ent?o, aparentemente, plurk is the new twitter. n?o gostei.
n?o gostei de ter que ficar com a p?gina do bagulho aberta, n?o gostei de como a timeline ? exposta (odeio scroll horizontal) nem o visual polu?do. parece uma parede mal pintada e cheia de post-its colados. n?o gostei daquela op??o de escolher “love/share/hate/says/was/is” para iniciar o que voc? est? dizendo. acho meio bobinho e desnecess?rio, coisa de chat de 2001. sem mencionar que, se voc? esquecer de trocar, pode acabar cometendo gafes gramaticais. eu ainda n?o achei a gra?a da corrida pelo tal de “karma”.
sem contar que o conte?do do twitter continua, para mim, sendo mais interessante do que o do plurk. que parece ter feito mais sucesso com meninas que curtem coisas bonitinhas. well, eu tamb?m sou menina e tamb?m curto coisas bonitinhas - mas para isso eu ainda prefiro o poupee girl. ;)
falando em web, descobri isso aqui e me pergunto at? quando a criatividade para inventar tiradas engra?adinhas em “dialeto mona” vai durar. bastante, eu espero. se bem que, o ?ltimo que seguiu por essa linha, morreu na praia. com o anzol puxado por uma invejosa ?vida por 15 segundos de fama requentada. too bad.

sente-se num bar qualquer na sic?lia, pe?a um drink e presencie em tempo real o milagre da multiplica??o dos antipastos. jesus. EU S? HAVIA PEDIDO UMA CERVEJA. juro que n?o tenho nada a ver com essas quatro tigelas de comida + esse copo cheio de ?gua suja e legumes ressequidos plantados nela (crudit?…? t? de zoa??o). o bar em quest?o se chamava “caf? de paris” (aham), ficava na orla da cidade de catania e servia uns sorvetes, digamos assim, arquitet?nicos de t?o complicados e cheios de coisas desconhecidas equilibrando-se em cima. pensei em pedir um, com fins de pesquisa cultural - mas infelizmente eu n?o podia me empanturrar. est?vamos ali fazendo hora para o jantar. que iria ser comido num restaurante que descobrimos ali pertinho; mas que s? abriria ?s oito da noite.
um dos pequenos probleminhas da it?lia, ali?s. eles realmente esperam que voc? fa?a uma refei??o completa, composta de antipasto (entradas frias ou quentes), primo piatto (macarr?o), secondo (carnes, aves ou peixes), contorno (legumes e verduras) e dolci (sobremesa), come?ando ?s OITO da noite, esticando-se at? quase ?s dez e t?m a petul?ncia de esperar que voc? consiga dormir. eu, obviamente, n?o consegui. arrotei durante toda a viagem de volta ao hotel, na tentativa de desinflar o bal?o de g?s que se havia formado no meu est?mago. n?vel de sucesso = ZERO.
e olha que eu nem comi o tal do dolci, hein.

a pousada onde ficamos em acireale era uma gracinha. chama-se il limoneto e ?, na verdade, um desses “agriturismos” que proliferam por toda a sic?lia - ou seja, uma fazenda que resolve alugar quartos. a nossa cultivava lim?es. eu nem vou tentar descrever a sensa??o de acordar pela manh? (hav?amos chegado ? noite), abrir a janela e me deparar com um tapete verd?ssimo de limoeiros estendido ? minha frente. realmente lindo.

o que eu vou tentar descrever foi o sufoco at? chegarmos l?. desembarcamos no aeroporto de catania quase dez da noite, j? que a TUI resolver nos presentear com um atraso de OITO HORAS em hannover, onde n?o pod?amos sequer sair do aeroporto “no caso de o v?o conseguir sair antes do previsto”. ok. desnecess?rio dizer que o v?o atrasou TODAS as oito horas previstas, que eu tive que passar oito horas num aeroporto de merda onde n?o h? NADA para se fazer e que o sol brilhava l? fora: vinte e oito graus de primavera germ?nica. e eu podia j? estar na sic?lia.
mentalizei uma morte lenta e dolorosa para todos os funcion?rios da TUI, do faxineiro ao presidente da empresa, e s? acalmei quando a pr?pria convidou os passageiros do v?o atrasado para um almo?o cortesia, num dos sal?es do hotel do aeroporto, com vinhos e cervejas e bebidinhas e tudo o mais de gr?tis. e ainda dois vouchers para gastar com comida no aeroporto (n?o foi necess?rio) ou com tralhas da free shop (troquei por um pingente de cora??o swarovski, a ?nica coisa que custava o exato valor dos dois vouchers combinados; eles n?o d?o troco).
e toca brincar com o zoom da c?mera pra fazer a hora passar… zzzzzzz…

a chegada na it?lia foi assim, meio que um anticl?max. ESTAVA FRIO. tipos, eu saio de jersey num s?bad?o de sol maravilhoso, pessoas bebericando em frente ? praia, vinte e seis graus. chego em hannover e passo uma semana ensolarada, temperatura m?dia de 25 graus. e a? resolvo ir pro SUL DA IT?LIA e, depois de quase um m?s de expectativa, est? CHOVENDO? eu joguei pedra na cruz??
enfim. quarenta minutos depois, conseguimos pegar o carro na locadora de ve?culos (ah, a efici?ncia italiana…) e tocamos pra acireale. o dil?vio vers?o remix caindo. na metade do caminho, no meio de uma auto estrada, o blackberry do respectivo toca. era o pessoal da locadora de ve?culos, pedindo para que volt?ssemos na mesma hora, porque eles haviam nos dado o carro ERRADO (uma porcaria de um lancia enorme e ruim de manobrar).
? claro que, mais da metade do caminho percorrido, e estando numa auto estrada, e chovendo gatos, cachorros, canivetes e macarr?o parafuso, n?o voltar?amos porcaria nenhuma.
e ? claro que os pentelhos da locadora continuaram ligando de cinco em cinco minutos, berrando “where are you” com sotaque siciliano, perturbando o motorista e quase causando um acidente.
? claro que, por causa disso, o british boy tomou o caminho errado e nos fez ir parar dentro de uma favela.
? claro que eu, cari???aaca escaldada, paniquei histericamente, imaginando que a qualquer momento um mafioso ia pular na frente do carro, AK-47 em punho, nos mandando descer e berrando o equivalente a “perdeu, pr?ib?i” em italiano.
? claro que nada disso aconteceu. s? demorou um pouco mais para acharmos a maldita entrada para a fazenda, passando por um monte de ruas escuras sem cal?amento e com mato por todos os lados. ? impressionante como nessas horas a gente relembra rapidinho as ora??es que aprendeu nas aulas de catecismo, uns 20 anos atr?s. mas olha, mesmo sendo obrigados a estacionar o carro longe do quarto e caminhar pela lama carregando malas pesadas na chuva (ai, a minha escova!), chegar l? valeu a pena.



se o tempo estivesse bom, daria at? pra ver o mar direito… e o vulc?o etna fumegando ali atr?s.

mas ?, ta? um peda?o dele. t?.
