
Eu sei que vocês estão esperando mais fotos da casa, mas a vida anda complicada. Problemas chatos de família. Problemas chatos de saúde. Problemas. Chatos, muito chatos. Chatice inevitável, daquelas que você precisa aceitar e empurrar com a barriga - porque tentar pular por cima, feito corrida de obstáculo, só vai causar um tropeção. Muita calma nesse momento. Saber esperar, e admito não ser muito boa nisso.
O “oceano” de caixas marrons de papelão que nos rodeava diminuiu consideravelmente, graças ao meu esforço proativo. Esvaziei DEZOITO delas, das grandes, numa só noite. Sozinha. E isso foi apenas UM cômodo - a cozinha. Esvaziar caixas de mudança é um exercício curioso de expectativa e frustração. Descobri que o item que você MAIS deseja desempacotar será *sempre* o último item no fundo da última caixa. Antes dele, você vai desembrulhar trezentas coisas que farão com que se pergunte, “mas POR QUE afinal eu trouxe isso???” Enfim. Agora o oceano de caixas se transformou em várias pocinhas de tamanhos variados; a maioria delas concentrada no closet e no quarto em cima da garagem. Mas ainda ocupa espaço. E eu gostaria de já ter resolvido isso. Mas no momento o exercício da vez é o da paciência.
O conservatório estava uma cópia carbono do inferno de Dante até semana passada. Consegui organizar a área, que estou usando para secar roupas num pequeno varal portátil (a secadora da casa não funciona; preciso instalar a minha, mas só depois que a cozinha nova estiver no lugar) e também para pintar móveis. Ainda está em fase de transição, mas já demonstra potencial para se transformar num cantinho de relaxamento e contemplação. Tudo o que eu precisava para ONTEM. Mas por ora temos o potencial, e já é alguma coisa.


Esse baú de madeira pertencia ao pai do Respectivo; era onde ele guardava os seus pertences pessoais no internato. As cadeiras de rattan foram compradas numa pequena fábrica na subida para a serra de Petrópolis no Rio de Janeiro, comecinho de 2005. Gosto muito delas embora não combinem mais tanto assim com o meu estilo. Às vezes a gente precisa ligar menos para coisas como “estilo” e mais para coisas como conforto, familiaridade e contentamento. Deve ser a velhice chegando, e concluir isso no mesmo dia em que uma vendedora de loja perguntou se meu pai era meu IRMÃO (ele tem 80 anos) é, de fato, alguma coisa. :)

Essa é a metade do sofá que ficava na nossa sala em Jersey. A outra metade está na sala aqui em Londres. Por enquanto a metade menor do sofá vai ficar morando aqui no conservatório. No fim da tarde a luz do sol incide diretamente sobre ele, e se não faz muito calor lá fora é uma delícia curtir o solzinho ali. Se faz calor, então o conservatório vira uma sauna e é preciso abrir as janelas. As paredes, de tijolinho como o exterior da casa, foram pintadas de cinza claro. É um tom elegante, que ressalta os móveis brancos e a moldura das janelas e portas; mas por ser neutro também permite que se adicione cor ao esquema com acessórios. Ainda nem comecei, mas enfim.

Lembram desses caixotes que eu usava na sala da casa anterior? Pintei alguns de branco para usar com outras finalidades. Esses dois aí vão guardar flores e livros. :)
Esse banquinho (?) de ferro foi uma compra impulsiva na Home Sense. Não sei se me arrependi, mas ainda acho o pequeno tão bonitinho como quando me apaixonei por ele na loja:


Estamos com um pequeno problema de excesso de móveis para jardim. Herdei alguns do antigo dono desta casa, trouxe os meus de Jersey (inclusive os que também herdamos com aquela casa) e comprei mais um. Ou seja. Mentalmente já encontrei destinos para todos; falta apenas o esforço físico de mudá-los de lugar. Tudo a seu tempo. Lembrando: paciência.

Já comprei algumas plantinhas, no entanto. Tem um mercado de rua três vezes por semana aqui pertinho que é o paraíso das flores a preços amigáveis. E dos CDs de música estilo “trilha sonora de Anos Dourados”. E de trailers vendendo bife, queijo, frutos do mar, sapatos, roupas usadas e “antiguidades” (tralhas). Meu tipo de mercado de rua. E um dos mais antigos da Inglaterra, também - existe no mesmo lugar há cerca de 800 anos.


Essas cadeiras verdes nós herdamos com a casa (tem uma mesa, também). Falta um pedaço de madeira nessa aqui. Planejo fazer um makeover em breve.

Makeover que, em parte, já aconteceu. Porque quando herdamos essas quatro cadeiras, elas eram assim:

A primavera empacota as malas para partir; o verão desponta no setor de desembarque. As folhas já mudaram de cor, de verde claríssimo para um verde mais “folhoso” (dã), denso como as copas das árvores que há poucas semanas estavam ainda quase peladas. Custou a vir, esse verão. Ainda claudicante (choveu semana passada e o céu emburrou por vários dias), mas as malas já estão na esteira. Carimba logo esse passaporte, seu lindo. :)


O dragão veio da Home Sense. A pequena gárgula foi sobra da festa de Halloween que eu planejei mas não fiz ano passado. Hoje eles protegem no jardim. Isto é, apenas quando o dragão não está dormindo e a gárgula não overdosou em Prozac.

Por falar em Prozac, adivinha quem está MUITO feliz com o calorzinho? Dica: não são (apenas) os gerânios.

E nem apenas a gata. ;)
Vem logo, verão. Estamos precisando e muito de luz.
Mas sem correr, viu? Esperar por algo bom e garantido é quase tão gostoso quanto esse sol da manhã.
Paciência. ;)

Said, woman, take it slow
It’ll work itself out fine
All we need is just a little patience
Said, sugar, make it slow
And we come together fine
All we need is just a little patience
[x]






























































































































































































