Então, né, show do MUSE no Brasil.
Odeio oficialmente todo mundo que esteve lá. De mentirinha, e só hoje - mas odeio.
Me ocorre, entre lágrimas de tristeza, que eu sempre vou a shows de bandas inglesas quando estou no Rio - mas a quase show nenhum quando estou aqui. Mas enfim, tenho um currículo legal e já vi a maioria das minhas bandas preferidas ao vivo (fora as que se dissolveram ou morreram antes de vir ao Brasil OU antes que eu tivesse idade de ir a shows).
Fui ver Mamma Mia nos cinemas, paguei caro pela pipoca (quatro libras?? custa o quê para estourar um saco de pipocas pequeno, 50p?? Beejesus...) e, ao entrar na sala, os únicos lugares disponíveis eram aqueles colados na tela. LOTADO. Caramba, eu fui à estréia de Sex & The City e o cinema estava va-zi-o. O que isso significa? Que, realmente, não existe gente jovem nessa ilha. Olhei para trás e parecia reunião de pais e filhos em escola de subúrbio: apenas senhoras de meia idade e crianças pequenas.
Começa o filme e as velhas começam a CANTAR junto. E eu afirmo: 150 velhas conseguem sim cantar mais alto que a Meryl Streep. Vontade de olhar pra trás com cara feia e gritar "SHHHHHH!!!!" mas a) ninguém ia me ovir, mesmo; e b) se 150 velhas decidissem me dar porrada ou despejar baldes de pipoca na minha cabeça, eu estaria fodida. Me resignei ao coral geriátrico, então.
Ah, ok. O filme. Legalzinho, nada demais (à exceção da cena onde as mulheres cantam "Dancing Queen", já antológica). ATENÇÃO: tem um pequeno spoiler no fim desse parágrafo; se não quiser ler, pule. Eu tive que checar no IMDB para me certificar que a noivinha do filme era mesmo a patricinha loira e retardada de Mean Girls. O problema com o Pierce Brosnan cantando não é, ao contrário do que andei lendo, a desafinação; ele não desafina. O que pega mal mesmo é o timbre. Alguém se esqueceu de avisar a ele que aquilo era um filme para senhoras, e que ele não estava fazendo testes para o papel de Calaf em Turandot. Colin Firth mal aparece na fita e, quando aparece, é pra dizer que virou gay e começar a namorar um grego. Eu e todas as moçoilas do planeta que ainda têm aquela cena da camisa molhada na cabeça REALMENTE podíamos ter ido dormir sem essa. E os produtores podiam ter escalado outro cidadão pro papel. Sinceramente.

Ela não tem nome. Pelo menos, não que alguém saiba.
Ela tem a pele pálida, os lábios da Jolie, olhos cor-de-avelã sonhadores sempre voltados para a mesma direção (esperando por algo? Alguém?) e cabelos castanhos escuros num corte atrevido de garoto. E deve gostar de moda, porque todos os meses muda o visual.




Ela é um manequim de vitrine de cabeleireiro, e mora numa vila do Japão.
E foi assim que ela se apaixonou por ela. E eu também.
Picnic em La Hougue Bie, há duas semanas atrás (as fotos são da apresentação da Esther Parkes; a da Cally Joel, tirando melodias medievais de uma harpa, eu não pude fotografar):


Perceba o conteúdo NADA orgânico/natureba da nossa cesta. Pudera, ela foi preenchida às pressas na manhã do picnic... O lugar estava lotado de hipongas, teletransportados direto dos anos 70 com direito a trancinhas, barbichas, crianças desnudas e saias rodadas. Quando chegamos lá em cima de um jeep 4x4 e com pizza dormida dentro da cesta, tive certeza de que iam nos linchar.
Felizmente os hippies de Jersey são como as vacas Jersey: totalmente pacíficos, só querem saber de mascar grama e fazer cocô.











British Boy in Germany. Volta na sexta, a tempo de pegarmos a inauguração do "Piranha's Bar". Woohoo.
Odeio oficialmente todo mundo que esteve lá. De mentirinha, e só hoje - mas odeio.
Me ocorre, entre lágrimas de tristeza, que eu sempre vou a shows de bandas inglesas quando estou no Rio - mas a quase show nenhum quando estou aqui. Mas enfim, tenho um currículo legal e já vi a maioria das minhas bandas preferidas ao vivo (fora as que se dissolveram ou morreram antes de vir ao Brasil OU antes que eu tivesse idade de ir a shows).
Fui ver Mamma Mia nos cinemas, paguei caro pela pipoca (quatro libras?? custa o quê para estourar um saco de pipocas pequeno, 50p?? Beejesus...) e, ao entrar na sala, os únicos lugares disponíveis eram aqueles colados na tela. LOTADO. Caramba, eu fui à estréia de Sex & The City e o cinema estava va-zi-o. O que isso significa? Que, realmente, não existe gente jovem nessa ilha. Olhei para trás e parecia reunião de pais e filhos em escola de subúrbio: apenas senhoras de meia idade e crianças pequenas.
Começa o filme e as velhas começam a CANTAR junto. E eu afirmo: 150 velhas conseguem sim cantar mais alto que a Meryl Streep. Vontade de olhar pra trás com cara feia e gritar "SHHHHHH!!!!" mas a) ninguém ia me ovir, mesmo; e b) se 150 velhas decidissem me dar porrada ou despejar baldes de pipoca na minha cabeça, eu estaria fodida. Me resignei ao coral geriátrico, então.
Ah, ok. O filme. Legalzinho, nada demais (à exceção da cena onde as mulheres cantam "Dancing Queen", já antológica). ATENÇÃO: tem um pequeno spoiler no fim desse parágrafo; se não quiser ler, pule. Eu tive que checar no IMDB para me certificar que a noivinha do filme era mesmo a patricinha loira e retardada de Mean Girls. O problema com o Pierce Brosnan cantando não é, ao contrário do que andei lendo, a desafinação; ele não desafina. O que pega mal mesmo é o timbre. Alguém se esqueceu de avisar a ele que aquilo era um filme para senhoras, e que ele não estava fazendo testes para o papel de Calaf em Turandot. Colin Firth mal aparece na fita e, quando aparece, é pra dizer que virou gay e começar a namorar um grego. Eu e todas as moçoilas do planeta que ainda têm aquela cena da camisa molhada na cabeça REALMENTE podíamos ter ido dormir sem essa. E os produtores podiam ter escalado outro cidadão pro papel. Sinceramente.

Ela não tem nome. Pelo menos, não que alguém saiba.
Ela tem a pele pálida, os lábios da Jolie, olhos cor-de-avelã sonhadores sempre voltados para a mesma direção (esperando por algo? Alguém?) e cabelos castanhos escuros num corte atrevido de garoto. E deve gostar de moda, porque todos os meses muda o visual.




Ela é um manequim de vitrine de cabeleireiro, e mora numa vila do Japão.
E foi assim que ela se apaixonou por ela. E eu também.
Picnic em La Hougue Bie, há duas semanas atrás (as fotos são da apresentação da Esther Parkes; a da Cally Joel, tirando melodias medievais de uma harpa, eu não pude fotografar):


Perceba o conteúdo NADA orgânico/natureba da nossa cesta. Pudera, ela foi preenchida às pressas na manhã do picnic... O lugar estava lotado de hipongas, teletransportados direto dos anos 70 com direito a trancinhas, barbichas, crianças desnudas e saias rodadas. Quando chegamos lá em cima de um jeep 4x4 e com pizza dormida dentro da cesta, tive certeza de que iam nos linchar.
Felizmente os hippies de Jersey são como as vacas Jersey: totalmente pacíficos, só querem saber de mascar grama e fazer cocô.











British Boy in Germany. Volta na sexta, a tempo de pegarmos a inauguração do "Piranha's Bar". Woohoo.
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