November 13, 2007 meu mundo caiu.

voltei de paris na segunda.
devia ter chegado em casa no domingo, mas conseguimos a proeza de perder o vôo estando calmamente sentados a menos de 30 metros do portão de embarque. a única vantagem disso foi ter sido obrigada a passar a noite no sheraton do charles de gaulle, limpar o minibar por conta do cliente do marido e ainda roubar todos os sabonetinhos, creminhos, shampoozinhos, etceterazinhos do banheiro da suíte.

porque a gente pode tirar a garota do terceiro mundo, mas não tira o terceiro mundo da garota. não basta ser pobre - é preciso agir como tal e dar o exemplo.

eu confesso que fui a paris sem tesão. e quando nem mesmo a perspectiva de ir a paris consegue te animar, é sinal claro (em verde, amarelo e vermelho) de que as coisas não vão bem. mas lá chegando, tudo mudou. essa foi a primeira vez que a cidade realmente me encantou. nem mesmo ter ligado do celular para um amigo (agora ex-amigo) a fim de pedir seu endereço (para mandar um postal de La Defense, já que ele detesta prédios velhos e prefere as modernidades que eu desprezo) e dar a ele o prazer de bater o telefone na minha cara depois de me chamar de metida, conseguiu estragar meu dia. simplesmente removi o número em questão da agenda de contatos do celular, guardei o telefone e entrei na laduree pra comer macaroons.

enfim, depois destes quatro dias, meu ânimo subiu nas alturas e cheguei em hannover na segunda à noite achando que a vida era bela.

em casa toca a redimensionar as 200 fotos no cartão de memória, quando o respectivo chega com a bomba: negaram a entrada da chantilly na inglaterra porque os testes feitos no brasil não são válidos. e nem era uma regra clara, porque no site oficial não consta nada a respeito disso nos procedimentos.

ou seja, perdemos quatro meses. eu estava contando, literalmente, as horas para 11 de janeiro chegar. quando teriam se completado seis meses desde que levamos a chantilly no veterinário e ele nos entregou o pet passport, e então poderíamos, eu e ela, voltar para casa. eu simplesmente NÃO SUPORTO mais ficar aqui. é frio demais, chato demais, alienígena demais. nem a própria gata está se adaptando à temperatura.

enfim. balde de água fria é pouco.
imagine abrirem um buraco no meio de um lago congelado da lapônia e jogarem uma pessoa lá dentro. pois é, essa pessoa sou eu, just now.

não é justo. e eu desejo todas as pestes do mundo para a Grã Bretanha e suas leis imbecis, que escancaram fronteiras para criminosos, terroristas e vagabundos e vetam a entrada de uma gata imunizada e testada só porque o teste não saiu da europa.

p.s.: se você não entendeu patavinas, leia isso aqui.

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November 04, 2007 how to fuck with one's weekend.

- saber que até estranhos num ônibus sabem mais da sua vida do que você mesmo, graças à língua da sua mãe.
- ter uma crise não solicitada de pânico e, por causa dela, pensar em engavetar os planos de viagem.
- perceber que se é uma talentless pile of shit.
- perceber que seus horizontes pareciam ser mais amplos quando raramente ultrapassavam os limites do rio de janeiro.
- perceber que a gata não está comendo e talvez nem esteja feliz.
- marido ficar resfriado no sábado e jogar no saco todos os planos para os dois próximos dias. e perceber que, sem ele, você não tem pernas.

excluindo a beleza sem igual das árvores no Eilenriede nesse outono que se despede, a mesa e gaveteiro que comprei na ikea e os meus livros que chegaram via amazon, my weekend pretty much sucked.


"and I cannot tell you how vastly my loneliness was deepened, how poignant and amplified the world before me seemed, when I found on one page a few greasy looking smears and next to them, written in soft pencil - by a beautiful girl, I could tell, whom I would never meet - "Pardon the egg salad stains, but I'm in love."

01 - Nome completo? lolla moon 02 - Apelido? atualmente neném. very suburbano 03 - Cor favorita? depende do uso que a cor terá. 04 - Time? desisti de futebol. 05 - Data de aniversário? 14 de janeiro. 06 - Onde mora? sinceramente eu nem sei mais. 07 - Programa de TV favorito? dvds, basicamente. 08 - O que tem no mouse pad? é um bloco de papel de gatinhos. muito fofo, comprei na frança. 09 - Cheiros favoritos? terra molhada, dolce vita da dior. 10 - Pior sentimento do mundo? impotência. 11 - Melhor sentimento do mundo? paz e liberdade. não consigo escolher um só, preciso de ambos. 12 - Dois defeitos seus? preguiça e insegurança. 13 - Duas qualidades? não sei. 14 - Qual a 1ª coisa que voce pensa quando acorda de manhã? onde é que eu estou? 15 - é romantico(a)? não. 16 - Montanha-russa: assustadora ou excitante? excitante. se eu cair dela passa a ser assustadora. 17- Caneta ou lapis? detesto lápis. não consigo usar. 18 - Quantos toques antes de atender o telefone? depende. se eu estiver longe, ele vai ter que tocar mais. sorry. 19 - eh amigo(a) do telefone ou so usa quando necessário? às vezes eu preferia que o telefone não tivesse sido inventado. 20 - Comida favorita? carboidratos.

21 - Você se da bem com seus pais? na média, mas a verdade é que não temos muito em comum. 22 - Quem voce tem como irmao? filha única. e não, ninguém ocupa esse espaço. 23 - Namorar ou ficar
? namoro pode vir a se tornar uma coisa tão chata... não sei. 24 - Voce tem muitos amigos? pouquíssimos. eu sou uma pessoa difícil e blabla. 25 - Se voce tem, como se sente quando rodeado por eles? em paz. 27 - O que voce mais gosta de fazer? fotografar, mesmo não sendo boa nisso (não me importo de não ser, na verdade). 28 - Chocolate ou baunilha? baunilha. 29 - Sorvete preferido: abacaxi no brasil. caramelo na alemanha. vanilla dairy cream em jersey. 30 - Torrada ou bacon? bacon na torrada. 31 - De quem voce sente saudade? de quase ninguém. isso é legal e triste, ao mesmo tempo. 32 - Sente medo de: morte. doenças degenerativas. multidão. mudanças. 33 - Quem voce levaria para uma ilha deserta? a graça de uma ilha deserta é justamente não ter ninguém por lá. nem eu iria, para não estragar o ambiente. 34 - Qual seu signo zodiacal? capricórnio, but really, foda-se horóscopo. 35 - Qual o seu poeta favorito? difícil essa, hein. 36 - Qual sua bebida favorita? ringwoods, coca cola, cream soda. 37 - Para tingir seu cabelo de uma cor, qual seria? ruivo se eu fosse branquela. as it is, preto. 38 - O que tem nas paredes do seu quarto? ainda pouca coisa. 39 - O que tem debaixo da sua cama? poeira. 40 - Voce eh destro(a), canhoto(a) ou ambi-destro(a)? destro.

41 - Qual seu numero favorito? detesto números. até o fato de essas questões serem numeradas me irrita. 42 - Noite ou dia? dia. eu gosto de luz, só não gosto do sol. 43 - Qual eh o carro dos seus sonhos? jaguar xk140 (não nesse azul calcinha ridículo) 44 - Esporte favorito: comer e dormir. 45 - Um grande amor da sua vida: chantilly. 46 - Esta apaixonado no momento? não gosto do termo apaixonado. 47 - Esta sendo correspondido? no amor, espero que sim. 48 - Vale a pena amar? sempre, claro. a si mesmo e a quem merece. 49 - Que voce estava ouvindo enquanto respondia este questionario? ice age na televisão lá na sala. 50 - Melhor beijo: não lembro. 51 - Menino ou menina que voce mais amou na vida: minha vida ainda não acabou. 52- 3 pessoas pra passar a brincadeira: quem quiser fazer, be my guest.

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November 02, 2007 não negociável.

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October 30, 2007 boot car

eu publiquei essa história há dois meses atrás no livejournal, quando voltei de férias.
como acabei resolvendo fechar o livejournal com senha, a história não está mais disponível, e eu achei uma pena porque gosto muito dela.
eis a razão para que ela esteja fazendo uma segunda aparição (me perdoem os que já leram).

No final dos anos 60, um menininho inglês passava as férias escolares com a família na Europa. Seus pais estavam a caminho do pier de Estocolmo, de onde embarcariam para a Finlândia (ou seja, um trajeto bastante similar ao que eu mesma fiz). Os olhos do menino percorrem a paisagem plana e monótona da escandinávia e, no bolso da jaqueta, como sempre, seu carrinho de brinquedo favorito, companhia constante de viagens que ele carinhosamente chama "boot car" (porque se podia abrir o "boot", o porta-malas na parte de trás).

Numa dessas paradas para café e xixi, o menino esquece o carrinho querido num banheiro qualquer de beira de estrada. Infelizmente todos estão atrasados para pegar o navio e não podem voltar para procurar. Uma semana e muitas lágrimas depois, a família já de volta à Suécia retorna ao mesmo restaurante mas, como era de se esperar, ninguém sabe do carrinho. Não está mais lá. Certamente perdido para sempre. Mas não da memória; mesmo com o passar dos muitos anos, o menininho nunca esquece o seu Boot Car. Mais tarde tenta comprar um parecido, mas a Corgi Toys não existe mais.

Quase 40 anos depois, ele está novamente de férias na Suécia. Sua esposa, viciada em tralhas, é atraída pela vitrine de um legítimo bric-a-brac europeu. A loja é uma bagunça formidável, não se encontra nada que não esteja coberto por pelo menos dois centímetro de poeira antiga, nada tem preço e tudo se encontra amontoado em pilhas pelos cantos. Por todo o lado há resquícios de antigas repúblicas socialistas, miniaturas de bustos de lênim, bandeiras da antiga União Soviética. Um velho sentando no fundo da loja a olha com uma cara de pouquíssimos amigos e ela, intimidada, resolve sair de fininho. Ele, que havia ficado do lado de fora fotografando prédios, vem em sua direção e os dois param em frente à vitrine enquanto ela reclama da antipatia do vendedor.

É quando ele aponta para algo no fundo da vitrine.


Yep, happy endings não acontecem só no cinema.
(o carro foi entregue embalado num guardanapo do... McDonalds. Sim, Mr. Antipatia - muy socialista de sua parte...)

Mas isso não importa.
O que importa: Boot Car voltou para casa.

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October 25, 2007 one of those days...

hoje está impossível, realmente.
consegui pôr fogo numa panela onde boiavam frikadellers. esqueci no fogão por, tipo, DEZ SEGUNDOS. quando me virei, o espetáculo pirotécnico era lindo - as labaredas já estavam quase no teto.

fiquei tentada a ir buscar a câmera e fazer uma foto, mas o instinto de sobrevivência falou mais alto e, ao invés de câmera, peguei um balde d'água e arremessei em cima de tudo. água, óleo e bolinhos de carne se espalharam pelo chão da cozinha feito crianças pelo pátio quando toca a sineta do recreio.

fora que PICOTEI meu journal de colagens em mil pedaços porque há milênios não saía absolutamente na-da que prestasse dali, o que vinha me deixando chateada (dói admitir falta de talento, sabe). pensei até em pôr fogo em tudo, porque esses rituais de queima e destruição me purificam e acalmam. mas aí me lembrei de que estou num a-par-ta-men-to e que... bem, chega de chamas por hoje, né??

enfim... é chegado o momento de assumir a minha condição: sofro do "mal de multitarefas".
quero fazer mil coisas, testar mil coisas, começar mil coisas, e nunca termino uma para começar a outra. resultado: ansiedade, falta de paciência e mil coisas terminando em mil pedacinhos beeeeem pequenos dentro da minha lixeira.
ou mil bolinhos de carne espalhados pelo chão da cozinha.

e, antes que eu resolva cortar meu pescoço em mil lugares diferentes, vou parar tudo, respirar fundo, fazer uma xícara bem grande e alta de chocolate quente com cointreau e tentar me lembrar, só por hoje, que nem sempre QUERER fazer mil coisas significa TER que fazê-las.

posso, por exemplo, apenas admirar o talento alheio:


with a twist

adorei esse buquê feito de botões coloridos. simples e lindo, uma daquelas idéias que a gente se pergunta "como eu não pensei nisso antes?".

abaixo, ímãs de geladeira feitos de papel washi colado em cima de pastilhinhas recicladas de scrabble:






littleput books

fala sério - até o estojo é lindo.

para terminar, uma leitura calma e uma idéia inspiradora (estou mesmo precisando, hoje): 3 for 365, um blog onde julia, a autora se propõe a registrar, todos os dias, pelo menos três coisas boas. "não importa o quanto o dia tenha sido ruim - e sim, em alguns dias é realmente complicado! - eu irei documentar algo de bom. um exercício de pensamento positivo pessoal", diz ela.

se eu escrevesse um blog assim, hoje o meu saldo iria ficar no vermelho... ou não. afinal, achei essas coisas lindas no etsy, o blog da julia e agora vou fazer minha xícara de choc... MEU DEUS! ESQUECI DE DESLIGAR O FOGO!!!

*cheiro de leite queimado*
*suspiro*

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October 23, 2007 heading back to the cold.

último dia em jersey.
hoje à noite voamos para londres e amanhã cedo, de volta para a gélida hannover. e para o apartamento que, apesar de não ser exatamente pequeno, me parece claustrofóbico.

agora que o verão terminou, me arrependo de ter feito tudo errado na alemanha.
eu poderia ter feito mais caminhadas. poderia ter ido pelo menos mais UMA vez passear no eilenriede, um parque imenso que fica a apenas três quarteirões do apartamento. poderia ter saído do quarto, da frente do computador e ido comprar cogumelos frescos nos mercados de rua, poderia ter fotografado as abóboras coloridas e flores em vasos de cerâmica artesanal, assistido a mais programas da tv alemã (mesmo sem entender nada), aprendido a pelo menos xingar no idioma de goethe, comido mais chucrute, conhecido mais, aproveitado mais além do circuto cama-pc-mesa-compras.

mas sinto que esses quatro meses passaram em pálidas cores.
eu estava ocupada demais lamentando não estar em jersey para prestar atenção na alemanha e ter sido grata pelas chances que tive.
de ampliar os horizontes profissionais do british boy.
de ter enfim podido trazer a minha gata para viver comigo.
de estar vivendo em outro país, imersa numa outra cultura que, apetecível ou não, tinha tanto a me ensinar; e sinto que aprendi tão pouco.

mas ainda temos três meses. onde provavelmente vai fazer muito frio (muito mais do que eu já experimentei na vida), a neve vai cobrir as calçadas e telhados, os mercados natalinos de rua me farão engordar alguns quilos e o meu 25 de dezembro será branco.
se eu não puder celebrar e ser grata por isso, então eu sou uma estúpida profissional.
*corre para a h&m e refaz o estoque luvas de lã coloridas*

ontem, despedindo-me da ilha (que começa a se preparar para o inverno):























because cats are not vegetarians:



bonus photo da responsável pelas fotos (a olympus...) e do dedo que aperta o shutter:



te vejo em janeiro/fevereiro, ilha.

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October 21, 2007 grateful.

porque ontem eu fui dormir pensativa e um pouco triste.
porque existem certas coisas, imateriais, simples e necessárias, que eu jamais terei.
coisas que me serão para sempre negadas, e talvez eu jamais venha a entender o porquê.

mas isso foi ontem.










e hoje é o dia de parar de buscar, inutilmente, respostas que não podem ser dadas.
e de simplesmente aceitar, com gratidão, tudo o que tenho.

so you must not be frightened if a sadness rises up before you larger than any you have ever seen; if a restiveness, like light and cloud-shadows, passes over your hands and over all you do.
you must think that something is happening with you, that life has not forgotten you, that it holds you in its hand; it will not let you fall.

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October 19, 2007 jersey bean

resultado da pendenga com a imigração: positivíssimo.
não serei enfiada à força dentro de uma mala vagabunda da le postiche e embarcada (sem bilhete de retorno) no setor de carga de um vôo da british airways de volta para o subúrbio carioca.

mas eles também não me deram a extensão do visto temporário.
TOPARAM DAR O VISTO DEFINITIVO!

é isso aí - na próxima segunda feira levarei meu passaporte para ganhar o carimbão fodão.
infelizmente o passaporte em si ainda não é "o" fodão.
somente daqui a um ano poderei entrar com o pedido de cidadania, fazer juramento diante de uma foto assustadora da lilibeth e embolsar um passaporte de outra cor que vai reduzir o tempo gasto com filas (e explicações) nos aeroportos.

além disso, poderei programar uma viagem à bushland com mais tranquilidade - e sem precisar passar pela paranóia que é conseguir um visto yankee. se eu vou querer fazer tal viagem é uma outra história.

e antes que as senhoras dignas-de-família-limpinhas-não-chupo-e-nem-engulo comecem a me chamar de "maria passaporte" e dizer "viram só? ela só estava interessada no visto, nem mencionou que agora poderá viver para sempre com o amor da sua vida, blá, etcetera", gostaria de lembrá-las que, num (bastante improvável) caso de retorno para o brasil, é evidente que o "amor da vida" viria comigo. no questions about it. ou seja, eu sempre soube que, independentemente de visto, eu viverei com ele até que nossas escovas de dente possam virar artigo de museu. até aí, sem novidade.

a boa nova é poder, finalmente, chamar de lar o lugar que, ao longo dos últimos três atribulados anos, e depois de muitas lágrimas, ranger de dentes, palavrões e encantamento, eu aprendi a ver como o meu lar.


eu usei o termo "bean" (feijão) no título porque é assim que os nativos daqui de jersey são carinhosamente chamados.

e a bbc publicou uma enquete: "como saber se você está se transformando num bean?"
abaixo, colhidas por mim, as opiniões mais hilárias do pessoal (obviamente exageradas para elevar o teor cômico, mas nem por isso menos verdadeiras):

você sabe que está virando um jersey bean quando:
- vive reclamando do preço dos imóveis (embora londres seja tão ou mais cara);
- vive reclamando dos engarrafamentos no verão (embora o sul da inglaterra seja muito pior);
- vive reclamando dos impostos (embora a inglaterra cobre o dobro);
- tem um bronzeado falso o ano inteiro e usa óculos escuros até de noite;
- paga 100 mil libras num carro que faz 320 km/hora para dirigir numa ilha onde a velocidade máxima é de 65 km/hora;
- percebe que a lista telefônica tem 500 páginas mas apenas 40 sobrenomes diferentes (e todo mundo parece seu primo).
- estuda numa classe com 36 alunos e pelo menos 30 deles são seus parentes;
- mora a um quilômetro do trabalho mas dirige ao invés de andar, gastando meia hora a mais por isso e reclamando do engarrafamento;
- antes lia jornais como o telegraph e se interessava pelos eventos mundiais; hoje em dia lê o jersey evening post e entra em pânico ao saber que o preço do peixe aumentou;
- não aceita que crianças façam barulho, que adolescente ouçam música alta ou andem de skate, reclama da fumaça da churrasqueira do vizinho, reclama dos turistas com a cara colada na janela da sua sala, reclama do latido dos cachorros, nunca faz porra nenhuma e espera que todos sejam iguais a você; (senti MÁGOA nessa declaração!)
- esquece qual é a função do acelerador no seu carro;
- devolve o troco quando lhe pagam em dinheiro da "outra ilha" e exige dinheiro de jersey (embora as notas de guernsey sejam aceitas normalmente);
- começa a torcer pela frança ao invés da inglaterra no futebol, embora o seu passaporte afirme que você é britânico;
- apóia a idéia de transformar as famosas "obras na estrada" de jersey num esporte olímpico para as próximas olimpíadas de inverno;
- sabe que pode encontrar chocolate fudge em todas as lojas, até açougues;
- desenvolve ódio mortal por turistas dirigindo carros alugados;
- tem a imagem de uma vaca nas notas dentro da sua carteira;
- pensa que trens são coisa do passado;
- acha que tem sorte se consegue sintonizar mais de três canais na sua tv;
- paga mil libras por mês para morar num conjugadinho de fundos;
- bebe um leite mais grosso que creme de leite e que é capaz de bloquear artérias só com o cheiro;
- não consegue andar mais de 15 quilômetros em linha reta sem cair na água;
- fala "eh" no final de cada frase;
- considera um trajeto de 20 minutos no carro "uma viagem";
- reclama de turistas espantando as gaivotas e tirando fotos de tudo mas também reclamar que a indústria turística esteja morrendo;
- viver no lugar mais bonito do mundo e ter total consciência disso. :)

"why is a jerseyman happy when he sees a red sky at night?"
"because he thinks guernsey is on fire!"

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October 17, 2007 minha nada mole vida

tarefinha ingrata para amanhã, às onze: ir pedir penico no setor de imigração de jersey.

explicar que, devido à senzala de escolha do Respectivo, não, eu não vou estar aqui em dezembro quando meu visto temporário (e já renovado uma vez) expirar. e não, eu não consegui simplesmente me casar e passar dois anos seguidos com a bunda colada num sofá do reino da lilibeth, comendo fish and chips e assistindo reprises de relocation, relocation.

em outras palavras, eles podem se encrespar e chutar o meu traseiro size 12 de volta pra selva.
em mais outras palavras, foda-se.

nunca pensei que ceder um passaporte fosse assim tão problemático. mas isso, claro, é porque estamos fazendo as coisas direito, às claras.

porque, como a inglaterra é um país fofo, comunista wannabe e compreensivo para com as minorias, se eu tivesse vindo de alguma ex-colônia esgoto com um pano amarrado na cabeça e trinta e cinco filhos sem pai enfiados numa caixa de papelão (todos com menos de dois anos, devidamente deprimidos e portanto incapacitados para o trabalho), talvez já tivesse passaporte, cidadania e um flat gratuito em camden, presentinho do governo.

vontade: mandar esse povo enfiar o sacrossanto passaporte bordô da comunidade européia em seus respectivos cus, voltar pro brasil, desbundar, comprar uma casa em lumiar e me dedicar a cultivar repolho e criar bodes miniatura.

pelo menos por enquanto meus pés relaxam em casa.


AH, esqueci de contar sobre o funcionário do passport control do aeroporto de hannover, quando estávamos vindo para cá.

quando o vi descendo porrada verbal num neguinho de "meio metro e meio" de altura vestido com um terno verde (!) e carregando malas modelo 1940, eu SOUBE. soube que ele devia ser um desses chucrutes amantes das regras e formalidades, desses que espera dez minutos para o sinal fechar antes de atravessar a rua, sendo que NÃO HÁ CARRO NENHUM NUM RAIO DE 3 QUILÔMETROS. i'm not making that up. não estou inventando - EU VI chucrutes fazendo isso.

enfim. quando chegou a minha vez e ele bateu o olho no meu passaporte verde musgo, e em seguida na minha face marrom... vocês precisavam ver a cara da pessoa. era uma cara bem "oh que delícia outra vadia do quinto mundo caçadora de marido europeu espero que o visto dela tenha expirado assim eu poderei chicoteá-la por meia hora antes de mandá-la de volta para a favela de onde ela saiu". o que é a eloquência de um olhar, não é mesmo, minha gente?

mas o meu visto não havia expirado - ahá!
a parte chata: eu nem mesmo tinha um.
yay.

então o nazistinha quis provas de que eu era, de fato, casada com o Respectivo. ah, claro; eu totalmente ando com cópias da certidão de casamento na bolsa para a eventualidade de um funcionário de bosta resolver me cobrar explicações sobre o meu estado marital - quando eu estou DEIXANDO o país dele.

a coisa ficou tão bonita que o caga-regras, sem nos avisar, mandou chamar a polícia.
eu lá, linda e preta, totalmente posh beckham nos meus sapatos de 5 euros comprados na street shoes, resolvo me virar e WOOHOO, a gestapo inteira atrás de mim.
aiquemoção, morri (espero que as câmaras de gás modernas tenham tv a cabo, adsl, ar condicionado e frigobar com biscoitos e sekt geladinho- tudo bem kosher, naturalmente).

mas não. só me levaram pro canto e, depois que eu concordei em apresentar a certidão de casamento SEM FALTA na volta, eles concordaram em me dar apenas três bordoadas na cabeça - ao invés das 30 que estavam programadas - e um pedaço de algodão pra ajudar a estancar o sangue.

uns gentlemen, esses chucrutes; quem diria.

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October 16, 2007 home, sweetest home

chegamos em casa no domingo à noite para passar a semana. ele a trabalho, eu respirando aliviada por poder me livrar, ainda que temporariamente, daquela gaiola asquerosa onde me escondo na baixa saxônia.
detesto apartamentos porque detesto vizinhos. detesto o retardado imbecil do andar de baixo que fica ouvindo música techno até meia noite e detesto o casal de elefantes que mora no andar de cima - sim, porque eles só podem ser elefantes para fazer tanto barulho simplesmente andando.

o silêncio do meu quintal, quebrado apenas pelo ruído de um trator ao longe, o ocasional berro dos faisões e magpies, um esquilo mudando de galho ou simplesmente o vento nas folhas das árvores... explicar está muito além da minha pouca fluência. passo os dias sentada no jardim respirando a pureza do ar e deixando meus olhos se perderem ora na grama, ora no céu azul, ora nas últimas flores que nascerão esse ano.

minhas encomendas de livros e DVDs na amazon UK chegaram em UM dia.
aprendi que jogar cointreau no chocolate quente o transforma em uma outra experiência, ainda melhor do que a habitual.

home, sweet home - quase literalmente.
volto já.

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October 11, 2007 all is full of love.


eis a mensagem de hoje (com os cumprimentos da Bjork).
espero que o alvo a compreenda.

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October 10, 2007 when the past spits in your face

uma vez há muitos anos atrás, quando eu ainda brincava de escrever cartas, tive um correspondente estranho.

ele morava num subúrbio do rio e escrevia cartas tão longas quanto desconexas, geralmente à lápis, e a caligrafia era tão ruim e o lápis tão fraco sobre o papel que eu levava meia hora para decifrar cada parágrafo. ele falava sobre syd barret, substâncias alucinógenas, festinhas juninas de rua, política internacional, como tocar instrumentos imaginários e fazer sexo com meninas por dinheiro.

certa vez me mandou uma foto. um quarto humilde, paredes sujas e rabiscadas cobertas por posters vagabundos dos beatles e xerox de matérias de revistas com o syd barret. de pé no meio do quarto, um rapazinho de uns 15, 16 anos, pálido, esguio, cabelos castanhos longos e uma beleza absurda, não tradicional. menos tradicional ainda era o que ele estava vestindo: a camisola da mãe, daquelas de tergal branco barato com bordados cafonas que a gente encontra aos montes nos camelôs.

um dia as cartas pararam de chegar daquele endereço. escrevi perguntando se ele estava bem e fiquei sem resposta. um amigo em comum que tínhamos me confidenciou que ele havia tido uma crise e se retirado das correspondências (a natureza da crise eu desconheço, segredo guardado entre amigos talvez e eu não insisti pela verdade).

anos depois, eu de visita ao brasil, numa festinha rock regada a música perfeita, vinho chapinha e cerveja de um real (daquelas que habitam memórias etílicas de adolescentes crescidos), na companhia do tal "amigo em comum" quando ele me aponta um rapaz no meio da multidão: "olha lá o P..., você chegou a se corresponder com ele, não é?"

meus olhos encontraram um homem barbado, acima do peso, jeans+camiseta+casaco+adidas+tênis, mãos dadas com uma dessas garotinhas BEM inhas.
os lindos cabelos castanho claros haviam sido devidamente tosados na forma de um corte padrão de macho indie.

"ele mudou muito depois que...", disse o amigo.
"...", completei eu.

às vezes é melhor deixar algumas pessoas no passado, onde elas de fato pertencem.

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October 05, 2007 numeradinhas de hoje.

1. eu acho a palavra "oportunidade" breguíssima.
pessoas que dizem estar "procurando uma oportunidade" não merecem encontrá-la.

2. recomecei atkins. yep, de nuevo.
ingeridos até o presente momento: dois copos pequenos de diet coke, uma fatia de queijo amarelo, uma xícara de café.
meu humor vai piorar nos próximos dias - segura o capacete, arnaldo!

um queridíssimo amigo meu dizia que "não há nada mais sexy do que uma italiana peituda batendo um pratão de espaguete."
é o seguinte: eu não sou italiana. não fico bem peituda. consequentemente, tenho que abandonar o espaguete (e o pão, a batata, o açúcar, o leite, os frutas e boa parte dos legumes).

atkins não é de deus.
but then again, começar a não caber nas calças que você comprou DEPOIS que ganhou uns quilos, também não é.

3. kate nash é legal. "nicest thing" é uma fofura.
mas aquele sotaque de participante de big brother UK me tira o tesão de baixar o álbum.

4. nessas comunidades "clube do bolinha" do orkut, mulheres são sempre vistas como teletubbies ou enfeites, independentemente de QI.

5. os títulos que os usuários do MP3tube dão às músicas me esvazia o peito da pouca fé que tenho na juventude.

6. eu tenho medo da renee zellweger.


parece que a cabeça dela nasceu 30 anos antes do resto do corpo.

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October 04, 2007 o sonho acabou.

então eu não fui sorteada para o show do led zeppelin.
mais de 20 milhões de pessoas se cadastraram, mas apenas 10 mil nascidos-com-o-rabo-para-a-lua serão convocados para comprar ingressos.

já imagino o ebay cheio de tickets sendo vendidos a 1836252763738 libras. assim é a vida, a época da inocência acabou, etc.

oh well. ficarei na torcida por uma world tour. aliás, se eles se derem conta da fortuna que poderão fazer com uma mini turnêzinha mixuruca só pela inglaterra, isso é quase certeza.

dados cruzedos.

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October 03, 2007 make a wish

curiosas as fases pelas quais passamos no nosso relacionamento com os pais.
na infância eles sabem de tudo. na adolescência, já não sabem de nada.
quando crescemos, percebemos que, de fato, eles não sabiam de nada; nem eles, nem nós, nem ninguém.


feliz aniversário, mamãe.

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September 21, 2007 hang the dj

quero que o imbecil do andar de baixo engasgue com o próprio sêmen e morra.
música tecno, volume máximo, 24 horas por dia NÃO DÁ.

me sugeriram pôr o despertador para tocar às três da manhã, calçar tamancos de madeira e sapatear pela casa. adorei. perco umas calorias e o punheteiro perde o sono.

e agora, da série "too much information":
estou com dor de barriga e na alemanha não existe elixir paregórico.

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September 20, 2007 partidas e despedidas

acabo de voltar de frankfurt. larguei meu pai no aeroporto.
ele me deu um beijo na bochecha. sinceramente não me lembro de ter ganho um beijo dele na vida. não que ele seja um carrasco insensível. apenas não é um tipo "beijo-abraço-grude" de pessoa. eu também não sou.
espero, no entanto, que o beijo não tenha sido o último. quando seu genitor já passa dos 70, você se pergunta.

boa viagem, meu querido velho chato - love ya. :)

ah, sim.
assisti a isso e me senti velha. depois, parei, pensei e reconsiderei.
velhos são ELES.

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September 07, 2007 soon autumn

papai chega amanhã. os quase três meses que ele passou em jersey cuidando da nossa casa chegaram ao fim e amanhã vou pegá-lo no aeroporto de hannover. preciso encontrar coisas para manter o velhote ocupado.

o frio está chegando também, espichando suas asas geladas e soprando seu bafo frio nas minhas costas quando ouso pôr as patas pra fora de casa com menos de duas camadas de roupas por cima. os cafés já começam a recolher as mesinhas para dentro. embora os dias curtos, escuros e frios não sejam exatamente uma maravilha, não estou exatamente triste.



logo as últimas flores do meu jardim improvisado na varanda vão morrer e vou ter que usar essas meias medonhas em casa o tempo inteiro - sob o risco de perder meus dedos para o frostbite. mas o frio é uma excelente desculpa para enfiar quantidades absurdas de geléia bonne maman goela adentro e acender minhas lanterninhas mais cedo.

1. Liste sete hábitos estranhos
- eu uso amaciante de roupas em excesso. umas quatro vezes acima da dose recomendada. compulsão.
- eu assisto paraíso tropical quase todo dia, pelo globo media center.
- eu sou viciada em comprar cadernos. não aqueles simples, escolares; mas não posso ver um caderno/journal com capa dura e bonita que levo para casa. já devo ter uns 30.
- eu detesto pentear o cabelo e escovar os dentes. tipo, MUITO. não sei como ainda tenho todos eles.
- eu não tenho saco para pessoas que fazem de tudo para parecer diferentes/originais/hype.
- eu quero juntar dinheiro para fazer uma cirurgia plástica, mas não consigo.
- eu tenho medo de libélulas.

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August 15, 2007 2do B4 I die


01. Aprender a jogar pôquer.
02. Perder peso e continuar magra.
03. Escrever um livro.
04. Sair pelo mundo com uma mochila nas costas, sem destino.
05. Ver a aurora boreal.
06. Ter um jardim do qual me orgulhar.
07. Ver R.E.M. ao vivo.
08. Ver todos os filmes da minha lista no IMDB.
09. Aprender a dirigir (mesmo que não dirija nunca mais)
10. Falar inglês fluentemente
11. Mas sem nunca perder meu sotaque.
12. Fazer pelo menos mais UM grande amigo.
13. Ficar até tarde da noite conversando com pessoas interessantes.
14. Gastar mais dinheiro, porque é para isso que ele foi feito.
15. Pensar mais rápido quando tiver que agir.
16. Pensar mais, antes de agir.
17. Aprender a tocar guitarra, ainda que mal.
18. Ser menos insegura.
19. Comer todas as porcarias que eu quero.
20. Melhorar minha caligrafia.
21. Beber mais água.
22. Descobrir música interessante.
23. Parar completamente de me importar com o que pensam de mim.
24. Dançar na chuva.
25. Plantar uma árvore.
26. Comer um de seus frutos.
27. Ser mais criativa.
28. Ter um Natal Branco.
29. Conhecer Londres.
30. Conhecer Paris.
31. Me libertar do passado.
32. Aprender a desenhar.
33. Ter Paz.
34. Aprender a me amar como sou.
35. Parar de desperdiçar tempo.
36. Lembrar do que sonhei ao acordar.
37. Beijar sob a chuva.
38. Perdoá-lo.
39. Encontrar um grande amor.
40. Aprender a dançar a coreografia de Thriller inteira.
41. Ter alguém que acorde, pense em mim e sorria.
42. Encontrar o sutiã perfeito.
43. Ter um gato só meu.
44. Ser menos sensível.
45. Ser a pessoa que eu gostaria de ser.
46. Ficar menos tempo no computador.
47. 24 hours bedroom dancing party.
48. Fazer minha árvore genealógica.
49. Conseguir minha cidadania britânica.
50. Voar de balão.
51. Aprender a cozinhar, por hobby.
52. Escrever cartas para os meus amigos.
53. Inventar uma palavra.
54. Dizer a um taxista, "siga aquele carro!"
55. Digitar mais rápido.
56. Jogar The Sims.
57. Fazer um dialy paper journal.
58. Criar algo belo.
59. Ir a um cinema drive-in.
60. Ver a troca de guarda no Palácio de Buckingham.
61. Fazer um naked picnic.
62. Fazer o caminho de Santiago de Compostela (e desistir no meio).
63. Ter um "restaurante favorito" com alguém.
64. Fazer guerra de comida.
65. Escrever uma carta de amor.
66. Passear de gôndola em Veneza.
67. Comer uma pizza na Itália.
68. Usar filtro solar diariamente.
69. Assistir a um musical na Broadway.
70. Ganhar no Monopólio.
71. Cantar "New York, New York" em NY.
72. Tomar um banho de espuma.
73. Beber vodka na Rússia.
74. Celebrar meus desaniversários.
75. Ver as cerejeiras em flor em Kyoto.
76. Ver Morrissey ao vivo.
77. Navegar o Mississipi num barco a vapor.
76. Ordenhar uma vaca.
77. Andar de helicóptero.
78. Me hospedar num hotel 5 estrelas.
79. Ter uma coleção.
80. Ver a neve.
81. Ter um Jaguar XK140
82. Aprender a atirar.
83. Ver Tori Amos ao vivo.
84. Viajar pelo espaço.
85. Ligar para ele.
86. Ir para Tokyo com um cartão de crédito sem limite.
87. Ir a Disney.
88. Aprender a cantar.
89. Deixar o cabelo crescer.
90. Celebrar meus 50 anos num bungee jump.
91. Ler uma enciclopédia sobre História mundial.
92. Ler os livros da minha longa lista.
93. Aprender a falar italiano e francês.
94. Ter "O" perfume favorito.
95. Ser uma excelente fotógrafa e, quem sabe, fazer $$ com isso.
96. Comprar um aparelho de karaokê.
97. Não ser como 99% das pessoas que depreciam as outras para se sentir superiores.
98. Não sentir raiva de ninguém.
99. Fazer um testamento e planejar meu funeral.
100. Ter orgulho de mim mesma.

(to be updated...)

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August 12, 2007 i'm off my medication

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