October 04, 2008 drugstore cowgirl.

Lentamente, os dias começam a ficar mais curtos e mais frios. Ontem, pleno Outubro, o verão mal tendo calçado as chinelas e ido se enrolar num edredon, tivemos a primeira chuva de granizo do Outono. Hellow, eu falei GRA-NI-ZO. Medo, muito medo do que será o inverno. Por enquanto, o aquecimento da casa está desligado, mas ontem eu já tive que jogar um segundo cobertor por cima do primeiro. E calçar meias. E tirar a camisola de flanela (sooo sexy... NOT!) da gaveta. E resistir bravamente. E, no fundo, até gostar.

There's something about cats and unmade beds that appeals to me. ;)

British Boy está, no momento, retornando de uma viagem de dois dias a Gibraltar. Evidentemente eu não fui, porque a estadia era curta e porque o cliente não ia pagar uma passagem extra para mim. Ok, eu poderia ter pago a minha, poderíamos ter esticado o weekend, mas como ele estava viajando a trabalho e com o sócio (que nem de longe é má pessoa, mas sabe como é), eu preferi ficar aqui. Porque eu sou uma babaca preguiçosa. E ele ainda encontrou a minha amiga cubana, que saiu daqui da ilhota pra viver em Málaga - mas trabalha em Gibraltar, assim como o marido. Gibraltar é BEM pequeno. Muito menor do que Jersey, para se ter idéia. Mas é colado à Espanha e já fiquei sabendo que rolam uns pacotes bem baratos de vôo + hotel. Hm... PLANINHOS.

"Os policiais afirmaram que não têm a menor idéia do que pode ter motivado o ataque". Bom, EU aposto em falta de disciplina, em pais bananas e psicologia moderna. Ou simplesmente num acesso de crueldade injustificado de um pequeno Hitler em estágio de pré-produção. Voto pelo direito do diretor do zoológico de pegar esse projeto de psicopata e dá-lo de comer ao crocodilo. Mas os bonzinhos de coração vão dizer, é claro, que "crianças são puras e inocentes, nunca fazem nada por mal". Aham. Agora conta a do papagaio.

Fui encher a cara com a Júlia na quinta, o que acabou nem acontecendo porque ela tinha hora certa para voltar para casa por conta do carrasco, ops, marido. Comemos panini + coca cola numa lanchonete metida a besta mas que NÃO OFERECIA GUARDANAPOS e cuja garçonete tinha uma desagradável cara anal. Roubamos uma coca cola extra do freezer em protesto silencioso e compartilhamos a dita cuja no carro, com o som no volume máximo ouvindo MC Marcinho (so-cor-ro) enquanto eu corrigia o português errado do infeliz.

Fomos para a casa dela e, por incrível que pareça, aguentei de bom humor as grosserias típicas do seu marido português - coisas do nível de "você está gorda!", "seu cabelo está muito ressecado", sem contar as sessões "too much information" onde ele revelava às gargalhadas detalhes não solicitados a respeito da vida sexual do casal. Jantei sopa portuguesa de pão, ovo e cebola, comi carne com batatas, bebi duas garrafinhas de Sagres e vim parar em casa.

Cheia de SACOLAS, é claro. Porque enquanto eu esperava a Júlia sair do trabalho, passei na Boots and all hell broke loose. Porque, se existem dois tipos de loja onde eu piro no cabeção, são elas papelarias e drogarias. Segurei a onda para não fazer a lôca e comprar TODOS os kits de natal, cheios de coisinhas coloridas e cheirosas dentro de embalagens maravilhosas.

Esse creme da Tresemmé realmente SALVA. Trinta minutinhos uma vez por semana e voilá - cabelo macio e fortalecido. O hidratante novo da Nívea (linha Smooth Sensation) é barato e muito melhor do que algumas das marcas mais caras. A linha "Natural Collection" da Boots tá em promoção e esses Body Sprays (£1.85 cada!) são deliciosos - comprei o de morango e o de baunilha porque eu tenho compulsão por cheirinhos e assim evito gastar os meus perfumes caros usando-os em casa. O body cream de morango (metade gel, metade creme) tem cara e cheiro de doce e dá vontade de comer às colheradas.


O body wash Ted Baker estava na promoção, assim como o creme para as mãos Evening Primrose, cheirosíssimo. Aproveitei para fazer um reestoque de produtos que uso costumeiramente, como esse removedor de maquiagem da Garnier - depois que experimentei, nunca mais usei outro. Nem é preciso esfregar o algodão - basta pressioná-lo contra os olhos e a maquiagem sai toda. E sem causar ardência; nem o da Clinique é tão bom. Esse serum capilar do John Frieda faz milagres. Reduz o volume do cabelo, acaba com o frizz e dá um brilho de comercial de shampoo; adoro. Pena que não reparei que pessoinhas já haviam usado um pouco para "testar" e o meu vidrinho veio um pouco vazio. Sorte que paguei metade do preço nele anyway.


Para arrematar, achei essa cestinha de vime azul que combinou lindamente com a cor da parede do meu banheiro. Enchi a bonita com as comprinhas e ela achou um espaço na prateleira:


Pronto, acabou o surto consumista da semana.

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August 05, 2008 cinema, vitrines e picnics.

Então, né, show do MUSE no Brasil.
Odeio oficialmente todo mundo que esteve lá. De mentirinha, e só hoje - mas odeio.
Me ocorre, entre lágrimas de tristeza, que eu sempre vou a shows de bandas inglesas quando estou no Rio - mas a quase show nenhum quando estou aqui. Mas enfim, tenho um currículo legal e já vi a maioria das minhas bandas preferidas ao vivo (fora as que se dissolveram ou morreram antes de vir ao Brasil OU antes que eu tivesse idade de ir a shows).

Fui ver Mamma Mia nos cinemas, paguei caro pela pipoca (quatro libras?? custa o quê para estourar um saco de pipocas pequeno, 50p?? Beejesus...) e, ao entrar na sala, os únicos lugares disponíveis eram aqueles colados na tela. LOTADO. Caramba, eu fui à estréia de Sex & The City e o cinema estava va-zi-o. O que isso significa? Que, realmente, não existe gente jovem nessa ilha. Olhei para trás e parecia reunião de pais e filhos em escola de subúrbio: apenas senhoras de meia idade e crianças pequenas.

Começa o filme e as velhas começam a CANTAR junto. E eu afirmo: 150 velhas conseguem sim cantar mais alto que a Meryl Streep. Vontade de olhar pra trás com cara feia e gritar "SHHHHHH!!!!" mas a) ninguém ia me ovir, mesmo; e b) se 150 velhas decidissem me dar porrada ou despejar baldes de pipoca na minha cabeça, eu estaria fodida. Me resignei ao coral geriátrico, então.

Ah, ok. O filme. Legalzinho, nada demais (à exceção da cena onde as mulheres cantam "Dancing Queen", já antológica). ATENÇÃO: tem um pequeno spoiler no fim desse parágrafo; se não quiser ler, pule. Eu tive que checar no IMDB para me certificar que a noivinha do filme era mesmo a patricinha loira e retardada de Mean Girls. O problema com o Pierce Brosnan cantando não é, ao contrário do que andei lendo, a desafinação; ele não desafina. O que pega mal mesmo é o timbre. Alguém se esqueceu de avisar a ele que aquilo era um filme para senhoras, e que ele não estava fazendo testes para o papel de Calaf em Turandot. Colin Firth mal aparece na fita e, quando aparece, é pra dizer que virou gay e começar a namorar um grego. Eu e todas as moçoilas do planeta que ainda têm aquela cena da camisa molhada na cabeça REALMENTE podíamos ter ido dormir sem essa. E os produtores podiam ter escalado outro cidadão pro papel. Sinceramente.


Ela não tem nome. Pelo menos, não que alguém saiba.
Ela tem a pele pálida, os lábios da Jolie, olhos cor-de-avelã sonhadores sempre voltados para a mesma direção (esperando por algo? Alguém?) e cabelos castanhos escuros num corte atrevido de garoto. E deve gostar de moda, porque todos os meses muda o visual.








Ela é um manequim de vitrine de cabeleireiro, e mora numa vila do Japão.
E foi assim que ela se apaixonou por ela. E eu também.

Picnic em La Hougue Bie, há duas semanas atrás (as fotos são da apresentação da Esther Parkes; a da Cally Joel, tirando melodias medievais de uma harpa, eu não pude fotografar):





Perceba o conteúdo NADA orgânico/natureba da nossa cesta. Pudera, ela foi preenchida às pressas na manhã do picnic... O lugar estava lotado de hipongas, teletransportados direto dos anos 70 com direito a trancinhas, barbichas, crianças desnudas e saias rodadas. Quando chegamos lá em cima de um jeep 4x4 e com pizza dormida dentro da cesta, tive certeza de que iam nos linchar.

Felizmente os hippies de Jersey são como as vacas Jersey: totalmente pacíficos, só querem saber de mascar grama e fazer cocô.






















British Boy in Germany. Volta na sexta, a tempo de pegarmos a inauguração do "Piranha's Bar". Woohoo.

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August 04, 2008 back to the future.

Então, é broguispót até eu conseguir pensar em outra publishing tool melhor, mas sem os ataques de frescura do Wordpress. Que é uma excelente ferramenta, porém absurdamente unfriendly para leigos. Eu não quero ter que virar developer para aprender a resolver pepinos de servidor - eu só quero postar umas fotos na internet, sabe. E, para isso, o blogger sempre foi bonzinho comigo. Se alguém estiver tendo problema com os feeds, me avise; mas o blog pode ser acessado pelo endereço do domínio e pelo hellololla.blogspot.com - thanks. Ainda estou arrumando o layout, então qualquer bug por favor, me avisem.

Cansada de dormir mal, acordar ainda com sono, ficar de modorra na cama, me levantar de puro tédio e ficar nerdando ou lendo até a hora do almoço, resolvi calçar os sapatos e ir pra rua. Me estrepei, é claro. A combinação de palavras "liquidação" + "70%" não pode ser ignorada. Acabei-me. Agora, tá lá: armário lotado de roupas e LUGAR NENHUM pra ir. Yay.

Jersey é um cantinho peculiar do planeta. Um dos mais lindos do mundo durante o dia, e sem dúvida o mais chato, à noite. Porque nightlife aqui se resume a ir encher o bucho de comida e depois sentar-se num clube tocando música péssima e alta demais, lotado de adolescentes ou idosos e rir das vestimentas alheias. O detalhe é que os tais clubes só começam a encher mesmo por volta das onze e meia da noite, sendo que às duas da manhã todos fecham e expulsam a clientela. E saem todos ao mesmo tempo, caindo de bêbados e despejando poças de vômito pelas calçadas. Lovely.

E, por falar em nightclubs, me pergunto se o Havana vai lotar ou falir depois dessa:


Pelas leis da night, qualquer gerente tem o direito de proibir a entrada de quem quer que seja em sua casa noturna, sem dar explicações. O problema foi justamente esse: ele negou a entrada a um punhado de gordinhas, e disse exatamente o porquê. Curioso é que HOMENS gordos estavam entrando à vontade. Mas é claro; afinal, são eles quem pagam a conta do bar. O que me deixou boquiaberta foi o nível dos comentários no artigo online. A vasta maioria dos leitores se pôr a favor do gerente do estabelecimento, entregando-se a um linchamento moral coletivo dos gordos. Palavras como "Parem de comer porcaria e percam peso", "Vocês todos vão morrer com as artérias entupidas" e "Vocês são nojentos e deviam se trancar em casa" me assustaram um bocado. Não, sério - dêem uma lida nisso aqui. Que as pessoas não achavam gordos atraentes eu já sabia. Que as pessoas ODIAVAM gordos com tamanha violência eu ignorava.

Interessante também é reparar a quantidade de comentários anti-fat vindos de gente com sobrenome polonês. Acho bonitinho que essas pessoas não se dêem conta de que muitos de seus próprios antepassados foram parar num forno crematório por não se enquadrar em padrões (volto a falar de poloneses aí embaixo). Ah, the world we live in. Delightful.

Resolvi ir tomar um cappuccino no Cock and Bottle, em Saint Helier. O pub é pequeno, mas bem localizado, numa das pracinhas mais pitorescas da cidade; por isso vive cheio. Principalmente no verão, quando lota de turistas. Sentei numa das mesinhas do lado de fora e esperei ser atendida. E esperei. E esperei. Mais clientes chegaram e ocuparam as mesas ao lado. A garçonete polonesa só passava para recolher copos vazios. Receber pedidos, que é bom, nada. Até que um dos clientes encheu o saco e foi lá dentro. Voltou com uma cerveja e uma coca cola nas mãos. Pelo jeito eu ia ter que largar as bolsas pra trás (isso num bar que enche de turistas, prato cheio para algum eventual mão-leve) e ir pedir meu cappuccino no balcão. Sim, deixar as bolsas - se eu as levasse comigo, perderia o lugar.

Voltei equilibrando a xícara (enorme) a duras penas, porque eu faltei no dia em que ensinaram coordenação motora e não tenho talento pra garçonete. Notei que não havia açúcar na mesa e voltei para pedir. A polonesa do balcão fez carinha de bunda eslava ao me entregar o pote cheio de cubos duros de açúcar (MASCAVO, que eu aliás detesto) e quase deixa o negócio cair no chão antes que eu conseguisse encostar os dedos nele. Você pediu desculpas? Nem ela. Liguei pro BB e convidei-o pra almoçar; ele pagando, naturally. Daí enfim me aparece uma garçonete que, aparentemente, se deu conta da minha presença. Mas apenas porque já era meio dia e ela queria saber se eu ia almoçar ou não; porque "aquelas mesas estavam reservadas a quem ia comer". Mensagem subliminar: "ou gasta mais dinheiro ou RALA PEITO".

Simpatiquinha, ela. Eu, apreensiva, informei que estava esperando alguém - que chegaria em MEIA hora. Ela também fez cara de cu e perguntou rispidamente se eu ia beber algo (leia-se: "então comece a gastar dinheiro JÁ"). "Seu sangue", pensei em responder. Mas acabei pedindo uma taça de Chardonnay, por questões higiênicas.


O Cock and Bottle tem um menu de almoço bastante decente (comi um Boeuf Bourguignon absurdo de bom com batatinhas Jersey Royals; mas a bosta do Chardonnay veio QUENTE). Já o staff extrapola de tão ruim. Eu não tenho nada contra poloneses - eles trabalham duro, não têm frescura e não estão "tirando emprego" de ninguém; simplesmente topam o que os ingleses não estão a fim de fazer. Mas a verdade é que, em termos de simpatia e boa educação, as meninas ficam devendo. Ninguém é obrigado a viver com os dentes à mostra, mas elas trabalham sem dar UM sorriso o dia inteiro, e algumas ultrapassam o limite da grosseria ao lidar com a clientela (já na noite, ao lidar com a homarada, elas são puro amor). Os meninos são bem mais legais. E podiam deixar essas mulheres mal educadas (e que parecem trabalhar com ódio) lá na Polônia.

Saí de lá e fui rodar as charity shops. Achei duas molduras lindas por 2.50 cada. A idéia era jogar as figuras fora e usar só as molduras, mas acabei me apaixonando pelas ilustrações vintage de plantas. Vão direto pro meu quarto. Também achei um livro lindo de capa dura, super lindo e ENORME sobre jardinagem e decoração por 1.50, e mais uns brinquedinhos por 2.00 - result!

À noite fomos para o pub e a idade média da clientela era 208. Clubinho geriátrico, anyone? Eu acho o máximo que os idosos tenham lugares para ir beber e se divertir ao invés de ficarem plantados na frente da TV esperando a Morte. Mas eu também gostaria de ter uns lugares com música bacana (raramente há música nos pubs de village, frequentados pelos mais velhos) e gente da minha faixa etária, onde eu me sentisse integrada, sabe. Do contrário, quem vai ter que criar raízes no sofá, calçando pantufas e assistindo a reprises de novela sou eu. Fiquei tão deprimida com esse prospecto que pedi ÁGUA COM GÁS. E a garçonete ainda pôs gelo e limão.
Se eu ficar mais 12 meses direto nessa ilha, juro que vou conseguir perder todos os meus dentes e desenvolver osteoporose e incontinência urinária.

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December 06, 2007 retro girl.

lendos os meus feeds no twitter, me dou conta de que sou o ser menos geek da face da terra.
até hoje não sei usar torrents. compro meus dvds na play.com ou amazon e música online daqui porque não sei onde baixar de graça sem ter que esperar 300 anos pelo arquivo - para no final vir com erro. e, na verdade, prefiro comprar e pensar que estou ajudando o artista pelo menos em parte - mesmo que cada CD no site citado custe cerca de um dólar.

não jogo nada online. na verdade, não jogo nada além de joguinhos de tabuleiro. já tive uma fase proto-gamer no começo da adolescência, mas depois de street fighter e mortal kombat, não achei mais nada legal o bastante para justificar calos de joystick no polegar.

não sei lidar com wordpress (obrigada marya por ter me ajudado aqui), meus layouts têm html ultrapassado, não sei reinstalar o windows, não gosto da apple (não compro esse conceito "design acima da usabilidade" e venderia meu ipod ontem se achasse outra marca com 80gb de espaço), não entendo nada de programação.

a única coisa remotamente geek a que me permito é gostar de fotografia e câmeras (mas também sou apaixonada por fotos de polaroid e toy cameras). porém, tivesse eu controle suficiente sobre técnicas fotográficas, queria mesmo uma boa câmera de filme (como a Canon AE-1 do British Boy, alive and kicking desde os anos 70) + um quarto escuro para revelar eu mesma minhas imagens (e ficar doidona com o cheirinho do fixador).

simplesmente adoro a "cara" das "modelos" da embalagem dessa marca de noodles (achei num mercadinho asiático aqui perto). a cara de desespero das moças é porque o tempero que vem dentro dos saquinhos é ALTAMENTE apimentado. infelizmente, como não sei ler "chinês" e não entendi o que estava escrito na etiqueta explicativa em alemão, só fui descobrir que o negócio era HOT quando comi.... ouch.

uma das coisas mais divertidas desse meu arremedo de blog é aquele widgetzinho de feedjit ali na sidebar que indica de que países chegam os visitantes. nos primeiros dias, ao ver IPs da finlândia, frança, japão, israel e áfrica do sul, pensei que se tratassem de paraquedistas via google. mas nos dias que se seguiram percebi que essas pessoas estavam voltando ao site, ou seja, eram visitantes voluntários. já identifiquei alguns, mas outros continuam (e continuarão) incógnitos. e não vejo problema algum nisso.

me lembrei de posts lidos por aí onde o dono do blog reclamava do fato. algo do tipo, "500 visitas por dia e só umas 20 pessoas comentam". sinceramente, eu nunca entendi essa preocupação; e, no fundo, acho até meio arrogante. dos blogs que leio, muitos autores jamais saberão quem sou. não tenho vontade de comentar e não irei fazê-lo, não porque os posts sejam ruins ou eu tenha algo contra a pessoa (não perco meu tempo lendo blogs que não me interessam ou escritos por quem não gosto), e sim por não achar que tenha algo de relevante a acrescentar. atualmente tenho deixado de me manifestar em certos blogs também por não querer forçar minha presença a pessoas que talvez não a queiram. that simple.

se é para ficarmos paranóicos querendo saber a todo custo quem lê o que escrevemos e ter controle sobre isso, seria mais prudente fazer um blog com senha ou escrever num diário de papel. e se a necessidade de aplauso é assim tão grande, eu recomendo alternativas mais gratificantes: dez anos de terapia ou um curso de teatro.

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November 24, 2007 pensamentos randômicos

- existe toda uma comunidade miguxística no flickr cuja existência me era, até hoje à tarde, desconhecida. inclusive há seres "pedindo add". eu tive muito medo e lamentei a perda da integridade absoluta de um dos últimos bastiões do bom gosto da web 2.0.

- a melhor coisa de um inverno rigoroso é poder usar meias coloridas fio 80:


- meu outro blog, que é basicamente sobre dolls e atualizado com pouca frequência, tem cinco vezes mais links no technorati do que esse aqui. wow.

- a última moda nas lojas européias são as árvores de natal em cores vibrantes. pink, laranja, azul elétrico, verde limão, preto. ainda lembro quando uma árvore branca era o último grito em termos de originalidade natalina. será que o mundo está ficando cada vez mais cafona ou sou eu que estou ficando velha? ok, não precisa responder.

- dor de cabeça dos infernos. aquele whisky ontem à noite foi um GRANDE erro. meu fígado está se rebelando contra os anos de maus tratos que sofreu e agora espera que eu saia à noite para beber guaraná. vou mandá-lo ir se foder, é claro. bebi todas as vodkas, gins e cervejas e cantei smells like teen spirit no karaokê. quer dizer, me disseram que eu fiz isso. bendita amnésia alcóolica, desde tempos imemoriais salvando reputações.

- dicas de vida para a mulher moderna: a vantagem de chegar em casa bêbada e dormir de maquiagem é não precisar refazer a makeup para sair no dia seguinte. e, se a ressaca for das brabas, ainda existe a chance de vomitar o café da manhã e economizar as calorias. prático e diet.

- minhas galochas de caveira fazem muito mais sucesso do que a minha bolsa dior. se compararmos quanto elas me custaram, as botas ganham de lavada na relação custo x benefício. ontem na estação, garotas apontaram para as botas e disseram "kühl!!". nossa. ter sido definida como "cool" pela primeira vez na vida merece comemoração. vou sair e tomar um whisky.
e se o fígado não gostar, ele tem toda a liberdade para entrar na fila por um transplante de corpo.

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November 20, 2007 i can't hear you!

descobri hoje uma excelente maneira de evitar aquele insuportável "posso ajudar?" que a gente tem que ouvir quando está apenas a fim de fuçar mercadorias sem compromisso: enfie um ipod/discman no ouvido, mesmo que esteja desligado.

aquele fiozinho ligando a sua orelha a um ponto remoto qualquer dentro da sua bolsa faz milagres pela não-inclusão social - eu costumava usar para evitar que estranhos puxassem conversa comigo, no ônibus.

a tora verohova não só faz essas fotos lindas, mas também ilustrações. e tem livejournal, também (pena que é em russo e eu não entendi nada; mas vale a pena ver os trabalhos).





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October 31, 2007 a verdadeira bruxa...

sou eu.
amanheci o dia grudada à vassoura novinha que o respectivo me trouxe de presente ontem à noite. ele não é um amor??

well, não. dar uma vassoura de presente à sua esposa é uma mancada tão passível de enforcamento quanto comprar para ela uma esteira de ginástica. e ele cometeu os dois crimes.
só escapa da pena capital porque, nas duas vezes, fui eu quem pedi o presente.

eu já disse que detesto serviços domésticos? pois eu detesto serviços domésticos.
lava-louças, máquina de lavar (e secar) roupa aliviam em muito o fardo, é verdade. mas o que seria de mim sem a minha querida maria, a portuguesinha que, todas as sextas, vem à nossa casa por duas horas e, além de passar a roupa (prefiro promover uma sessão de leitura dos versos satânicos numa mesquita afegã do que passar dez minutos digladiando-me com uma tábua de passar), também ajuda na limpeza? ô, que saudade da maria!!

mas enfim. uma das várias coisas que amo lá em casa é o fato de ela ter sido projetada por mim para dar o menor trabalho possível:

nos banheiros, tinta nas paredes. azulejo, só quando estritamente necessário (ou seja, dentro do box). no chão dos banheiros, piso de vinil. sem ranhuras onde sujeirinhas se escondam, cresçam, multipliquem, desenvolvam inteligência e passem a brigar comigo pelo controle remoto e exigir queijo brie no café da manhã. basta passar um pano molhado duas vezes por mês e pronto.

na cozinha, nada de azulejos, também. as bancadas são de madeira envernizada com danish oil: não mancha, não fica "fosco", marcas de dedo ou água escorrida não aparecem. cozinhamos numa AGA, ou seja, facílima de limpar (e ainda deixa a cozinha quentinha no inverno). nada de "grades" de fogão pra limpar também, já que o único fogão propriamente dito na casa é elétrico. nenhum dos armários da cozinha têm um "embaixo" ou "em cima". ou seja, nada de subir em banquinho para tirar teias de aranha e três metros de poeira de cima de armários, nem grudar o meu lindo umbigo no chão para limpar podreira debaixo dos ditos cujos.

na sala não existem tapetes. detesto tapetes, carpetes e similares, só servem para acumular pó e manchas que vão exigir a operação especial "lavagem de tapete" (cruzes, deus me livre e guarde, isola!). só um pequenino tapete de pele de ovelha, bem fofinho, em frente à lareira - cuja utilidade é mais funcional que decorativa: serve para absorver eventuais fagulhas e evitar que minha casa pegue fogo. o chão é de tábua corrida envernizada, ou seja, sopa no mel.

nos quartos... bem, foi a única concessão que fiz ao respectivo. aceitei carpetes no nosso quarto e no closet (mas eu detesto passar aspirador de pó, detesto, detesto). "ah, mas o chão fica quentinho", diz ele. puá! nesse hemisfério, no inverno, NADA fica quentinho. as verdadeiras soluções para evitar pés congelados são meias de lã (mais barato) ou aquecimento central por baixo do piso (caro, mas DELICIOSO). mas nos outros quartos é piso de madeira e acabou-se.

já aqui eu me conformo com a sina de bancar a bruxa em pleno halloween e me dependurar na vassoura. porque nessa gaiola tudo parece ter sido milimetricamente planejado para dar o maior trabalho possível. ÓDEO.

halloween... até o jack o'lantern está nauseado.



e deus, forever fofo:

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October 26, 2007 suicidal tendencies or cupcakes

é a escuridão do inverno, e não o frio, que faz com que tanta gente se mate na escandinávia.
eu nem estou exatamente lá, o inverno ainda nem começou, mas já estou olhando com segundas intenções pra janela.

é mais ou menos assim: você acorda cedo, coça a bunda, olha pela janela e pensa "hm, tá escuro ainda, seis horas da manhã" e volta a cair no travesseiro.

dali a duas horas você acorda pra valer (ou não), pula da cama (ou não...), olha pela janela e pensa "tá meio escuro ainda, oito da manhã" e vai lavar a remela do olho. ou não.

passa-se a manhã, você no trabalho ou em casa curtindo um tanque ou, no meu caso, coçando a bunda (de novo) e, de repente, seus olhos vão parar na janela. "porra, meio dia!! essa merda não vai clarear não??" e vai arrumar alguma coisa pra comer.

no meio da tarde, você já pirando pra sair do trabalho ou, no meu caso, já pensando na janta, dá de cara com a maldita janela de novo. você NEM SABE porque ela está ali, já que luz mesmo não entra nem fodendo. "vem cá, vai ser seis horas da manhã o dia todo???". sim, vai. e você sabe disso. só reclama por força do hábito. ou porque a alternativa seria usar a janela para outros fins, ou seja, atirar-se dela.

e, antes que a tarde comece a terminar, algum filhodaputa lá em cima mete o dedo no interruptor e pronto, fez-se as trevas.
ou seja, o dia inteiro você olha pela janela e... são seis horas da manhã. até escurever de vez e virar meia noite.

a solução? relaxar, ver dvds, escaldar-se na banheira, encher o rabo de comida (antes gorda que suicida, né?), pensar no lado bom do outono/inverno (árvores coloridas, neve, sair de gorro de lã, sobretudo e luvas coloridas para beber vinho quente com especiarias, natal, etc) e lembrar que, se eu estivesse no brasil, a essa hora estaria reclamando feito louca do calor maldito e berrando a quem quisesse ouvir que "o inferno é aqui e agora!"

porque eu desonro a minha heritage ao confessar que detesto calor, sol quente demais, praia cheia de farofeiros e marombadinhas com biquini enterrado no rabo, marombadões jogando futevôlei, ônibus lotado na hora do rush fedendo a cecê acumulado e toda essas idiossincrasias do paraíso tropical. sinceramente, depressão sazonal só me pega em janeiro no brasil.

fiz até uns muffins/cupcakes, olha só que prendada.


descontando-se o fato que quebrei o dedão do pé quando um muffin caiu em cima dele, até que ficaram bonitinhos, não? por favor, relevem minha falta de talento em decorá-los. eu comi metade da decoração enquanto esperava os bolos assarem, e acabei ficando meio sem opção, sabe.

ah, e essa "luz" na foto não tem na-da de natural. gastei uma hora fazendo os bolinhos e quatro horas no photoshop a fim de que vocês conseguissem ver alguma coisa (sim, eu amo os meus amigos tanto assim).




esses são os "sapatos" de couro (para usar em casa, diga-se) que eu encontrei na nanu nana por 4 euros e estão salvando meus pés do frostbite. sim, feios até dizer chega, mas dedos azuis também não são stylish, baby.

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October 13, 2007 cultural shock

1. coisas para fazer antes da viagem: MUITAS.

2. comprei pantufas. a velhice definitivamente manda lembranças. e um futuro de incontinência urinária e dentaduras não me parece, a partir de hoje, tão distante.

3. acabo de chegar do Jack The Rippers onde almocei uma sopinha de tomate com mozzarela maravilhosa. saudável, não? vamos ignorar as duas taças de vinho e os dois pacotes de batatinha frita que compuseram a "sobremesa".

ao fundo, berros e urros e mais berros e mais urros. tipo, trezentos milhões de decibéis estourando meus delicados tímpanos. um grupo de pós-adolescentes ingleses "conversando" e "comentando" o jogo de futeba que iriam assistir mais tarde - isso foi o máximo que consegui entender durante as duas horas que passei no pub, já que 90% dos urros dos "rapazes" era absolutamente ininteligível.

ingleses advindos das classes trabalhadoras são muito mais agressivos e desagradáveis do que o típico favelado "churrasquinho de asa + banho de mangueira + piscina na laje" brasileiro. aliás, confessando minhas "suburban roots":

- adoro um churrascão de domingo (ok, odeio asa de galinha - aquela porra só tem pele e osso - mas se rolar linguicinha, tô na área!) regado a pagode de raiz; mas se for exaltasamba eu só preciso beber mais um pouco até chegar ao nível de abstracção de sons.

- adoro cerveja de um real (desde que não seja bavária ou polar. essas aí não descem, sorry periferia);

- adoro quando eles falam "mamãe tá ti chamano" ou "a gente vamo no baile hoje" ou "já é". acho uma gracinha - não estou sendo irônica, de verdade; o léxico proletário me encanta.

mas aturar barbados de mais de 30 anos, que supostamente tiveram acesso a boas escolas, cresceram num país que deu ao mundo a BBC e o led zeppelin, vestindo camisetas do manchester united e urrando feito atores de filme pornô na hora do "money shot" NÃO REGISTRA.

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October 08, 2007 weekend report

breakfast no Lilly's Café.


esqueci de fotografar a tacinha de prosecco. e a boneca adorável é minha. :)
mais tarde almocei uma galinha frita com arroz ao leite de coco do grande caralho. sushi é ração de donzela - prefiro cozinha asiática de macho.

em seguida fomos a uma exposição de dolls antigas no domingo, onde mais uma dessas velhas chatas e mal educadas mandou (sim, porque essas pelancudas não sabem PEDIR) que eu guardasse a minha câmera. não é a primeira vez que isso me acontece aqui no país do chucrute: encontrar expositores mal educados e imbecis.

seguinte, vó - qual o problema em se tirar fotos? não estou usando flash, então não vou estragar suas preciosas bonecas. não é para copiar os vestidos - e ainda que fosse, a senhora tem um SITE na internet expondo os seus produtos; eu poderia copiar os vestidos de lá.

já pensou se eu fosse webmaster de um portal sobre "antique dolls" e estivesse cobrindo essa exposição? já pensou se eu estivesse justamente fazendo fotos dos seus produtos para expor no portal, com links para o seu site? a senhora teria acabado de perder uma penca de clientes em potencial por causa dessa sua visãozinha egoísta, preconceituosa e BURRA.

saí dali e paguei 50 euros numa peruca de cabelo natural para a Moyra.
aposto que a velha idiota se tocou de que eu tinha dinheiro no bolso e se arrependeu. foda-se. como diria o duran duran, TOO LATE, MARLENE.

conselho: se não quer dar visibilidade ao seu produto, deixe-o trancado em baús no sótão.
ou enfie-os todos no CU.

P.S.: quando eu estava procurando vestidinhos para as dolls, um alemão alto, forte e careca veio me explicar que os vestidos dele não cabiam na Moyra (eram curtos ou largos demais). mas me deu um flyer do site e disse que, se eu enviasse as medidas da boneca, ele faria um vestido customizado para ela. e mais tarde, quando eu havia encontrado lá um vestidinho que coube, ele viu e veio todo sorrisos me dizer que o vestido era uma graça e que ela tinha ficado linda.

porra. homens são TÃO MAIS LEGAIS que mulheres.
mulher é cheia de frescura, recalque, sensibilidade, competitividade fútil, "não-me-toques", etc. por isso minha amizade com elas raramente vinga - eu sou muito machinha.

acho que eu queria ter nascido homem, ter somente amigos homens (com raras exceções) e usar mulheres só para sexo. porque é só para isso que 80% delas servem (e desses 80%, pelo menos 60% só ficam no papai-mamãe - ou seja, são absolutamente inúteis).

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October 05, 2007 numeradinhas de hoje.

1. eu acho a palavra "oportunidade" breguíssima.
pessoas que dizem estar "procurando uma oportunidade" não merecem encontrá-la.

2. recomecei atkins. yep, de nuevo.
ingeridos até o presente momento: dois copos pequenos de diet coke, uma fatia de queijo amarelo, uma xícara de café.
meu humor vai piorar nos próximos dias - segura o capacete, arnaldo!

um queridíssimo amigo meu dizia que "não há nada mais sexy do que uma italiana peituda batendo um pratão de espaguete."
é o seguinte: eu não sou italiana. não fico bem peituda. consequentemente, tenho que abandonar o espaguete (e o pão, a batata, o açúcar, o leite, os frutas e boa parte dos legumes).

atkins não é de deus.
but then again, começar a não caber nas calças que você comprou DEPOIS que ganhou uns quilos, também não é.

3. kate nash é legal. "nicest thing" é uma fofura.
mas aquele sotaque de participante de big brother UK me tira o tesão de baixar o álbum.

4. nessas comunidades "clube do bolinha" do orkut, mulheres são sempre vistas como teletubbies ou enfeites, independentemente de QI.

5. os títulos que os usuários do MP3tube dão às músicas me esvazia o peito da pouca fé que tenho na juventude.

6. eu tenho medo da renee zellweger.


parece que a cabeça dela nasceu 30 anos antes do resto do corpo.

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October 04, 2007 dois pontos.

odeio: blogs com pop ups (aquelas da ilead, que os browsers não bloqueiam) ou com excesso de widgets cafonas que só servem para pesar a página e poluir o layout.

ontem: consegui evitar a sorveteria mas entrei no extrablatt e tomei dois capuccinos. delícia.

dúvida: por que raios gringos me confundem com tailandesas/ filipinas? será o cabelo preto? darling, take notice: eu NÃO tenho olho puxado.


see? i rest my case.

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October 03, 2007 don't lead me, for i won't follow

então que todos os miguxos do mundo resolveram me seguir no twitter. vejam, crianças - gênio não sou, mas o meu limite é o miguxês. nesse ponto eu risco uma linha imaginária no chão e dela miguxo não passa. sorry se vos ofendo, mas eu quero, pelo menos, dar risadas com os feeds que assino naquela bodega. e miguxês não me provoca risadas. provoca acessos de vômito. sem intelectualismos; pura reação biológica.

aliás, vamos parar com esse papo de "followar" e "followando". é muito, muito feio.
que tal "seguir", "adicionar", "assinar", ou até mesmo apelar para o termo em inglês?

FERIADO. comemoração da unificação das alemanhas e tal.
se bem que ninguém está celebrando poríssima. apenas desculpa para as lojas não abrirem e os alemães ficarem entocados em suas respectivas casas comendo linguiça com batata. que povo mais bunda.

to-do list: andar até a estação, comprar o Daily Mail e tentar evitar a sorveteria. mudar de calçada ou de rua, se preciso for. e ignorar as calorias da meia pint de Bishop's Fingers que está, nesse preciso momento, descendo pela minha goela.

eu queria ser inteligente só para poder às vezes brincar de ser estúpida.
as it is, me sinto estúpida por falta de opção.

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October 01, 2007 green devil

acabo de tentar beber absinto.
trouxe uma garrafa lá de pielavesi, finlândia. porque a garrafa era linda, porque o rótulo tinha cara de vintage e porque o líquido era quase fluorescente.
veredito: DETESTEI.
parece chá de erva cidreira misturado com álcool. cuspi na pia e abri uma lata de london pride.

ontem na feirinha: purê de batata frito com purê de maçã. soa nojento, mas só parei de comer porque tive que começar a beber.


"you can never replace anyone because everyone is made up of such beautiful specific details."

(a única coisa realmente triste nesse filme é o fato de a Julie Delpy ter emagrecido tanto em dez anos. diretores pró-anorexia de hollywood, unite and go to hell.)

acho que estou sendo assediada sexualmente pela máquina de secar roupas. sempre que passo por ela, a infeliz apita. pff.
se ainda fosse a máquina de lavar (no ciclo de secagem) eu pensaria no caso.

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September 30, 2007 laaaast night...

ingredientes: duas pints de real ale, uma garrafa de cabernet sauvignon e duas doses de bailey's. saldo: bolso vazio e uma garota feliz.

acordei hoje às dez e meia, sem ressaca. a dica é curtir o estado de ébrio acordado por algumas horas antes de bater a cabeça no travesseiro para dormir.

meu pretexto foi ter ficado assistindo ao último capítulo de paraíso tropical até às duas da manhã. a única cena prestável foi a da morte dos irmãos, apesar daquele papo de "mãe copeira" ter sido um desastre do mesmo quilate da não-morte do bobby ewing em dallas. bebel e olavo foram as melhores atuações da novela e, por falar em wagner moura, ator da globo, salário de não-sei-quantos-dígitos e dirigir um fusca não pode ser pra bancar o socialista arrependido - é statement. olavo novaes pra presidente.


isso aí na foto, que mais parece o ground zero do 11 de setembro ou escombros da passagem do katrina, é a mesa de onde escrevo. nem as 83625439840 caixinhas que vivo comprando para "organizar" as coisas me transformam na criatura ordeira que eu nasci para ser - a idéia é repetir o mantra até me convencer e passar a agir de acordo.

agora estou no segundo misto quente e mamando minha latinha de cream soda - porra, por que ninguém me falou que isso era TÃO BOM? vou dar uma corrida até a britannia (loja) e estocar mais umas 30.

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September 28, 2007 rápidas randômicas

mulher magérrima à minha frente na fila do caixa do supermercado.
maçãs, pepino, queijo cottage, água.

assim é fácil. mas muito, muito chato...

passando roupa hoje à tarde e cantando Jerusalem. alguém grita no corredor: "NICE VOICE!". meu detector de ironia estava desligado, que pena.
claro que não tive coragem de abrir a porta e ir procurar meu admirador secreto (ou admiradora de voz grossa).

ouvindo beth orton, fofíssima.
e chateada porque homens são como vacas holandesas: dão 20 litros de leite, mas um chutinho de nada derruba o balde e põe tudo a perder.

countenance - beth orton

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