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All we need is just a little patience

Eu sei que vocês estão esperando mais fotos da casa, mas a vida anda complicada. Problemas chatos de família. Problemas chatos de saúde. Problemas. Chatos, muito chatos. Chatice inevitável, daquelas que você precisa aceitar e empurrar com a barriga - porque tentar pular por cima, feito corrida de obstáculo, só vai causar um tropeção. Muita calma nesse momento. Saber esperar, e admito não ser muito boa nisso.

O “oceano” de caixas marrons de papelão que nos rodeava diminuiu consideravelmente, graças ao meu esforço proativo. Esvaziei DEZOITO delas, das grandes, numa só noite. Sozinha. E isso foi apenas UM cômodo - a cozinha. Esvaziar caixas de mudança é um exercício curioso de expectativa e frustração. Descobri que o item que você MAIS deseja desempacotar será *sempre* o último item no fundo da última caixa. Antes dele, você vai desembrulhar trezentas coisas que farão com que se pergunte, “mas POR QUE afinal eu trouxe isso???” Enfim. Agora o oceano de caixas se transformou em várias pocinhas de tamanhos variados; a maioria delas concentrada no closet e no quarto em cima da garagem. Mas ainda ocupa espaço. E eu gostaria de já ter resolvido isso. Mas no momento o exercício da vez é o da paciência.

O conservatório estava uma cópia carbono do inferno de Dante até semana passada. Consegui organizar a área, que estou usando para secar roupas num pequeno varal portátil (a secadora da casa não funciona; preciso instalar a minha, mas só depois que a cozinha nova estiver no lugar) e também para pintar móveis. Ainda está em fase de transição, mas já demonstra potencial para se transformar num cantinho de relaxamento e contemplação. Tudo o que eu precisava para ONTEM. Mas por ora temos o potencial, e já é alguma coisa.

Esse baú de madeira pertencia ao pai do Respectivo; era onde ele guardava os seus pertences pessoais no internato. As cadeiras de rattan foram compradas numa pequena fábrica na subida para a serra de Petrópolis no Rio de Janeiro, comecinho de 2005. Gosto muito delas embora não combinem mais tanto assim com o meu estilo. Às vezes a gente precisa ligar menos para coisas como “estilo” e mais para coisas como conforto, familiaridade e contentamento. Deve ser a velhice chegando, e concluir isso no mesmo dia em que uma vendedora de loja perguntou se meu pai era meu IRMÃO (ele tem 80 anos) é, de fato, alguma coisa. :)

Essa é a metade do sofá que ficava na nossa sala em Jersey. A outra metade está na sala aqui em Londres. Por enquanto a metade menor do sofá vai ficar morando aqui no conservatório. No fim da tarde a luz do sol incide diretamente sobre ele, e se não faz muito calor lá fora é uma delícia curtir o solzinho ali. Se faz calor, então o conservatório vira uma sauna e é preciso abrir as janelas. As paredes, de tijolinho como o exterior da casa, foram pintadas de cinza claro. É um tom elegante, que ressalta os móveis brancos e a moldura das janelas e portas; mas por ser neutro também permite que se adicione cor ao esquema com acessórios. Ainda nem comecei, mas enfim.

Lembram desses caixotes que eu usava na sala da casa anterior? Pintei alguns de branco para usar com outras finalidades. Esses dois aí vão guardar flores e livros. :)

Esse banquinho (?) de ferro foi uma compra impulsiva na Home Sense. Não sei se me arrependi, mas ainda acho o pequeno tão bonitinho como quando me apaixonei por ele na loja:

Estamos com um pequeno problema de excesso de móveis para jardim. Herdei alguns do antigo dono desta casa, trouxe os meus de Jersey (inclusive os que também herdamos com aquela casa) e comprei mais um. Ou seja. Mentalmente já encontrei destinos para todos; falta apenas o esforço físico de mudá-los de lugar. Tudo a seu tempo. Lembrando: paciência.

Já comprei algumas plantinhas, no entanto. Tem um mercado de rua três vezes por semana aqui pertinho que é o paraíso das flores a preços amigáveis. E dos CDs de música estilo “trilha sonora de Anos Dourados”. E de trailers vendendo bife, queijo, frutos do mar, sapatos, roupas usadas e “antiguidades” (tralhas). Meu tipo de mercado de rua. E um dos mais antigos da Inglaterra, também - existe no mesmo lugar há cerca de 800 anos.

Essas cadeiras verdes nós herdamos com a casa (tem uma mesa, também). Falta um pedaço de madeira nessa aqui. Planejo fazer um makeover em breve.

Makeover que, em parte, já aconteceu. Porque quando herdamos essas quatro cadeiras, elas eram assim:

A primavera empacota as malas para partir; o verão desponta no setor de desembarque. As folhas já mudaram de cor, de verde claríssimo para um verde mais “folhoso” (dã), denso como as copas das árvores que há poucas semanas estavam ainda quase peladas. Custou a vir, esse verão. Ainda claudicante (choveu semana passada e o céu emburrou por vários dias), mas as malas já estão na esteira. Carimba logo esse passaporte, seu lindo. :)

O dragão veio da Home Sense. A pequena gárgula foi sobra da festa de Halloween que eu planejei mas não fiz ano passado. Hoje eles protegem no jardim. Isto é, apenas quando o dragão não está dormindo e a gárgula não overdosou em Prozac.

Por falar em Prozac, adivinha quem está MUITO feliz com o calorzinho? Dica: não são (apenas) os gerânios.

E nem apenas a gata. ;)

Vem logo, verão. Estamos precisando e muito de luz.
Mas sem correr, viu? Esperar por algo bom e garantido é quase tão gostoso quanto esse sol da manhã.

Paciência. ;)

Said, woman, take it slow
It’ll work itself out fine
All we need is just a little patience
Said, sugar, make it slow
And we come together fine
All we need is just a little patience
[x]

DIY Fail

Eu adoro pintar coisas; sou a maluca do pincel. Sei lá, existe algo extremamente gratificante em sair por aí colorindo o mundo com as minhas tonalidades preferidas. Comprei esse potinho de tinta esmalte (Tea Rose”, linha Japlac da International Paints) para pintar a moldura do meu espelho - mas estou achando que para essa peça em particular, cheia de ranhuras e reentrâncias, talvez tivesse sido melhor usar tinta spray. Vou tentar mais tarde, com mais empenho, depois que usar fita crepe e jornal para proteger o espelho em si de pinceladas acidentais.

Comecei então a pintar uma cômoda velha da Ikea que tenho aqui no estúdio; ela não é de boa qualidade e eu estava considerando jogar fora, mas fiquei com pena quando fiquei sabendo que ela saiu de linha e não é mais fabricada.

Ainda está longe de terminar o trabalho, mas… acho que me arrependi. A cor é linda, mas o acabamento não ficou lá essas coisas (vou dar outra camada de tinta, claro). E é óbvio que esse papel contact de florzinhas tosco vai sair daí. Mas agora estou achando que a Ikea estava certa ao tirar essa cômoda de linha, porque ela é mesmo meio cafona e com isso eu talvez tenha desperdiçado 1/4 de pote de tinta. :(

Acho que amanhã eu vou recomeçar no espelho.

Skip to the loo, my darling

Eu sempre quis um banheiro verdinho. Não necessariamente na cor das paredes, mas na presença da natureza. Sabe aqueles banheiros de catálogo de decoração cheios de potes de plantas, samambaias escorrendo pelas paredes, suculentas de cores variadas? Pois é. Infelizmente nenhum dos banheiros da casa alugada tinha luz o suficiente para permitir que plantas sobrevivessem - na verdade NENHUM canto daquela caverna era agraciado com luz natural.

Agora que esse já não é mais o caso (hurrah!) eu finalmente poderei começar a minha temporada de jardinagem interior. Estou apenas começando (são só alguns potinhos), mas já planejo pendurar plantas na parede, pôr potes maiores no chão e basicamente transformar meu banheiro numa filial européia da Mata Atlântica. :)

Essa ivy (hera) é forreals. Hera é fácil de manter, não requer tanta água (mas não a deixe secar!) ou atenção, sobrevive em condições de luz menos generosas mas até que gosta quando rola um solzinho - note como as folhas já estão se voltando em direção à janela.

Esse potinho azul contém Saxifraga White Star (olha que meiga). Não consigo descrever a sensação de escovar os dentes podendo admirar uma plantinha viva. Acha idiota? Faça o teste. Melhor que isso só o meu banheiro em Jersey, onde eu tinha a oportunidade de tomar banho observando vacas pastando no terreno do vizinho.

Minhas piriguetes vintage de maiô - em technicolor! Por alguma razão achei que o banheiro seria o cenário ideal para essa cena de irmandade feminina 50s. Meio feminista, meio blog de moda - “tons pastel são a nova tendencinha primaveril; INVISTAM NO LOOK, meninas! Mas eu pegaria leve nesses sapatos combinando com a roupa porque essa vibe é muito anos 80 e não combina com o espírito pin-up que estamos tentando emular aqui”.

Dizem que perfume estraga exposto à luz e eu até entendo a química por trás do conselho; por isso os meus vivem no cantinho menos iluminado do banheiro. I’m hoping for the best.

De vez em quando gosto de abrir a janela para deixar a natureza de fora entrar, também. Vai ser legal ver essas árvores mudando de cor e forma durante o ano todo. :)

Red Door One

Foi assim que batizei a nossa casa no check-in do 4Square.

Temos uma porta vermelha. O número é um. Estou tomando Rivotril e bebendo prosecco. As coisas poderiam estar piores. Eu podia estar bebendo cava barata. Ok, na verdade a cava barata estaria de excelente tamanho. Não sou exigente em termos de álcool, exceto quando se trata de vinho não-espumante. Vinho espumante precisa ser muito, mas MUITO ruim para eu desgostar. E estou mudando de assunto mais rápido do que esvazio essa garrafa.

Há mais de uma semana sem internet em casa. O telefone foi desligado e ainda não voltou nessa parte da cidade; mas hey! desde ontem a banda larga da Virgin Media (Deus abençoe a fibra ótica!) está up and running e agora eu posso alimentar minhas vaquinhas no Farmville a fim de me acalmar nos horários de pico das crises de ansiedade. Minha saúde não anda muito boa e, como sempre acontece nesses momentos, a saúde psicológica fica ainda pior. 

Estamos na casa nova há pouco menos de duas semanas. Ou melhor, EU estive. Chegamos aqui carregados de caixas numa sexta feira, e na segunda seguinte Respectivo picou a mula para Dubai, onde passou dez dias. Fiquei sozinha rodeada de coisas para fazer, o que em situações normais me encheria de entusiasmo e animação - arrumar lugar para as coisas depois de uma mudança é parecido com brincar de casinha. Infelizmente meu sistema digestivo não anda colaborando e eu me transformei numa pilha de nervos ambulante. Não vou entrar em detalhes trágicos, mas eu realmente não precisava de mais stress em cima de uma mudança de proporções mamutísticas. Re-al-men-te.

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Enfim. Cá estamos no subúrbio, ainda mais subúrbio que o subúrbio anterior. O borough de Havering está praticamente dentro de Essex (porém londrino o bastante para ser servido por Nigh Buses!) mas estou de tal maneira apaixonada pelo meu jardim que, honestamente, eu poderia estar até em Norfolk; no shits would be given. 

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Estou considerando plantar umas daquelas roseiras trepadeiras na frente da casa, ou aquelas heras verdes/vermelhas que sobem pelas paredes. E a vontade de plantar um pé de Magnólia ali no cantinho também é grande. Vamos ver como fica - ou seja, vamos ver quanto CUSTA. :)

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Essa é a minha nova escrivaninha no meu novo escritório. Perceba a quantidade de luz (essa foto foi feita no fim da tarde). Depois de viver numa caverna mal iluminada pelos últimos dois anos, ter toda essa luz à disposição é um verdadeiro luxo.

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Arrumação temporária, claro. Ainda há surpresas dentro de caixas que nem tive tempo de abrir.

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Não há “decoração”; simplesmente tirei coisas das caixas e empilhei da melhor maneira possível. Se tudo der certo, terei anos para descobrir novos lugares para todas as coisas e novas coisas para todos os lugares.

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Sala, que vai mudar bastante em breve. Essa lareira elétrica será demolida e substituída por uma de verdade.

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Mesinhas laterais feitas de caixotes. Temporárias, claro - mas melhores que as caixas de papelão que ocupavam antes o mesmo lugar. O fato é que estou achando OK e com vontade de simplesmente pintar esses caixotes… Mas nah, não farei isso porque minhas mesas laterais (que vieram de Jersey e estão num galpão até segunda ordem) valem muito a pena. :)

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Cantinho de leitura temporária. Estou realmente amando toda essa luz.

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Jardim querido. O ex-dono da casa está deixando todos os móveis  externos - sem contar o equipamento, como cortador de grama, leaf blower, etcétera. Economizaremos um bom dinheiro com isso. Tô quase perdoando o cara por ele ainda não ter tirado as tralhas dele da garagem…

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Móveis de jardim herdados. Um pouco de primer, uma tinta colorida e vai ficar lindo. ♥

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Como se vê, eu herdei MUITOS potes. ♥

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Alguns vizinhos. Por sorte longe do cafofo e não conseguem ver o que se passa no jardim. :)

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Janelas da cozinha, um dos meus lugares preferidos da casa. Depois de reformada va ficar linda. :)

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Gerânios comprados hoje, minha primeira aquisição no mercado de rua do bairro. :) E eis o carvalho centenário que mora no jardim:

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Quando compramos a casa, uma cláusula determinava que o carvalho poderia ser aparado, mas jamais cortado. Concordamos, e quem não haveria de? Como jogar no chão uma coisa tão linda? Em breve, fotos do bichinho cheio de folhas - o paraíso dos esquilos. :)

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Pôr do sol, um dos primeiros. Tomara que seja o primeiro de muitos.
Desde que meu estômago colabore.

E eu adoraria escrever mais, mas… Benzodiazepine + alcool não costuma ser uma boa combinação, a coisa tá séria e vejo elefantes voadores rosados à minha volta. E antes que eles caiam na minha cabeça prejudicada, me despeço. Em breve a gente volta por essas quebradas. ;)

Ikea Trip, Part 2

Segunda parte da visitinha à Ikea. Não fiz muitas fotos das cozinhas porque era fim de semana e estava tudo meio lotado; na próxima visita eu conserto isso. :)

Essa cozinha aí embaixo é parecida com a que tínhamos em Jersey; a diferença era o layout e os puxadores.

Adoro essas pias de cerâmica, bem tradicionais.

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E esses azulejos estilo hidráulico na parede? Sou apaixonada pelas versões originais, mas são caras e difíceis de achar. Existem alternativas mais baratas e tão bonitas quanto (como a dessa parede), e estou considerando-as para a casa nova.

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Tudo bem sinalizado, com dicas, preços e as etiquetas com a localização exata de onde encontrar as peças no estoque. O próprio cliente pega as caixas e leva para  pagar. Na Ikea não tem moleza alguma, e é justamente por isso que o preço é tão baixo. :)

O departamento de iluminação é outro favorito:

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Tralhas variadas:

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Adoráveis as ilustrações dessa bandeja:

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Caixas para todas as necessidades (essa é apenas uma pequena amostra da seção):

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Pelúcias fofas e baratinhas. ♥

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A área de têxteis:

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Molduras:

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E that’s all por enquanto. :) Voltarei muito em breve porque muitos planos estão no horizonte, e mais fotos virão. Estou colecionando idéias de personalização dos móveis da Ikea internet afora, e esse projeto fantástico de transformação das estantes de livro BILLY certamente será posto em prática na biblioteca. Veja como ficaram ainda mais lindas depois de pintadas!

Para quem quiser se inspirar, aqui temos 25 links de personalizações bem interessantes e criativas; olhem que coisa adorável essas luminárias com cobertura de crochê. E sempre há os excelentes boards de Ikea Hacks no Pinterest. :)

Ikea Trip

Sorry pelo sumiço, galere. ♥ Nesse meio tempo tive uns problemas com internet, fiquei offline por alguns dias e comprei uma casa; mais sobre essa última muito em breve. :)

E também fiz umas visitinhas à Ikea para checar as novidades no estoque (como é de praxe, hahaha) e comer as minhas amadas almôndegas suecas. Há um tempinho atrás algumas pessoas me pediram fotos do interior da loja porque tinham curiosidade; bem, eu acredito que existam fotos assim rolando pela internet - mas como eu estava lá mesmo e com o celular na mão… Fiz algumas fotos para mostrar aqui. :)

Desculpem a qualidade; a Ikea usa muita iluminação indireta, então nem sempre é 100% claro. Fora que era preciso fotografar rápido, antes que alguém passasse na frente. Dica de insider: nunca visitar a loja aos fins de semana, a fim de evitar o tumulto. E depois, com o cartão Ikea Family, de segunda a quinta feira você ganha café ou chá de graça no restaurante. Mais um incentivo para ir gastar o seu dinheiro em todas aquelas coisas que você nem sabia que não precisava. :)

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A entrada das lojas da Ikea são sempre muito imponentes. Em parte pelo tamanho das ditas cujas; entre estoque e showroom elas ocupam MUITO espaço. E também porque rola todo um efeito psicológico, mais ou menos como as igrejas que antigamente eram construídas em tamanho “extra large com fritas” e com a mais alta tecnologia arquitetônica disponível na época, a fim de exaltar a glória de Deus, impressionar os fiéis e convencer a galera a pagar o dízimo. AMÉN, IKEA!

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A primeira coisa que te recepciona é esse display enorme de velas perfumadas. Acho que essas velas (e as tealights pequeninas) devem ser dos produtos mais vendidos da loja. São super baratas (sim, 95 centavos), duram vários dias, a cêra é de alta qualidade (nada de fazer uma chama alta e perigosa ou fumaça preta) e, quando termina, você fica com um copinho de vidro supimpa. :)

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Outro campeão de vendas; não sei de UMA casa aqui que não tenha pelo menos um desses lampiões simpáticos na decoração. Eu não resisto e compro sempre que eles lançam cores novas.

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Restaurante e café. Essas fotos foram feitas na filial de Edmonton à noite, ou seja, é por isso que está assim tão vazio. :) Os preços são sempre muito bons: eu e Respectivo  almoçamos com direito a entrada, sobremesa e bebida por 15 libras. E pode se entupir de “diet cola” à vontade, porque o refrigerante é refil. ♥

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E começam os displays! Tudo arrumadinho, como se a gente estivesse na casa de alguém e não numa loja. Você pode abrir portas, fuçar, medir, sentar, deitar na cama, na banheira… Só não pode usar os vasos sanitários para fazer xixi; eles são cobertos com um vidro a fim de impedir que algum desavisado tente se aliviar ali mesmo na frente dos outros para “testar a descarga”. :)

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Esse quarto é uma delícia; bem delicado, com toques rústicos (o tijolinho aparente na lareira e os baús de rattan aos pés da cama), conforto puro. ♥

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E essa parede com painel de madeira imitando as casas em New England? Love. ♥

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“Todos os móveis nesta área por menos de 535 libras”. É isso aí, com cerca da metade de um salário mínimo aqui você monta o seu quarto. Como não amar?

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Eles também dão valiosas sugestões de decoração para apartamentos pequenos; nas fotos acima, a entrada dos apartamentos de 35 e 55 metros quadrados - tem também um studio de 25m2. O bacana é que você pode ver a decoração por inteiro, como se estivesse dentro de um deles: quarto, sala, cozinha e banheiro. No de 55 metros quadrados deu até pra colocar closet e um quarto de bebê! O aproveitamento do espaço é inteligente, nada fica com aspecto de “amontoado” e sim de aconchegante e íntimo. Sou apaixonada por esses apartamentozinhos; se eu não tivesse tanta tralha moraria num desses fácil. :)

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A foto ficou borrada, mas eu acho essa penteadeira uma fofura. Ela é uma espécie de releitura modernizada das antigas penteadeiras do tempo das nossas avós, só que com linhas mais retas e clean, que não pesam no ambiente e funcionam em qualquer estilo de decoração. Acho que praticamente toda blogueira de moda sueca tem uma no quarto/closet. Se eu já não tivesse a minha antiguinha (que pretendo pintar), consideraria entrar para o grupo - das blogueiras que têm uma Hemnes, não de blogueiras de moda. ;)

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Aqui uma idéia bacana de customização: só jogar um tecido bacana por baixo do vidro da mesa. :)

Tem mais foto, mas eu não quero deixar esse post ainda mais pesado. Daqui a pouco eu mando o resto (cozinhas e afins), ok? PROMETO que dessa vez não vou sumir. ♥

Nothing is pure anymore, but solitude.

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Esses porta-velas são na verdade copinhos, mas gosto de usá-los como porta velas. Tanto os copos quanto as velas perfumadas são da Ikea. ♥

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Presentes de Natal: mais alguns filmes para completar minha coleção do Studio Ghibli. ♥

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Adoro essas frescurinhas de metal “rendado”, tenho dois vasos de plantas e esse porta lápis (que na verdade é um porta velas; eu gosto de dar diferentes utilidades às coisas). Os bonequinhos (que eu amo muito, por motivos de: fofura indescritível e alegria contagiante) são apontadores de lápis da Paperchase.

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Achei o CD de músicas natalinas do Frank Sinatra em algum jornal. Aqui os jornais costumam dar filmes e música de brinde, e você não precisa ser assinante e nem pagar extra. O Pocky de morango veio de Chinatown. Quando eu for ao Japão nem vou olhar para os Kit Kats; só vou querer saber de Pockys de sabores diferentes. Por enquanto os meus favoritos são morango, banana e chocolate branco. ♥

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Onde eu guardo metade dos meus penduricalhos. Eu já postei isso aqui antes? Não lembro. Enfim, as gavetinhas de acrílico maiores são da Muji, as menores são da Ryman. Debaixo delas, dentro de uma gaveta há outras duas caixas de plástico com divisórias da Ikea onde guardo peças maiores. E já está faltando espaço…

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Detalhe do banheiro. Eu acho que já ficou meio clichê/cansativo/carne de vaca essas “palavras de madeira” sendo usadas na decoração, mas achei a fonte dessa aí em cima tão bonitinha que não pude resistir. Tanto ela quanto a toalhinha floral, meio Cath Kidston inpired, são da Primark. A garrafa verde veio de alguma charity shop.

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Não fiz fotos da árvore de natal esse ano por puro esquecimento. Tirei essas antes de desmontar. Essa não é a minha árvore oficial, que está empacotada junto com o resto da mudança de Jersey em algum galpão desse reino. Essa é uma pequenininha, substituta, que tive que rodar três filiais diferentes da B&Q até encontrar. Era o modelo mais barato (10 libras) e estava esgotada em várias lojas. Tem 1.50m de altura e deu conta do recado. AS decorações vieram da ASDA, John Lewis, Hobbycraft, Paperchase e coisas que eu achei por aqui.

O bonequinho no topo, por exemplo, é um chaveirinho que eu comprei no porão de descontos de uma loja de departamentos na Alemanha. Ele dá risadinhas, gritinhos histéricos e fica “corado” (tem duas luzinhas na bochecha) se você o aperta. É um amor, me faz sorrir, custou apenas um euro e eu me arrependo de não ter comprado uns vinte para dar de presente a todas as pessoas de que eu gosto.

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O Natal em si foi tranquilo e gostoso. Decidi dispensar o peru e fazer um empadão de frango - quer dizer, marido fez, seguindo a receita que minha mãe passou por telefone. Ficou uma delícia. O inconveniente é ter que limpar essa bagunça depois, mas valeu a pena.

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Conforto: chá e livros bonitos. ♥

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Essa coleção com encadernação de couro da Barnes & Noble é maravilhosa. Trouxe esses três de Nova York, pesando horrores na mala mas como resistir?

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Todos são ilustrados, alguns de forma mais exuberante que outros.

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Queria ir ver Les Miserables hoje, mas o frio está literalmente congelando a meleca dentro do nariz. Ficarei em casa, jogarei uns óleos cheirosos na banheira e assistirei Heathers. Have a lovely weekend, everybody. ♥

Getting things moving.

Indo para Portsmouth hoje, a fim de pernoitar num hotel e estar de pé amanhã às seis para pegar o ferry para Jersey e passar uma semana desmontando móveis a fim de que a empresa que vai fazer a mudança venha buscar. THIS. IS. ACTUALLY. HAPPENING. Estamos mesmo indo embora. É estranho, mas não sinto tanta pena pela casa quanto pensei que sentiria. Eu estou mais feliz aqui e isso é FATO.

Vou aproveitar a semana para ver azamygas e fazer uma mini farra - comportada, claro, afinal uma delas vai trazer sua bebê a tiracolo; nossos dias de derreter sorvete no fogão para misturar com vodka estão no passado (pelo menos até baby Melanie crescer mais um pouco? haha). Enfim, serão dias corridos, cansativos, mas que são o começo da consolidação de algo que eu sempre quis. And for this I am very happy. ♥

No meio da deprê do último mês e da correria dos últimos dias eu nem tive tempo de registrar pequenas mudanças que fiz aqui, na casa temporária. Ok, no momento elas importam menos porque afinal estamos nos mudando (não tenho palavras para expressar COMO VAI SER LINDO ter novamente lava-louças e secadora de roupas, sem mencionar uma geladeira e um forno decentes). Mas enquanto a gente não começa a desmontar tudo por aqui também, queria falar sobre essa minha “estante” improvisada, para abrigar coisas que estavam vagando soltas pela casa. Esses caixotes de feira estão bastante populares por aqui e vêm sendo usados em displays de lojas, decoração de interiores, etc. Consegui esse lote por cerca de 10 libras cada na internet e ta-da! Resolvido o problema dos CDs e DVDS. Bem, os que temos aqui, né? Faltam os de Jersey. Oh well, vou precisar de uma biblioteca.

Outra coisa que eu queria há um tempão e só recentemente consegui por um precinho camarada: uma colcha de quadradinhos de crochê, com jeitinho daquelas que a gente encontra na casa da avó. Achei no mercado de pulgas em Lewes e peguei na mesma hora. Me arrependi de não ter pego a outra (eram duas), mas terei a minha chance de novo - eu espero. :) No momento estou usando como manta sobre o sofá.

As duas almofadas de patchwork da union flag eu também achei no mercadinho de pulgas em Lewes por uma mixaria. Assim como esse lindo (bem, pelo menos EU acho) jogo de café em porcelana; completinho, sem um arranhão ou lascado: dez lilibetes. ♥

Também acho que não havia mostrado ainda esse cantinho. Novamente, foi apenas um modo de colocar as coisas que ainda não tinham lugar definitivo desse lado do canal da mancha. A luz do abajur (muito mais delicada “em pessoa”) não favoreceu as fotos; mas sem ela ia ficar tudo escuro demais.

A maioria dessas tralhinhas vieram de brechós ou promoções em lojas como Dunelm Mill, TK Maxx ou Home Sense. Sou particularmente apegada a esse bule com detalhes em coração, que custou apenas duas lilibetes porque não tinha mais a tampa. Mas, como a idéia mesmo era usá-lo como vasinho, eu não me importei. :)

Outra coisa que eu trouxe de Lewes foi esse trabalho vintage em ponto de cruz emoldurado. Me apaixonei pelo tema, uma espécie de alfabeto floral.

Não decidi ainda onde ele vai ficar, mas como estamos de mudança isso não importa. Na casa nova terei liberdade para furar paredes onde quiser, mas também é possível apenas deixá-lo apoiado sobre uma mesa.

Telluride é uma cidade no Colorado e de um ski resort na mesma área. Segundo diz a lenda, o nome é uma abreviação para “To hell you ride”. :) De lá provavelmente veio esse cabideiro (or else) que eu também achei em Lewes. Vai ser bastante útil para abrigar casacos, chapéus e sombrinhas.

O galinho veio de uma loja de antiques em Rochester. Não acho que seja de fato antiguidade, porque não foi caro e já vi esses bichinhos articulados de madeira para vender em outros lugares, só que em tamanho menor. Enfim, eu adoro galinhas (e ok, patos, vacas, porcos, bodes e demais farm animals) e acho que este vai caber em algum lugar do novo cafofo… Por ora o penoso está meio deslocado.

Esse quadrinho veio de Sirmione e eu acho que vou colocar na porta de entrada como advertência para os visitantes. A gata não é feroz, mas é sempre bom lembrar que mini-poças de vômito e um ocasional cocô fora da caixa de areia são ocorrências comuns e vale a pena estar alerta. :)

The world is stone

stone, the world is stone
cold to the touch and hard on the soul
in the grey of the streets
in the neon unknown
i look for a sign
that i’m not on my own
that i’m not here alone

stone, the world is stone
from the far away look
without stars in my eyes
throught the halls of the rich
and the flats of the poor
wherever i go
there’s no warmth anymore
there’s no love anymore

so i turn on my heels
i’m declining the fall
i’ve had all i can take
with my back to the wall
tell the world im not in
i’m not taking the call

stone, the world is stone
but i saw it once
with the stars in my eyes
when each colour rang out
in a thunderous chrome
it’s no trick of the light
i can’t find my way home
in a world of stone

Technicolor House II - A Missão.

Prosseguindo com os requests, pediram fotos das paredes daqui de casa para ver as cores das quais eu falava. Eu já havia feito um post parecido, mas rodei os arquivos e não consegui encontrar. Vai ver as fotos estavam hospedadas em algum site mequetrefe e saíram do ar. Enfim, fotos novas, não muito boas por conta da bagunça, da luz ruim, - insira desculpa esfarrapada aqui -, MAS agora eu sou phyna e comprei um tripé. Doravante, se eu fizer fotos ruins, saibam de antemão que a “falta de luz” é, na verdade, preguiça.


A imagem acima dá uma boa idéia do “arco íris doméstico”. A parede azul é a do meu quarto, a bege rosada é a do corredor, a verde é a do banheiro do Respectivo e a amarela é a do quarto de hóspedes (praticamente vazio).


A tinta usada no meu quarto é da Dulux, e tinha um nome lindo que eu obviamente esqueci de anotar. Enfim, o tom é na verdade mais “aberto” do que aparece nessas fotos, bem relaxante e que eu carinhosamente apelidei de “azul soninho”, porque associo a cor à hora de dormir. É a minha cor preferida na casa. Só preciso arrumar alguma coisa para ocupar esse espaço na parede acima da cama - a idéia das janelas (vide post anterior) será posta em prática.


Parênteses para os quadrinhos fofos que achei por 50 centavos no brechó - e dos quais você não está conseguindo ver NADA por causa do reflexo da luz das janelas… Adoro gravuras antigas com motivos florais. A “penteadeira” é brasileiríssima e veio de Petrópolis, a mesma loja mencionada no post anterior onde achei a escrivaninha/secretária. Não consigo decidir se pinto de branco para seguir o esquema de cores do quarto ou se deixo como está. Idéias?


Banheiro do respectivo. Aquele que eu já desisti de decorar e tentar manter decorado. Fui radicalmente contra a escolha das cores, mas no fim acabei concordando, porque acredito que a melhor forma de se ensinar algo a alguém é deixar a pessôua quebrar a cara tentando. :) No fim das contas quem quebrou a cara fui eu, porque o resultado ficou interessante e nem tão escuro quando imaginei. O porco rosa gostou tanto que saiu do banheiro do térreo de mala e cuia para morar no “ervilhão”. Mas sabe qual é a melhor coisa desse banheiro?


Fora a vista para o jardim, é esse porta papel higiênico em formato de carro vintage (bastante apropriado), que foi encontrado dentro de uma caixa de papelão cheia de entulhos, indo pro lixo durante as obras da casa. Certamente pertencia aos antigos moradores, e eles certamente não queriam mais… Ok?


O “amarelão” é o “quarto” de hóspedes. Uma desperdício ver um cômodo tão grande vazio e mal utilizado. E pintado numa cor tão feia. Ok, eu confesso - fui eu que escolhi essa coisa tenebrosa. Em minha defesa, juro que na LATA a cor era linda. Igual às mousses de limão que mamãe fazia para a sobremesa. Tomada pela nostalgia obesa, meti a lata no carrinho e pintei sozinha o quarto inteiro de uma tacada só. Hoje em dia só consigo entrar nele usando óculos escuros.


Meu banheiro girlie. É o maior da casa e fui logo me apropriando dele com a desculpa (bastante válida) de que, sendo minina, eu precisava de um banheiro grande para estocar bagulhos - já que homens só precisam de uma prataleira para creme de barbear e pasta de dente. Bem, esse foi o meu jogo sujo pra conseguir o banheiro maior e não me arrependo. :) É verdade que o box do Respectivo é quase duas vezes maior do que o meu, but I don’t care - porque yes, nós temos banheira! A minha pia também pertencia à casa e estava quase sendo jogada fora na reforma. Instalada, eu transformei um pano de prato em cortininha para esconder a bagunça e pus cestinhas de vime no fundo. Esse espelho com moldura de mosaico de vidro foi comprado por 30 reais no Rio, numa lojinha multi-uso chamada “Casa do Queijo”. Classy.



Ouvindo a Carla Bruni-Sarkozy cantando no Blip. Que musiquinha chata e que vozinha irritante. As francesas e seu eterno penchant por forçar a barra. Será que projetar essa imagem de “eu sou tão frágil e delicada e sexy” 24 horas por dia nunca enche? É claro que não estou generalizando, mas observe essas cantoras modernas francesas e sua necessidade de cantar sussurando e fingindo estar sem fôlego. Isso me lembra um vídeo até bonitinho com a Vanessa Paradis, aka Mrs. Depp, mas que não passa de pretexto para mostrar a barriguinha, o cabelinho molhado, os olhinhos e o beicinho da menina (aos cat-lovers de plantão, o gatinho do vídeo é uma fofura à parte). Melhor que esse, só o clássico de Joe Le Taxi onde ela passa o vídeo inteiro dançando exatamente o mesmo passinho. A-do-ro.

E dois Tumblrs maravilhosos que descobri recentemente: Dear Old Love, onde os leitores enviam anonimamente pequenas notinhas que gostariam de ter enviado aos seus ex-amores. Inclui pérolas como “sinto falta de encontrar seus pelinhos no meu sabonete”, “senti o seu perfume no elevador e ele me fez voltar a 10 anos atrás; uma senhora vestida de adolescente é quem estava usando”, “eu ainda assisto todo dia aos seus programas preferidos de TV - aqueles de que eu nunca gostei”, “eu sempre preferi o SEU travesseiro… Agora que ele é só meu, não gosto mais tanto assim”, “mais do que qualquer outra coisa, eu sinto falta do seu cachorro”. Impossível não se identificar com pelo menos algumas. O outro no que me viciei horrivelmente é o Copycats, trazendo covers e remixes; é música feita por gente boa tranformada/reinterpretada por gente ótima, e dá pra direto ouvir no site. Enjoy!

Tea Time.

E porque nem sempre a gente pode escolher um dia bonito para o chá…

Parte dessas fotos não passa de desculpa barata para exibir minhas meias coloridas da NEXT, que eu adoro e vou levar para o Brasil; o problema é usá-las no CALOR. Porque eu já aceitei o fato de que não gosto de usar jeans e que vestidinhos doravante serão a base do meu guarda roupas - porém, acostumada a usar meias diariamente por aqui, não sei se me acostumo novamente a desnudar as pernas.

Winter in this city

Atendendo a pedidos, uma foto melhor da minha bureau desk(alguém sabe o nome desse tipo de mesa em português, que não seja “escrivaninha”?), versão fechada e aberta:

Desculpem a luz ruim e a presença da gata onipresente e preguiçosa (o- serve que ela pouco se mexe entre uma foto e outra. Comprei a mesa em bom estado por uns 80 reais no Brasil, numa loja de móveis usados em Petrópolis, região serrana do Rio. Já era branca, mas estava toda manchada - dei uma mão de tinta rápida quando chegou e nunca terminei o serviço. Em resumo, adoro os recortes das partes inferior, interna e superior (esta um pouco escondida pelos vasinhos de flores), as gavetas são bem grandes e a mesa é estável. Coube direitinho no vão da janela, e eu devia escrever mais cartas só para poder sentar nesse cantinho com mais frequência.

Por falar em cartas, recebê-las de amigos distantes é uma das pequenas coisas que iluminam manhãs cinzas como essa.

Outro dia eu estava no ônibus e ouvi o menininho perguntar à mãe “por que as árvores ficam peladas logo no inverno, quando faz tanto frio?”. Awww. Encontrar maneiras criativas de se responder a essas perguntas idiotas/geniais das crianças deve ser o grande barato de se ter filhos. As “peladas” vistas através da renda das janelas são até bonitas, quase tanto como a boneca que acabei de receber (devidamente restaurada) da minha amiga no Japão. Não parece (porque ela é séria), mas ela está muito feliz por ter voltado a ser linda.

Brunch (meu usual café da manhã + almoço quando acordo tarde): suco preferido que voltei a achar no supermercado depois de longa ausência, sanduba de queijo e salame, e o que sobrou da minha sopinha chinesa do jantar.

E essa parede tinha que ser minha, alguém discorda? ;) Infelizmente, não é. Achei no livejournal, mas sem a fonte.

 

Não jogue fora suas janelas velhas: pendure-as na parede! Eu estou considerando reutilizar as antigas (que vão ser trocadas agora) da casa da sogra como porta retratos na parede.

E isso me lembra de que a minha geladeira branca está muito séria e chata:

Family Affairs

Comprei quatro dessas cadeiras para pintar de branco e usar na mesa da cozinha (os bancos são desconfortáveis e quebram à toa). Originalmente era um conjunto de seis cadeiras, e eu fiquei com peninha de deixar as outras duas para trás. Fiquei me perguntando há quantos anos elas não estariam juntas; foi como se eu estivesse separando irmãs. Sim, eu preciso de tratamento psiquiátrico.

 

self acceptance is overrated.

Essa aqui é pra uma amiga minha, que sempre reclama que eu não posto fotos minhas aqui.

Contraste e saturação, que me deixaram com essa cara de fantasma e as flores como se fossem feitas de césio 137. Mas a paisagem é deslumbrante sem o uso de artifícios. Sinceramente; se você morasse num lugar tão bonito e tivesse a minha cara, ia perder tempo com auto retratos?

De alhos pra bugalhos: para quem leu o último post e achou o cúmulo da hipocrisia porque me considera uma consumista sem salvação e acha que eu não sei reciclar, olha só que gracinha o meu novo “vaso de plantas moderno”. Que na verdade é de plástico. E era a embalagem onde veio o meu saca rolhas novo (porque, como todos sabem, saca rolhas é objeto de primeira necessidade nessa casa). Minhas dálias ficaram lindas dentro dele, e recebi até elogios. Quiseram saber onde eu comprei e, depois de quase dizer SUPERMERCADO, SEÇÃO DE UTILIDADES eu mordi a língua, soltei um pigarro e disse que trouxe de Paris. Aham.

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E agora, um pequeno log da minha noite do último dia 16.
E depois ainda questionam a minha necessidade de CAIR.FORA.DESSE.LUGAR.

17:03 Marido foi pra chucrutelândia (aka. Hannover). Volta amanhã à noite. Vou ali aloprar e andar até à lojinha da vila pra comprar uma lata de leite condensado e beber inteira. Com gin, naturalmente.

18:35 Não rolou o leite condensado. Rolou comida chinesa, OVERPRICED e TAXADA. Alguém me dê uma porrada se eu algum dia voltar a pedir comida naquele china mercenário.

18:38 Barriga cheia, agora vou sair pra beber com a Júlia, porque não tenho coragem de ficar em casa depois de ter assistido a filminho de fantasma. WHAT A LOSER.

19:58 Então, não rolou SAIR pra beber porque me descobri sem um puto na carteira. Julia veio pra cá e nos acabaremos no gin. Bombay Sapphire, bee, porque eu sou fina.

20:55 Danou-se, porque a garrafa já era. Sobrou uma de Gordon’s e outra de suco de laranja. JÁ É.

20:58 PORRA A JULIA ESPATIFOU A GARRAFA DE SUCO NO CHÃO!! ESTAMOS SEM MISTURA!

21:40 Ok, acabamos de descobrir que gin com XAROPE pega bem. O problema é que o xarope também já acabou.

22:13 Descobrimos outra coisinha: misturar remédio com álcool = NÃO BOM. Ok, *eu* já sabia disso, mas preferi não compartilhar o conhecimento para não correr o risco de ter a idéia vetada.

22:21 Estamos derretendo sorvete para beber com o gin. O processo é meio lento porque não dá pra derreter no fogo, senão o negócio fica quente. Tem que deixar na pia e, de vez em quando, segurar o pote e niná-lo junto ao seio, como se fosse um bebê. Acho que daqui a uma hora vai estar no ponto e teremos vanilla gin-shake on tap. Por enquanto, estamos dançando na cozinha ao som dos CDs piratas do Roberto Carlos que a Julia trouxe de casa.

22:28ah esse amor que me arraaaasta, me caaaaaastra e me faz sofreeeeer

(dia seguinte) 09:26 Acordamos no chão gelado da cozinha, lambuzadas de sorvete derretido, em meio a cacos de vidro, poças de suco de laranja onde boiavam pedaços de comida semi digerida e fedendo a vômito (que deve ter sido da minha parte, vide os spring rolls chineses). Um frio do cão, mas pelo menos o xarope era dos bons e nem sinal de nariz entupido. Podia ser pior.

10:45 Depois de um banho quente e de limpar o chão da cozinha, indo até à lojinha da village comprar suco de laranja com o cartão de débito. Espero que aceitem, porque tipos, acabou o sorvete.

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P.S.: é claro que os horários do log foram chutados; eu não fiquei olhando pro relógio e escrevendo, porque afinal eu tenho mais o que beber.

Inspired by Nature

Quase todos os dias recebo convites para grupos no Flickr, a maioria que eu classifico como spam indireto. Mas vez por outra eu agradeço por ter sempre o cuidado de checar do que se trata antes de deletar xingando. Porque hoje eu descobri esse grupo, chamado “Interiores inspirados pela Natureza” e estou encantada até agora. O título é auto explicativo e a beleza dessas fotos/idéias está no fato de que a natureza é tão generosa que, não bastasse nos alimentar, também serve para decorar o cafofo; e não somente como matéria prima de móveis e tecidos.

Vejam só, por exemplo, a cozinha dessa pessoa; flores, pequenos vasos com folhagens, e até mesmo legumes trazendo cor e vida para dentro da casa. Para quem não curte gastar dinheiro com futilidades, um atrativo extra: depois de alguns dias você COME a decoração. E aí compra outra, e o ciclo se repete infinitamente.

Lindas também as idéias desse stream; já faz algum tempo que pensei em usar meus colares para decorar paredes, mas a idéia do “galho” é uma graça. Nesse caso ela usou uma réplica, mas imaginei pintar um galho seco com spray branco (ou envernizar, ou não fazer nada) e “plantá-lo” num vaso bem fofo para pendurar os colares. Ela ainda foi além e “emoldurou” os brincos mais bonitos; adorável. Isso fica especialmente legal com peças vintage, uma boa idéia para exibir a sua coleção e deixar tudo à mão quando quiser usar.

Essa é a época dos dandelions e, apesar de achá-los lindos, nunca consegui um resistente o bastante que pudesse ser colhido e transportado para decorar um vaso. Esse tipo aí embaixo deve ser diferente, mas a delicadeza é a mesma. Apaixonante. (by Elsiemarley)

Pequenos “achados” (pedras, folhas, flores e frutos secos, cascas e conchas de animais, etc) reunidos nessa pequena estante de madeira, criando uma peça de decoração única, de valor inestimável e com custo praticamente zero. Já foi dar uma passeada no jardim/quintal/parque hoje? Não se esqueça de olhar para o chão! E para os galhos das árvores, também.

Essas plantas gigantes se chamam “cow parsley” e são consideradas pragas. Se multiplicam loucamente durante um curto período de tempo no verão e logo em seguida morrem. São meio fedidas e vivem cheias de insetos pendurados, mas depois de secas (e secam naturalmente, sob o sol) o cheiro e os bichinhos vão embora e sobram as ramificações delicadas, elegantes, extremamente decorativas. A idéia dessa pessoafoi usá-las com esse fim:

Caso você não encontre desse tamanho, é possível usar menores, dentro de vasos longos. Fica igualmente bonito.

Aqui, como eu estou no meio do mato, é relativamente simples encontrar coisas assim. Meus vasos são decorados com plantas colhidas no jardim (mas morro de pena de retirá-las da terra e encerrar bruscamente o seu ciclo, espero até que elas estejam já meio caidinhas…), pedrinhas e conchas que encontro na praia, etc. Ainda estou no nível básico da arte da reciclagem, mas eu chego lá. O grupo também ainda está engatinhando, mas vale a pena ficar de olho e “colher” idéias para a decoração da sua casa.