I only wanted something else to do but hang around
Escrito em home, inglaterra, self, vida, Julho 15, 2008 @ 06:39

“Nesse momento, na Urca, 19 graus”, diz a locutora da r?dio online.
E ?s vezes eu queria estar l?.

Acho fofo quando pessoas comentam aqui dizendo que minha vida parece fabulosa. Mas aham. T?o fabulosa que eu nem tenho mais sobre o que escrever, aqui.
Atualmente n?o tenho achado prop?sito em abrir pol?micas, falar do passado, discorrer sobre as minhas pr?prias opini?es, discutir celebridades ou postar 30 fotos em sequ?ncia. Tenho dormido bem, sem precisar contar carneirinhos. Continuo acima do peso, mas n?o o bastante para me fazer evitar o bolinho com caf? da tarde. A sa?de continua bem, resolvi n?o cortar o cabelo, terminei de pintar o arm?rio da cozinha e tricotar meu primeiro par de meias; que ficou torto, ? claro. Ainda tenho dois p?s, dois bra?os, duas orelhas e um nariz (embora esse, ?s vezes, eu n?o tenha certeza se quero).

Ent?o, pelo visto, papai “vendeu” o apartamento. Est? cheio de id?ias, mas a melhor at? agora ? juntar a grana com a da mam?e (quando ela enfim vender a casa) e, juntos, comprarem um s? apartamento para os dois. Aprovo totalmente. Minha m?e ? que n?o est? NADA animada com o progn?stico de voltar a viver com meu pai (ainda que por quest?es de log?stica e economia). Mas o fato ? que - apesar de saud?veis, thanks - ambos j? est?o velhinhos, e a essa altura o que eles precisam ? de conforto e companhia. Acho dif?cil que mam?e encontre um novo companheiro que preencha a enorme lista de requisitos que ela tem.

Se ela aprovar a “compra conjunta”, eu pretendo ajudar, nem que tenha que pegar um empr?stimo ou assaltar o HSBC. Vale a pena ter algo relativamente decente no Brasil, cuja economia t? bombando e im?veis tendem a valorizar horrores nos pr?ximos anos. Estou estudando possibilidades e bairros. Assim que minha m?e vender a casa, pego o avi?o e juntos vamos procurar algo que seja n?o muito pequeno, mas n?o enorme; nem caro, nem barato. E, de prefer?ncia, numa localiza??o agrad?vel. Let’s see. E, enquanto espero, como JellyBeans. Apenas 4 calorias por feij?ozinho. E olha, eles t?m o nome impresso em cada um deles. How cute is that? Yeah.

Porque o lugar aqui ? definitivamente lindo, mas a cada dia que se passa n?o sei se ? o meu futuro. Num dia estou feliz como pinto no lixo, counting my blessings e fazendo planinhos. Noutros, eu mal tenho ?nimo de levantar da cama e s? penso em me enfiar dentro de um buraco na parede e desaparecer. Se eu fosse riquinha, soubesse dirigir e tivesse companhia, a hist?ria seria outra. Mas meu perfil atual t? longe de ser o de “esposa dondoca de executivo”. N?o sinto saudades do calor horroroso do Rio de Janeiro, nem de sair de casa com medo de ter a cabe?a estourada por um proj?til, nem do “jeit?o expansivo” do carioca. Adoro todas as esta??es daqui, cada uma tem um charme pr?prio; gosto de poder enfiar uma c?mera cara na bolsa e me enfiar no mato para fazer fotos sem medo de perd?-la nas m?os de algum pirralho drogado; gosto (at? certo ponto) do modo n?o intrusivo com que os ingleses lidam com as pessoas.

Mas n?o gosto de mal poder sair de casa porque o lugar n?o est? adaptado para transporte coletivo, nem para pedestres (?nibus e cal?adas s?o raridades); n?o gosto de perder todos os shows de bandas que gosto porque nada - exceto bandas cover… - vem tocar em Jersey (h? relativamente pouca gente morando aqui, e dessa pouca gente, a maioria consiste de velhos, crian?as, ou gente de meia idade que s? quer se entupir de cerveja, assistir TV, fazer caminhadas ou torrar o sal?rio inteiro em lojas de grife); n?o gosto de n?o poder pegar um ?nibus, meter um MP3 player na orelha e rodar por horas; n?o gosto da s?ndrome de p?nico que comecei a desenvolver, aqui; n?o gosto de quase nunca ver ningu?m, quase nunca encontrar ningu?m para tomar uma cerveja sentada nesse solzinho de veranico porque as pessoas s?o individualistas, frias, preconceituosas e desinteressadas.

Das amigas brasileiras/latinas que fiz aqui, A e B est?o de sa?da (uma de volta pro Brasil, outra para a Espanha), C ? uma total cabe?a de vento e desisti dela e D, bem… Acho que D n?o vai muito com a minha cara. Estranhamente, uma das coisas que eu mais gostava de fazer no Brasil - sentar num quiosque de praia sozinha e tomar uma cerveja, fazendo people watching - eu n?o gosto de fazer aqui. As pessoas n?o s?o variadas, nem interessantes. Sento e s? vejo velhos, crian?as loiras vestidas de pink e adultos com cara de bunda. Sem varia??o no tema. T?DEO.

E os pr?ximos projetos s?o arrumar o s?t?o rosa E pintar o lavabo. Cismei com VERMELHO INTENSO. Algo mais ou menos assim (foto cortesia compuls?ria do blog “A Little Busy“):

De resto, estou pensando em comprar os oilcloths para forrar a mesa do “atelier” (haha, soa t?o pretensioso chamar o s?t?o assim, j? que nunca produzo nada ?til aqui). Id?ias, at? o momento:

E ? isso. Tentando me ocupar com coisas que gosto, mas ao mesmo tempo achando que ainda sou muito jovem para uma vida de artesanato + televis?o + feirinhas agropecu?rias + almo?o de domingo, e desesperadamente querendo uma noite num nightclub da Lapa cheio de drag queens e prostitutas, cheirando a cigarro, gente suada e cerveja choca.

Definitivamente, eu sou uma pessoa estranha.

EDIT: editando porque, n?? Injusti?a. Mesmo quando o British Boy* est? viajando, eu nunca estou totalmente s?. Quem tem o amor dessas duas coisinhas a? embaixo, nunca est?.

* que incrus?viu pediu pra ser chamado de “English Boy” ou ainda “Finglish Boy” (finish + english) em nome da corre??o gramatical; maaaaas n?o vai rolar, n?o. Porque eu amo alitera??es e British Boy ? uma. Ent?o siacostuma?. Luv ya.

wedding bells.
Escrito em humor observacional, inglaterra, Junho 16, 2008 @ 08:14

os jornais, tev?s e revistas brit?nicas s? falam no casamento de 5 milh?es de libras (dez milh?es de d?lares…) do jogador de futebol wayne rooney e sua namorada “viciada em shopping” coleen mcloughlin. somente o vestido de coleen custou 200 mil libras, e mais 80 mil para levar coleen e sua mam?e em v?rias viagens london - new york para as sess?es de prova.

? evidente que a rea??o inicial ? achar rid?culo e desnecess?rio. mas, se levarmos em conta que uma revista de fofoca brit?nica pagou mais da metade desse valor pelos direitos exclusivos de fotografar a cerim?nia (numa vila na riviera italiana) + o sal?rio astron?mico do wayne + a fortuninha paralela que a pr?pria coleen j? conseguiu amealhar em contratos de publicidade pelo simples fato de ser a namoradinha do craque… nem ? tanto assim, meu povo.

e quem diz isso sou eu, que nem vestido de noiva quis ter. me casei no civil, vestida 90% de preto, com meias el?sticas 3/4 emprestadas do noivo e cal?ando doc martens com fivela de caveira comprados num camel? em camden lock market.

tamb?m fiz quest?o de esnobar “anel de noivado”. nunca gostei de j?ias, n?o vejo beleza o suficiente nelas para justificar o pre?o e n?o frequento ocasi?es formais/black tie onde haveria raz?o para us?-las (e, se frequentasse, talvez preferisse j?ias falsas). reza a lenda que a ex-noiva do british boy RECUSOU o primeiro anel de noivado que ganhou dele, alegando que a pedra era “pequena demais” e “o que as minhas amigas v?o pensar de voc?”. me senti muito feliz em poder poup?-lo de novas visitas ao joalheiro.

compramos as nossas alian?as na rua da alf?ndega, l? no rio, por um precinho super camarada feito por um vendedor que foi com a nossa cara. e, por falar em cara, a de felicidade que o british boy fez ao colocar nossas alian?as me ? bem mais preciosa do que qualquer diamante.

o que n?o significa de maneira alguma que eu ache que as pessoas que POSSAM pagar uma fortuna por um casamento n?o devam faz?-lo. s? acho que o valor m?dio de um casamento aqui no reino unido (20 mil libras) ? ABSURDO em se levando em conta que a maioria das pessoas n?o pode arcar com essa despesa e o faz somente para impressionar terceiros.

seguinte: a conta banc?ria est? mais azul do que o mar do caribe e voc? t? podendo pagar o equivalente ao PIB anual de um pa?s em desenvolvimento por um dia de princesa porque voc? quer? go ahead and enjoy it. mas, se vai ter que pedir grana emprestada no banco, atrasar o pagamento da hipoteca da casa e vender a m?e no ebay s? para que o seu casamento impressione os vizinhos e seja mais luxuoso do que o da sua prima… hora de pensar duas vezes.

mesma coisa vale pro pessoal que ficou abismado com o consumismo desenfreado que permeia o filme SATC e desandou a se indignar, dizendo que “preferem gastar seu rico dinheirinho em coisas mais importantes que bolsas da LV.” deixando de lado o fato de que a Vuitton que a Carrie d? de presente para a sua personal assistant ? de fato horrenda… eu me pergunto, no qu? essas cultas meninas gastam dinheiro, ent?o? livros de filosofia aplicada, pol?tica internacional e f?sica qu?ntica?? haha, a arrog?ncia desse povo me diverte; s? n?o me engana. ser? que essas mo?oilas, t?o eruditas e intelectuais, nunca na vida fizeram algo por simples PRAZER? e, se n?o fazem (o que muito duvido), mas que vidinha cinza, pesada e sem gra?a, hein?

sei que muita gente deve achar obscena a quantidade de dinheiro que gasto com as minhas dolls. j? cheguei a ouvir algu?m insinuar aqui que, com essa grana, eu “deveria estar ajudando a uma crian?a do meu pa?s miser?vel”. nem vou perder tempo explicando o quanto essa sugest?o ? asinina; prefiro justificar meu hobby pelas incont?veis horas de alegria que ele me proporciona, por produzir imagens bonitas que alegram o dia das pessoas (alegram tanto que j? achei uns 30 perfis falsos no orkut usando fotos das minhas bonecas… acho fofo) e s?. a quem n?o gostar, sugiro que comece a doar metade do pr?prio sal?rio pra caridade e shut the fuck up.

e j? que todo mundo est? fazendo… eu e o british boy:

na verdade, nenhum dos dois ficou muito parecido; meu tom de pele n?o foi encontrado, nem o tom loiro escuro do cabelo dele (esse boneco est? mais pra loiro-sujo). a parte fofa ? que eu tenho exatamente essa camiseta e esses brincos no meu arm?rio, e ele uma camisa na mesma padronagem.

agora deixa eu voltar pro livro (imenso) que estou lendo sobre o antigo imp?rio brit?nico, porque n?o ? s? de internet, bonecos virtuais e bolsas da chanel que meus 2,5 neur?nios vivem. ;)

just because it’s friday.
Escrito em humor observacional, inglaterra, Abril 25, 2008 @ 10:18

SEXta-feira, sol brilhando, os locutores do r?dio irritantemente perguntando a toda hora algo do naipe de “qual? a boa do fim de semana” (e depois ainda me perguntam por QUE eu gostaria que os locutores ingleses fossem afogados no t?misa e substitu?dos por um ipod gigante…) e as amiga tudo planejando uma girls-night-out. e, senhores, eu tenho MEDO.

girls-night-out geralmente se traduzem numa oportunidade totalmente “imperd?vel” pra se passar uma noite em p?, suando em bicas, num lugarzinho claustrof?bico, sem ventila??o, bebendo cerveja quente ou de m? qualidade, ouvindo m?sica ruim num volume alto demais e cercada de gente feia - yeah, porque eu n?o partilho dessa muy difundida no??o de que basta ser loiro e ter olho azul pra ser bonito. a ?nica gra?a seria poder me sentar numa mesa num lugar mais afastado, fazer um people watch de meia hora, tomar uns drinks (e torcer para o puto do bar ser menos m?o-de-vaca na hora de despejar a vodka na coqueteleira) e rir daquelas senhoras que parecem ter destru?do uma cortina totalmente aceit?vel para enrolar na cintura antes de sair de casa OU daquelas mocinhas que aprenderam a ser elegantes lendo revistas de celebridade.

fofinha, toma nota: se voc? acha que o segredo para “ser algu?m na night” t? no final da equa??o cabelo platinum blonde + tr?s horas de chapinha + bronzeamento artificial na cor “cenoura at?mica” + trinta quilos de maquiagem, incluindo “glitter para o corpo”, batom “perolado” e sombra combinando com a cor da blusa + argola tamanho “bambol? de elefante” + decote at? o umbigo + mini-micro-rid?cula saia jeans + sapato (forrado no mesmo tecido da blusa) com salto “empire state building” + bolsa-miniatura da guess (aut?ntica) ou dolce & gabbana (aut?ntica, mas comprada no ebay de uma vadia que torra os presentes que ganha do amante casado pra comprar p?) ou ainda versace (falsa)… YOU’RE DOING IT WRONG.

saca s? o charme, a malemol?ncia e o gingado da mulher inglesa (fotos de jornal, portanto em baixa resolu??o; mas a coisa j? ? assustadora o bastante assim, acredite):

observe que esse tipo de coisa acontece ? luz do dia e na frente de crian?as.
s?rio, fashion police ? pouco; pra essas da? ? fashion batalh?o-de-choque.

gatas, lhes dedico um gal?o de simancol e uma assinatura da vogue - a FRANCESA…
e espero que o calor das pranchas/babyliss derretam o que restou dos vossos miolos.


anna wintour, n?o olhe agora, mas…

p.s.: e, j? que estamos nisso, dedico o mesmo ? gwen stephanie e ? kylie minogue (mas na goodie bag delas incluirei tamb?m um vale-desconto para aulas de canto + um bilhete s? de ida para a sib?ria).

rand?micas mal humoradas.
Escrito em LOL, inglaterra, nice things, Fevereiro 28, 2008 @ 11:07

ent?o, eu at? gosto do wordpress, mas ?s vezes sinto saudades das funcionalidades do blogger. como por exemplo o fato de o blogger n?o me empurrar a formata??o preferida dele pela goela (eu n?o consigo usar “div align” nos meus posts do WP, por exemplo) e, maravilha das maravilhas, SALVAR automaticamente. ontem perdi um post enorme por conta disso. a quest?o ? simples: se todo mundo se lembrasse de salvar seus documentos periodicamente, n?o haveria tantos chorando arquivos perdidos pelo mundo.

coisas que n?o entendo I: por que TODO cara jovem (ou nem tanto) na inglaterra tem um cabelo “engra?adinho”? e por engra?adinho leia rid?culo; eles a) enchem a carapinha de gel e espetam tudo pra cima, emulando um porco espinho molhado, ou b) penteiam tudo pra baixo e depois para os lados, feito emos sem coordena??o motora, ou c) deixam crescer at? cobrir os olhos e ficam parecendo um old english sheepdog antes da poda, ou d) O HORROR! fazem “luzes” s? nas pontas espetadas, e saem por a? como se estivessem carregando um bicho morto na cabe?a. tenho ?nsias de parar esses infelizes na rua e perguntar o que enfim h? de t?o errado em se ter cabelo de macho.

coisas que n?o entendo II: pegar avi?o pra fazer ponte a?rea de 30 minutos e pagar mais caro para mal ter tempo de afivelar o cinto. me recusava a fazer isso quando avi?o era caro e eu n?o tinha dinheiro pra pagar, e me recuso a fazer agora. meus amigos fazem piada da minha suposta muquiranice, exatamente aqueles que parcelam seu v?ozinho em 10 vezes no cart?o s? pra pagar de madame/playboy. e, claro, ter que aturar check in, fila e gente que nunca voa e, por n?o saber dos procedimentos, atrasa tudo. eu chego na rodovi?ria 15 minutos antes de o ?nibus sair, de chinelo e shortinho, pego uma revista, um pote de pringle’s e embarco. mas eu admito ser uma pessoa bizarra, que curte muito de mont?o pra cacete colar um ipod na orelha e ficar vendo a vida passar pela janela em fast forward. janela de avi?o ? um t?dio monumental.

sem contar as paradas em restaurantes de beira de estrada, povoados por caminhoneiros barbados, fedidos e fam?licos que nos comem com os olhos enquanto roemos uma esfiha suspeita + caldo de cana azedo no balc?o engordurado. e o medo de o ?nibus partir de fininho e nos deixar pra tr?s?? pura adrenalina! sinceramente, n?o sei como voc?s conseguem passar sem isso. avi?o, s? quando necess?rio (por quest?es geogr?ficas ou de urg?ncia) ou quando a viagem ? minimamente longa e a probabilidade de lanchinho (falou a gorda) ou bebida (falou a b?bada) gr?tis aumentam consideravelmente. de resto, eu prefiro economizar a diferen?a e gastar em coisas que me d?em prazer - e meia hora de turbul?ncia paga a peso de ouro definitivamente n?o est? na lista.

coisas que n?o suporto: o twitter ? uma ferramentazinha legal mas, como quase tudo na internet, lotado de gente chata e sem no??o, que n?o entende que aquilo n?o ? MSN e muito menos deposit?rio de an?lises aprofundadas sobre porra nenhuma (o limite de 140 caracteres te diz alguma coisa?). e, antes que pessoas vistam carapu?as (outra funcionalidade do twitter, pelo visto: ser um ninho de neur?ticos que acham que todo coment?rio foi feito com eles em mente), aviso logo que gente chata n?o dura na minha lista ali - ou nem entra. hoje mesmo saiu um camarada que riu “aHuhaauUhauhai”. eu admito gente obtusa, gente que n?o gosta de mim, gente de quem n?o gosto, gente grossa, gente arrogante. mas n?o me permito admitir gente que ri “aHuhaauUhauhai”. sorry, mas migux?s e/ou tiop?s = unfollow autom?tico.

coisas que me d?o medo: isso aqui. eu me considero uma mocinha valente, mas dar de cara com quaisquer das g?meas olsen (ou pior, ambas) numa rua mal iluminada ? noite me levaria a escalar um muro com os DENTES. voltem l? naquela foto e me digam se algum ser humano normal tem propor??es t?o bizarras (tenho certeza de que a bisav? de 90 anos das duas est? em melhores condi??es) e uma cara t?o… bem, peculiar? essas duas monstrinhas j? povoavam meus pesadelos quando ainda usavam fraldas naquela porcaria chamada full house. vamos combinar que rola uma surpreendente semelhan?a entre as mini-olsen e um outro ?cone medonho dos anos 80?

obrigada por concordar. agora, volte novamente a sua aten??o ? foto mencionada e me responda quem, em s? consci?ncia (e tendo dinheiro para fazer melhor), sairia de casa usando um frald?o geri?trico, uma bolsa em forma de coc? (observe o detalhe da bola marrom, please), maquiagem de nosferatu p?s-pneumonia e equilibrando tudo isso em cima de plataformas da barbie? sim pessoas - al?m de feias, as irm?s olsen s? podem ser loucas.

agora viremos o disco e falemos de coisas fofas para enlevar o esp?rito.
estou apaixonada pelas mocinhas da loja yumiyumi no etsy:

e tamb?m pelas ilustra??es e colagens maravilhosas da marmee craft:

sem contar essas “pedras” que eu quero para jogar pelo meu quarto e pular em cima:

stones.jpg

stones2.jpg

porque pular em pedras de pano is the new black e voc? ainda n?o sabia. ;)

meu mundo caiu.
Escrito em inglaterra, ódio, Novembro 13, 2007 @ 10:56

voltei de paris na segunda.
devia ter chegado em casa no domingo, mas conseguimos a proeza de perder o v?o estando calmamente sentados a menos de 30 metros do port?o de embarque. a ?nica vantagem disso foi ter sido obrigada a passar a noite no sheraton do charles de gaulle, limpar o minibar por conta do cliente do marido e ainda roubar todos os sabonetinhos, creminhos, shampoozinhos, etceterazinhos do banheiro da su?te.

porque a gente pode tirar a garota do terceiro mundo, mas n?o tira o terceiro mundo da garota. n?o basta ser pobre - ? preciso agir como tal e dar o exemplo.

eu confesso que fui a paris sem tes?o. e quando nem mesmo a perspectiva de ir a paris consegue te animar, ? sinal claro (em verde, amarelo e vermelho) de que as coisas n?o v?o bem. mas l? chegando, tudo mudou. essa foi a primeira vez que a cidade realmente me encantou. nem mesmo ter ligado do celular para um amigo (agora ex-amigo) a fim de pedir seu endere?o (para mandar um postal de La Defense, j? que ele detesta pr?dios velhos e prefere as modernidades que eu desprezo) e dar a ele o prazer de bater o telefone na minha cara depois de me chamar de metida, conseguiu estragar meu dia. simplesmente removi o n?mero em quest?o da agenda de contatos do celular, guardei o telefone e entrei na laduree pra comer macaroons.

enfim, depois destes quatro dias, meu ?nimo subiu nas alturas e cheguei em hannover na segunda ? noite achando que a vida era bela.

em casa toca a redimensionar as 200 fotos no cart?o de mem?ria, quando o respectivo chega com a bomba: negaram a entrada da chantilly na inglaterra porque os testes feitos no brasil n?o s?o v?lidos. e nem era uma regra clara, porque no site oficial n?o consta nada a respeito disso nos procedimentos.

ou seja, perdemos quatro meses. eu estava contando, literalmente, as horas para 11 de janeiro chegar. quando teriam se completado seis meses desde que levamos a chantilly no veterin?rio e ele nos entregou o pet passport, e ent?o poder?amos, eu e ela, voltar para casa. eu simplesmente N?O SUPORTO mais ficar aqui. ? frio demais, chato demais, alien?gena demais. nem a pr?pria gata est? se adaptando ? temperatura.

enfim. balde de ?gua fria ? pouco.
imagine abrirem um buraco no meio de um lago congelado da lap?nia e jogarem uma pessoa l? dentro. pois ?, essa pessoa sou eu, just now.

n?o ? justo. e eu desejo todas as pestes do mundo para a Gr? Bretanha e suas leis imbecis, que escancaram fronteiras para criminosos, terroristas e vagabundos e vetam a entrada de uma gata imunizada e testada s? porque o teste n?o saiu da europa.

p.s.: se voc? n?o entendeu patavinas, leia isso aqui.

Fast Food.
Escrito em diário de bordo, inglaterra, Novembro 30, 2004 @ 06:07

Aqui voc? precisa comer r?pido.
Ou, se quiser comer tudo o que est? no seu prato, tem que ficar periodicamente espantando a gar?onete, que j? metendo a m?o na borda do prato pergunta “have you finished?”.

N?o, eu ainda n?o terminei, querida… E gostaria imensamente de entender qual ? a da PRESSA em retirar logo a comida da mesa. A cestinha com o couvert de p?es. O prato com os dois ?ltimos camar?es. O restinho de sopa deliciosa, na tigela, que ia ser pregui?osamente sorvido enquanto eu conversava. Se eu quiser manter tudo isso, tenho que ser r?pida no gatilho, ou melhor, no reflexo: “n?o, eu n?o acabei de comer. Se importa de deixar o prato aqui ou tem algu?m l? na cozinha que se alimenta de sobras e ainda n?o almo?ou, hoje?”

Desculpem se pare?o ranzinza. Mas n?o deixa de ser engra?ado, vai… Ou n?o.

Rozel Bay, domingo passado.
Ventava frio, e mesmo assim sentamos no Hungry Man (t? vendo aquele quiosque azul ? direita da foto, perto da cabine telef?nica amarela? L?). Comi cheeseburger com coca cola e uma barrinha de cereais com creme de vitamina de morango por cima. Ele comeu um hamburguer de sausage e caf?. Eu acho gra?a gente comendo hamburguer com caf?, mesmo no frio. Ainda mais tendo uma plat?ia de uns quinze patos olhando para a sua cara, esperando que voc? jogue um peda?o de p?o. Todo mundo fez a sua parte, e em dado momento o Respectivo me olha, olha a barra de cereais pela metade e faz men??o de peg?-la para distribuir aos patos. Ato reflexo, eu seguro firme a barrinha e grito QUAC! O ingl?s rolou de rir.

Estamos desocupando a casa. Os corretores de im?veis j? est?o rondando, trazendo pessoas para v?-la. Hoje apareceram sem avisar, coisa que detesto. Por sorte a casa n?o estava muito bagun?ada. Ela fez aquela ceninha i’m-so-sorry que obviamente n?o convence brasileiro, e foi entrando casa adentro, abrindo janelas, acendendo luzes. Fiquei na minha, folheando a edi??o da Real dessa semana.

As duas mo?as que vieram antes ver a casa foram simp?ticas, perguntaram se podia entrar com sapato, se desculparam pelo inc?modo. J? o camarada que ela trouxe hoje nem olhou na minha cara. Fui acompanh?-los quando foram ver os quartos e, em cima da cama que eu n?o havia feito ainda, repousava um suti? vermelho-bombeiro (meu, ? claro). O suti? quase gritava ME OLHE no meio dos len??is branqu?ssimos. Dei uma risada interna enquanto a corretora ficava mais vermelha que o suti? e o Mr. Antisocial fingiu olhar o carpete.
Adorei. Talvez isso os ensine a telefonar antes de tocar a campainha.

Free Porn.
Escrito em inglaterra, Novembro 24, 2004 @ 06:04

Ontem est?vamos assistindo o Channel 4 quando de repente me deparo com uma cena de sexo. At? a? tudo bem, afinal, no dia em que Deus estava distribuindo puritanismo e frescura, eu entrei por ?ltimo na fila e, quando chegou a minha vez, j? tinha acabado.

S? que o tal programa, chamado Sex Inspectors, era uma esp?cie de Terapia Sexual em hor?rio nobre (ok, nem t?o nobre; eram onze da noite). E o casal que aparecia fazendo sexo era um casal comum, que tinha l? seus problemas entre quatro paredes, e que toparam ter a transa filmada e exibida em rede nacional, sob o pretexto de ser analisada pelos terapeutas. A? sim o meu queixo caiu. Haja desprendimento, hein? Haha. Para o programa de estr?ia eles escolheram um casal jovem e bonito, com tudo em cima. Mas pelo que vi na chamada, nos pr?ximos vai ter muito “ingl?s t?pico” protagonizando a coisa, ou seja, gordinhos in action! N?o queria perder essa; infelizmente estou voltando pra casa em duas semanas.

Ontem teve apag?o aqui em casa. Liguei a m?quina de lavar e o aquecedor ao mesmo tempo, o fus?vel desarmou e as trevas se instalaram. Ok, eram tr?s e meia da tarde, mas como aqui nessa ?poca do ano escurece r?pido… Meu celular estava descarregado, o telefone sem fio n?o funciona sem luz, fiquei ilhada esperando o meu her?i chegar do trabalho e me salvar do bicho-pap?o que mora no escuro. Pat?tica.

Estou “desazedando”. Uma hora passa. J? est? feito, a casa j? foi comprada, as paredes j? v?o come?ar a ser quebradas, agora ? tentar fazer do imenso lim?o uma limonada bem docinha. Haja espreme-espreme e MUITO a??car…

Na segunda feira fui fazer uma sopa de liquidificador, at? me dar conta que n?o t?nhamos liquidificador em casa. Comassim? L? fomos n?s aproveitar que a loja de departamentos fecha mais tarde e comprar o bendito. V?rios modelos, cada um mais caro que o outro e nenhum deles lembrava o t?pico liquidificador que conhecemos no Brasil: aquela jarrinha simp?tica, acoplada a uma base el?trica, no fundo da qual giram pequenas l?minas. Bem, levei pra casa o modelo mais barato que se assemelhava ao meu conceito de liquidificador e bati a sopa que, por sinal, ficou uma del?cia.

SOPA DE AB?BORA
Corte em peda?os uma ab?bora pequena, dois tomates, tr?s dentes de alho e meia cebola. Jogue numa panela com pouca ?gua, cubra e deixe a ab?bora dar uma desmanchada em fogo baixo. Ponha no liquidificador com um copo de leite e bata. Volte com a mistura ao fogo brando, adicione sal, molho ingl?s, curry, e mexa sem parar at? ferver. Fica bom adicionar nessa hora champignons (levemente cozidos na manteiga), se voc? tiver. Tire do fogo, acerte o tempero, rale bastante queijo prato por cima e leve ao microondas at? derreter um pouco. Muito bom para noites frias, melhor ainda com vinho acompanhando.

Se voc? por acaso fizer e ficar uma porcaria, n?o me culpe. Tente aprender a cozinhar, antes…

A noite dos piroman?acos.
Escrito em diário de bordo, inglaterra, Novembro 5, 2004 @ 04:25

Hoje ? a Guy Fawkes Night.
L
i no blog dela a explica??o, e sem pedir licen?a, linko aqui porque care?o de ?nimo para disseminar informa??o sobre o acontecimento hist?rico. Interessante, leia.

Bem, ontem come?ou o foguet?rio, e por toda a parte vejo enormes amontoados de lenha, galhos de ?rvore, palha e similares, para as fogueiras dessa noite. Aqui no jardim de cima tem um desses. Impressionante, o tamanho. Dava para p?r fogo numa casa inteira. Foi armada pelo senhorio, um cara at? simp?tico, casado com uma mo?a sueca, pai de dois pirralhos. Tomara que seja uma cerim?nia familiar. Se o meu noivo chegar mais tarde com id?ias de sociabiliza??o, estou frita.

Aproveitando que ainda t?nhamos cinco d?lares de desconto no YesAsia, el encomendou outra Pullip pra mim, desta vez uma Principessa. ?s vezes acho que sou meio maluca com essa paix?o por bonecas. Mas as Pullips s?o t?o lindas que parece biscoito, voc? n?o consegue parar numa s?. Fiz um monte de fotos da Amaryllis (batizei assim minha boneca) ontem ? tarde. A luz estava ?tima, e eu n?o perdi a chance. O mundo seria definitivamente um lugar melhor se todo v?cio fosse inofensivo e feliz como o meu por bonequinhas.

Provavelmente tem Londres semana que vem. Gosto da id?ia de Londres, apesar de saber que ele n?o vai ter tempo de me levar pra dar rol?s e que, se eu tentar saracotear pela cidade sozinha, vou me perder.
Well, sempre me restar? a cerveja.

Nasce um Jack O’Lantern…
Escrito em fotos, inglaterra, Outubro 31, 2004 @ 02:43

Nunca pensei que fazer uma porcaria dessas fosse t?o divertido.
O Halloween n?o ? l? muito famoso na Inglaterra. A tradi??o foi importada pelos yankees, que colocaram pilha alcalina na brincadeira, e a revenderam pelo dobro do pre?o pros ingleses - que decidiram n?o comprar, HAHA.

N?o vi nenhuma criancinha vestida de monstro, e poucas casas tinham decora??o t?pica. Mas ? claro que sempre h? quem queira lucrar com a inoc?ncia consumista das criancinhas brit?nicas, e enfeite o quintal para vender umas ab?boras superfaturadas…






Making of e resultados:

Daqui a 20 dias mudan?a para a casa nova, e eu que gosto de empacotar e organizar coisas estou animada.
Dentro de cinco semanas, Rio de Janeiro, beijar minha gata, fofocar com a minha m?e, abra?ar o meu pai, fugir de alguns amigos-entre-aspas e organizar o meu casamento.
Nada de igreja, bolo, vestido, pessoas.
Assinar o papel basta e ent?o eu mudo de nome (porque eu quero, e n?o porque me seja imposto).

Sobre os filmes detestados, vale lembrar que deixei de fora da lista os f?ceis. Merdas como American Pie, Sexta Feira 13, filmes do Van Damme e da Xuxa s?o piada pronta, ou seja, nem vale a pena perder tempo dizendo que n?o se gosta (algu?m que interessa por acaso tolera essas bombas?). Tentei listar filmes que uma pessoa com bom senso e alguma cultura teria tudo pra gostar, mas que por alguma inexplic?vel raz?o, n?o lhe desceram pela goela. Dito isso, aviso que se trata da minha opini?o. Discordar ? permitido; me mandar introduzir artefatos anat?micos em locais rec?nditos da minha anatomia tamb?m, mas n?o merecer? considera??o.

…E o trof?u tomate podre vai para:
01. Clube da Luta (n?o gosto de filmes verborr?gicos cuja principal finalidade da verborragia ? fazer as pessoas entenderem nada e, por causa disso, acharem o filme ?timo).
02. Harry Potter (literatura meia bomba para crian?as injustamente al?ada ? categoria de arte… Fazendo o qu? nos cinemas eu ainda n?o entendi).
03. Matrix (n?o aguentei a primeira meia hora do primeiro filme. O depoimento de quem viu at? o fim e n?o gostou, me convenceu de que fiz a coisa certa ao desligar a TV e ir dormir mais cedo).
04. 2001 (desculpem os f?s do Kubrick, que eu tamb?m adoro, e desculpem os intelectuais que entenderam o recado. Eu s? gosto da sequ?ncia inicial dos macacos e da trilha sonora; o resto me cansa).
05. O Resgate do Soldado Ryan (carnificina excessiva numa historia inveross?mil e mal contada).
06. Casablanca (eu comecei a roncar antes do Sam “tocar de novo” e s? acordei nos cr?ditos finais porque o ronco do meu namorado estava mais alto e eu levei um susto).
07. A Fant?stica F?brica de Chocolate (eu adoro citar esse porque todo mundo adora e eu achei uma merda, a? todo mundo fica chocado e n?o acredita que eu n?o goste. Mesmo efeito quando eu digo que n?o gosto de chocolate).
08. The Wall (acho que eu sou a ?nica f? do Pink Floyd que acha The Wall um porre. Se ? pra ver videoclipe gigante eu prefiro ligar na MTV, onde pelo menos eu posso usar o tempo das vinhetas pra ir ao banheiro).
09. A Novi?a Rebelde (junta, num s? filme, quatro coisas que eu odeio: musical, crian?as, ?ustria e a Julie Andrews).

H? mais filmes nessa lista, depois eu lembro.
E eu tirei O Senhor dos An?is pelo mesmo motivo que Harry Potter quase saiu.
? que esses filmes est?o quase na categoria “piada pronta”.
E qualquer coisa nas categorias “Musical”, “Com?dia”, “Guerra” j? merece um p? atr?s.

Morrissey! Morrissey!
Escrito em diário de bordo, inglaterra, Julho 14, 2004 @ 02:31

why did you stick me in self-deprecating bones and skin, Jesus?
do you hate me?

Pronto, cheguei. Na verdade, cheguei na segunda feira, mas a pregui?a de pensar em internet nem me deixou chegar perto desse teclado.

No s?bado de manh?, quando sa?mos de Jersey, o aeroporto estava lotado. Me entupi de feij?es no caf? da manh?, e uma hora de v?o depois, est?vamos em Manchester.

O clima na cidade estava pavoroso (frio e vento mais frio ainda), mas enfim, eu estava em Manchester, right? ? tarde fomos ao Imperial War Museum, sobre as guerras mundiais, que eu achei completo e interessante (tem sess?es de slides, belas e perturbadoras fotos acompanhadas de depoimentos emocionados e emocionantes). No meio do caminho, caiu uma pequena tempestade e tivemos que passar uns minutos debaixo da marquise de um pub - que estava fechado, merda. Fiz umas fotos no museu, depois ponho no ?lbum. ? noite fomos ao cinema ver Shrek 2, que eu achei simplesmente foda. Comi um balde de pipoca t?o grande que pensei em lev?-lo pra casa depois e usar como balde de verdade. E o tamanho do refrigerante? Fui pedir “large” achando que viria um copo de 500ml e tive que beber um litro e meio de coca cola! Gahhh. De volta ao hotel, consegui ainda beber quase dois litros de cerveja no hall, enquanto via uma galera enorme chegar do show dos Pixies, que tinha rolado naquele dia.

No dia seguinte fomos ao shopping da cidade. Manchester ? bonitinha, a ?rea onde ficamos hospedados parece ter sido reformada recentemente, porque todas as construc?es eram novas - o que diminui um pouco o charme, mas quem liga? O shopping ? legal, lojas de brinquedos e stationary (deu saudade dos meus FBs…) e um pequeno tel?o onde eram exibidos trailers de filmes indianos engracad?ssimos. Voltamos para o hotel porque o Nen?m queria assistir a corrida de F1 em Silverstone. Depois fomos andando at? o Old Trafford Cricket Ground, onde eu veria o meu Moz.

O est?dio ? enorme, tanto que mais da metade do espa?o dispon?vel era ocupado por barraquinhas de merchandising e comida. A “pra?a de alimenta??o” do show, eu suponho… Acho que o p?blico do Morrissey mudou muito; olhando para aquelas pessoas de cabelo verde eu senti saudade dos f?s que eu via nos velhos v?deos dos Smiths: meninos de ?culos, topete, camiseta branca da banda e jaquetas jeans surradas. T?o jovens e t?o lindos, puros, inocentes e tristes. N?o tenho paci?ncia pra pessoas de cabelo azul, 253439474 piercings, saia curta naquele frio do caralho, bota da Hot Topic, e se dizendo f?s do Morrissey. Newbies, ARGH (hahaha).

Antes do show do Moz tivemos que aturar tr?s bandas insuport?veis. Quer dizer, eu at? gostei da primeira, tinha umas musiquinhas bem legais e o vocalista era altamente consum?vel… A segunda eu nem vi porque est?vamos atr?s de uma camiseta para mim, mas tanto as oficiais quanto as vendidas pelos camel?s n?o agradaram. Desistimos, comemos batata frita e bebemos cerveja, e voltamos para o gramado, a tempo de descobrir que os New York Dolls estavam fazendo uma cover lastim?vel e her?tica da Janis Joplin. Puta que pariu. Fomos ver um moleques jogando futebol e por l? ficamos ate que os velhos do NYD se dignaram a evacuar o palco (no sentido de sair dele, que fique bem claro…). Dali pro show do Morrissey ainda levou um tempo, eu congelando de frio, apesar do poucos raios de sol que diziam OI no horizonte (o maldito vento… Se o frio ficasse parado, na dele, beleza, mas o puto SE MEXIA!).

Enfim, Stephen Patrick on stage. Entrou no palco elegant?ssimo, de blazer, e bem mais em forma do que estava no show do Rio. Ele abriu o show com piadinhas sarc?sticas e uma das melhores m?sicas do You Are The Quarry, na minha opini?o: You Have Forgiven Jesus, e quase tive um ataque quando ele deu uma risadinha ir?nica depois do verso inicial da m?sica: “I was a good boy, I wouldn’t do you no harm”. AI, QUE MAIS FOFO. O set list foi pra l? de bizarro, mas incluiu umas boas can??es dos Smiths, entre elas There’s a Light that never goes out, n?o por acaso a m?sica da minha vida (ou uma das). Pulei tanto e pularam tanto em cima de mim nessa hora que agradeci por estar com ele bem ali atr?s de mim, me segurando forte para que eu n?o ca?sse. Ali?s, que companhia maravilhosa ele ?. Emp?tico at? o limite do intoler?vel (haha), sorria o tempo todo, e o fato de eu saber que ele n?o ? especialmente f? do Morrissey s? fez aumentar a grandeza do gesto e do bom humor com que ele aturou cotoveladas, pisadas, empurr?es, cinco horas de espera (e um babaca fumante que jogou cinza de cigarro no casaco novinho dele, destruindo-o) sorrindo e achando tudo lindo. Fiz fotos sim, mas cismei de n?o querer usar flash, e obviamente as fotos sa?ram borradas. Uma pena, mas eu n?o perder tempo me preocupando com fotos “pra postar na internet”, afinal, eu estava l?, porra…

Como sempre, teve camisa sendo esfregada nas partes pudendas e depois jogada para o plat?ia. Delirante. A ?nica ressalva foi que n?o teve bis. A meu ver o show acabou cedo demais. Sabe como ?, eu poderia passar a noite inteira ali, inundando o ch?o de baba. Consegui uma camiseta do festival na sa?da, como souvenir. E de volta ao hotel, sonhei que estava pulando ainda e de fato pulei a noite inteira, enquanto dormia (acordei umas tr?s vezes, sobressaltada).

Amanh? voltamos pra Londres pro show do Simon & Garfunkel. E por ora ? isso (eu quero meu teclado e minha escrivaninha de voltaaaaa! Escrever nessa cadeira detona as minhas costas!)


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menina, do rio 40 graus para uma pequena ilha entre a inglaterra e a normandia. uma tatuagem de lua e estrela e outra onde se lê "l'enfer, c'est les autres". odeia pepinos, hypes e intelectualóides. adora 70s rock, 80s pop, fotografia e badulaques vintage. xinga com frequência. e essa é a sua vida, em fotos amadorísticas e poesia roubada. mais?

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