Dercy morreu!! Viva a Dercy!!
Ent?o ela n?o ficou pra semente. E, se nem ela ficou, perdi as esperan?as.
No s?bado de manh? a Marlene picou mula da Ilha de Tr?s Pontos. Fiquei at? com invejinha. Mesmo n?o fazendo id?ia de como seja M?laga. E talvez nunca venha a fazer porque, j? que o marid?n dela foi junto, duvido que eu tenha coragem de ir visit?-la, a menos que me hospede noutro lugar. Mas ser? que ele vai DEIXAR ela sair comigo? Boa pergunta.
?, acho que aquela ali eu n?o vejo mais.

Claro que voltar pra Cubanacan ela n?o volta. Nem ? idiota. Cubanacan ? uma fofura ao avesso, com seus carrinhos e pr?dios caindo aos peda?os. Isso podia mudar, se eles topassem largar o osso. Ator de novela da Grobo adora pra ir l? e dizer que ? lindo, que a pobreza ? linda, que os EUA s?o o capeta por n?o fazer neg?cio com Cubanacan, tadinhos, porque eles s?o marrons, pobres, mas s?o limpinhos - e, assim como todos os de alma pura, tamb?m odeiam os capetas americanos. Aquelas bombinhas de festa junina que eles tinham apontadas pro Tio Sam eram mero detalhe. Tadinhos. Quando a fonte secou, gritaram pra Am?rica: “Queremos destruir o seu sistema. Mas queremos o seu dinheiro, tamb?m”. N?o sei quanto a voc?s, mas eu n?o emprestaria grana a quem vai us?-la pra comprar uma carabina e apont?-la pra minha cabe?a. Por mais limpinhos que sejam.
S?bado fui nutrir-me do english breakfast do Driftwood. T? certo que ? perto de casa, o lugar ? lindo, tranquilo e a comida ? boa, mas vou dar um tempo. Os gar?ons s? n?o me conhecem pelo nome porque eles nunca ficam mais do que uma semana trabalhando ali (as gorjetas devem ser p?ssimas… A julgar pelas minhas, ent?o, devem ser inexistentes).


Fui pra cidade comprar livros. Sr. Marido passou mais de uma hora na Waterstone’s, enquanto eu, no segundo andar, dava gritinhos hist?ricos diante de um livro de Gothic Lolitas. 16 libras. Meio carinho pros meus padr?es pata-de-porco; mas daqui a pouco eu entro num clima L’Oreal e vou l? comprar a porcaria do livro, “porque eu mere?o”. Ele achou pra mim na WHSmith o The History of Love, da Nicole Krauss, do qual o povo vive postando trechinhos nas comunidades de literatura do Livejournal.

Depois fomos pro cemit?rio de Grouville. PROGRAM?O, hein? Poiz?. This is Jersey, peoples. Wohoo.







Passei na Moon and Sixpence atr?s de porta-retratos pequeninos mas s? achei um. Tamb?m comprei pro marido uma caneca do Edward Monkton (que eu adoro) porque n?, como resistir ao Porco da Felicidade?? Afinal, ele ? T?O feliz! E existe para nos lembrar de que a vida est? cheia de coisas que nos fazem felizes . Inclusive canecas do Edward Monkton.

No verso da caneca: “May his JOYFUL SMILE remind us how much there is to be happy about”. Indeed there is. S? falta eu descobrir exatamente o qu?.
Cerveja da tarde no Victoria in the Valley, porque o dia estava bonito demais pra ficar sentada em casa assistindo reprises de Top Gear.



A cerveja do Vic in The Valley ? uma merda e a menina que serve no balc?o parece estar constantemente drogada/b?bada/em coma. Mas o lugar ? t?o, mas t?o bonito que compensa qualquer outra coisa. Fica na rota do aeroporto, ent?o ? legal pra fazer “plane spotting”, tamb?m.
A galera na casa ao lado do pub estava queimando uma carne (observe a fuma?a na foto acima ? esquerda) que, ao julgar pelo cheiro, parecia ser de cachorro. Crueldade. Deviam assar a gar?onete do Vic. Enche a barriga e d? barato ao mesmo tempo. E depois, ela tem cara de quem bebe tanto que a carne j? deve vir marinada; s? falta salgar.

? noite arrastei um British Boy nada cooperativo pro tal do “Rock Bar”. N?o sei se o “rock” do nome se referia ao estilo musical ou se ao fato de o bar estar em cima de uma pedra (a ilha). Mas a decora??o com guitarras e quotes do Pink Floyd, Beatles, Bowie e Pearl Jam (?) pelas paredes (a MESMA do Chicago Rock Caf?, que antes ocupava aquele espa?o) me tirou a d?vida. E trouxe OUTRA: me explica, NAONDE que um lugar que toca Shania Twain, Pink, Hanson, Jackson Five, Whitney Houston e similares teria a OUSADIA de se intitular “Rock” Qualquer coisa?
Adivinhou. Em JERSEY, ? claro.
Meninas vestidas de “joaninhas”, polonesas seminuas se esfregando nos poucos homens dispon?veis, uma garota que dan?ava com os p?s colados no ch?o. N?o entendo a raz?o de SEMPRE haver gente fantasiada de alguma coisa, na noite. Era a mesma coisa em Hannover, mas como as mo?as eram mais velhas, eu supus que se tratava de despedida de solteira… Mas em Jersey s? tem adolescente pagando esses micos. Al?m das joaninhas, havia meninas vestidas de pirata, de fada, de puta (ops, essas n?o estavam fantasiadas, n?o…) e um man? dentro de uma caixa met?lica, com a cabe?a e os membros (bra?os e pernas, meu povo; nada al?m disso) pra fora.
? impressionante: na pista s? tem mulher. E elas dan?am, assim, como dizer? Com abandono. Fora a menina que se sacudia toda sem tirar os p?s do ch?o (ela parecia aqueles brinquedos onde a gente aperta o fundo, o el?stico do bichinho em cima afrouxa e ele se mexe, mas sempre com os p?s no mesmo lugar). Os homens, como bons ingleses, s?o “t?midos” demais pra se juntar a elas ou puxar alguma pelo bra?o, e ficam rodeando a pista, cervejas na m?o e caras de bunda. Meu Deus, mas que homarada insossa… Ser mulher na terra da Lilibeth n?o ? f?cil. Ali?s, Lilibeth herself espertamente casou-se com um h?brido de alem?o com dinamarqu?s. ?s vezes acho que as inglesas s?o assim t?o, erm, “atiradas”, por um bom motivo: se elas resolverem bancar as t?midas tamb?m, ningu?m faz sexo nesse pa?s.
Ent?o, antes de sair pra night, elas capricham na ?gua oxigenada, se entopem de vodka barata, se enfiam na minissaia de guerra (meio cent?metro mais comprida que o cinto), entoam o hino nacional e se convencem de que est?o salvando a anglo-sax?nia da extin??o. You go, girls!
Mas olha s?, chuchus: os modelitos n?o est?o, exatamente, ajudando. Sapato de salto branco? Bota de pele de coelho em pleno ver?o? Cal?a de xadrez? Short, bon? e colete no melhor estilo “tchuchuca de favela”? S? faltou o salto de acr?lico ou as correntes de platina barata. Ajudava menos ainda o fato de o tel?o estar exibindo os desfiles do Rio Fashion Week, cheios de meninas altas, chiques, com cabelos naturais e saud?veis, nada dessas palhas oxigenadas e ralas, duras de chapinha que a gente encontra por aqui. Mais uma vez me dei conta: meu deus, que gente cafona. S?rio. Esse pessoal devia desistir. Eles n?o t?m salva??o.
A menina de salto branco, vestido-bata branco (??) tr?s metros e meio de altura e quinze quilos de peito joga a bolsa na nossa mesa e se encaminha pro banheiro. Ser? que ela se deu conta de que, com aquelas tetas e aquele vestido, ela estava parecendo gr?vida? Poucas chances de arrumar um peguete nesse estado interessante, gata.
Cinco minutos depois ela volta pra pegar a bolsa, e ao se debru?ar eu percebo que ela deve ter acabado com o estoque de silicone do hospital no dia em que p?s os implantes. ? o tipo da mulher que nem precisa de airbag no carro e tal. Penso alto em portugu?s: “Minha filha, toma cuidado a? porque se esse neg?cio explodir voc? vai estragar o meu Mojito!”. British Boy entende 50% da senten?a e cai na gargalhada. A girafa peituda me encara e diz “sorry?”, eu respondo “nevermind” e tenho que esperar at? ela virar as costas para afundar a cara no meu pratinho de anchovas e rir.



















sim, eu sumi. mas ? por estar ocupad?ssima - estou de mudan?a. hoje ? a minha ?ltima noite na terra da salsicha, pelo menos pelos pr?ximos 30 dias. cansei, enjoei, irritei. quero minha casa, minha BBC, minha assinatura da revista country living, minha caminha e minhas janelas com vista para o verde - e n?o para a vizinha obesa andando de suti? pela sala enquanto fala no celular ou para o camarada com cara de ped?filo que passa o dia inteiro olhando para a tela do computador com um sorriso estranho no rosto. *medo*











2008