel de anunciar o fim do inverno e j? eram. agora ? hora das tulipas e cam?lias assumirem o palco, mas eu tamb?m sou louca pelos atores coadjuvantes: os forget-me-nots (eu n?o sei o nome em portugu?s; quem puder, me ajude). eles s?o pequenos, extremamente azuis, fotos n?o conseguem lhes fazer justi?a e s?o muito mais bonitos na natureza do que em vasos… mas eu n?o resisti.

fmn2.jpg

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? f?cil animar a minha manh?. um pouco de sol. o cheiro de grama rec?m cortada pelo jardineiro do vizinho. as gaivotas berrando. a cozinha quentinha do forno e o cheiro delicioso de um bolo que acabou de sair l? de dentro. colocar um pequeno ramo de flores silvestres dentro de uma jarra de vidro reciclada (era um vidro de sais de banho da Boots). flores que, por acaso, t?m a mesma cor das paredes do meu banheiro.

fmn6.jpg

bom dia!

p.s.: come?a hoje a minha “semana trash music 80s” no twitter; sempre que eu me lembrar, vou postar um trecho de alguma p?rola do cancioneiro pop dos anos 80, especialmente dos “one hit wonders” - aquelas bandas que chegam com tudo, gravam um super sucesso e depois desaparecem sem deixar pistas. a-d-o-r-o. se quiser acompanhar, me siga l? ou no mini-blog a? na coluna da esquerda.
(? agora que os meus followers todos v?o me tirar da lista, HA)

das pequenas indulg?ncias
Escrito em home, livros, vida, Janeiro 28, 2008 @ 17:41

“a vida dom?stica tem altos e baixos. ajuda bastante possuir um estado de esp?rito que saiba transformar a menor das indulg?ncias em luxo. isso significa lan?ar um olhar positivo para a pr?pria vida - considerar n?o apenas o que voc? quer ter, mas o que pode ter (ou o que j? tem). significa decidir por si mesmo o que voc? classifica como luxo e n?o seguir as id?ias exageradas da m?dia. vestidos de alta costura, jatinhos particulares, iates imensos e diamantes maiores ainda s?o maravilhosos, tenho certeza, mas voc? n?o acha rid?culo o fato de que pouqu?ssimas pessoas no mundo podem pagar por essas coisas? melhor se presentear com alguns rolos de l? macia para tricotar, um bom filme com uma bela x?cara de ch?, um buqu? de rosas divino, ou uma pequena, por?m deliciosa, caixinha de chocolates. como bette davis diz ao fim de “now, voyager“: ‘n?o precisamos pedir a lua - n?s temos as estrelas’.”

jane brocket, in “the gentle art of domesticity











sim, n?s temos as estrelas.
e hoje o meu c?u est? cheio delas.

tidying up.
Escrito em home, nice things, Janeiro 3, 2008 @ 08:50

?s vezes me d? uma pregui?a indiz?vel de blog. ?s vezes me pergunto se n?o seria melhor deixar isso aqui se transformar de vez num “fotolog metido a besta” ao inv?s de tentar escrever - eis a minha maior fonte de pregui?a: juntar palavras de forma intelig?vel, inteligente e agrad?vel. bem, vamos seguir fazendo um esfor?o e torcendo para que o meu modesto pontocom emplaque 2009.

o ano novo me inspirou e, como eu sinto falta da escrivaninha que deixei em jersey, acabei de “fazer” uma para mim aqui em hannover:

? claro que eu ainda vou pintar e decorar, e que est? tudo desarrumado. simplesmente joguei as coisas que estavam na janela em cima da escrivaninha - se eu fosse esperar para pintar, arrumar e decorar, jamais faria essas fotos.

a mesa (40 euros) e o gaveteiro pequeno ? esquerda (8 euros) s?o da ikea. perceba que o gaveteiro veio TODO defeituoso. o furo/puxador da gaveta do meio veio de cabe?a para baixo e faltava a frente de uma das gavetas do meio. mas voltar ? ikea para trocar por outro custaria, s? em gasolina, mais que o pre?o do infeliz; ent?o deixa pra l?. depois eu compro outro… os dois m?dulos de madeira ? direita consegui por seis euros cada numa loja de materiais de constru??o.

a mesa onde fica o computador aqui ? de vidro. detesto modernidades, j? que a maioria p?e a suposta “est?tica” acima do conforto. algu?m avisa que m?vel de vidro ou a?o em pa?ses frios simplesmente n?o funciona?? obrigada. porque, de manh?, depois de uma noite inteira onde o aquecimento no escrit?rio ficou off, encostar o bra?o naquele vidro gelado IS NOT LOVE.

eu n?o vou mudar o computador para essa mesa, no entanto. vou us?-la para fazer minhas colagens idiotas e escrever, j? que me faltava aqui um cantinho para essas coisas. quando eu resolver costurar, basta p?r a m?quina de costura ali em cima e ligar na tomada. e o que ? melhor: os m?dulos ficam na frente de uma das janelas, me presenteando com um pouco mais de privacidade nesse apartamento big brother. \o/

minhas colagens e as fadinhas que moram na lumin?ria finlandesa (comprada numa loja de materiais de constru??o em pielavesi, finl?ndia - eu j? disse que amo lojas de material de constru??o? pois eu AMO).

canecas e tulipas de amsterdam (eu morria sem saber que o coelhinho miffy era holand?s; tinha certeza que ele era japa!), as casinhas de estocolmo e a g?rgula parisiense (perceba que adquirir tralha brega de turista ?s toneladas ? de praxe nessa casa).

o postalzinho com ar 60s ? do museu da DDR em berlin; se voc? for ? cidade, n?o deixe de visit?-lo. ? interessant?ssimo saber em detalhes como viviam os habitantes da alemanha oriental.

ali meu livro de postais do yoshitomo nara - LOVE it.

? esquerda o livro “the 20s in vogue magazine”, um dos meus achados da thesaurus, uma lojinha de livros usados que parece ter sa?do de um filme: sineta na porta avisando que algu?m entrou, cheiro de mofo, livros liiiiindos e uma velhinha simp?tica na caixa registradora vintage. aw.

mais do livro… que ali?s comprei para recortar as figuras e usar as colagens, mas depois n?o tive coragem de estragar.

b?nus: mais yoshitomo nara for you.



menina, do rio 40 graus para uma pequena ilha entre a inglaterra e a normandia. uma tatuagem de lua e estrela e outra onde se lê "l'enfer, c'est les autres". odeia pepinos, hypes e intelectualóides. adora 70s rock, 80s pop, fotografia e badulaques vintage. xinga com frequência. e essa é a sua vida, em fotos amadorísticas e poesia roubada. mais?

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online desde 2001 pela mesma razão que você: ócio. o site é apenas uma sequência desconexa de updates para família/amigos, lembretes para mim mesma e coisas bonitas demais para não serem compartilhadas. como não pretendo ganhar notoriedade ou dinheiro com internet, não tenho a obrigação de ser relevante.


todas as fotos e textos pertencem a mim; exceções com o devido crédito. por favor não copie nada sem permissão. layout feito por mim, usando elementos appletooth e ephemera. wordpress rodando thanks to sweet marya.


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