“a vida dom?stica tem altos e baixos. ajuda bastante possuir um estado de esp?rito que saiba transformar a menor das indulg?ncias em luxo. isso significa lan?ar um olhar positivo para a pr?pria vida - considerar n?o apenas o que voc? quer ter, mas o que pode ter (ou o que j? tem). significa decidir por si mesmo o que voc? classifica como luxo e n?o seguir as id?ias exageradas da m?dia. vestidos de alta costura, jatinhos particulares, iates imensos e diamantes maiores ainda s?o maravilhosos, tenho certeza, mas voc? n?o acha rid?culo o fato de que pouqu?ssimas pessoas no mundo podem pagar por essas coisas? melhor se presentear com alguns rolos de l? macia para tricotar, um bom filme com uma bela x?cara de ch?, um buqu? de rosas divino, ou uma pequena, por?m deliciosa, caixinha de chocolates. como bette davis diz ao fim de “now, voyager“: ‘n?o precisamos pedir a lua - n?s temos as estrelas’.”
jane brocket, in “the gentle art of domesticity”
sim, n?s temos as estrelas.
e hoje o meu c?u est? cheio delas.
by lolla moon |
esse ? um dos livros mais interessantes que tenho.
comprado por impulso h? alguns meses atr?s, na banca de promo??es na cal?ada de uma livraria quase em frente ? esta??o saint pancras, em londres. 4 libras, eu acho (n?o lembro exatamente quanto paguei, mas n?o foi muito).
n?o sei por que comprei. talvez tenha gostado da capa.



dentro, muito pouco texto. quase tudo era visual. e extremamente/estranhamente din?mico. v?rios jovens, de v?rias nacionalidades, vivendo juntos em v?rios apartamentos deca?dos em variadas cidades do mundo. improvisando m?veis e leis de conviv?ncia. interagindo, sendo criativos, expondo e inspirando emo??es. e deixando suas marcas para tr?s. e em cada um deles.
nunca achei o livro para vender em nenhum outro lugar. nem mesmo na internet. ?s vezes eu me pergunto se ele realmente existe ou se foi plantado ali de prop?sito, por algu?m que queria me dizer alguma coisa.
preciso fazer fotos melhores das minhas p?ginas preferidas.
o livro barato causou boa impress?o.
(e trocadilhos mais baratos ainda s?o minha especialidade)
by lolla moon |
livros, m?sica ruim e folhas caindo.
t? pagando 100 reau pelas cordas vocais do nando reis. ? milanesa; porque os nossos delicados t?mpanos n?o merecem e tal. se a paula toller (dona daquela voz irritante de “mulherzinha society”) ficar muda amanh?, tamb?m n?o verterei l?grimas.
come?ou a chover granizo aqui h? uma hora atr?s, daqueles grand?es que fazem batucada no vidro da janela. lindo, por?m meio assustador; e olha que ainda estamos no outono. o inverno promete.
terminei the summer of katya. li o livro pela primeira vez h? uns 15 anos atr?s, quando era s?cia de uma dessas locadoras de bairro capengas, com meia centena de t?tulos encostados em prateleiras enferrujadas. o que esse thriller psicol?gico de um autor pouco conhecido fazia ali, eu ignoro.
nunca esqueci o livro porque, at? ontem ? noite, o final permanecera uma inc?gnita para mim.
o fato ? que n?o tive tempo de terminar de l?-lo no prazo combinado; devolvi e, quando fui renovar o empr?stimo, o livro havia misteriosamente desaparecido da locadora, sem que eu tivesse tido a chance de descobrir o terr?vel segredo de katya. que me manteve acordada at? as duas da manh?, se revela somente nas p?ginas finais do livro e me presenteou com pesadelos interessant?ssimos.
est? longe de ser um cl?ssico e n?o vai mudar a sua vida, mas sem d?vida o desfecho fica na mem?ria. e na minha singela opini?o, ? disso que puta hist?rias s?o feitas.
by lolla moon |
A parte chata de se afei?oar a lagartas ? que um dia elas criam asas e voam embora.
caterpillar girl
flowing in and filling up my hopeless heart
oh never never go
dust my lemon lies
with powder pink and sweet
the day I stop is the day you change
and fly away from me
you flicker and you’re beautiful
you glow inside my head
you hold me hypnotized
i’m mesmerized…
your flames the flames that kiss me dead
E come?o na academia, digo ? m?e que quero fazer dieta, e ela (em repres?lia, s? pode) entope o freezer de garrafas de coca cola (jogo baixo devia valer ponto contra) e compra pipoca de microondas e p?o de queijo.
M?e, eu sei que voc? esteve dod?i, e tal.
Mas te desejar arteriosclerose por vingancinha cannot be that evil.
“I cannot express it; but surely you and everybody have a notion that there is or should be an existence of yours beyond you. What were the use of my creation, if I were entirely contained here? My great miseries in this world have been Heathcliff’s miseries, and I watched and felt each from the beginning: my great thought in living is himself. If all else perished, and HE remained, I should still continue to be; and if all else remained, and he were annihilated, the universe would turn to a mighty stranger: I should not seem a part of it. - My love for Linton is like the foliage in the woods: time will change it, I’m well aware, as winter changes the trees. My love for Heathcliff resembles the eternal rocks beneath: a source of little visible delight, but necessary. Nelly, I AM Heathcliff! He’s always, always in my mind: not as a pleasure, any more than I am always a pleasure to myself, but as my own being. So don’t talk of our separation again: it is impracticable.”
Emily Br?nte, obrigada por Catherine Earnshaw existir.
by lolla moon |