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Daiso stores

Como eu disse no último post, estive em Dubai semana passada; em breve a gente fala mais sobre os Emirados Árabes. :) Um dos passatempos locais é ir para o shopping (só na capital são cerca de setenta), já que durante o verão a temperatura fica pela casa dos 40 graus e ninguém quer ficar passeando pelas ruas. Outro passatempo é encarar engarrafamento, porque o tráfego fica pesado na hora do rush; táxis (com ar condicionado, claro) são baratos e há filas enormes para eles na saída dos shoppings.

No Dubai Mall (aparentemente o maior shopping do mundo, com cerca de 1200 lojas numa área equivalente a 50 campos de futebol) eu esbarrei numa lojinha chamada Daiso. É uma rede japonesa de “100 yen stores” (o equivalente a “lojinhas de 1,99) e que, se não me engano, já tem filiais no Brasil. Eu perdi quase duas horas daquela tarde fuçando cada prateleira e saí de lá feliz da vida com tudo isso aí embaixo, tendo gasto o equivalente a cerca de um pacote de mariolas. Result!

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Cadernos. Espero um dia me livrar do vício de comprá-los. Mas sempre encontro alguma utilidade para eles, então talvez uma rehab não seja prioridade. :)

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Na teoria, essa pomada deveria servir para tirar pontos pretos do nariz. A realidade: não estou nem aí se vai funcionar, comprei porque achei bonitinho. :)

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Tigelinha de polka dots e esmalte porque achei o vidro meigo e não tenho nenhum “rosa calcinha” na coleção. Infelizmente não me liguei no “nail art” do rótulo e o pincel do esmalte é fino demais - serve para fazer pontinhos e desenhos na unha. Whatever.

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Na vã tentativa de evitar que eu continue a queimar coisas na cozinha nas raras vezes em que me aventuro com panelas, comprei um timer. Não é uma graça o moranguinho? E é imantado, ou seja, dá pra pôr na geladeira. O estojinho de maquiagem traz um blush e um highlighter.

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O copo azul de vidro lapidado eu vou usar como porta velas. A caneca é muito mais lindinha do que essa foto ruim demonstra.

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Por fim, o item menos glamouroso (e talvez mais útil): palitos de dente descartáveis de plástico.

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Já tive desses, mas aqui eles custam caro. Taí um pote com 70 peças por uma mixaria. A parte com fio dental é uma maravilha, bem mais fácil de usar do que os fios comuns.

Palmas para a dedicação do marido, que aguentou as duas horas ao meu lado, carregando a cestinha com bagulhos, sugerindo produtos, se empolgando com os bichinhos meigos na capa dos cadernos e reclamando que eu deveria ter aproveitado e comprado mais, já que tudo era tão barato. Casei bem ou SUPER? ;)

This scar is a fleck on my porcelain skin.

Me pediram fotos do livro antigo em alemão que mencionei em alguma rede social, então resolvi mostrar todo o book haul que fiz na Oxfam:

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Tudo isso aí custou pouco mais de 10 libras (cerca de 30 reais), incluindo os livros antigos. O alemãozinho citado é essa belezinha aí:

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Apaixonada pela tipografia gótica, pelos esqueletos na capa e pelas ilustrações. Jamais serei capaz de ler nada aqui (meu alemão é não existente, apesar de ter morado por um ano na capital da baixa saxônia), mas o privilégio de ter essa preciosidade na estante e folhear/cheirar de vez em quando me basta.

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Sim, 2.49 dinheiros. Foi o mais caro da leva, aliás.

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Esse também é belíssimo, as ilustrações de paisagens e arquitetura da área da Bohemia são maravilhosas - e sim, esse está em inglês.

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Se há uma coisa que eu não costumo recomendar é maquiagem da H&M. Elas costumam ser MUITO baratas, mas em termos de qualidade dificilmente valem o pouco que custaram. Mas outro dia me deixei levar por embalagens bonitinhas e preço baixo:

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Ok, o blush foi uma boa idéia. Não é a melhor coisa do universo e não vai durar muito na sua bochecha - mas 1.99 não é preço de MAC, certo? E esse aí é bem mais visualmente agradável que aquelas embalagens foscas e sem graça.

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A rosinha brilhante ao centro é um iluminador. Até que funciona, para os meus padrões pouco exigentes.

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Compartimento inferior, com espelho e pincel grande e macio; o estojo em si é de boa qualidade.

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O brilho labial só vale pela embalagem com cara de bala. O produto tem consistência grossa de cola, faz os lábios grudarem e não tem cor alguma. Fail, H&M. O esmalte “perfumado” não tem cheiro de nada e o roxinho com glitter eu só comprei por essa embalagem linda com cara de “feita em casa”; não usei ainda, mas não tenho grandes expectativas…

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Voltando a falar de livros, achei essa gracinha aqui que estava cogitando comprar faz tempo, mas sempre evitando por achar caro. Achei no saldão da TX Maxx quase de graça e não resisti; sou fã enrustida da fofíssima Gemma Correll e estou oficialmente saindo do armário:

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Por fim, tive um dia de sorte em Chinatown; nunca consigo encontrar Pockys em sabores diferentes, mas essa última visita me renderam manga (versão mousse), chá, leite (mousse), lichia e banana (mousse).

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Pockys são palitinhos de biscoito com cobertura de sabores variados. São extremamente viciantes apesar de não serem nenhuma maravilha gourmet. Existem vários sabores especiais/limitados, e quando eu for ao Japão vou trazer de volta uma mala só de Pockys diferentes. :)

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Estou em estágio de pré-contagem regressiva para a mudança. Não empacotei nada ainda porque não tenho ainda uma data, mas tudo progride de acordo com o esperado e certamente Abril será um mês bastante movimentado, excitante, cansativo, estressante… A casa esrá em perfeito estado e não há muito o que fazer, mas é claro que eu vou querer pintar umas paredes e alterar alguns detalhes - carpete em escadas e corredores, por exemplo, eu não quero nunca mais. Tenho algumas fotos da casa que fiz em uma das visitas (o atual morador ainda está lá), mas todas muito escuras e ruins; fotografei apenas para ter idéia de espaço e começar a planejar os novos lugares para as minhas velhas coisas. ♥ Ter uma geladeira de verdade e uma secadora de roupas novamente? Mal posso esperar. ;)

Por ora, fiquem com esse link fofo que encontrei hoje: o What’s in Your Bedroom, uma versão decór do What’s in Your Bag. :)

cheap as chips.

Como eu sabia que uma colega aqui curte caveirinhas (assim como eu), comprei para nós duas essas cartelinhas de brincos na Primark:

Ok, as caveirinhas não são exatamente Alexander McQueen, mas tinha também uma cruz (a gente curte), os outros brincos eram usáveis e a cartela inteira custava apenas dois dinheiros. Ok, done deal. Mas qual não foi a minha cara de bunda quando, ao lhe entregar a bagulho, a caléga simplesmente franziu o nariz e disse, “Primark? Não, obrigada. Não uso nada de lá.” Slap! Tomou, Lolla?

Tá pensando que se trata de alguma pendenga ideológica com trabalho escravo/infantil ou que a Primark fez a Marisa praticando bullying gordofóbico com os consumidores?? Nope! A caléga simplesmente não compra em “loja de desconto” porque tem “vergonha de usar uma coisa que todo mundo sabe que custou barato” - palavras dela. Achei interessante a declaração e vim aqui perguntar pra vocês: procede? Alguém aqui tem problemas em usar roupas de lojas populares, mesmo se a qualidade não for tão inferior à das lojas de departamento?

Eu compro na Primark. Sempre o fiz, desde que descobri a loja. Prefiro os básicos, porque a qualidade tende a ser melhor, o preço idem e, sejamos honestos, quanto mais básica a peça menos ela grita aos quatro ventos ONDE foi comprada. Entre os meus mantras de consumo eu destaco a regrinha: roupa e sapato, quanto mais baratos melhor. A exceção são bolsas, porque são clássicas e sei que vão durar a vida inteira comigo. Já roupa eu vou detonar lavando na máquina, vão sair de moda, vão me cansar. Sapatos eu vou enfiar na lama, gastar a sola, meus pés vão crescer (sabiam que depois dos quarenta anos os pés crescem alguns milímetros por década??). Ou seja, não vejo sentido em pagar fortunas por essas coisas - apesar de não criticar quem o faça. Cada um torra (ou deixa de torrar) seus suados putos onde bem entenderem; o importante é alegrar a vida e movimentar a economia. ♥

Outro dia entrei na filial da Primark em Stratford pra comprar essa bolsinha de maquiagem que vi com outra amiga (que não tem vergonha de comprar lá):

Espaçosa, de camurça preta com apliques de pedrinhas douradas. Bem perua. Duas lilibetes. Infelizmente, como costuma acontecer quando eu adentro a imensidão do Preço Baixo, acabei sendo sugada para dentro do buraco negro das Barganhas Imperdíveis. UMA HORA depois, 70 lilibetes mais pobre, eu saí da loja com duas sacolas pesadas. Já vi muita gente inclusive colocando as mercadorias em outra bolsa antes mesmo de sair da loja, a fim de evitar o mico social que é sair por aí sacolejando o logotipo da Primark no braço. CUSPARADA NO PRATO EM QUE COMERAM, sabe? :) Enfim. Comprei uma pá de coisas, entre elas esse sapatinho aí embaixo.

Mesma idéia da bolsa de maquiagem, só que com pedrinhas multicoloridas. Ridiculamente confortável, uma gracinha desnecessária com um quê de carnavalesco que me deixará satisfeita se durar até o próximo inverno.

Essa bota foi uma compra mais incerta. Achei o modelo meio estranho, mas fui fisgada pelos spikes - que felizmente viraram de vez “tendencinha”, o que significa que poderei comprar pilhas e mais pilhas de qualquer coisa com detalhes pontiagudos, esperar a moda passar (e os spikes abandonarem os corpos dos clones fashionistas pelas ruas) e então usar à vontade.

Rodei um tempo com a bota dentro da cestinha e tentei várias vezes devolver para a prateleira, mas não consegui por motivos de: CONFORTO. Como a modelagem não é grudada no pé, dá pra usar com meia grossinha para proteger do frio. Parece que estou de Havaianas em pleno inverno. Priceless (mas se você insiste: 18 libras).

Eu já tinha mostrado aqui esse anel em preto, e resolvi comprar o verde também:

Já que eu não posso comer na rua, sobra troco em moedinhas para alimentar meu complexo de princesa. SHINY!

Cachecol e gorro de tricô. Boa qualidade, duas lilibetes cada um. E eles não são muito diferentes do que aqueles que custam 20 dinheiros na GAP.

Ainda sobre os básicos, a lingerie da Primark também é aceitável. O elástico dessas calcinhas dura tanto quanto as da Marks & Spencer, a variedade é grande e sempre tem coisa nova, custando entre 1 e 2 lilibetes. E EM TAMANHOS GRANDES, OK MARISA? :) Por esse preço, ainda que só durasse duas lavagens valeria a pena. Eu não sou fresca com calcinhas, jamais entrarei numa Victoria’s Secret ou Agent Provocateur, então essas aí cumprem a função de forma bonitinha e barata.

Eles também têm thermals, peças feitas de malha que é levemente escovada por dentro a fim de torná-la mais quentinha. Imprescindível no meio do inverno, quando a coisa fica climaticamente desafiadora. Essa aí embaixo custou sete dinheiros e você pode encontrá-las em várias cores e modelos diferentes.

Achei esse cabide interessante para guardar colares e echarpes; difícil foi achar um que não estivesse com pelo menos um gancho quebrado:

MELHOR MEIA CALÇA. Serião. 150 denier (bem grossa), opaca, de algodão quentinho, tamanho perfeito (não sobra, não falta, não fica descendo e você não se sente um recheio de linguiça) por três lilibetes. Não dá pra encarar o inverno sem uma pilha dessas na gaveta.

À esquerda pacote com duas fronhas avulsas (que eu estava precisando): duas libras. Por uma libra peguei dois pacotes de lenços umedecidos de limpeza. Quebram um galhão para tirar maquiagem.

Também comprei pijamas de fleece e um roupão de capuz TÃO macio e quentinho que eu quero usar o tempo TODO - até pra ir até à loja reestocar coca-zero. Por enquanto estou conseguindo manter a noção, ok? Quero uma corner shop com drive thru.

Então, tô sem saber ainda se eu sou uma miserável pechincheira que deveria tomar vergonha na fuça e ir fazer compras em lojas decentes OU se a minha caléga é somente uma pobre metida a besta que não quer que as pessoas saibam que ela não tem dinheiro quando, na verdade, basta qualquer um olhar pra nossa cara de proletárias que qualquer pretensão de parecer Maria do Bairro pós golpe do baú se prova ilusória.

Lembrando que isso não foi um publieditorial da Primark - que nem precisa; vende mais que chocolate na páscoa e se dá ao luxo de nem ter loja online. E se alguém aqui quiser dar um lar à cartelinha de brincos rejeitada, só falar aí nos comentários. Se tiver mais de uma pessoa que queira, farei sorteio. Lol.

E por falar em barganhas/pechincha/pobreza, olha o que eu achei na rua sexta feira passada quando estava indo jantar:

O aparador estava junto ao muro de uma clínica dentária e eu prometi que, se estivesse lá na volta, eu o levaria pra casa. Bem, estava, e agora mora no meu “hall”. :D Não sei se pinto, se deixo na cor natural, se coloco vidro ou azulejos antiguinhos para cobrir esse buraco no meio, se uso o buraco para colocar guarda-chuvas ou uma planta… Mil idéias.

Your trash, my treasure. ;)

Consumismos aleatórios.

Fim de semana meio micado; choveu o sábado inteiro, literalmente afogando meus planos. No domingo o sol abriu e pudemos pelo menos fazer uma caminhada e terminá-la no Driftwood’s com muito bolo e coca-cola (parece festa de criança, mas somos apenas eu, Respectivo e sua sobrinha Charlotte tomando café da manhã).

Maaaas, como “dentro de loja não chove”, me enfiei por umas horas na Boots e na WHSmith e saí de lá carregando isso:

A revista foi um momento de fraqueza. Já tinha visto essa capa mil vezes e ouvido mil vezes falar da LOVE, mas nunca tive vontade de comprar. Até que me dei conta de que os números atrasados da Lula, outra revista bianual muito popular entre as patricinhas fashionistas (já falei dela aqui; essa sim merece o hype porque é lindíssima) chegam a sair por 80 (!) libras no Ebay. Resolvi então passar a mão nessa primeira edição da LOVE e guardar; vai que daqui a uns três anos eu ganho uma nota?

Na Boots eu comprei esses dois cremes de cabelo da Tresemmè que estavam numa promoção ridícula (eu devia ter comprado mais). O removedor de esmalte eu precisava, assim como o hidratante da L’Oreal, meu preferido porque, além de ser grossinho e formar uma base perfeita pra maquiagem, tem filtro solar 15 de verdadena fórmula (muitos hidratantes dizem ter, mas a quantidade de filtro é mínima; quando rola mesmo dá pra sentir pela textura).

Os esmaltes eu comprei por causa do preço, mesmo. Baratinhos e eu ando apaixonada por tons pastéis; quanto mais, melhor. O verde (button moon) é bem parecido com o esmalte da semana passada, porém mais claro. Ou seja, mais parecido com o que eu realmente queria. Adorei. O azul (BMX bandit) tende ao lilás e parece cor de céu de verão; nada mais apropriado.

Well, foi isso o que comprei. Na lista que não se materializou, entretanto, também estava esse tênis:

Não é uma delícia? Bem, na verdade é um típico caso de “ame ou odeie”; meu gosto para sapatos é mesmo infantilizado. Vi na mão e é levíssimo, material molinho. Tem também em bege, mas erm, nah. Quase comprei o azul em Londres mês passado, mas tinha acabado de gastar meu $$ numa lojinha de roupas perto de Tottenham Court, que parece uma loja de departamentos de pobre (fica numa espécie de galpão, os vendedores são os próprios designers e todo eles são chineses ou coreanos) e não achei digno meter o tênis no cartão de crédito. Me arrependi; agora quero muito e tô com medo de não achar mais ou acabar pagando mais caro. Outra alternativa, mais barata porém nem tão fofa, seria esse aqui, da ASOS:

Sai pela metade do preço e as cores são mais básicas, o que ajuda nas combinações. Mas não tem o mesmo punch. Se eu estivesse podendo, compraria os dois. Mas, como não estou, uma “escolha de Sofia” torna-se necessária.

Também cismei com um esmalte amarelo claro, bem pastel. Tenho a nada-leve impressão de que vai ficar horrível na minha mão, mas não desistirei enquanto não comprar, testar e quebrar a cara; então, vamos lá ver as opções da ASOS:

Esse kit da Nails Inc. tem o amarelo que se aproxima bastante do que eu quero, MAS vem com quatro cores e eu, a rigor, não preciso das outras três (mas, aham, até que são interessantes). O kit sai por vinte librinhas, o que eu acho meio caro. Porém ainda assim mais barato do que comprar quatro esmaltes da mesma marca em separado. Perdi a chance semana passada de comprar só o amarelo por duas (DUAS) libras numa promoção do mesmo site. Great.

Da linha da Model’s Own eu estou meio que amando esse rosa “vitamina de morango”, esse laranja “suco de mamão”, sem contar o amarelo perfeito “milk shake de banana”. Para falar a verdade, essa coleção está me dando FOME. Preço do kit: doze libras. Mais barato que um esmalte da Chanel. Eu realmente gostaria de ter auto controle, mas está difícil.

E, nada a ver com o meu desejo por um amarelinho pastel, mas não são lindos esses vidrinhos de esmalte da Ciaté? Nenhuma das cores é particularmente tentadora, felizmente. Mas como eu sou fútil e muitas vezes compro produtos por causa da embalagem, considerei a possibilidade. Assim como o vidrinho de óleo para cutículas da mesma marca, e o removedor de esmalte da Paul & Joe:

Realmente lindos, mas eu falho em achar uma utilidade para um produto chamado “óleo para cutículas”. Geralmente nem me lembro das minhas, portanto não faz sentido comprar um produto relacionado. E, sinceramente, cutícula é assim mesmo: ou você esquece que elas existem ou tira na base do alicate. O que eu aliás não recomendo, porque a) elas têm utilidade, e b) quanto mais você tirar, mais elas vão crescer. Comprar óleo ou creme para cutícula já beira o transtorno obsessivo-compulsivo.

Outro potencial buraco negro de dinheiro que encontrei hoje foi a lojinha de roupas vintage Delightful Muddle (erm). Tem umas coisas bem interessantes (e o preço é ótimo); pena que o site é meio desorganizado. Algumas roupas aparecem vestidas por modelos, outras não - e isso é necessário pra ver o caimento da peça. A qualidade das fotos é irregular (algumas em baixa definição, sem foco ou com flash ofuscando detalhes) e eles não explicam direito o tamanho das roupas. Dizer que um vestido feito há 40 anos é “tamanho 12” dá margem a dúvidas e erros, já que os tamanhos aumentaram muito nos últimos anos porque as pessoas engordaram.

Mas ainda assim é possível tentar garimpar; esse vestido de verão, bem anos 70, custa só 10 libras. Só não compro porque fica difícil saber o tamanho exato. Também gostei da bolsa (10 libras também), mas que também não comprarei porque é uma bolsa para se usar à noite e, bem, digamos que minha vida social noturna aqui é meio… limitada.

A loja tem bolsas, sapatos, vestidos, jeans, tops, jóias, etcétera. Só falta mesmo arrumar um fotógrafo minimamente decente, fornecer as medidas das peças, melhorar a navegação do site e achar meninas para modelar as roupas. Senão fica difícil vender, pessoal.

Beautiful Things.

Persephone Books - uma editora dedicada a “ressuscitar” livros fora de circulação, escrito por mulheres e para mulheres. Romances, contos, diários e livros de culinária; todos unidos pelo mesmo design, a capa cinza com etiqueta creme e tanto a lombada quanto as contra capas revestidas com papéis cuja estampa imita tecidos da época em que o livro foi escrito ou que tenha algo a ver com a história (cada um dos 83 títulos tem um papel diferente). Só eu achei lindo e quero vários?


Sapatinhos da Imporium - Virtualmente impossível não se apaixonar pelos pisantes dessa loja: infelizmente (para MIM, claro) a marca é brasileira e tem lojas para as sortudas cariocas em Ipanema, na Barra, na Tijuca e em Niterói. Eles também têm botas e acessórios e a lojinha parece linda; vão lá e se acabem por mim, meninas.






Geléias e purês de fruta incríveis da Mrs Leyel’s - cereja e licor, maçã e amora, marmelada de três frutas, ruibarbo + limão + gengibre, amora + pimenta + vinagre balsâmico, ruibarbo e morango… Tudo isso em embalagens coloridas e com carinha de vintage. Já está com água na boca? Eu fiquei, comprei, e o vidro acabou tão rápido (usei como recheio de um bolo) que nem tive tempo de fotografar.


As fotos dessa menina - ou as fotos que fazem dela. Confesso que não sei se entendi. Mas não importa: o álbum é uma delícia, divertido e coloridíssimo (bom uso do photoshop e muito humor).



O cabelo, as roupas e tudo-o-mais da Gala Darling; ela parece ter saído diretamente da prancheta da Tarina Tarantino, toda em pink e girlie attitude. Adoro o modo como ela recicla e modifica roupas compradas em lojas populares como a Forever21 e as transforma em peças únicas (taí o Flickr dela com mais fotos).




As faixas de cabelo da Head Case, no Etsy - Confesso que meu saco está enchendo rápido dessa moda de faixinhas de couro para cabelo, com dez entre dez patricinhas desfilando o mesmo acessório pela noite. Mas ahá, elas não são tão bonitas como essas aqui:


E agora é hora de vestir o macacão e ir pintar a minha summer house (parecida com essas, mas não igual) que está quase pronta. Estou feliz por ter mais este cantinho para decorar e encher de flores; como se eu já não tivesse bastante…

Mint Green

Eu estava querendo testar o novo esmalte verde da Chanel, mas como não faço idéia se ele já foi lançado ou não e nem se chegaria aqui (provavelmente não), me joguei no “similar”, o Mint Green da Barry M:



Adoro os esmaltes dessa linha; são baratinhos, a durabilidade é excelente, as cores são incríveis e sempre em cima das tendências (o primeirão da foto aí embaixo é a cópia exata do Blue Satin da Chanel, hit absoluto há algum tempo atrás, e custando uma fração do preço):


Veredito? Ainda não posso me manifestar porque não testei o original, mas agora nem sei se preciso. Já tenho o meu verdinho-tendência do verão, a preço de banana. :)

Nem Lush, nem Lixo.

Há uns mil anos atrás eu tinha essa correspondente (penpal, amiguinha por carta, chame do que quiser) da Bélgica que, em uma das caixas cheias de inutilidades regionais fofas que costumávamos trocar, me mandou um sabonete da Lush. O cheiro era bom, até hoje eu tenho a caixa e o cheirinho de morango continua lá.

Essa verdade não se pode negar; os produtos da Lush têm um cheiro INCRÍVEL.
Mas pára por aí.

Passei por acaso na loja da Regent Street com a Flávia e resolvi trazer umas coisas cheirosas para casa. Nada ali é exatamente barato, então não pirei e escolhi a dedo o que me interessava. Comprei duas “massage bar” (sabe-se lá o que isso significa, mas fui informada de que era um nome estiloso que deram para sabonete), um pote de creme de limpeza com algas marinhas e um vidro pequeno de sabonete líquido com aparência e cheiro de sorvete de morango.

Aí estão as massage bars (como comprei duas, ganhei essa latinha fofa de presente). A primeira, em forma de coração e “sabor” chocolate branco, tinha mesmo cheiro de chocolate branco. A segunda tinha forma de favo de mel (adivinhe o cheiro?). A delícia ficou por aí, e eu devia OU ter comido as barras ou guardado na gaveta para deixar minhas calcinhas cheirosas. Fui cometer a asneira de entrar com uma delas (a de chocolate) no chuveiro.

Assim que a esfreguei na pele, fui recoberta por uma camada grossa de GORDURA. Sério. Agora eu sei como se sente uma galinha depenada, sendo preparada para o forno e lambuzada de manteiga. Nojento define. E por mais que o chuveiro despejasse água em cima do meu corpinho, nada da banha sair ralo abaixo. Fui obrigada a gastar meu parco conhecimento de química, passar a mão num sabonete de verdade e me ensaboar, emulsificando a gordura e enxaguando com água quente; só assim me livrei de ir pra cama parecendo um pastel de feira (cheia de óleo por todos os lados).

E agora vem o melhor: pelo menos 25% do “sabonete” simplesmente desapareceu no banho. Além de deixar a pessoa amanteigada, o negócio acaba depois de quatro utilizações rápidas (essa parte nem é tão ruim, vai). É claro que não experimentei a barrinha de mel; vai que, além de ficar engordurada, eu também acabasse ficando DOCE? Há limites para tudo nessa vida.



Aí em cima, o “creme de limpeza” e o sabonete líquido. Lavei o rosto uma única vez com o creme, segundo instruções do pote. Ao estabelecer contato com a água morna, o negócio se transformou numa gosma que derreteu e escorreu pelo pescoço, meu rosto ficou branco e COBERTO de farelinhos verdes de algas marinhas. Como não tenho vocação pra Pequena Sereia, passei meia hora retirando farelo por farelo à unha. Meu rosto não ficou mais limpo do que estava antes e o produto NÃO removeu os restos de maquiagem, como prometia. Pelo contrário, borrou o resto de rímel da noite anterior e, somado com os farelos verdes e a gosma branca, eu fiquei A CARA do Tio Fester depois de vomitar um repolho.

O produto menos ofensivo do lote foi o sabonete líquido. Cheiro muito bom e textura decente, pena que, oi, NÃO FAZ ESPUMA. E infelizmente JÁ ESTÁ fora da validade; o vidro foi deixado na prateleira mesmo depois de estar vencido há dois dias.

Dizem que os cosméticos da Lush, por “não terem conservantes”, devem ser mantidos na geladeira e consumidos rapidamente. Ou seja, safadeza da loja deixar um item fora do prazo de validade exposto aos clientes desavisados (a data de fabricação estava escondida atrás de uma etiqueta com uma “caricatura” do funcionário que havia misturado os ingredientes daquele produto).

Resumo da ópera: a Lush só faz algum sucesso porque mulher é babaca, acredita na propaganda, gosta de bancar a sensível e ecológica (“a Lush não testa produtos em coelhinhos peludos e fofinhos”) e praticamente menstrua ante à visão de uma loja coloridinha, produtos cheirosinhos, vendedores modernosinhos e um hype à altura do precinhos extorsivos na prateleira. “Aaaai, que LUXO, é da LUSH! Sente o cheiro… Maravilhoooso.” A essa altura o cérebro já virou shampoo e aí danou-se.

É. Algumas lembranças ficam melhor no passado, onde elas pertencem e dividem o apartamento com a ilusão e a ignorância. 18 libras MUITO BEM desperdiçadas; me ensinaram de uma vez por todas a comprar sabonete no supermercado e creme de limpeza na farmácia.

Pfe.

Chupa Chups.

Tenho certeza que você já conhece a marca:


Mas você sabia que eles também fazem acessórios e bolsas? Eu não. E não é que a linha é colorida, divertida, barata e cute?



Adorei essa azul e verde de crochê/tricô. Acho que eu quero uma.




A pentelha de 16 anos que vive em em mim está fazendo pirraça por uma dessas.





Essa aí embaixo parece caber o meu laptop. Hmmmm…



E olha esse cinto. Estou velha demais pra usar isso? É tão errado adorar cores e fofices quando você já passou do seu jubileu de prata?



Babe aqui. :)

Variadas. ♥

Uma das coisas que estou adorando hoje: as fotos da Irene no Etsy.

{website} {blog} {shop}

 Love Galore:

Roupas infantis lindas, sem clichês. Crianças lindas de todas as raças. Lindas ilustrações de artistas fantásticos. Ou seja, você nem precisa ter filhos para adorar a Small Magazine.

Resultado da minha “olhada de vitrine” da semana na ASOS. Eu não compraria nenhum sapato de salto (infelizmente não participo tão ativamente da linha ideológica que prega “sem sofrimento não há beleza”), mas ainda assim, eles são lindos. Considerei as sandálias rosas, mas elas não são muito práticas. Tive uma visão dessas rosinhas meigas e delicadas sujas de lama, graxa, agarrando em coisas e caindo ou simplesmente descolando.

As bijoux da ASOS são geralmente clichê e sem sal, mas gostei dessas peças;
Ok, o cordão é totalmente clichê, mas que se dane. Preeeeeety.

(ASOS)

Não sei do que gosto mais; o conteúdo ou as caixas.

Criadas pela ilustradora Fiona Hewitt e pelo expert em “Cafonices Asiáticas” (haha) Andy Tainton, a marca “Dumpling Dynasty” foi inspirada em anos vividos em Shanghai, Beijing e Hong Kong e passados em mercados e brechós atrás de inspiração;

Aqui está a loja(ligue os alto falantes do micro e curta a trilha sonora).

O que eu queria vestir hoje:

ou:

ou:

ou:

Sets criados por mim; eu adoro o PolyVore!

As fotos da Kari Herer:

In bloom:

{cteteris}

PB Teen

Como eu continuo com calor e com preguicinha de redimensionar as fotos de Búzios, deixo essas deliciosas imagens de da PBTeen ilustrarem o post de hoje; não são adoráveis?










O site inteiro é de babar; os preços não são baratos e eu não acredito que enviem para o exterior; mas há idéias (de cores, padronagens) que podem facilmente servir de inspiração.

Cobiça

Eu devia estar plantando meus bulbos (tenho 160 para plantar; OI, alguém topa vir me ajudar a fazer furos pelo jardim na CHUVA e temperatura de CINCO graus centígrados? Obrigada!) ou fazendo as malas (viajo em duas semanas). Ao invés de fazer algo útil e sensato, pego minha caneca de café da Hello Kitty, três biscoitos de aveia (ok, quatro…) e me sento na frente do computador para arrumar mais problemas para a minha vida; e o mais novo (que descobri através da Yvestown) se chama Decorative Country Living. O nome é bem explicativo; não posso me queixar de não ter sido avisada antes de clicar. Olha só o interior da loja:

Fica em Lincolnshire (alô quem mora perto, uma loja assim deve valer uma visita, nem que seja para alagar o chão de baba… Se eu morasse perto, pediria para morar lá dentro; pagava aluguel e tudo), numa capela reformada do século XIX (ai, ai) e o pior: envia aqui pra Jersey. Oi, me danei e já estou devendo até o pescoço? Ok, comprar eu ainda não comprei nada (as said before, tô de saída e vou passar o inverno inteiro fora), mas há coisas que eu muito quero e coisas que eu muito quero copiar.

Os coraçõezinhos são adoráveis, mas acho que consigo fazer em casa com arame, contas, alicate, barbante e fita gingham vermelhinha. Também achei fofo o cabideiro onde estão penduradas - um pedaço de madeira velha + pregos. Bem rústico.

Esse é ainda mais simples: botões de madrepérola (falsos ou não…) e arame. Devem ficar uma graça como enfeites de árvores de natal (também em botões vermelhos).

Tão simples que não há nem desculpa para não sair fazendo vários. Pensei também em usar botões coloridos e no meio bordar o nome de uma criança. Ficaria legal para um quarto infantil. Taí uma idéia de presente de natal. Borde em linho ou pano colorido liso. Dependendo da cor dos botões, o tecido pode ser até estampado. A moldura pode ser um porta retratos barato qualquer, que você pode pintar de uma cor que combine com o bordado/botões/tecido. Eu tenho aqui várias molduras como essas, que comprei por centavos na Rua da Alfândega no Rio.

Eu também adoro essas letras, mas a) teria que comprar, porque né, não há como cortar madeira ou metal tão bem assim e b) já vi em TANTOS lugares que já estou começando a achar clichê. Mas são lindas.

Ok, isso aí não tenho como fazer também, então entrou na lista do “quero comprar”. Ainda mais sendo baratinhos: £4.50 cada um. Oi, eu sou a louca dos sabonetes. Tenho uma cesta cheia deles no banheiro. Não posso ver um sabonete diferente, com formato bonito, cheiro interessante, cores vibrantes ou embalagem fofa que compro. Não tenho coragem de usar nenhum, entretanto, e tomo banho com sabonete vagabundo de supermercado. Eu me amo.

Mais sabonetes! Esses são de azeite de oliva e devem fazer maravilhas pela pele. Ok, acho que desses eu usaria pelo menos um. Os baldes reciclados também são lindos, mas tenho vontade de fuçar caçambas de lixo perto de lugares onde estejam rolando obras… Geralmente eles jogam vários desses no lixo.

Continuando no tema jardim, também adorei essas cestas. São forradas com plástico para permitir que se plante flores de verdade. Não sei se eu teria coragem de deixá-las no jardim, entretanto. Dessas eu consigo achar por aqui. :)

Também sou a louca das luminárias. Tenho algumas espalhadas pela casa e sempre quero mais, porque não há nada que se compare com a luz que vêm delas. Não fosse o medo de incêndio devido ao meu estabanamento, eu só usaria velas para iluminar a minha casa.

That’s all, mas no site tem muito mais. Clica lá. Ou não. :)

E, antes de ir embora (porque eu não aprendo), olha só isso e vê se não dá vontade de ir pra cozinha fazer bolinhos e biscoitos em forma de coração?

Por sorte a loja é finlandesa e eu não entendi nada, nem se mandam pra cá ou não… ufa!
Peraí… A minha sogra é finlandesa. Será que se eu mostrar o site pra ela eu… GAHHHHH!

*fecha browser*

I deserve the respect of a kiss goodbye

Sem tempo. A preguiça resolveu dar férias e fui resolver todas as pendengas chatas que estou arrastando com a barriga desde JANEIRO. Entre elas as nossas passagens pro Rio. Depois de surtar com o PREÇO das ditas cujas (OI? MIL libras na classe econômica?), gritei um pouco, engoli em seco e, well, comprei. Fazer o quê? Pelo menos o vôo seria sem escalas (porque né, ter que fazer Rio-SP via TOKYO e perder horas preciosas dormindo em sala de espera de aeroporto pra economizar 200 paus é meiphoda).

E aí veio a BOA!NOTÍCIA! da semana: ganhamos um upgrade free pra executiva porque a econômica estava lotada naquele vôo e nos cinco seguintes (eu sabia que um dia ia descobrir pelo menos UMA vantagem de ter um cartão pereba do Executive Club). A classe econômica da British Airways é boa, ao contrário das empresas americanas que cobram uma nota e transformam os pobres passageiros em recheio de marmita - mas viajar quase deitada, com espaço pras minhas patinhas e mamando prosecco na faixa é o presente de Natal que eu pedi ao Papai Noel. Se nada prestar nessas férias, pelo menos a viagem em si não será um estorvo a mais.

Quero entrar na cadmía e, aproveitando que tava lá perto para ir ao cinema, entrei pra perguntar o preço.

A cadmía fica no Waterfront, que é uma espécie de ilha dentro da ilha. Tem cinemas, KFC, Pizza Hut, Watersplash (onde rola natação e as mamães vão levar as criancinhas pra brincar nos tobogãs), barzinhos e nightclubs. Seria até agradável, se a coisa toda não tivesse jeitão de pátio de colégio.

Fui perguntar o preço da cadmía porque cadmías aqui têm a fama de serem caras. De modos que o pessoal prefere pagar ANUIDADE, porque sai mais barato (umas 300, 400 libras). Mas comigo não, baby. Como assim, “anuidade” de acadmía? Filhos, eu não sei nem se vou ter ânimo de voltar no SEGUNDO DIA, imagina me comprometer por UM ANO? Sem condições, sem condições.

Então. Chego lá, já na entrada sou meio que atropelated por um zé mané com um bíceps maior que o tamanho da cabeça e, quando a gente finalmente se desengancha, estou ensopada de suor - DELE. Ew, ew, nojinho. Me limpando e fazendo cara de vômito, me encaminho à recepção e arranco à força um sorriso lá das profundezas do âmago do meu ser. “Olá, eu gostaria de me informar a respeito de preços e horários, por favor?”. Resposta: “SÓ AMANHÔ (foi aí que eu percebi o sotaque polonês da menina, mas enfim). Dito isso, me vira as costas e continua acompanhando a novela na tevêzinha.

Eu: “Amanhã? Mas eu só queria saber o preço; você por acaso não teria um…”
Recepcionista: “Nossa CONSULTORA DE PREÇOS já foi para casa. Só amanhã, antes das seis da tarde”. E me vira as costas novamente.
Eu: “CONSULTORA? Haha, mas eu só quero saber o preço da mensalidade mesmo, não comprar um seguro de vida…”

A última fala veio acompanhada de um sorriso e era pra ser entendida como um comentário jocoso. A polonesa, que obviamente pulou o capítulo SENSO DE HUMOR quando fez leitura dinâmica do livro “Como Conviver em Sociedade”, soltou um suspiro que foi mais eloquente do que chamar TODAS as gerações da minha família de imbecil. E me fez a caridade de explicar: “a consultora precisa lhe explicar as vantagens da academia, as modalidades de pagamento, essas coisas.” E me vira as costas, dessa vez de forma violenta, como se dissesse “NOW GO AWAY, PLEASE”.

Ahhhh, agora entendi. Basicamente a consultora vai TENTAR me explicar por que um café ralo + um jornal (que custa 50p) + direito de gastar água tomando banho depois de suar feito uma porca justificam uma mensalidade de 80 libras? Mas por que você não me disse antes??

Eu: “Bem, de onde eu venho haveria UMA PLACA aí atrás de você com horários e preços; eu nem teria que perguntar nada. Se a mensalidade aqui é tão cara que eles precisam PAGAR pessoas para me convencer a aceitá-la, eu sugiro que DEMITAM essas pessoas, diminuam os preços e coloquem a placa; vai lotar de novos sócios!”

E assim me fui. Não sei se volto.
E não sei também se deveria ter sugerido que demitissem a recepcionista grossa também e me contratassem para o serviço, em troca de uma mensalidade na academia + café + direito a fazer tiro ao alvo no bombadão suado todo dia quando ele passar pela roleta de entrada.


Eu nem gosto muito de cloggs, mas HELLO? CUTE? Esses amarelos e o vermelho são muito bonitinhos. Imagina só andar com isso pelas ruas? Cloggt, cloggt, cloggt.


Chegaram as bolsas que comprei na ótima Luisa Via Roma (eles tiram 19% de VAT pra quem não faz parte da União Européia - Jersey e Brasil na lista, yay! -e enviam pra qualquer lugar no planeta por FEDEX de graça!), mas ó… Decepção. Não com o serviço deles, que é impecável, ou com as bolsas, que são lindas… Mas são E-NOR-MES. Saca saco de Papai Noel? Por aí. Queria comprar umas bolsinhas com cara de verão pra bater perna no Rio de Janeiro e vou chamar mais atenção que destaque de escola de samba. Socorro! E o pior é que, mesmo sendo imensas, amei as bolsas e não quero devolver.

Sugestãozinha pro webmaster do site: por favooooor, incluam as DIMENSÕES do produto na descrição, pleasethanksbye.

Drugstore cowgirl

Lentamente, os dias começam a ficar mais curtos e mais frios. Ontem, pleno Outubro, o verão mal tendo calçado as chinelas e ido se enrolar num edredon, tivemos a primeira chuva de granizo do Outono. Hellow, eu falei GRA-NI-ZO. Medo, muito medo do que será o inverno. Por enquanto, o aquecimento da casa está desligado, mas ontem eu já tive que jogar um segundo cobertor por cima do primeiro. E calçar meias. E tirar a camisola de flanela da gaveta. E resistir bravamente. E, no fundo, até gostar.


There’s something about cats and unmade beds that appeals to me. ;)

Respectivo está, no momento, retornando de uma viagem de dois dias a Gibraltar. E ele ainda encontrou a minha amiga cubana, que saiu daqui da ilhota pra viver em Málaga - mas trabalha em Gibraltar, assim como o marido. Gibraltar é BEM pequeno. Muito menor do que Jersey, para se ter idéia. Mas é colado à Espanha e já fiquei sabendo que rolam uns pacotes bem baratos de vôo + hotel. Hm… PLANINHOS.

Fui encher a cara com a Júlia na quinta, o que acabou nem acontecendo porque ela tinha hora certa para voltar para casa por conta do carrasco, ops, marido. Comemos panini + coca cola numa lanchonete metida a besta mas que NÃO OFERECIA GUARDANAPOS e cuja garçonete tinha uma desagradável cara anal. Roubamos uma coca cola extra do freezer em protesto silencioso e compartilhamos a dita cuja no carro, com o som no volume máximo.

Fomos para a casa dela e, por incrível que pareça, aguentei de bom humor as grosserias típicas do seu marido português - coisas do nível de “você está gorda!”, “seu cabelo está muito ressecado”, sem contar as sessões “too much information” onde ele revelava às gargalhadas detalhes não solicitados a respeito da vida sexual do casal. Jantei sopa portuguesa de pão, ovo e cebola, comi carne com batatas, bebi duas garrafinhas de Sagres e vim parar em casa.

Cheia de SACOLAS, é claro. Porque enquanto eu esperava a Júlia sair do trabalho, passei na Boots and all hell broke loose. Porque, se existem dois tipos de loja onde eu piro no cabeção, são elas papelarias e drogarias. Segurei a onda para não fazer a lôca e comprar TODOS os kits de natal, cheios de coisinhas coloridas e cheirosas dentro de embalagens maravilhosas.

Esse creme da Tresemmé realmente SALVA. Trinta minutinhos uma vez por semana e voilá - cabelo macio e fortalecido. O hidratante novo da Nívea (linha Smooth Sensation) é barato e muito melhor do que algumas das marcas mais caras. A linha “Natural Collection” da Boots tá em promoção e esses Body Sprays (£1.85 cada!) são deliciosos - comprei o de morango e o de baunilha porque eu tenho compulsão por cheirinhos e assim evito gastar os meus perfumes caros usando-os em casa. O body cream de morango (metade gel, metade creme) tem cara e cheiro de doce e dá vontade de comer às colheradas.


O body wash Ted Baker estava na promoção, assim como o creme para as mãos Evening Primrose, cheirosíssimo. Aproveitei para fazer um reestoque de produtos que uso costumeiramente, como esse removedor de maquiagem da Garnier - depois que experimentei, nunca mais usei outro. Nem é preciso esfregar o algodão - basta pressioná-lo contra os olhos e a maquiagem sai toda. E sem causar ardência; nem o da Clinique é tão bom. Esse serum capilar do John Frieda faz milagres. Reduz o volume do cabelo, acaba com o frizz e dá um brilho de comercial de shampoo; adoro. Pena que não reparei que pessoinhas já haviam usado um pouco para “testar” e o meu vidrinho veio um pouco vazio. Sorte que paguei metade do preço nele anyway.


Para arrematar, achei essa cestinha de vime azul que combinou lindamente com a cor da parede do meu banheiro. Enchi a bonita com as comprinhas e ela achou um espaço na prateleira:


Pronto, acabou o surto consumista da semana.