ent?o a alexandra shulman, editora da vogue brit?nica, d? uma entrevista para o daily mail dizendo que “deplora cirurgia pl?stica”.
t? bom, darling. comece a usar modelos acima de 25 anos nas p?ginas da revista que voc? edita (ao inv?s de enfileirar adolescentes russas esquel?ticas, esfaimadas e inexpressivas nos editoriais), recuse an?ncios de cremes de beleza estrelados por atrizes quarentonas ultra esticadas por photoshop e, daqui a uns 5 ou 10 anos, quando os p?s-de-galinha come?arem a dizer OI na sua cara, volta aqui e a gente conversa.
max hastings, que escreve para o mesmo jornal, publica um artigo sobre a controversa decis?o do governo brit?nico de manter em 24 semanas o limite m?ximo para que uma gravidez possa ser interrompida. pol?micas ? parte (eu, por exemplo, acho absurdo esperar 24 semanas - SEIS meses - para decidir que, bem, na verdade estar gr?vida n?o ? t?o legal assim), o articulista conclui sua linha de racioc?nio argumentando que o aborto deveria ser ilegal em qualquer est?gio, e que as m?es-assassinas deveriam levar a gravidez a termo e doar a crian?a para ado??o, porque “candidatos n?o faltar?o para adotar o beb?”.
mas ? claro que n?o. agora mesmo estou vendo as filas se formando para adotar crian?as negras, ou deficientes, ou soropositivas, ou portadoras de doen?as degenerativas incur?veis, ou maiores de quatro anos, com v?rios irm?os (que n?o podem ser separados), com problemas psicol?gicos graves depois de terem passado por v?rios orfanatos e lares tempor?rios onde foram abusadas f?sica e psicologicamente. ? claro. TODO MUNDO est? de bra?os abertos esperando por essas criancinhas. o pr?prio colunista, inclusive, deveria se encaminhar ao orfanato mais pr?ximo e, depois de passar por cima de todo o nonsense burocr?tico brit?nico, adotar uma meia d?zia delas.

acima, a escadaria de santa maria del monte, em caltagirone, sic?lia (no topo fica a igreja de san giuliano, com uma vista inacredit?vel). ? direita um dos dem?nios que decoram toda a murada dos jardins p?blicos da cidade. por eles e pelos azulejos que decoram toda a escadaria, nota-se que a sic?lia (e caltagirone, em especial) ? famosa por suas cer?micas. como n?o ia caber nada muito grande na bagagem, n?o deu pra aloprar; comprei apenas um casal de anjos em taormina.
aqui, outra foto da escadaria, encontrada no flickr (ainda tenho que fazer download das minhas; s?o quase 500 fotos, tenham piedade), que tamb?m deixa clara a paix?o dos italianos por varandas/sacadas nos apartamentos. em breve, cenas dos cap?tulos de viagem.
e… nada a ver com o pre?o do feij?o, mas apenas um adendo ao post passado. quando eu me referi ?s yummy mummies atravancando lojas, restaurantes e supermercados, n?o quis dizer que, depois de parir, as mulheres devam passar o resto de suas vidas em casa lambendo as crias, sem impor a presen?a ruidosa dos seus rebentos ao resto do mundo cool e child-free (apesar de, ?s vezes, essa id?ia n?o me parecer t?o m?).
eu tinha apenas uma coisa em mente: a falta de considera??o que elas demonstram ao a) comprar carrinhos IMENSOS porque eles est?o na moda e onde elas possam pendurar v?rias sacolas de compras e b) manter seus pr?prios filhos acorrentados a esses carrinhos, entediados e irritados, mesmo muito depois que aprenderam a andar - s? para n?o ter que control?-los.
eu posso estar errada, mas n?o creio que mere?o me ver impossibilitada de transitar em certos estabelecimentos comerciais pela manh?, nem levar pancadas de carrinhos de beb? nas pernas (m?es s?o sagradas demais para parar e dizer “com licen?a”) em respeito ao lifestyle dessas senhoras. lembro de ter ouvido uma brasileira dizendo que, ao chegar em londres como turista, pensou estar havendo algum evento direcionado a crian?as com paralisia, tantas eram as m?es empurrando carrinhos com crian?as de 4, 5 anos de idade. perdi a conta das vezes onde fui atropelada por eles; numa delas, o choque foi t?o violento que minha bolsa escorregou do ombro e caiu em cima do beb?. e como eu sempre carrego livros e c?mera, ela estava bem pesadinha… ouch. a m?e, evidentemente, nem pensou em se desculpar, e ainda me culpou pelo acidente.
moral da hist?ria: ter filhos implica sim em alguns sacrif?cios, como pagar baby sitter, ficar mais tempo em casa por conta deles e, principalmente, tentar ser respons?vel pelas a??es dos pequenos. amarr?-los em carrinhos gigantescos que ocupam espa?o descabido s? para que eles n?o perturbem o seu cappuccino com as amigas N?O ? LEGAL.
toler?ncia tem limite, e ? via de m?o dupla.






























2008