Posts on may2012

the miracle.

How many sorrows do you try to hide?
In a world of illusion that’s covering your mind
I’ll show you something good
Oh I’ll show you something good.
When you open your mind you’ll discover the sign
That there’s something you’re longing to find…

Cruel is the night that covers up your fears
Tender is the one that wipes away your tears
There must be a bitter breeze to make you sting so viciously
They say the greatest coward can hurt the most ferociously
But I’ll show you something good.
Oh I’ll show you something good.
If you open your heart you can make a new start
When your crumbling world falls apart.

The miracle of love will take away your pain
When the miracle of love comes your way again.

flowers in the window, such a lovely day

Domingo de sol, abortei o projeto Brick Lane + Spitalfields por pura preguiça e me joguei num pub lunch ao ar livre. Dessa vez escolhemos o Volunteer, em Waltham Forest.

His starter: queijo de cabra com chutney de cebola. O queijinho ainda estava borbulhando… ♥ Eu teria escolhido o mesmo, mas certeza que esse chutney leva açúcar. E eu teria ainda que desperdiçar o pãozinho.

Meu starter: camarão ao molho de alho e óleo.

His main course: mexilhões ao molho de vinho branco + batatas fritas. Não parece bonito na foto, mas yummy.

O meu: frango grelhado ao molho cajun com salada e verduras. Foto saiu PÉSSIMA, mas estava bonitinho e bem gostoso, eu garanto. :)

Na volta passamos numa nursery porque eu queria procurar flores. Na verdade era uma nursery propriamente dita e só havia árvores e folhagens. Só que o preço era tão bom e o pessoal que trabalhava lá tão bacana que eu acabei levando duas. Teria levado essa branquinha aí embaixo também, se eles soubessem me dizer mais sobre ela (pelo menos o nome ajudaria).

Outro prejuízo do dia foi ter passado na Toy’R’Us de Ilford - eles tinham a Operetta e a Rochelle! Fui obrigada a trazê-las para casa. São muito mais lindas ao vivo do que eu imaginava, e agora o Monster Count da casa já passou de vinte. :)

Uma das folhagens que eu comprei; achei que o amarelo ia ficar bacana contra o azul do shed e acertei:

A outra, com essas folhas vermelhas maravilhosas - e que deixaram a minha hortênsia ali do lado morrendo de inveja desbotada.

Tá começando a ficar bonito, né? :)

Broadway Market.

O dia amanheceu lindo, ensolarado e quente. Ficar em casa seria quase um pecado e eu resolvi finalmente conhecer o Broadway Market, que fica não muito longe de casa e tem uma reputação de ser o paraíso das delícias. Infelizmente o DDO (Diet Day Off) foi ontem e eu não pude, exatamente, me jogar; mas tudo bem, a pesquisa já foi feita, as delícias visualmente aprovadas e a degustação propriamente dita fica para um outro sábado. ;)

Foi meio dureza achar estacionamento, como esperado. Mas quando achamos era gratuito. Uma caminhada de dois minutos ao longo do Regent’s canal antes de chegar ao mercado me rendeu o prazer de apreciar as casas-barco ancoradas à margem. Algumas aparentemente tinham apenas função de domicílio, mas outras serviam também como lojas de doces e bolos, plataforma para a apresentação de artistas, brechós e livrarias. ♥

Esse estilo de pintura é chamado “canal boat art” ou “narrow boat painting”. As cores tradicionais são vermelho, verde, amarelo e azul, e os temas incluem rosas, castelos e alguns geométricos. A tipografia também é bastante peculiar. Alguns exemplos podem ser vistos aqui.

Frocks a’float! Roupas usadas, é claro:

E esta é a livraria, onde eu obviamente passei tempo demais e acabei gastando dinheiro.

Além de livros, o barco era provido de… gatinhos! ♥

Cerca de uma hora depois (hahahah) consegui sair da livraria e terminar de chegar ao mercado. Hipsters por toda a parte desfilando seus looks tendencinha cuidadosamente montados. Estava quente sim, mas sem aquela sensação desagradável de suor escorrendo, pele grudando e dificuldade pra respirar o ar saturado de umidade lá do Rio de Janeiro. E ainda existe quem reclame de climas secos. Oh, do shut the fuck up. :)

Almoço @ The Dove, com as compras na mesa. :) Fiquei impressionada com a beleza desse espelho de vidro lapidado, certamente vintage.

Isso aí era um bolinho de hadoque com batata, espinafre cremoso e um ovo poché em cima. :)

Não havia quase nada que eu pudesse comer no menu, mas eu não estava com fome anyway. Mandei ver numa entrada de prosciutto de parma com salame + saladinha.

Numa das lojas do mercado (que não é composto apenas de barracas) eu encontrei essa máquina de costura. Com tema de union flag. Essa gente está pegando pesado com o merchandising pras olimpíadas, hein.

Guloiseimas. Vontade de mandar pesar 100 gramas de TUDO e levar pra casa.

No estacionamento da The Dog and Wardrobe (loja de móveis utilitários antigos) eu me encantei por essa Vespa que, de acordo com o emplacamento, devia ter pelo menos 50 aninhos de idade.

Planos de retorno já foram feitos. :)

life goes on, long after the thrill of living is gone.

“cadê a heat wave linda da mamãe? BILU BILU”

E olha, ainda tem bolo!

De coco e limão, com um buttercream divino. E a minha edição atrasada da Oh Comely que chegou hoje. Fui ao mercado e comprei cerveja, cidra de pêra, pipoca, brioches, leite condensado (hahaha) e uma lasanha para o jantar. Recebi uns emails queridos e, depois do lixo que foi essa semana, a sexta feira está sendo maravilhosa. Este foi o primeiro dia de 2012 em que pude abrir as janelas:

Gnomo Guineto is so happy and sends his love.

Marcando 23 graus em Londres e eu não sei se procede - acho que é mais. Tá delícia, tá gostoso, não preciso calçar duas meias e casaco dentro casa, os alérgicos vão começar a espirrar com o pólen, os chatos vão começar a reclamar do calor, as pessoas já começaram a sair com o típico “uniforme inglês de verão” que varia de acordo com sexo e faixa etária mas são sempre os mesmos, os parques já começaram a encher de gente, o sol já chegou ao jardim e com ele eu também cheguei:

Thank you, spring, for finally showing up. ♥
And summer, I can’t wait.

Rochester

Rochester é uma pequena cidade no condado de Kent, às margens do rio Medway, famosa pela catedral e pelo castelo homônimos. Num daqueles domingos onde a gente pega um mapa, sorteia uma localidade qualquer na base do dedômetro e decidimos “vambora!” fomos parar lá.

Por coincidência chegamos exatamente no primeiro dia de celebrações do Sweeps Festival, onde vários grupos de danças folclóricas se apresentam pelas ruas da cidade. Foi bacana porque pudemos participar da festa, e péssimo porque levamos uma hora procurando estacionamento uma vez que o lugar estava lotado de gente assistindo às apresentações de dança, música, comendo sanduíche de porco assado e donuts fresquinhos. ♥ E eu me comportei. Chá com adoçante, coca zero, comprei o sanduíche mas joguei o pão fora e chorei baixinho em frente à barraca de donuts. :)

Fora comidas e danças, a cidade também tem boas lojas de móveis usados, antiguidades, brechós e tralhas, sem contar as livrarias/sebos. Sem mencionar a catedral, que é linda, e o castelo - onde eu não entrei, apenas admirei do lado de fora.Vale a visita, mas a quem quiser um dia comparecer ao Sweeps Festival eu recomendo deixar o carro na garagem e encarar um trem. E à prefeitura da cidade eu sugiro: que tal um estacionamento maior? 

consumismos.

Última edição da Lula. Fora o preço absurdo e a cara assustadora dessa modelo na capa, nada digno de nota. Revistinha tá ficando bem ruim, viu? Cadê aquelas ilustrações lindas, pautas imaginativas, diagramação criativa, ensaios com fotos incríveis? Hoje em dia é só mais uma fashion magazine com moças magras, brancas e entediadas usando roupas de cinco mil libras. Só que com publicação bianual e custando OITO dinheiros. Frankie e Oh Comely estão dando um banho, custam menos e tenho seis edições por ano de cada uma, ao invés de apenas duas da Lula (que por sinal tem o site mais metido a minimalista porém tão somente tosco do universo). Acho que essa vai ser a última.

Washi tape party! Chegaram as que comprei do chinês (washi washi) no Ebay. Cinco dólares de shipping não importando quantos rolinhos você comprar, e até que chegaram rápido. Qualidade bastante aceitável. Ou seja, continuarei me endividando com papel por um período indeterminado. :) As canetas POSCA vieram de uma promoção da Amazon: um estojo de seis por nove libras e, como eu tinha um cupom de cinco, elas saíram por quatro pilas - yay!

what’s going on.

Shed 80% pronto. Falta terminar de pintar por dentro, pintar a base e por fim encher de tralhas - porque esse é o propósito dele nesta vida.

Oi, eu tenho 10 anos.

Começou a fase das moscas neste hemisfério. Não sei se tem a ver com o hemisfério ou só com o país ou ainda só com o meu azar. Em Jersey o verão era uma grande nuvem de moscas nojentas que durava cinco meses. Mas lá eu vivia  no INTERIORRRR, perto de um campo de vacas que cagavam o dia inteiro nele atraindo a moscaria - era compreensível. Mas aqui? De onde saem essas asquerosas? Ok, tem uma micro florestinha aqui nos fundos, mas até onde eu saiba mosca não gosta de mato, gosta é de cocô.

Pronto, resolvido o mistério. Minha vida é uma merda - daí os insetos. :)

Blue is a colour.

A primeira vez em que vi você depois da infância teve trilha sonora: trovões. A chuva não estava nem perto ainda, mas os céus já estavam cor de hematoma e caramba, se fosse mesmo chover daquele jeito o mundo ia acabar num remake do Dilúvio. Eu fiz uma piada ruim – como todas as outras que eu já havia feito e farei na vida – envolvendo uma suruba coletiva na arca de Noé para repopular o planeta quando percebi você ali. Quer dizer, “perceber” não era bem a palavra. Até hoje não descobri qual dos meus sentidos acusou a sua presença primeiro, mas tenho quase certeza de que senti o seu cheiro antes mesmo de distinguir a sua voz em meio às risadas mornas que a minha piada recebeu por educação.

Revi primeiro os seus sapatos. Botas pretas de couro surrado, que deixavam à mostra as meias cor de vinho. É estranho, era tão improvável aquela cor que eu nunca mais a esqueci; se bobear sou capaz de apontar o tom exato na escala Pantone. Outro dia mesmo comprei um pacote com seis meias no supermercado e, quando achei entre elas uma quase da mesma cor das suas, tive um déjà vu desconfortável. Porque não me conforta nem um pouco me dar conta de que até as suas meias são difíceis de esquecer.

14 anos de carisma inabalável e eu lá, mal entrada nos onze, calçando chinelos de borracha cor de rosa, o equivalente na escala de coolness de ser fã do New Kids On The Block - e ok, para piorar eu era mesmo. Não havia a menor condição de competir, menos ainda depois que sua observação sarcástica a respeito da minha tentativa falha de ser engraçada detonou uma explosão de gargalhadas na platéia. Filho de uma puta. Só não te odiei mais naquela hora porque meu raciocínio lógico torto me soprou a seguinte idéia errada: “ele está te dando mole”.

Honestamente não sei o que me levou a concluir aquilo, já que você nem sequer estava olhando na minha direção e havia outra menina pendurada no seu pescoço. Vai ver o fato de você também não estar olhando na direção dela tenha me dado esperança – a gente precisa batalhar pra acreditar em alguma coisa quando o mundo não “conspira a nosso favor”. Encarei a sua bochecha por uns seis ou sete segundos até que você se dignou a olhar para mim, com aquela outra cor que eu também nunca mais vou esquecer. E aí você riu, e eu ri também, e aí danou-se e a meia hora seguinte pegou a gente sentado num banco de concreto perto do muro e eu chutando com força os seus sapatos e perguntando se naquela loja “tinha meia pra homem” e você respondendo “tinha, mas essa era a última; pra baranga ainda tem, quer o telefone?” e a gente rindo mais e dando notas para a bunda da tal menina que até meia hora atrás estava pendurada no seu pescoço e agora tentava uma partida de vôlei solitária com a parede.

Segredinho meu que você provavelmente já conhece: apesar dos protestos fingidos, eu sempre apreciei o modo maquiavélico com que você jogava farelos para a minha auto estima ao mesmo tempo em que cavava o buraco onde ia enterrá-la dali a pouco. Com onze anos eu não me incomodava em esperar pela sua mão para me tirar lá do fundo depois. Com o passar do tempo eu fui me acostumando aos desenhos que fazia nas paredes do buraco e por muitas vezes  até preferia ficar lá dentro mesmo, arte-finalizando à mão a representação gráfica da minha tristeza, a sair de lá e ter que encarar a inspiração sem direito a retoque no photoshop. Com o passar do tempo o buraco virou a minha casa, a minha zona de conforto ilusória made in china e eu precisava me esforçar demais para querer sair dele.

Com onze anos eu só precisava chutar as suas botas.

To-read list.

Eis o conteúdo (revisado) da minha pilha de livros para ler aqui em Londres. Tem a pilha de Jersey. E os livros que eu comprei mas não tenho idéia de quando terei saco pra ler, e assim sendo não estão na pilha. Ufa.

fifty shades of gray - e.l.james (hahaha, quero saber qual é a do hype sadomasô)
civilization - niall ferguson
the hunger games - suzanne collins (só comprei porque achei na charity shop por 99p)
the beauty and the sorrow - peter englund
freedom - jonathan franzen
the road - cormac mccarthy
the rules of attraction - bret easton ellis
middlesex - jeffrey eugenides
songs of distant earth - arthur clarke
kafka on the shore - murakami
dance dance dance - murakami
a taste of honey - shelah delaney
the shell seekers - rosamunde pilcher
watership down - richard adams
the heart is a lonely hunter - carson mccullers
call the midwife - jennifer worth

Pronto. :)

E como lidar com a preguiça de pintar?
A metereologia informa mais chuvas para os próximos dias (WAHHHH WAAAAHHHH WAAAAAHHHHHHHHHHHHH) e eu deveria estar pincelando Cuprinol coloridinho nesse bebê. Mas e o frio? E o sono? E o apelo de café com leite quentinho do lado do aquecedor quando está tudo cinza lá fora?

Motivação, onde comprar.

eat the rich.

Highgate Woods, hora do almoço num café chi-chi. Área de gente rica, portanto o menu do café do parque exibia uma infinidade de expressões estrangeiras porque isso é considerado chique - aprendi hoje que “tapenade” é um nome metido a besta para purê. Não serviam coca cola, apenas um “fizz” de uma marca chamada Whole Earth drinks, provavelmente com ingredientes orgânicos. Havia opções low carb, vegetarianas e veganas no menu. Nenhum negro, alguns estrangeiros, todos brancos. Yummy mummies bebendo vinho branco e chamando seus filhos por nomes hipsters. Pais tamborilando seus iPhones e iPads e tentando esconder a coxice com uma garrafinha de cerveja.

Um desses momentos em que me pergunto o que estou fazendo aqui.

today’s soundtrack

Misty, Kate Bush.
Sobre um boneco de neve/amante que derrete ao amanhecer. Parece meio ridículo, mas a letra é linda, assim como a tocante animação em stop motion do vídeo. Do álbum novo da Kate, “50 Words for Snow”.

A Heart Like Yours in a Time Like This, Deportees.
Começa com uma vibe anos 80 e dissolve em algo que parece um coro de anjos.

Lifelines, A-ha.
O vídeo é todo feito em time lapse numa vila de pescadores semi-abandonada chamada Børfjord, no extremo norte da Noruega, e foi baseado num curta norueguês chamado A Year Along the Abandoned Road. No começo, um poema escrito pelo rei Olav: 

When I look back
I see the landscape
That I have walked through
But it is different
All the great trees are gone
It seems there are
Remnants of them
But it is the afterglow
Inside of you
Of all those you met
Who meant something in your life

charming queen.

Comprei o livro na WH Smith de Lakeside. Pretty thing!
Esses charms adoráveis precisam de capítulo à parte. By Primark.

O café também é de lá. O tamanho desta caneca, embora não pareça na foto, é descomunal. Você pede um café médio e eles trazem um balde; se eu pedisse um grande viria onde, numa garrafa PET? :)