pretty things to prettify your week.
Escrito em home, nice things, Julho 23, 2008 @ 15:59

Estou come?ando a colecionar id?ias para quando eu, finalmente, tiver a minha summer house.

Achei essa no Apartment Therapy e, apesar de ser bem pequenina e simples,? bem simp?tica. E seria uma maneira bem legal de utilizar uma parte do jardim que acaba ficando ?s moscas no ver?o, por n?o ser plana… Basta colocar uma base de concreto (at? j? temos uma pronta, resqu?cio do que era a estufa de plantas) e tascar o barraquinho em cima. Eu estava de olho numa maior, com varandinha na frente onde eu j? estava me vendo pintando de verniz vermelhinho (como as casas da Su?cia) e enchendo de plantinhas. Ok, n?o deu pra ser esse ver?o… Quem sabe no pr?ximo!

Pergunta: por que os livros japoneses sempre est?o a pelo menos dez passos ? frente em mat?ria de fofura? Esse a? embaixo, de culin?ria, n?o me deixa mentir:

As fotos s?o maravilhosas, mas eu s? queria conseguir entender as receitas… :)
Anyway, quem dera que cozinhar fosse sempre assim t?o fofo e divertido, com crian?as lindas e cooperativas ? volta (e que - milagre! - n?o querem s? batata frita!) e utens?lios que mais parecem sa?dos de uma casa de bonecas. Se isso ? t?o impratic?vel na sua cozinha quanto na minha… Cara leitora, n?o se sinta um ET. Fa?a como eu: compre o livro, folheie as p?ginas e… sonhe.

E falando em “sonho” e em livro japon?s, me lembrei disso aqui:

Ok. Agora imagine o seu marido chegando em casa, do trabalho, com os sapatos sujos. Seus filhos chegando do futebol, sua filha trazendo as amiguinhas pra pular nesse sof?. Ou voc? mesma, depois de um dia ?rduo no batente, querendo se jogar na cama e esquecer que algo chamado DESPERTADOR foi um dia inventado por algum man? que merecia estar assando no espeto de Sat?. A? voc? entra no quarto e d? de cara com uma cama dessas:

S?rio, voc? consegue relaxar? NEM EU.
Porque essas casas s?o lindas, mas seria imposs?vel viver numa delas. De pr?ticas n?o t?m nem o cheiro e, num mundo real, com gente de verdade, virariam um furdun?o pink em tr?s tempos. Ent?o, minha cara leitora penando pra decorar o ap? e lidando com o vazamento do vizinho de cima que t? sempre viajando, com as patas enlameadas do cachorro no ch?o da cozinha, com o beb? vomitando no tapete, com o marido limpando a m?o na cortina, com a sogra deixando a x?cara de caf? manchando a mesinha de centro, com o filho jogando Wii e quebrando tudo em volta… Relax.

Isso ? tudo muito lindo na cabe?a criativa e privilegiada dos japoneses.
Por que nem l? no oriente essas casas imaculadas, rosinhas e cheirosas existem de verdade.

Some beautiful things.
Escrito em nice things, Junho 30, 2008 @ 05:06

Achei isso lindo:

“Quando minha filha Alison nasceu, como ? costume dos pais de primeira viagem, eu comecei a fotograf?-la - inicialmente num trabalho ? parte e privado. Entretanto, em meio ao processo de decumentar o crescimento de Alison, eu passei a me interessar por rela??es humanas e a capturar momentos ?ntimos da vida da minha fam?lia e meus amigos.

Isso afetou minha fotografia de maneira profunda. Ao inv?s dos assuntos isolados do come?o da carreira, passei a me interessar pela for?a dos relacionamentos, frequentemente usando ambientes pessoais para amplificar essas condi??es.

Minhas fotos de Alison, por conta da natureza do nosso relacionamento, s?o muito mais como uma colabora??o entre pai e filha - Alison me permitindo acesso a momentos particulares das nossas vidas que poderiam, em circunst?ncias diferentes, estar fora dos limites paternos. A c?mera, desde bem cedo em sua vida, tornou-se uma parte do nosso relacionamento, requisitando de mim aceita??o e quietude. Nunca tivemos longas sess?es de fotos, mas sim pequenos momentos sozinhos com com amigos.

O significado dessas imagens surge em retrospecto. Eu percebo, quando olho para elas, que criei uma hist?ria visual de Alison, capturando momentos de sua metamorfose de crian?a para mulher - seus relacionamentos com amigos, sua rebeldia e, como pano de fundo para tudo isso, sua rela??o comigo, uma constante durante a sua vida. Eu quis fotograf?-la em todos os seus extremos, e ser parte dessas ?pocas em sua vida sem julgar ou censurar. Apenas assim eu teria um verdadeiro Retrato de Alison”
- jack radcliffe

to see more pictures of alison

Apesar de preferir o pai ? filha, tamb?m achei linda essa foto dos Coppola. Kudos pra Louis Vuitton:

E essa sess?o de fotos com crian?as inspirada na Frida Kahlo? Tudo ? lindo; as crian?as, a produ??o, as flores, as roupas… Kudos pra Small Magazine, tamb?m.

Porque hoje ? segunda feira. ;)

pequeno compêndio de reminiscências
Escrito em nice things, reminiscências, Maio 8, 2008 @ 16:51

ainda em hannover, faxinando enlouquecidamente e percebendo que eu não nasci para viver em cidades que enfiam pó preto de pneus e fumaça de carburadores por todos os cantos de uma casa e menos ainda em casas cheias de superfícies brancas e reentrâncias difíceis de limpar. minha casa parece uma caverna e transforma em pacífica a minha convivência com a poeira.

mas os meus sapatinhos vermelhos novos me fazem sentir a dorothy de o mágico de oz e me lembram de que nada de mal me atingirá enquanto eu seguir com eles pela estrada de tijolos amarelos.

shoe1.jpg

quinze euros na banca de promoção. hannover é o paraíso das meninas que detestam sapatos de salto mas que adoram uma pechincha.

lembra de quando estávamos “acampando” no seu quarto e eu confessei que nunca havia bebido vaca preta e seus olhos arregalaram de tal forma que iluminaram tudo em volta e você não quis acreditar e disse que ia preparar uma, nós tínhamos sorvete de creme mas não tínhamos coca cola, e você se levantou e eu disse que não precisava se importar e você respondeu que muitas vezes “a preguiça mata o desejo” e se eu não bebesse vaca preta agora, acabaria jamais experimentando, e saiu no temporal sem guarda chuva e, junto com a coca cola, me trouxe um pacote daquelas balas de tamarindo cafonas, que eu tinha vergonha de admitir que adorava - mas você sabia.

lembro de como eu me sentia importante quando você comia o resto do bife que eu deixava no prato.

lembra daquele dia no jardim brincando de casinha com as meninas e eu chamei você para ser o “pai” e os seus olhos se ergueram do livro lentamente e me sorriram lentamente e você perguntou “e o que o pai faz” e eu respondi que ele trazia a comida pra casa e a gente riu, e mais ainda quando aquela menina estranha apareceu do nada no portão e pediu para brincar um pouco e nós deixamos, e ela era toda desajeitada e arrancou a cabeça da barbie e depois recolocou por engano em outra boneca menor e, toda satisfeita, reconheceu a própria façanha com delicioso sotaque nortista: “alá! butei a cabicinha!” e nós rimos de doer a barriga e rolar pela grama.

lembra de quando eu comecei na escola nova e você me ajudou a encapar meus cadernos com folhas de mapas antigos, e depois colamos durex transparente por cima de tudo para preservar as imagens e eu achei que os meus cadernos eram os mais lindos da escola inteira e você “assinou” o seu nome na contracapa e quando eu me sentia burra ou sozinha ou perdida, só precisava virar uma página para me sentir melhor… e admirar o traço preciso da sua caligrafia, e passar os dedos devagar pelas marcas que a assinatura havia deixado na cartolina (você escrevia forçando a caneta no papel; era da sua natureza fazer tudo intensamente) e imaginar as suas mãos delicadas cheias de pedaços de durex esperando para serem usados.

lembra de quando você roubava os discos da nina simone da gaveta de vinis do seu pai e levava para o seu quarto para me ensinar a dançar?

lembra daquela tarde de sexta feira onde as meninas estavam se arrumando para sair e a sua mãe colocou um cd do heart para tocar e você e a sofia cantaram junto com ela e eu estava ali, atrás da porta ouvindo tudo e rindo e ninguém me viu, mas eu vi o jeito como ela olhou pra você naquele pedaço da música que falava “but the secret is still my own and my love for you is still unknown” e eu nunca esqueci pois foi a primeira vez que eu senti ciúme na vida.

lembra daquele dia em que você tocou uma música muito longa no piano sem tirar os olhos da janela, e depois ficou em silêncio e quase sem se mover por um tempo maior ainda, e eu tolamente quebrando o silêncio para perguntar, sem resposta, o que estava acontecendo… e foi apenas depois de um tempo muito maior, depois de anos na verdade, que eu enfim soube o motivo do silêncio e o nome da música.

lembra de quando eu e a sua irmã choramos na van achando que você nunca mais ia voltar pra casa, e eu achei que nunca nunca nada nos uniria porque os nossos ódios se reconheciam no olhar, mas naquele momento estávamos as duas irmanadas numa coisa muito maior?

lembra de quando você se arrependeu tanto de ter me dito algo que pensou ser uma ofensa e não era mesmo necessário, porque foi precisamente a coisa mais bonita que alguém já me disse na vida (apesar de não ser de uma beleza óbvia) e eu fiquei um tanto quanto desapontada por você não ter notado.

espero que algum dia, mesmo que tenha sido muito depois daquele fatídico dia em que eu escolhi a estrada errada naquele cruzamento onde você ficou me esperando (em vão), você tenha notado. porque significou o mundo inteiro para mim e, entre as muitas coisas que eu involuntariamente dividirei com você enquanto durar essa vida, eu queria poder dividir mais essa, também. e porque aquelas palavras eu ainda ouço, sempre que uma criança me olha e sorri, sempre que meus olhos casualmente encontram os de um estranho nas ruas de um novo país, sempre que os olhos dele encontram os meus.

porque, entre as muitas pequenas ambições que nunca realizei, a mais importante terá sido, talvez, a mais simples: a de que um dia, mais alguém olhasse para mim e reconhecesse a mesma menina que somente você viu.

vintage goddess
Escrito em fashion, nice things, Abril 10, 2008 @ 05:56

? sabido que n?o sou das pessoas mais convencionais na hora de encher o arm?rio.
a maioria das minhas amigas fashion savvy cobrem os olhos horrorizadas ao abrir minhas gavetas. minha cole??o de meias em cores c?tricas cresce a cada dia, sem contar toda a parafern?lia com estampa de caveira, hello kitty ou estrelas.

acho que nasci na ?poca errada. se vestir, hoje em dia, se tornou uma coisa muito chata. cheia de regrinhas pode-n?o pode, sendo que a maioria das pessoas ERRA anyway; at? porque n?o se pode agradar a todos (os coment?rios no blog the sartorialist provam de forma cabal essa afirma??o). n?o h? nada que eu deteste mais do que ver pessoas vestindo designers dos p?s ? cabe?a. ew, ew.

* pausa para fofoca: a senhora beckham saiu na capa da vogue desse m?s e, mal a revista pipocou nas bancas, a reda??o come?ou a receber um n?mero recorde de reclama??es. as pessoas diziam que, se quisessem uma revista com a victoria na capa, comprariam a heat (uma semanal de fofoca de quinta categoria). ouch. tem gente amea?ando at? cancelar a assinatura, caso o disparate se repita.

eu admiro muito a eleg?ncia sutil das parisienses, at? mesmo a obsess?o que elas t?m por se vestir de forma comedida, quase sempre de preto. s?o lindas e elegant?rrimas, ao contr?rio das inglesas que, apesar do $$ e da obsess?o por roupas, sapatos e bolsas, erram a m?o e s?o, regra geral, cafon?ssimas. mas eu adoro uma plumagem colorida de vez em quando, porque de cinza j? basta o c?u aqui nesse hemisf?rio. eu n?o era nascida nos anos 60, no auge dos vestidos rodados e engomados com farinha, que eu acho fabulosos. e era pequena demais pra aproveitar os anos 80 em sua magnitude e, deliciada, enfiar o p? na jaca. n?o consigo ter tempo de invejar o pessoal dos anos 70 porque essa moda reaparece, reciclada, praticamente todos os anos.

ent?o, s? pra ilustrar (e bota ilustra??o nisso), segue uma “pequena” amostra coletada com carinho na dolly dagger:

mais algu?m a? curte esse jeito 60s-rockabilly-lucille ball de ser? notem que eles t?m um petticoat rosa para usar por baixo dos vestidos!! ok que sair por a? vestida assim ? garantia de receber m?ltiplos olhares tortos dos seres mais convencionais (se bem que eu n?o ligo a m?nima), mas gente, ? um PETTICOAT. t? quase comprando, nem que seja pra usar em casa.

e n?o ? s? isso, a se??o de camisetas da loja ? o inferno virtual para aqueles que t?m fobia dos anos 80:

e os acess?rios seguem a mesma linha (diminua as cores do seu monitor caso seus olhos comecem a arder incessantemente):

jesus holy christ. acho que fiquei cega.

e a sua CASA n?o poderia ficar de fora - fica at? mais dif?cil cultivar o mau humor matinal ao ser acordada por um despertador em forma de cora??o. e ser? que a minha cara ficaria mais bonita refletida nesse espelho t?o, erm, amoroso?

minha cozinha est? gritando por esses porta guardanapos.
e eu preciso virar dalt?nica.

rand?micas mal humoradas.
Escrito em LOL, inglaterra, nice things, Fevereiro 28, 2008 @ 11:07

ent?o, eu at? gosto do wordpress, mas ?s vezes sinto saudades das funcionalidades do blogger. como por exemplo o fato de o blogger n?o me empurrar a formata??o preferida dele pela goela (eu n?o consigo usar “div align” nos meus posts do WP, por exemplo) e, maravilha das maravilhas, SALVAR automaticamente. ontem perdi um post enorme por conta disso. a quest?o ? simples: se todo mundo se lembrasse de salvar seus documentos periodicamente, n?o haveria tantos chorando arquivos perdidos pelo mundo.

coisas que n?o entendo I: por que TODO cara jovem (ou nem tanto) na inglaterra tem um cabelo “engra?adinho”? e por engra?adinho leia rid?culo; eles a) enchem a carapinha de gel e espetam tudo pra cima, emulando um porco espinho molhado, ou b) penteiam tudo pra baixo e depois para os lados, feito emos sem coordena??o motora, ou c) deixam crescer at? cobrir os olhos e ficam parecendo um old english sheepdog antes da poda, ou d) O HORROR! fazem “luzes” s? nas pontas espetadas, e saem por a? como se estivessem carregando um bicho morto na cabe?a. tenho ?nsias de parar esses infelizes na rua e perguntar o que enfim h? de t?o errado em se ter cabelo de macho.

coisas que n?o entendo II: pegar avi?o pra fazer ponte a?rea de 30 minutos e pagar mais caro para mal ter tempo de afivelar o cinto. me recusava a fazer isso quando avi?o era caro e eu n?o tinha dinheiro pra pagar, e me recuso a fazer agora. meus amigos fazem piada da minha suposta muquiranice, exatamente aqueles que parcelam seu v?ozinho em 10 vezes no cart?o s? pra pagar de madame/playboy. e, claro, ter que aturar check in, fila e gente que nunca voa e, por n?o saber dos procedimentos, atrasa tudo. eu chego na rodovi?ria 15 minutos antes de o ?nibus sair, de chinelo e shortinho, pego uma revista, um pote de pringle’s e embarco. mas eu admito ser uma pessoa bizarra, que curte muito de mont?o pra cacete colar um ipod na orelha e ficar vendo a vida passar pela janela em fast forward. janela de avi?o ? um t?dio monumental.

sem contar as paradas em restaurantes de beira de estrada, povoados por caminhoneiros barbados, fedidos e fam?licos que nos comem com os olhos enquanto roemos uma esfiha suspeita + caldo de cana azedo no balc?o engordurado. e o medo de o ?nibus partir de fininho e nos deixar pra tr?s?? pura adrenalina! sinceramente, n?o sei como voc?s conseguem passar sem isso. avi?o, s? quando necess?rio (por quest?es geogr?ficas ou de urg?ncia) ou quando a viagem ? minimamente longa e a probabilidade de lanchinho (falou a gorda) ou bebida (falou a b?bada) gr?tis aumentam consideravelmente. de resto, eu prefiro economizar a diferen?a e gastar em coisas que me d?em prazer - e meia hora de turbul?ncia paga a peso de ouro definitivamente n?o est? na lista.

coisas que n?o suporto: o twitter ? uma ferramentazinha legal mas, como quase tudo na internet, lotado de gente chata e sem no??o, que n?o entende que aquilo n?o ? MSN e muito menos deposit?rio de an?lises aprofundadas sobre porra nenhuma (o limite de 140 caracteres te diz alguma coisa?). e, antes que pessoas vistam carapu?as (outra funcionalidade do twitter, pelo visto: ser um ninho de neur?ticos que acham que todo coment?rio foi feito com eles em mente), aviso logo que gente chata n?o dura na minha lista ali - ou nem entra. hoje mesmo saiu um camarada que riu “aHuhaauUhauhai”. eu admito gente obtusa, gente que n?o gosta de mim, gente de quem n?o gosto, gente grossa, gente arrogante. mas n?o me permito admitir gente que ri “aHuhaauUhauhai”. sorry, mas migux?s e/ou tiop?s = unfollow autom?tico.

coisas que me d?o medo: isso aqui. eu me considero uma mocinha valente, mas dar de cara com quaisquer das g?meas olsen (ou pior, ambas) numa rua mal iluminada ? noite me levaria a escalar um muro com os DENTES. voltem l? naquela foto e me digam se algum ser humano normal tem propor??es t?o bizarras (tenho certeza de que a bisav? de 90 anos das duas est? em melhores condi??es) e uma cara t?o… bem, peculiar? essas duas monstrinhas j? povoavam meus pesadelos quando ainda usavam fraldas naquela porcaria chamada full house. vamos combinar que rola uma surpreendente semelhan?a entre as mini-olsen e um outro ?cone medonho dos anos 80?

obrigada por concordar. agora, volte novamente a sua aten??o ? foto mencionada e me responda quem, em s? consci?ncia (e tendo dinheiro para fazer melhor), sairia de casa usando um frald?o geri?trico, uma bolsa em forma de coc? (observe o detalhe da bola marrom, please), maquiagem de nosferatu p?s-pneumonia e equilibrando tudo isso em cima de plataformas da barbie? sim pessoas - al?m de feias, as irm?s olsen s? podem ser loucas.

agora viremos o disco e falemos de coisas fofas para enlevar o esp?rito.
estou apaixonada pelas mocinhas da loja yumiyumi no etsy:

e tamb?m pelas ilustra??es e colagens maravilhosas da marmee craft:

sem contar essas “pedras” que eu quero para jogar pelo meu quarto e pular em cima:

stones.jpg

stones2.jpg

porque pular em pedras de pano is the new black e voc? ainda n?o sabia. ;)

real people
Escrito em nice things, Fevereiro 8, 2008 @ 06:44

mulheres com babushkas
e joelhos largos;
meninas com paix?es fatais,
meninos com excesso de energia.
pessoas de verdade comem animais
e t?m espinhas
mas n?o muitas.
seus p?s doem.
pessoas de verdade l?em livros de verdade
como os irm?os karamazov
e a rep?blica de plat?o
mas elas n?o se lembram sobre o que esses livros falavam.
pessoas de verdade ficam loucas com florestas
e p?r-do-sol
e umas pelas outras;
?s 5:30 elas descansam,
elas suspiram,
e ? noite
todas as pessoas de verdade agem como judeus velhos.
pessoas de verdade dan?am
a pedidos,
boogie, se poss?vel
e amam, de perto.
elas adoram comer,
amam sorrir
e toleram o choro
lembrando-se de como era ser
crian?a de verdade.
crian?as de verdade fazem biscoitos de verdade
em cozinhas de verdade com m?es de verdade
mas n?o ? s? isso.
crian?as de verdade t?m dores de verdade
e s?o uma verdadeira amola??o
na vida de pais de verdade.
elas crescem e se tornam adultos de verdade
com problemas de verdade
que passam de um dia verdadeiro a outro
contando ben??os reais,
em busca de possibilidades reais
para descobrir formais reais
de transcender.
pessoas de verdades compram aipo
e o levam para casa em sacos de papel
para outras pessoas de verdade.
elas comem ma??s,
e fazem sexo
e definem coisas.
elas fazem muitas coisas
de que se envergonham
e passam metade de suas vidas
tentanto descobrir quais foram elas.
elas nunca come?am guerras
ou matam pessoas,
elas amam gatinhos
mas n?o demais,
elas morrem
?s vezes
e ningu?m sabe para onde v?o.

- real people, by annie reiner
(tradu??o livre)

tidying up.
Escrito em home, nice things, Janeiro 3, 2008 @ 08:50

?s vezes me d? uma pregui?a indiz?vel de blog. ?s vezes me pergunto se n?o seria melhor deixar isso aqui se transformar de vez num “fotolog metido a besta” ao inv?s de tentar escrever - eis a minha maior fonte de pregui?a: juntar palavras de forma intelig?vel, inteligente e agrad?vel. bem, vamos seguir fazendo um esfor?o e torcendo para que o meu modesto pontocom emplaque 2009.

o ano novo me inspirou e, como eu sinto falta da escrivaninha que deixei em jersey, acabei de “fazer” uma para mim aqui em hannover:

? claro que eu ainda vou pintar e decorar, e que est? tudo desarrumado. simplesmente joguei as coisas que estavam na janela em cima da escrivaninha - se eu fosse esperar para pintar, arrumar e decorar, jamais faria essas fotos.

a mesa (40 euros) e o gaveteiro pequeno ? esquerda (8 euros) s?o da ikea. perceba que o gaveteiro veio TODO defeituoso. o furo/puxador da gaveta do meio veio de cabe?a para baixo e faltava a frente de uma das gavetas do meio. mas voltar ? ikea para trocar por outro custaria, s? em gasolina, mais que o pre?o do infeliz; ent?o deixa pra l?. depois eu compro outro… os dois m?dulos de madeira ? direita consegui por seis euros cada numa loja de materiais de constru??o.

a mesa onde fica o computador aqui ? de vidro. detesto modernidades, j? que a maioria p?e a suposta “est?tica” acima do conforto. algu?m avisa que m?vel de vidro ou a?o em pa?ses frios simplesmente n?o funciona?? obrigada. porque, de manh?, depois de uma noite inteira onde o aquecimento no escrit?rio ficou off, encostar o bra?o naquele vidro gelado IS NOT LOVE.

eu n?o vou mudar o computador para essa mesa, no entanto. vou us?-la para fazer minhas colagens idiotas e escrever, j? que me faltava aqui um cantinho para essas coisas. quando eu resolver costurar, basta p?r a m?quina de costura ali em cima e ligar na tomada. e o que ? melhor: os m?dulos ficam na frente de uma das janelas, me presenteando com um pouco mais de privacidade nesse apartamento big brother. \o/

minhas colagens e as fadinhas que moram na lumin?ria finlandesa (comprada numa loja de materiais de constru??o em pielavesi, finl?ndia - eu j? disse que amo lojas de material de constru??o? pois eu AMO).

canecas e tulipas de amsterdam (eu morria sem saber que o coelhinho miffy era holand?s; tinha certeza que ele era japa!), as casinhas de estocolmo e a g?rgula parisiense (perceba que adquirir tralha brega de turista ?s toneladas ? de praxe nessa casa).

o postalzinho com ar 60s ? do museu da DDR em berlin; se voc? for ? cidade, n?o deixe de visit?-lo. ? interessant?ssimo saber em detalhes como viviam os habitantes da alemanha oriental.

ali meu livro de postais do yoshitomo nara - LOVE it.

? esquerda o livro “the 20s in vogue magazine”, um dos meus achados da thesaurus, uma lojinha de livros usados que parece ter sa?do de um filme: sineta na porta avisando que algu?m entrou, cheiro de mofo, livros liiiiindos e uma velhinha simp?tica na caixa registradora vintage. aw.

mais do livro… que ali?s comprei para recortar as figuras e usar as colagens, mas depois n?o tive coragem de estragar.

b?nus: mais yoshitomo nara for you.

blank pages for 2008.
Escrito em nice things, Dezembro 22, 2007 @ 09:03

2008 est? a? e, se voc? ainda n?o comprou sua agenda/caderno de anota??es/di?rio, ainda est? em tempo.

quando eu era adolescente havia todo aquele frisson por escolher a agenda do ano, aquela que ir?amos levar para a escola todos os dias e escrever ou colar em suas p?ginas todo o tipo de inutilidade bonitinha e/ou com valor sentimental. o papel da bala recebida das m?os do menino por quem est?vamos in love, a notinha da loja onde hav?amos comprado qualquer coisa “de marca” (ai ai… consumismo teenager, quem atira a primeira pedra?), fotos de artistas “gatos”, poesias e letras de m?sica, as figurinhas da moda, v????rias mentiras (destinadas ?queles que se apoderavam da agenda para ler sem a nossa permiss?o).

daqueles tempos para c?, agendas deixaram de ter papel (ops) fundamental na minha vida, mas continuo comprando uma nova todos os anos - ? um ato quase simb?lico: o ano novo n?o pode come?ar sem 365 p?ginas em branco ? minha frente. mesmo que eu opte por n?o escrever nada nelas. como ali?s acabo fazendo.

nesse esp?rito, fui fu?ar o etsy (o melhor shopping virtual de artigos feitos ? m?o) atr?s de uma agenda nova e pirei na variedade. adoro especialmente os handbound books, onde o artista n?o apenas encaderna, mas tamb?m recorta e costura as p?ginas. acabei me inspirando e, ao inv?s de comprar, resolvi que esse ano vou fazer a minha: comprei hoje papel cart?o e tecido e vou encapar um caderno espiral com p?ginas quadriculadas. mas deixo aqui algumas das minhas preferidas do etsy, para inspirar os indecisos que ainda n?o compraram as suas (lembre-se que o d?lar est? baixo e a galera do etsy envia internacionalmente).

os dois cadernos abaixo s?o da loja artisam graham, que produz seus artigos inteiramente ? m?o, em couro, com p?ginas em papel acid free recortadas manualmente e fechos/detalhes em metal envelhecido. o pequenino a? embaixo d? pra levar na bolsa e esse fecho em estilo renascentista ? um charme.

esse aqui ? bem mais pesad?o; 400 p?ginas, cheirinho de couro, 18×27cm, fivelas em n?quel com detalhe em forma de n? celta. fiquei babando, mas como prefiro poder carregar na bolsa, o peso e o tamanho n?o ajudam. mas para usar em casa como di?rio ? perfeito.

adorei esse pattern floral da loja pictures of lily (que ali?s est? cheia de id?ias fof?ssimas para etiquetas de presente, que at? d? pra “copiar” em casa se a grana estiver curta).

tamb?m floral e lindo, esse di?rio/agenda da loja my handbound books:

este em couro vermelho com p?ginas multicoloridas:

ou em camur?a rosa (adorei o detalhe do “fecho” de fitas e bot?es):

um dos meus preferidos, feitos pela kjersten anna hayes, que produz e tinge ela mesma o papel usado nas capas (a loja dela ? uma perdi??o para os f?s de artigos de papelaria pouco convencionais):

e para quem gosta de colagens, vale conferir as id?ias da paper silly:

e tem muito, muito mais aqui.

essas agendas/cadernos n?o v?o custar R$19,90 (embora alguns custem s? um pouco mais do que isso). mas t?m qualidade, s?o ?nicos e voc? ainda ajuda um artista independente a continuar criando coisas bonitas, fora do esquema de produ??o em massa por crian?as, ganhando meio centavo de d?lar a hora em algum buraco nos cafund?s da china.

perdas e ganhos.
Escrito em alemanha, nice things, para refletir, Dezembro 16, 2007 @ 06:25

por duas noites seguidas tenho frequentado a zona do “baixo meretr?cio” de hannover, atr?s de cerveja barata, divers?o de “catiguria” (ver a baba escorrer do canto da boca da gringada assistindo meninas do leste europeu rodopiar em mesas girat?rias, o equivalente humano de cachorros babando diante dos fornos de galeto nas padarias) e encontrar a anna e seus amigos submundo. gente incrivelmente boa, engra?ada, zero de afeta??o. como eu disse antes, ? reconfortante conversar com pessoas que n?o falam um ingl?s perfeito. porque eu sou totalmente self conscious, acho que o meu ingl?s ? paup?rrimo (apesar dos elogios que recebo) e prefiro n?o me arriscar com native speakers.

eu sei, ? uma t?tica furada. for?ar o meu ingl?s mixuruca (nunca pisei num curso) para fora da zona de conforto “marido-sogra-mo?as-da-cornershop” faria um bem enorme ? minha flu?ncia. maaas deixo o projeto para quando eu estiver de volta aos dom?nios da lilibeth. por ora, vou ali beber gilde ratskeller e resolver outros problemas maiores. a seguir:

os big bosses do departamento de agricultura de jersey n?o engoliram a minha ret?rica.
como o veterin?rio imbecil perdeu a amostra de sangue coletada da chantilly h? 5 meses, a pobre gata vai ter que ficar por essas bandas at? abril/maio. mesmo tendo sido testada DUAS vezes contra a raiva e por DUAS vezes ter obtido resultado satisfat?rio.
a gata fica, e n?s idem. n?o poder?amos, na verdade. mas ficaremos.

vamos tamb?m escrever uma carta como ?ltima tentativa, mas estou pra l? de pessimista.
a previs?o ? de mais 4-5 meses de inverno escuro, uma gata entediada e eu me transformando numa obesa m?rbida por falta de exerc?cio, yay.

mas desculpa? destino - i’m a fighter. :)
em retalia??o, me matricularei de novo na academia, comprarei todos os kits de modelling poss?veis e terei minha village em miniatura escala 1:87 (porque na alemanha os kits s?o mais diversificados; na inglaterra s? se encontra kits de avi?es e tanques militares, j? que os ingleses s?o obcecados por guerras). at? o presente momento tenho cinco casas j? montadas, quatro carros, uma igreja e a esta??o de trem. falta todo o resto, mas eu chego l? - fotos em breve (passei boas horas felizes colando partes e getting high com o cheiro da cola). e vou ampliar a dollhouse com uma extens?o, garagem e jardim. tamb?m pretendo sacudir a pregui?a desse corpo e visitar as amiguinhas que se espalham pela europa (beth na espanha, fl?via na it?lia e cris na inglaterra, wait for me!)

tudo isso para deixar meu c?rebro ocupado nesse inverno g?lido e escuro, e minhas m?os longe da geladeira. hei de conseguir.

e, como n?o vai dar pra decorar meu cafofo em jersey em 2007 como pretendido, resta-me assinar a house beautiful e destilar saliva no lar alheio:



mais um scrap escrotinho no orkut. provavelmente da mesma pessoa (apesar do perfil fake ser outro). tenho quase certeza que a alma penada saiu de uma dessas comunidades “brasileiros na inglaterra” (das quais por um ato falho da natureza eu ainda fa?o parte, mesmo que n?o frequente h? mil?nios), povoadas por patricinhas e playboys, revoltados por n?o serem tratados no exterior como as princesas e pr?ncipes que acreditavam ser no brasil. porque no brasil, todos sabem, basta ter fen?tipo n?rdico, morar bem e dinheiro no bolso (mesmo que seja o do papai) para que tapetes se estendam.

mas eu sou uma pessoa emp?tica. compreendo que, aos 20 anos de idade, descobrir que pratos de bife e batata frita n?o brotam da geladeira e que comida precisa ser comprada no supermercado, paga, descascada, cozida e preparada antes de comer, e que - o horror! - pratos devem ser lavados depois… deve ser um trauma e tanto. n?o sei quanto a voc?s, mas tenho pena (sincera, sem ironia) de pessoas que, por talvez estarem infelizes, querem puxar todo mundo pro lodo, tamb?m. a desgra?a gosta de companhia, ? fato.

o meu conselho (sem ironia alguma) ? apenas um: se a barra est? assim t?o pesada, talvez seja o caso de vender a tv de plasma comprada com o dinheiro dos “porcos colonialistas” e comprar uma passagem. a british airways oferece tr?s v?os semanais de volta para o eldorado.
fuck off and be merry. :)

vou ali me deletar de umas comunidades e beber mais cerveja.

de gra?a.
Escrito em nice things, Dezembro 3, 2007 @ 08:23

isso aqui ? uma gracinha.
a m?sica se chama “new rubbers”, a banda se chama “psapp” e eles inventaram um estilo conhecido por toytronica (s? o nome j? ? suficiente para p?r um sorriso no rosto); o som ? produzido atrav?s dos blips e blops de brinquedos de crian?a ao inv?s de sintetizadores e softwares.

isso aqui tamb?m ? uma gra?a:

“meia” para manter os ovos quentinhos e protegidos? colar de “contas” de tric?? mais sorriso.

minha little moyra vestida de bailarina tamb?m ? pura graciosidade:

meu last.fm n?o ? mais de gra?a.
resolvi pagar ?1.50 por m?s para poder ouvir a r?dio que eles compilam com todas as m?sicas que marquei como “loved”.
pure love por uma libra e meia - achei uma barganha.


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menina, do rio 40 graus para uma pequena ilha entre a inglaterra e a normandia. uma tatuagem de lua e estrela e outra onde se lê "l'enfer, c'est les autres". odeia pepinos, hypes e intelectualóides. adora 70s rock, 80s pop, fotografia e badulaques vintage. xinga com frequência. e essa é a sua vida, em fotos amadorísticas e poesia roubada. mais?

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online desde 2001 pela mesma razão que você: ócio. o site é apenas uma sequência desconexa de updates para família/amigos, lembretes para mim mesma e coisas bonitas demais para não serem compartilhadas. como não pretendo ganhar notoriedade ou dinheiro com internet, não tenho a obrigação de ser relevante.


todas as fotos e textos pertencem a mim; exceções com o devido crédito. por favor não copie nada sem permissão. layout feito por mim, usando elementos appletooth e ephemera. wordpress rodando thanks to sweet marya.


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